Wired Life
10 Courage - Le chapitre neuf.
Notas iniciais
Boa leitura u.u
- Heei! – O azulado caminhava mais á frente das garotas, com um capuz ocultando a face. – Você não pode andar tão rápido! Não é porque se recuperou que vai ficar correndo por aí! – A ruiva grita, correndo atrás do garoto. O mesmo se vira para trás, á tempo de receber um belo peteleco na testa. – Ande um pouco mais devagar!
- Eu não estou morrendo... – Murmura, se virando novamente para voltar ao ritmo de antes. De vez em quando sentia uma fisgada um pouco abaixo do coração, mas conseguia aguentar. Logo chegou aonde queria: uma velha mansão abandonada, dominada por um jardim selvagem que crescia, protegendo a entrada. Sacou uma adaga decorada com pedras ametistas e saiu cortando parte do mato que ficava no caminho de pedras que tem na mansão. Logo chega á entrada e dá um golpe simples com a adaga, quebrando a tranca, e entra, junto da ruiva. – Se quiserem, podem ficar aí fora. – Apenas notou que as duas garotas, Lire e Arme, ficaram do lado de fora. Deu de ombros e foi andando junto com a Elesis. Andava com passos rápidos, tendo cuidado para não pisar em algum buraco ou algo do tipo. Elesis olhava com curiosidade o que havia restado da decoração da mansão, quando volta á prestar atenção á sua frente tem tempo apenas para segurar o azulado, que quase caía ao chão.
- Tem certeza que aguenta andar? – A ruiva pergunta, observando o garoto voltar á andar.
- Tenho... – Fala, descendo umas escadas. Essa manhã Elesis o havia encontrado lúcido, chamando alguma garota chamada Catarina. Logo chegam á uma porta e o garoto á abre com um feitiço, adentrando o local. Chegou até um baú e o abriu, revelando algumas coisas como livros, frascos, joias e adagas. Tirou tudo de dentro e puxou uma bainha decorada com rubis e detalhes em prata. Dentro da bainha tinha uma espada com descrições em uma língua perdida. – Se chama Gládio. – Fala para a ruiva, empunhando a espada. Ao empunhar, as descrições nela começaram á emitir um brilho azul, revelando detalhes um pouco mais discretos no aço e na empunhadura, á qual era prata decorada com rubis. – Era a espada da Catarina. – Murmura, testando um golpe um tanto desajeitado. – Esse Gládio foi passado por gerações até chegar ás mãos da Catarina. Nunca soubemos que ele canalizava magia, até eu usar. – Testa mais um golpe, um golpe vertical. Ao desferir o golpe, um rastro de magia ficou no ar, transformando-se em pétalas vermelhas. – Se bem que esse Gládio ainda está com um pouco da energia da Catarina... – Se senta encima de um baú, analisando a bainha do Gládio. – Lembro-me de ter implorado para ao menos empunhar essa espada... Tive que roubar da Catarina por um tempinho curto... Ela quase derrubou a mansão procurando esse Gládio... – Dá uma risada curta, procurando mais alguma coisa dentro do baú. Retira de lá de dentro uma mochila e sai andando, com a ruiva no encalço. Logo os dois sobem as escadas, depois de trancar o alçapão, e chegam ao salão principal da mansão, manchado de sangue seco e alguns sinais de um possível incêndio. – Morei aqui com os meus pais. – Murmura, andando calmamente pelo salão. Chegou até umas estátuas macabras: pessoas aterrorizadas. – Morei até Cazeaje acabar com a minha vida. – Fita o candelabro completamente sujo e quebrado com um sorriso forçado no rosto.
- Se junte á nós. – Elesis finalmente fala, olhando fixamente o azulado. Logo se apressa para explicar – Lire foi enviada pelos anciões de Eruyell para combater Cazeaje, Arme está nessa para combater Cazeaje também e para aprender novas coisas sobre magia, e eu... – Dá uma pausa. – Eu estou atrás do meu pai que sumiu na caçada á Cazeaje. – Fala, atraindo a atenção do garoto. Este olhou sério para a ruiva, logo mudando a expressão para algo como... Tristeza.
- Suas intenções são boas... Mas o caminho que sigo é única e exclusivamente para recuperar aquilo que perdi. – Fita agora as mãos. – Matei aqueles que eu amava... Perdi minha prometida por um acidente que sequer lembro... Não quero matar mais ninguém por causa de minhas intenções, ou qualquer coisa á ver comigo...
- Eu também perdi meu prometido... – Murmura, olhando para o chão. – Lembro-me de um belo garoto com um sorriso encantador que sempre me falava para ser do jeito que realmente sou e jamais deixar que me mudassem... Até hoje sigo o que ele me pediu... – Sorri, lembrando-se de doces lembranças. Elesis ia falar algo, mas são surpreendidos por uma explosão. Logo ficam em posição de ataque, preparados para qualquer coisa.
- Sente essa presença? – Murmura, de costas para a ruiva.
- Sim. – Murmura, se concentrando em sentir qualquer aproximação. Logo vê uma silhueta arrastando uma enorme espada se preparando para atacar. Não perde tempo e avança para cima do suposto inimigo, dando uma estocada com a espada. O suposto inimigo se defende com a espada, dando uma rasteira na ruiva. Simultaneamente o azulado lança uma espécie de flecha de energia roxa, que atinge em cheio o inimigo.
- Vinde aqui e lute como homem! – O azulado grita, dando golpes circulares no ar acima de sua cabeça. Na face do inimigo aparece um sorriso, um sorriso de escárnio.
- Sei que não consegue usar essa espada. Sei que não consegue dar um ataque eficiente. – Fala, avançando para cima do azulado. – É muita coragem de sua parte se arriscar tanto assim! – Dá um golpe com a espada, que é bloqueado com certa dificuldade pelo azulado. – Ou seria tolice...? – Ronan encara a espada, vislumbrando um olho verde que o olhava fixamente. Sentiu um arrepio ao pensar no golpe que poderia receber com aquela espada enorme. – Vamos acabar logo com isso... – Murmura, afastando o azulado com um golpe mais forte da espada e tocando com uma das mãos o chão. Com isso, um espinho surge da terra, atingindo o azulado. – Agora é a ruivinha... – Murmura, tirando algemas de dentro do bolso. – Não sou de ferir damas... – Fala, prendendo a ruiva em uma pilastra do grande salão. Mal termina de fechar as algemas é atingido nos pés por uma esfera azul, que o impossibilita de andar.
- Que pena... Eu sou de ferir damas... – O azulado comenta com um sorriso sádico, empunhando o Gládio de maneira desleixada. Sai andando calmamente á direção do inimigo, que o olhava com certo ódio. – É melhor se comportar, ou termino de congelar o resto do seu corpo. – Fala, dando uma demonstração do poder, congelando o inimigo até a altura dos joelhos. – Só pode latir quando eu mandar ouviu bem? – Esperou um tempo para ver se o outro falava algo. – Ótimo, não vou precisar repetir. – Chegou perto do inimigo e agarrou os cabelos da nuca dele, puxando-os para baixo. – O quê você quer? Por que nos atacou? – Como o inimigo não falava nada, puxou com mais violência o cabelo dele, fazendo-o gemer de dor. – Agora não vai mais latir? E a minha ordem de falar só quando eu mandar? – Fala, não recebendo resposta do inimigo.
- Ângelus... – O inimigo murmura, deixando o azulado confuso.
- Ângelus? O quê isso têm á ver com... – Com a breve distração do garoto, o inimigo puxou um saquinho de dentro do bolso, abriu e tacou um pó na cara do que estava á sua frente. – O quê é isso?! – Sentiu as fisgadas abaixo do coração ficarem mais fortes, á ponto de o deixarem sem forças.
- Lin! – O inimigo grita, e logo uma garota de cabelos prateados aparece atrás do azulado, dando um murro na lateral da cabeça do mesmo, o nocauteando. – Vamos leva-lo daqui. – Fala, descongelando os pés. Já ia tocar no azulado quando uma bola de fogo por pouco queima a mão.
- Não vai tocar um dedo nele! – Arme grita direcionando uma tempestade de choques no inimigo, que desvia por pouco.
- Rajada de flechas! – Lire grita, atirando três flechas á cada três segundos três vezes, prendendo a nomeada Lin e o inimigo. – Muito bem... Qual o seu nome? Não gosto de falar com alguém sem saber o nome dele primeiro. – Fala, sorrindo.
— Zero. – O inimigo fala, provavelmente olhando fixamente para os olhos da elfa.
- Por que estava atacando os dois? – Arme pergunta, chegando perto da Lire.
- Já ouviram falar na Lenda das Espadas Sagradas? – A nomeada Lin fala, se soltando das flechas e sentando ao lado do Zero.
- Sim... As espadas sagradas selaram o mal que o espadachim maligno liberou no mundo... – Arme fala, com a sobrancelha arqueada. – É só uma lenda! O quê tem á ver?
- Os Erudons existem desde o tempo do espadachim maligno. – Ronan murmura, indo para mais perto dos outros.
- E a lenda que vocês ouvem é apenas um décimo da verdadeira. – Lin fala, soltando o Zero.
- É melhor que vocês descubram a lenda... Sozinhos. – Zero fala, saindo junto da Lin. – Aliás, nos encontraremos em breve, nosso destino está interligado pela lenda.
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