Wired Life

5 Courage - Le chapitre quatre.


Notas iniciais
Desculpa a demora novamente! x.x

Era só o que faltava... Esses dias estavam cada vez mais estranhos... Mal pisara naquele maldito deserto a sua vida mudou drasticamente, conhecendo um garoto de cabelo azul que podia se transformar em uma espada e ainda nem sabia o nome do dito-cujo! E agora no que estava metida?! Sair andando por uma floresta cheia de monstros idiotas atrás de uma tal erva calmante! Repassava lentamente com ódio os últimos acontecimentos...


– E-Elesis... – O tal garoto bizarro, estranho e metido á besta fala, gaguejando.


– Que foi agora... – Elesis fala, terminando de colocar sua armadura. Havia ganhado uma nova espada, que lhe serviria muito bem na jornada pela floresta e para Canaban.


– Desculpa... – Fala em um murmuro. Logo volta á gemer de dor, já que o corpo todo doía.


– Fracote. – Elesis fala, saindo da humilde cabana que fazia parte daquela pacata aldeia. Não demora muito e se vê em frente á densa floresta que protegia e sustentava aquele povo. Um calafrio percorre sua espinha ao cogitar a ideia de que poderia não encontrar a erva e acabar perdida naquela selva para sempre... Não! Não poderia se dar ao luxo de se perder! Muito menos falhar na sua meta, afinal, não tinha saído do conforto da sua pequena e aconchegante casa á toa. Adentra a floresta, convicta que iria achar as ervas e curar o indesejável e necessário parceiro. Enquanto andava naquele breu relembrava o que havia acontecido àquela noite...

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Do lado de fora do círculo em chamas Elesis observava o que acontecia lá dentro. Todos estavam entrando em pânico, na tentativa de apagar o fogo que estava se propagando rapidamente pela floresta. Logo uma ideia lhe veio á mente: e se apagasse aquele desenho estranho que o azulado havia feito no chão? Pega a espada rapidamente e faz um corte em uma das linhas, desfazendo o círculo de fogo ao redor do azulado e do enorme dragão. O dragão estava olhando perplexo para as pessoas enquanto se perguntava “Onde está o fogo que eu criei agora pouco?”. Logo se desfaz, deixando o azulado em paz, deitado no chão.


– Peguem o garoto! – Ordena o chefe da vila. – Ele precisa de cuidados. — Murmura consigo mesmo, mas Elesis entende muito bem o que ele fala por meio da linguagem labial.


– O que foi isso. – Elesis fala, olhando fixamente nos olhos do velho homem.


– Agora não é hora de perguntas, minha jovem... – Fala, adentrando a pequena cabana onde os dois guerreiros estavam hospedados. Logo chega ao pequeno quarto onde estavam alguns elfos falando alto. – Silêncio... – Fala calmamente, mas, percebe que não teve efeito. – SILÊNCIO SEUS BADERNEIROS! – Grita sem paciência, acalmando os elfos presentes. – Deixem-me ver o garoto. – Fala, abrindo passagem entre os elfos. – Como se sente meu jovem? – Pergunta com uma voz amável.


– Meu corpo dói... – Fala em um murmuro. De alguma forma não se sentia á vontade naquele local, algo lhe dizia que aquele lugar era uma ameaça á ele. Pensou em se retirar dali, mas no estado que se encontrava não conseguiria fazer muita coisa...


– Por favor, vá buscar algumas ervas para mim... – Elesis se perde no tanto de palavras que aquele senhor fala, pensando em como sair daquele lugar. Felizmente, ele estava mostrando as ervas que ela tinha que buscar, facilitando mais o trabalho que teria que executar.

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Finalmente encontra todas as ervas e volta pelo caminho que estava marcado com estilizados cortes sem sentido em pobres árvores que a ruiva encontrava pelo caminho. Após uma longa caminhada reencontra a pequena vila, caminhando calmamente para a cabana onde estava o azulado. Ainda não havia entendido o porquê de o garoto ter ficado daquele jeito... Adentra a cabana e procura pela elfa que iria fazer o tal chá de ervas.


– Aqui. – Elesis fala, entregando as plantas para a elfa.


– Logo, logo, o chá vai estar pronto. – A elfa fala, caminhando para a provável cozinha. Sem mais nada para fazer, entra no quarto onde estava o garoto e fica o observando, procurando qualquer sinal de que tenha mudado, nem que seja uma espinha, o que não tinha; um fio de cabelo branco, estranhamente tinha... Será que era muito velho? ; ou alguma deformação na pele, simplesmente perfeita... Logo lhe passou á mente um pensamento um tanto perturbador para ela mesma: como aquele ser humano poderia ser tão... Perfeito? Não podia falar o mesmo do interior, já que estava á pouco tempo com o garoto...


– Elesis? – O garoto pergunta, fitando a ruiva, que estava á míseros cinco centímetros de distância olhando-o com cara de retardada. Logo a ruiva acorda do transe e cora violentamente com a distância, se afastando imediatamente. – Já chegou? – Pergunta se sentando á cama e alongando os braços e coluna, com o intuito de despertar nem que seja um pouco.


– Não... Eu sou uma assombração... – Elesis fala com ironia.


– Bem que parece mesmo... Você tá mais pálida que um fantasma... – Fala, se deitando um pouco. Fecha os olhos por um momento, pretendendo conter as dores do combate passado e o típico zumbido que lhe perturbava desde aquele ocorrido... Estranhamente aquele zumbido ficava cada vez mais alto, como se quisesse deixar o garoto em estado de loucura.


– Baka? – Elesis pergunta, vendo se o azulado estava dormindo.


– Sim Elesis... – Fala em um murmuro.


– Ainda está dormindo? – Pergunta, fitando o chão.


– Obviamente não. – Fala, se sentando. – Feliz? – Pergunta, com um tom de ironia.


– Aqui está o chá... – Fala a elfa, entregando uma espécie de cuia com um líquido verde musgo. O azulado olha aquilo e sente uma onda de calafrios percorrerem o corpo. Olha hesitante para o líquido, mas bebe, sentindo o corpo doer mais ainda por dentro.


– O... O que é isso?! – Indaga, soltando a cuia de qualquer jeito, deixando-a se chocar contra o chão. Sente as pálpebras ficarem mais pesadas e cai em um abismo negro bastante conhecido: a mente humana. Aquele elfo maldito... O que era aquilo?! Pelo menos as dores haviam passado...


– Ele dormiu? – Elesis pergunta, arqueando as sobrancelhas.


– Acho que o chá é forte demais para ele... – Fala a elfa, conferindo se o garoto estava com febre. – Não é muito grave. – Fala, recolhendo os estilhaços da cuia no chão.


– Muito?! Quer dizer que é grave?! – Elesis grita, chamando a atenção de alguns elfos.


– É melhor você levar ele para Canaban. – O velho homem fala, adentrando o quarto. – De cavalo vocês vão chegar mais rápido.


– Eu não tenho cavalo. – Elesis fala, olhando o homem e pensando se ele era retardado ou alguma coisa assim. – Você deveria ter me dito que esse chá era veneno. – Fala, entregando as cartas.


– Veneno medicinal minha jovem... Sempre curou todos nós... Não sabia que iria fazer mal ao jovem arcano... – Fala, tentando explicar a situação, só que não convence a ruiva.


– Me deem um cavalo. Agora. – Fala, fitando o homem mais velho.


– Certo... – Fala, e ordena á um elfo que pegue um cavalo. Logo o elfo volta e dá o cavalo para Elesis, que coloca o companheiro de viagem na sela e monta. Logo quando estava adentrando a floresta, o velho homem fala: — É melhor se apressar garotinha! Esse veneno só vai revelar o que ele realmente é, o que não vai ser nada bom para você!


– Elfo idiota... – Elesis murmura consigo mesma, fazendo o cavalo andar mais rápido.


Notas finais
Meu bom e velho ritual: reviews?