Notas iniciais
mudei a capa vocês viram? gostaram?

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Você é automática

e seu coração é um motor

Eu morro com cada batida

Você é automática

e sua voz é elétrica

Por que eu ainda acredito?

(Automatic -Tokio Hotel)

– Já Sei algo que vá te animar. – Tom disse interrompendo a leitura que eu fazia deitada preguiçosamente no sofá.

– O que? — subi meus óculos que insistiam em escorregar para a ponte do meu nariz. Eram uns óculos antigos, só usava quando eu precisava ler.

– Vamos a uma festa! – me animei prontamente, tinha tempos que eu na ia a uma festa. Com um sorriso enorme no rosto respondi:

– Quando?

– Hoje, daqui umas 2 horas estamos saindo.

– O que? Você está doido? Não dá tempo de eu me arrumar só com duas horas! Vou tomar banho. – sai correndo em direção ao banheiro perto de meu quarto.

Tomei meu banho calmamente deixando que a água quente relaxasse meus músculos, passei o xampu no cabelo com cheiro de morango, era o meu preferido, suave de doce. Acho que fiquei pelo menos uns 30 minutos no chuveiro, sai com a toalha enrolada na cabeça e outra no corpo. Fiquei olhando pra frente do meu armário pensando em que roupa ir, minha vontade era ir de calça jeans e uma blusa folgada pra que eu pudesse dançar até o dia amanhecer confortavelmente, mas sabia que os tipos de festa que Tom ia as mulheres eram deslumbrantes e com certeza haveria muitas em cima dele, eu queria esta linda pra que Tom percebesse que talvez, um dia, eu possa ser a garota dele , e não essas mulheres da oferecidas da festa.

Por fim escolhi um vestido preto que destacava pelo tom da minha pele, e o mesmo sapato que usei no aniversario dos meninos, o que me fez perceber que preciso de sapatos vermelhos novos, só tenho um par. Passei uma maquiagem fraca e um batom vermelho que me deixava com um rosto um poço sexy, no cabelo fiz um penteado normal, com um lado meio preso com uma presilha linda que minha avó havia me dado um tempo atrás e o resto solto, com cachos falsos, feitos por babyliss. Peguei uma bolsa preta no armário e pus lá dentro documentos, celular e um março de cigarros. Olhei o resultado no final e me deparei com uma bailarina, que trabalhava como uma empregada se sentindo bonita e feliz, como há tempos não se sentia antes.

Sai do quarto com dez minutos de atraso e encontrei Tom e Bill sentados no sofá jogando videogame.

– Como estou meninos?

Nunca vi os olhos de Tom tão arregalados, a boca de Bill se abriu num sorriso singelo tão lindo que passou a mensagem de que estava aprovada.

– Puta que pariu! Você está linda Deborah! Mas acho q o vestido está um pouco curto. – Tom disse.

– Curto? Ah não, custei achar um vestido legal.

– Mentira, o vestido está perfeito, ele está é com ciúmes – Bill disse, e quando o ouvi dizer que Tom estava com ciúmes foi a melhor parte do meu dia, sorri exultante e caminhei em direção à porta.

– Vamos ou não?

Eles assentiram e Tom pegou a chave do carro e fomos para a garagem, Bill foi no carro dele, de modo que pude ir sentada no banco da frente com Tom, ele batucava o volante com os dedos de acordo com a musica que tocava no rádio, tinha certeza que era uma musica do Eminem, aquela que ele canta com Rihanna, miei junto com ela o refrão da música, era a única parte que eu conseguia acompanhar.

– Você curte Eminem?

– Nem um pouco – ri baixo – só gosto desta música mesmo.

O silencio reinou no carro depois disso até a porta da boate, ele me ajudou a descer por causa de meus saltos e quase imediatamente ele soltou minha mão, o que explicitamente quis dizer que ele queria mostrar que não estava acompanhado de ninguém, o que certamente cresceu os olhos das mulheres que estavam paradas na fila com vestidos minúsculos. Fiquei feliz com minha escolha de roupa, não queria estar vulgar como essas garotas.

Já dentro da boate o som estridente impulsionava todos para o meio da pista de dança, inclusive eu, que mal cheguei e já fui pra lá dançando loucamente ao ritmo da música, vi Tom dando um sorriso torto e subindo as escadas em direção à ala vip, que era onde Gustav e Georg estavam. Fiquei ali dançando por horas, sem me cansar.

Mas quando vi Tom lá em cima, na grade, quase engolindo uma vadia pelos lábios eu me cansei, cansei de amar quem não me ama, de ter que exercer uma profissão que eu não sou, de ter que sofrer por solidão, de não ter família e de depender de alguém que nem sabe disso. Naquele momento só o que passou pela minha cabeça foi desistir. Cruzei os braços fortemente e fui em direção ao bar beber alguma coisa forte.

– O que vai ser hoje gatinha? – perguntou o barman sexy dando uma piscadela mais sexy ainda.

– Algo que me faça esquecer até meu nome. – eu tenho que falar que sempre fui doida pra dizer a frase mais clichê de todo o universo, pelo menos isso de bom na minha noite.

Ele pôs uma garrafa de vodka e de wisk na minha frente, dentro de um copo ele misturou as duas bebidas e arredou para perto de mim com outra piscadela, bebi tudo num só gole. A careta que apareceu no meu rosto certamente mostrava a minha opinião sobre o gosto do drink. Olhei pra cima e novamente toda aquela raiva e tristeza voltaram ao ver de novo Tom ficando com aquela menina. Vi que o barman deixou as garrafas perto de mim peguei a vodka e voltei para a pista de dança.

Um homem que se apresentou como Matt veio dançar comigo, e em poucos minutos eu travava uma guerra com minha língua, não era um beijo doce, delicado, e afetivo era um beijo selvagem, sensual e grosso. Nenhum de nós dois ali buscava uma relação, era somente beijo. Quando me dei conta disso percebi que eu não parecia a mesma Deborah de sempre, nunca eu faria isso, beijaria alguém que eu não conhecia, e muito menos gostando de outra pessoa eu faria isso. Senti sua mão descendo até minha bunda e eu sorri em meio ao beijo, acho que a vodka já fez seu trabalho eficiente de me fazer esquecer tudo, inclusive os meus conceito de nunca deixar algo como isso acontecer.

Meu braço foi puxado fortemente por mãos grossas e ágeis me fazendo quase instantaneamente parar de beijar Matt e abrir os olhos, só para constar que era Tom quem estava me puxando. Ele só me soltou quando estávamos já lá fora, eu rindo que nem uma idiota pela ‘’aventura’’ e bebendo mais um gole da minha garrafa, quando ele percebeu que eu estava bebendo ele veio até mim tirou a garrafa das minhas mãos fazendo um barulho insuportável quando ele a jogou no chão e o vidro quebrou.

– Heey, minha garrafa. – formei meus lábios num bico manhoso.

– O que deu em você Deba? Você não é esse tipo de menina que bebe e fica com caras que passam a mão em você toda. – ele falava de um jeito que eu me senti como uma criança pega fazendo arte.

– Eu sou assim Tom.

– Aah é? Desde quando posso saber? – eu me enfureci por ele estar falando assim comigo, ele não podia controlar quem eu sou.

– Desde que você me tornou assim, desde que eu comecei a me importar de mais com você, desde que começou a doer muito quando eu te vejo com outra garota.

Com os olhos arregalados ele olhou pra mim e balançou a cabeça.

– Isso não podia ter acontecido.

– Mas aconteceu.

– Então entenda: nunca vai ter nada entre nós, eu não sou do tipo que se apaixona! Vamos, eu vou te levar pra casa.

Foi muito difícil me mover depois de ouvir aquilo, doeu como uma faca sendo enfiada repetitivas vezes sobre o meu peito, mas embora tudo isso, me pareceu ser verdade, era bom saber o que estava passando pela sua cabeça, embora não fosse o que eu queria ouvir, me fez ver que ter esperanças nunca é uma boa coisa.


Notas finais
sim sim eu demorei.. e muito..
não sei oq aconteceu..
mas nao me matem..
a quatro dias a trás foi meu niver,,, ME DEEM PARABEENS oo
feliz ano novo pra voces suuuuuuper atrasado..
e no ultimo cap eu só recebi um comentario :( :( :( :( :(
esse foi um dos motivos por eu nao ter comentado =/
boom
beijos e nao vou demorar para o proximo :*