Wir Sterben Niemals Aus
18 Geisterfahrer
Notas iniciais
Me beije agora
Contra a luz
Como um motoqueiro fantasma
Eu te procuro
A noite é fria
Eu dirijo sozinho
Como um motoqueiro fantasma
Para finalmente estar contigo
(Geisterfahrer -Tokio Hotel)
Acordei com o som da porta se abrindo novamente, desta vez fiz um esforço e levantei minha cabeça a fim de saber quem era o preocupado misterioso. Arrependi-me de ter feito, quando eu sentei, a pessoa automaticamente levantou a cabeça, assustando-se ao saber que foi pego. De certa forma foi estranho ver que era mesmo Tom, foi confuso também. Minha cabeça se embaralhou tentando pensar o que diabos ele queria no meu quarto.
– Bom dia? – ele disse mais como se fosse uma pergunta do que um cumprimento qualquer.
– Bom dia, Tom. – a mágoa estava presente em minha voz, e eu tinha certeza de que isto não passou despercebido por ele.
– Como está sua perna?
– Melhor do que ontem. Ah espera, você não sabe como estava ontem. – Fui sarcástica ao apontar sua ausência no me espetáculo.
– Mas eu... Deixa pra lá. – Ele foi entrando e sentou em minha cama. – Fiquei preocupado com você ontem.
Mantive o silencio para que minha voz não denunciasse que eu fiquei feliz com esta simples afirmação.
– Vamos, vou te ajudar a trocar de roupa.
Em primeiro instante eu pensei em não deixa-lo fazer isto, mas ele já me viu só de calcinha e sutiãn, e não vi nenhum traço malicioso em seu rosto, o que por se dizer já é um milagre, afinal estamos falando de Tom Kaulitz. Passei as instruções da roupa que eu queria. Peguei algo confortável que combatesse o frio. Eu provavelmente ficaria deitada o dia todo então não me preocupou sapatos.
– Ajude-me a ir ao banheiro, por favor, Tom? – perguntei baixinho, eu ainda estava triste com ele, e tinha certeza de que ele sabia disso.
Fui ao banheiro e fechei a porta, fiz minha higiene pessoal e sentei no vaso em seguida. Eu precisava ficar sozinha e pensar, mas ao mesmo tempo não queria pedir Tom para ir embora. Fiz o máximo de hora que pude, levantei e dei descarga do meu xixi, lavei as mãos e fui abri a porta.
Pensei que ele tivesse ido embora, mas ao contrário, ele estava sentado em minha cama escorado na cabeceira. E foi dela que ele levantou imediatamente e veio me ajudar a sentar.
– Vou pegar café da manhã pra você Deba, só um instante.
Minutos depois ele estava de volta segurando uma bandeja simples e singela, com pão e suco.
– Não precisa fazer isso Tom. – disse sem olhar para ele.
– E claro que precisa, sou seu amigo. Vou estar aqui por você sempre. – levantei meu olhar a fim de ver seus olhos, o qual eu encarei profundamente sem desviar o olhar.
– Você não estava lá quando eu queria que estivesse.
E novamente o silêncio reinou. Isso estava me incomodando, eu queria respostas. Porque ele não foi? Poxa era importante! Terminei meu café quieta, tentando tirar coragem de dentro de mim para poder perguntar. Eu realmente queria saber o que eu significava para ele. O que Tom significa pra mim já está mais que claro, mas eu preciso de respostas também.
– Tom? – murmurei muito baixo, ainda tentando reunir forças.
– O que foi Deba?
– Porque você não foi ontem? – meu tom de voz aumentava à medida que eu falava, — Porque que quando eu mais queria você não estava? Porque você faz isso comigo? – minhas lágrimas começaram a sair junto com todos os desabafos que agora eu gritava pra ele. – Em Tom? Responda-me! Eu gosto de você, e muito, e você sabe disso! Eu confiei em você, desabafei com você, por que diabos você não foi? Por que não era você segurando minha mão enquanto o médico colocava meu osso no lugar? Onde você estava Tom?!
Acho que ele ficou um pouco chocado com minha explosão, mas eu não estava aguentando mais, eu queria mesmo saber o que estava acontecendo.
– Me responda, — eu implorei – por favor, só desta vez me dê a resposta que...
Minha frase foi interrompida por seus lábios que pareciam urgentes. Lábios aqueles que ao encostarem-se aos meus encontraram outros tão urgentes quanto. Minhas mãos foram parar em suas tranças puxando-o para o mais próximo de mim possível. Parecia não ser o suficiente, nossas línguas travavam uma guerra já perdida, era uma guerra que parecia não procurar um fim.
Todas, normalmente procuram um beijo made in Hollywood, mas eu apenas procurava um beijo made in Tom, era um beijo como esse que eu sentia agora que eu procurei por toda minha vida, um beijo como esse que eu quero beijar por toda minha vida. Este que começou urgente, raivoso, necessário, mas que agora era suave, investigativo. Nossas bocas estavam conectadas, nossa mente parecia se unir. Fundidos num só pensamento, num só interesse. Eu sentia que ele era feito para mim. Espero realmente que eu fosse feita para ele também.
Nossos lábios se soltaram a procura de ar, eu estava em transe ainda. Este foi o motivo de meus olhos terem demorado tanto para abrir. Encontrei os de Tom, castanho escuro, lindo como todo o resto.
– Eu estive lá, Deba, eu vi você dançar, vi você cair, só me atrasei um pouco. Mas eu jamais deixaria você, eu estava lá Deba.
E foi repetindo esta frase que ele me beijou de novo, iniciamos outra disputa de espaço, mas como na primeira o final foi singelo, sincero e delicado.
Não sei por quanto tempo ficamos ali, nos beijando, nos curtindo. Mas eu tenho certeza de que isso não durará. Eu conheço Tom. Sei que se fosse alguma coisa séria ele teria falado, parece loucura, mas eu sei. Em momento nenhum ele disse que gostava de mim, que queria ficar comigo ou algo do tipo. É um pouco de masoquismo de minha parte continuar com isso, com beijos incertos, sem explicações, mas eu poderia aproveitar um pouco disto. Estar com Tom, por mais que doesse no outro dia, valia à pena. O alívio, o amor que eu sentia na hora em que nossas bocas se tocavam eram intocáveis, eram inacreditáveis, eram inexplicáveis. Eram meus.
Notas finais
auhsua
please, recomendem a fic! pllmmdds!
amo vocês, espero ter comentários auhusuahs
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