Wired Life
7 Courage - Le chapitre six.
Notas iniciais
Não sei se vou conseguir manter um ritmo considerável, nem sei se ao menos vou conseguir continuar minhas fanfictions.
Boooom... Boa leitura.
Elesis não sabia o quê fazer. Estava andando ás cegas por Canaban á um bom tempo e até agora não havia lembrado onde ficava a moradia de algum curandeiro. As pessoas olhavam feio para ela e para o garoto de cabelo azul. Esse desgraçado... Ainda não havia nem falado o nome dele! O escutou gemer, e, percebeu que estava fincando as unhas no braço direito dele. Afrouxou um pouco o aperto, mas, ainda fincava um pouco unhas na pele pálida do garoto. Andar á cavalo era bem conveniente, só que já estava com dores bem fortes nos quadris. Olhou para o rosto dele por mais uma vez desde duas horas, e, continuava com aquele olhar viciado e opaco. Já havia pensado no seu plano: deixaria o garoto com um curandeiro e sairia á procura de Arme e Lire. Não sabia porquê, mas, não queria abandonar ele. Aquele olhar dele já estava a deixando abatida, pois no pouco tempo que passaram juntos já deu para ver que ele era um exímio espadachim, mas, não chegava á usar técnicas complicadas que ela havia aprendido. Os golpes dele, que notara naquela breve luta contra a gosma, tinham um ritmo próprio dele, uma dança diferente, é como se já tivesse nascido para dançar naquele ritmo. Ela tinha passado por horas e horas de treinamento árduo com um ótimo professor apenas para conseguir segurar uma espada correctamente e ainda não conseguia dançar daquela forma! A espada dela era diferente da dele. A dela tinha uma ponta bem afiada, era uma lâmina comum, só que com o peso ideal para ela segurar com as duas mãos, pesada na medida para causar um dano considerável no inimigo. Já a dele... Era uma espada que parecia ser bem leve, pois não o vira usá-la com as duas mãos. Que belo ritmo que ele tinha com aquela espada! Ela invejava profundamente os espadachins que conseguiam alcançar esse nível de perfeição, já que se sincronizavam tão bem com a espada! O pai dela era outro espadachim que dançava belamente com a espada. Era uma dança que ela tentava alcançar. A sua dança era um tanto... Acelerada e desengonçada comparada com a daquele garoto de cabelos azuis, que dançava em um ritmo parecido com a dança clássica. Deu um longo suspiro, olhando para o céu. Iria chover. Procurou algum bar para ao menos se proteger da chuva e conseguiu encontrar um bem á tempo de escapar da chuva.
Por pouco! – A ruiva pensa, passando o braço do garoto de cabelos azuis por cima do ombro dela. Os dois foram andando até uma mesa ao canto, onde a ruiva o deixou sentado enquanto pegava algo para comer e beber. Quando volta para a mesa vê um grupo de homens aparentemente perturbando o garoto. – Hei! – Grita, chamando a atenção do grupo.
– Quer dizer que ele está acompanhado... – Um deles fala. Ele tinha uma enorme cicatriz no rosto, era extremamente musculoso e tinha os cabelos pretos bem cortados. Estava acompanhado de mais dois caras: um de pele morena e cabelo castanho igualmente cortado, e outro de cabelo loiro e pele extremamente branca.
– O que vocês querem com ele?! – Indaga, andando á longos passos á direção da mesa.
– Apenas que ele pague pelo que fez. – O homem fala, dando um murro na cara do garoto, que cai ao chão gemendo com a dor. – Não vai reagir não?! Nobre maldito! – Começa então á chutar o garoto indefeso, que se contraia com a dor. Eles riam se divertindo da dor do garoto.
– Pare com isso! – Elesis grita, sem o que fazer, já que os caras davam o triplo dela e ainda estavam armados e em maior número. O homem, se divertindo com aquilo, pegou o garoto e deu uma boa joelhada no estômago dele, fazendo-o gritar. – Parem! – Grita novamente, agora com lágrimas nos olhos. – Por favor! Alguém me ajude! – Grita, caindo de joelhos ao chão. Não sabia por que estava daquele jeito, mas, não suportava ver o garoto apanhar estando naquele estado.
– Oh... Quer que nós paremos? – Pergunta o homem, parando um pouco a sequência de ataques.
– S-sim! – Fala, contendo as lágrimas.
– Que tal nos divertir um pouco, hein? – Fala, com um sorriso malicioso. Os outros colegas, percebendo a intenção do homem, sorriram, olhando a garota indefesa á sua frente.
– C-certo... – Elesis fala, se sentando ao chão, derrotada.
– Comece! – Grita um deles, olhando com ansiedade a garota. Notando o tipo de diversão que aqueles homens queriam, se enojou. Não tinha tempo para sentir nojo, tinha que salvar seu companheiro. Retirou a parte de cima da leve armadura que usava, mostrando ter um belo corpo coberto por uma blusa vermelha e um short curto preto. Não conseguia tirar o resto das roupas e já estava aflita, até que uma flecha atinge a mão do homem. Elesis rapidamente olhou a haste da flecha, reconhecendo-a de imediato.
– Rajada de flechas! – Uma voz um tanto familiar grita, lançando três flechas de uma vez á cada 3 segundos, que acerta em cheio os homens. – Elesis! Você está bem?! – A amiga pergunta, olhando com preocupação a ruiva.
– Sim. – Murmura, vestindo a armadura. Logo correu para onde estava o garoto. Não parecia ter quebrado algum osso, mas, estava sangrando. Ele tinha se sentado com certo esforço, que foi fácil de perceber pelos gemidos de dor.
– Elesis... Você... Está bem...? – Murmura, fazendo a ruiva ficar de certa forma contente, melhor, emocionada, pois depois de tanto tempo sem falar absolutamente nada ele havia dito o nome dela! O abraçou. Pena que ele continuava com aquele olhar vazio...
– Lire! Encontrou a Elesis? El~ — A maga é silenciada pela loira, que sorria ao ver a ruiva. Arme sorriu, pensando em novos jeitos de provocar a ruiva, mas, por enquanto, iria deixa-la em paz. Lire havia ficado orgulhosa da amiga, pois ela se arriscou por um jovem que sequer conhecia direito! Novamente sentiu a presença maligna, nauseando-a por um momento. Pensou em falar com uma das duas lá, só que resolveu ficar quieta apenas esperando a ruiva se levantar.
Elesis não sabia por que, mas sentia apego por aquele garoto. Talvez fosse pela bela dança que ele executava com aquela espada, talvez fosse pelo coração que parecia ser puro, talvez fosse pela personalidade que ele mostrara ter naquele tão pouco tempo. Não sabia. Mal sabia ela que isso tudo era mais complexo do que poderia imaginar...
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