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Os dias nunca passam

As noites são intermináveis

Batimentos do coração à velocidade da luz

Espaço e tempo se desalinham

(Hey Du — Tokio Hotel)


Parte I

Eu não sabia o que sentir. Minha mente estava uma confusão de pensamentos desconexos. No dia que seguiu ao beijo de Tom, nós não falamos sobre ele, mas havia algo estranho no ar. Um sentimento estranho, desconhecido.

Eu não sabia o que pensar. Neste mesmo dia eu fui conversar com Tom. Precisava de explicações. A porta de seu quarto estava entreaberta e pude ouvi-lo conversando no celular.

– Então que dia vai ser? – pausa para resposta – Espero que desta vez você vá. Eu realmente gosto de sair com você.

E foi assim que eu descobri o ciúme.

Essa descoberta só trouxe mais perguntas. O que isso quer dizer? Que eu o amava? Não. Isto eu tinha certeza que não era. Amor era um sentimento puro de mais para se sujado com ciúmes. Pelo que eu já li o amor nos trazia emoções como o conforto, segurança, carinho, felicidade e tudo que eu sentia agora era o oposto disso. Eu me sentia triste, enciumada e usada. Para que Tom tinha me beijado se não gostava de mim. Gostar. Vai ver era isso que eu sentia por Tom. Logo depois do gostar viria a paixão e logo depois o amor. Eram três estágios que eu não queria passar; eu não queria gostar, me apaixonar ou amar alguém que não sentia a mesma coisa por mim. Eu precisava de uma distração. De alguém que me ajudasse a esquecer.

– Dé? O que está fazendo parada ai?

– Por que me beijou? – eu não sabia o que responder então resolvi ser direta.

– O que? Como assim por quê? Eu te disse ontem – quando viu minha cara de confusão ele falou de novo. – Obrigado, eu lhe beijei para agradecer.

–Não poderia apenas ter dito? – perguntei com raiva.

– O que tem eu te beijar? Não teve sentimento. Por que você está tão nervosa, não é como se você gostasse de mim ou algo do tipo. Você gosta? – ele parecia um pouco assustado, não aterrorizado como se essa idéia fosse horrível. Só assustado.

– É claro que não. – eu parecia firme, mas por dentro eu estava triste e magoada.

– Você gosta do Dirk certo? Não era essa o cara por quem você estava apaixonada?

– É pelo Dirk. – sai andando.

Como pude me esquecer do Dirk? Eu era obcecada por ele. Só foi conhecer Tom que ele sumiu dos meus pensamentos. Dirk era um bom cara para me distrair...


Ao passar dos dias não conseguia tirar a idéia de sair com Dirk da cabeça. Ao passar das semanas não conseguia esquecer a idéia de que gostava de Tom. E quase no final do mês tive certeza de que eu estava sentindo algo por ele, quando ele comentou sobre uma garota que ele ia ‘pegar’ no almoço com Bill, eu me senti triste. Terminei meu almoço sem demonstrar nenhuma emoção, mas acho que Bill percebeu algo, pois perguntou se estava tudo bem, respondi calmamente que sim e seguimos em silencio.

Logo depois de terminar meus afazeres tomei um banho e pus uma roupa bonita. Não me pergunte por que, só queria me sentira bem e desejada, por mais que fossem por tarados que mechem comigo na rua. Ri diante deste pensamento. Quando sai já estava escurecendo, por volta das 19:00.

– Aonde vai? Está frio para sair.

– Não sei onde vou Tom, só quero sair. Estou com casaco.

– Quer que eu vá com você?

– Não precisa, está tudo bem. Beijos. – neguei por que queria um pouco de distancia de Tom. Queria que por breves horas meu coração não disparasse quando ele conversar comigo.


Parte II

Ao sair do portão pensei em que eu poderia fazer hoje, eu tinha alguns euros em minha bolsa. Tinha o bastante para me divertir esta noite. Pensei em ir a uma boate, mas isso não era muito a minha cara. Pensei em ir jantar, mas jantar sozinha era o cumulo da solidão. Olhei para os lados em busca de algo que pudesse me dar uma idéia e achei. Havia uma senhora de mãos dadas com uma garotinha, provavelmente sua neta, vestida com o uniforme de balé. Bom, já sabia o que fazer esta noite, pelo menos por enquanto.

Peguei um taxi e dei o endereço da minha antiga academia de dança. Eu estava com saudades das pessoas que trabalhavam lá. Demorou uns 20 minutos para chegarmos ao nosso destino. Paguei o taxi e fui em direção à entrada. Ao abrir a porta me deparei com alguém que posso dizer que esteve muito em meus pensamentos esses dias.

– Dirk!

– Deba? Oh meu Deus garota, você sumiu, o que aconteceu com você? – ele me abraçou e cumprimentou com beijinhos na bochechas.

– Problemas pessoais.

– Hum, é uma pena, senti falta de ver você ruborizando ao conversar comigo. – minhas bochechas esquentaram instantaneamente.

– Metido. – dei um sorriso contido, eu sabia flertar e sabia que Dirk também.

– É meu charme, as garotas amam. – devolveu meu flerte com uma piscadela. Ficamos sem assunto até que Marry, uma antiga bailarina que eu nunca conversei muito sai da academia acompanhada de outras duas bailarinas.

– Dirk ai está você, então vamos?

– Na verdade, eu não vou não. Estava pensando em sair com a Deborah. Aceita Deba?

– Claro, seria um prazer. -pronto já tinha uma distração.

Fomos em direção ao carro dele e no caminho ele me disse que iríamos ao cinema. Conversamos coisas aleatórias no trajeto. Durante o filme Dirk ficava cada vez mais próximos eu virei para ele com a intenção de perguntar qual era o problema e ele me beijou. Eu de imediato me soltei, a primeira pessoa que veio na minha mente foi Tom, e isso me impulsionou a voltar a beijar-lhe. O que eu estava procurando era tudo que não fosse tom, era algo que o bloqueasse dos meus pensamentos por breves segundos. Não adiantou muito beijar Dirk, pois tudo que eu pensava era como o beijo de Tom era melhor, mais doce, em como meu coração disparava quando estava com ele. Em como eu ficava feliz.

Foi a única coisa relevante que teve no ‘encontro’ com Dirk, nós não nos beijamos mais e não comentamos sobre isso. Na volta pedi para ele me deixar em frente a academia que eu voltava de taxi, ele concordou sem contestar e combinamos de sair novamente, ele me ligaria.

Cheguei e a primeira coisa que fiz foi me sentar no sofá, fiquei lá parada, pensando. Eu estava agindo certo com Dirk? Eu tinha certeza que não gostava dele, não depois daquele beijo, mas ele não era do tipo de garoto que fica com alguém só por gostar, ele era do tipo que ficava com alguém por status. Tenho certeza de que não se importaria.

– Você chegou.

– Olá Tom – sorri para ele.

– Como foi?

– Foi ótimo. – ficamos em silencio – Pergunte.

– O que?

– O que você quer perguntar – levantou uma sobrancelha – Onde estive.

– Como você sabe que eu queria saber?

– Sua cara de curiosidade. Eu sai com Dirk – o sorriso dele se fechou e eu me perguntei por que.

– Então vocês... – eu entendi o que ele quis dizer pela cara que ele fez

– O que? Não! – fiquei envergonhada – Por que você disse isso?

– Você disse que seria quando ele te chamasse para sair.

– Você se lembra...

– É claro que sim. – sorri.

– Não, nós não fizemos nada, mas nos beijamos.

– O beijo dele é melhor que o meu? – por que ele queria saber disso?

– Sim – não – Teve sentimento. – respondi como uma ‘vingança’ pelo que ele disse semanas atrás.

Ele fechou a cara e saiu da sala, fui para meu quarto dormir com um sorriso satisfeito no rosto.


Notas finais
amous desculpe a demora, é que eu perdi o caderno onde estava escrito o cap :(
eu odiei esse cap pq eu odeio o dirk haha
se voces quiserem ver uma foto do dirk entrem no meu blog e abaixem a pag até a parte de personagens de Wir sterben, tem o nome dele e a foto ;)
http://robertarodrigues-fics.blogspot.com/p/personagens.html
Annyzinha cade você minha flour? sempre comentava e agr vc sumiu :(
Raah_Kaulizita você tbm gata!
DaniSkolimowsky obrigada por sempre comentar.. amo vc linda ♥ juro q vou tentar postar mais rapido
e todas as outras que comentam tbm
me digam se gostaram
Gente, por que o numero de leitores diminuiu?? vs nao tao gostando? :((((((((((
to mó triste com isso :(
bjbj