Wintershock
56 Sorrisos, abraços e beijos extasiados

Bucky e Darcy saiam do clube de dança aos risos.
Os dois dançaram até as três da manhã e se encontravam cansados...
Aquela noite estava sendo perfeita.
Ambos atravessaram a porta principal do salão de mãos dadas.
James segurava o paletó do terno no ombro direito, já que teve de se livrar da peça de roupa para conseguir dançar com mais facilidade com Darcy.
A sintonia entre os dois estava no auge e os mesmos se comunicavam apenas pelo olhar...
Estavam conectados...
O soldado e a estagiária chegavam ao estacionamento.
Aquela madrugada se encontrava dividida entre um céu estrelado e nuvens que carregadas, o que indicava que provavelmente choveria.
Darcy ria animadamente porque não se recordava de ter se divertido tanto como naquela noite.
— Sério, isso foi incrível! Eu nunca pensei que ia me divertir tanto desse jeito! Obrigada! – Afirmava com muita vivacidade. Sua voz estava brilhante e eufórica.
— O prazer é meu, boneca... – Bucky replicou, sorrindo de volta. Nunca pensou que aquela simples dança deixaria a garota tão alegre. E ele amava vê-la tão feliz.
— Onde você aprendeu a dançar assim!? Como conseguiu se lembrar de todos esses passos mesmo depois de ficar décadas congelado!?
— Não sei... mas não foi difícil... foi instintivo... – Redarguia, observando o entusiasmo da garota, achando fascinante.
Era tão prazeroso saber que ela estava feliz por causa dele... a sensação era incrível...
Darcy o encarou, com um sorriso misterioso em seus lábios.
Estava satisfeita pela dança, mas o motivo de toda a sua felicidade naquele momento era pelo simples fato de ter ouvido a declaração do soldado... ela não esperava por aquilo... ela não tinha ideia...
Seus sentimentos eram recíprocos... e nunca sequer desconfiou de nada...
Talvez seus traumas e negação por vários fatores não lhe deixaram enxergar o obvio... a garota superestimou demais o sargento, reduzindo-se a uma pessoa que jamais poderia despertar nada nele.
Mas era diferente agora...
Darcy se aproximou do soldado e jogou os braços em volta do pescoço masculino.
— Obrigada por me dar a melhor noite da minha vida, sargento... – E então, ela ergueu o rosto na direção dele...
— De nada... — Bucky assentiu e se inclinou para frente, pressionando seus lábios nos dela, num beijo quente e inebriante...
Seus beijos eram perfeitos... Darcy estava tão ávida pelo toque dele, que nem mesmo percebeu o quanto ela mesma se excedia...
E aquilo era fatal para o soldado, que tentava desesperadamente manter o controle... não era fácil se manter são quando a garota ao qual era apaixonado estava ali... lhe beijando daquela maneira...
Ela intensificou a carícia, se deliciando com a maciez dos lábios dele... Céus... não imaginava que lhe deixaria louca e ainda mais apaixonada do que já estava...
No entanto, Bucky se mantinha um tanto cavalheiro, tocando-a delicadamente... não queria se exaltar e estragar tudo...
James Buchanan Barnes era um homem gentil e extremamente cortês... aquilo com certeza fazia parte de sua real natureza. Sabia que jamais passaria dos limites com ela e seu autocontrole era incrível.
A barba roçava suavemente o queixo dela, lhe provocando arrepios...
Percebendo a hesitação do sargento, e em como o mesmo permanecia um tanto frio diante daquele toque, mesmo que a estagiária tenha lhe dado toda a liberdade, ela entendeu que teria de assumir a liderança...
Darcy aprofundou o beijo, mudando de ângulo... tocando-o com ímpeto... mostrando a ele o que estava sentindo naquele momento e em como o desejava intensamente...
Obviamente o soldado percebeu e aquilo fez soar um alerta em sua mente, lhe dizendo para se afastar, caso contrário, seria quase impossível depois...
A garota sentiu a resistência dele e resolveu apelar ainda mais, e então...
Darcy contornou o lábio inferior do sargento com a língua, em uma sutil provocação...
Ele gemeu baixo, arfou e sua respiração oscilou no mesmo instante...
A garota previu que seu movimento obteve êxito, e passou a atiça-lo em níveis elevados...
Agora, mordiscava o lábio inferior com deliberada ousadia, ao ouvi-lo levemente soltar outro gemido, deixando-o tonto e prestes a perder seu domínio próprio quase implacável...
Os braços dela que se encontravam no pescoço masculino, puxavam-no para mais perto, unindo ainda mais seus corpos, tão ansiosos por algo mais intenso...
Mas Bucky sabia que era inapropriado... não podia ceder à tentação... e então...
O beijo foi interrompido de forma ríspida...
Darcy exibiu uma carranca, mostrando que não havia gostado de ser interrompida.
— Pare de me provocar, boneca... – Ele sussurrou diante dos lábios dela...
— James Buchanan Barnes... é você quem está me provocando... – Murmurou suavemente, quase tocando os lábios dele novamente.
— Eu não estou te provocando... e devemos manter alguma distância... –Replicava, um pouco frustrado.
— Por quê...? – Contestou-o, sem entender por que depois de tudo o que viveram aquela noite, deveriam se afastar.
— Por que se continuarmos nesse ritmo, podemos acabar fazendo algo do qual vamos nos arrepender.
— Quem? Você ou eu? – Darcy arqueou uma sobrancelha, não entendendo o que ele queria dizer.
— Você entendeu... pare de se fazer de desentendida.
— Ah, por favor, soldado... você por acaso acha que está diante de uma beata santificada que nunca esteve numa situação assim antes?
— Eu sei exatamente que não, mas... eu não quero te causar arrependimento...
— Hey... olhe pra mim... – A mão direita da garota tocou o rosto do sargento, num meigo contato...
— Eu nunca me arrependeria de absolutamente nada com você... – Assegurou, olhando fixamente nos olhos dele.
Bucky ficou em silêncio, olhando para os cantos, evitando mirá-la novamente...
O velho James Barnes estava de volta. Prova disso foi como a recebeu inteiramente em seus braços aquela noite. Mas não somente por que possuía uma atração possante por ela, mas por que de todas as mulheres com quem se envolveu, incluindo Natasha Romanoff, Darcy Lewis havia ganhando em todos os quesitos. Ela era linda, corajosa, engraçada, louca, meiga, simpática, e vários outros atributos que lhe fizeram se envolver emocionalmente pela mesma...
Mas não era só isso...
Ele a desejava mais do que tudo... e era por isso que precisaria se frear, caso contrário, não sabia se teria forças para se controlar depois...
Se a garota o provocasse ainda mais... seria fatal...
James suspirou, um tanto aflito...
— Darcy... eu... eu não acho que posso te proporcionar nada... Não posso te prometer minha sanidade ou meu coração... eu apenas... amo sua companhia... amo tudo o que você fez e faz por mim e é por isso que não podemos cruzar a linha...
Darcy respirou fundo, ao mesmo tempo em que riu.
— Você fez a declaração mais linda que já recebi em toda a minha vida e agora me diz isso...? Não acha que está sendo cruel por me iludir, sargento?
— Eu jamais faria isso...
— Eu sei... e é por isso que eu te digo com todas as palavras, que nunca me arrependeria de cruzar a linha junto com você... – A garota sorriu, convicta e serena.
— Não... você não entende...
Os olhos da garota estreitaram, focalizando a face angustiada...
— Você não parece tão contente agora...
— Não, não é o que você está pensando... – Tentava se explicar, mas no fundo não podia ser sincero. Não podia dizer que o que mais queria era que pudesse se jogar naquela intensa paixão que nutria por ela...
A estagiária sorriu de canto em resposta...
— Entendo sua tristeza... nunca tinha me beijado antes... ia ser feliz como...? – As palavras dela apenas o faziam rir novamente...
Era a melhor habilidade que a garota possuía... Darcy tinha o dom de fazê-lo sorrir, quando nada e nem ninguém conseguia.
James tocou a bochecha de porcelana... acariciando-a suavemente...
— Adoro suas piadas... mesmo as mais bobas... – Revelou, enquanto mantinha um olhar apaixonado na direção dela.
— Bem, e eu preciso te dizer uma coisa... – Darcy voltava a prender o pescoço do sargento com os braços, cruzando as mãos por trás da nuca masculina.
James ficou em silêncio, observando-a ternamente... esperando pelo que a garota lhe diria...
— Todos aqueles dias em que te evitei... que fiz coisas estranhas, que fugi e te deixei preocupado, tem uma explicação...
— E qual seria...?
— Desde o dia em que você me salvou daqueles agentes da HYDRA, eu percebi o que estava acontecendo... no começo não aceitei por conta das feridas causadas pelos meus antigos relacionamentos, mas quando me dei conta que não havia mais volta, fiquei desesperada... ainda mais porque tirei conclusões precipitadas a respeito do seu relacionamento com a Viúva Negra.
— Darcy... do que você está falando...? – Bucky a indagava, confuso.
— O que eu quero dizer é... eu também estou completamente apaixonada por você e não estou sabendo lidar com essa paixão já faz semanas...
Os olhos do sargento arregalaram em surpresa...
Ela também tinha sentimentos por ele?
Sem saber o que dizer... tudo o que James conseguiu soltar foi...
— Por quê...?
Darcy sorriu delicadamente afetuosa.
— Por que você é incrível... eu não te enxergo da forma como você acha que a maioria das pessoas te enxerga. Tudo em você me fascina... então, acho que era um pouco inevitável...
— Mas eu não sou alguém fascinante... fui um assassino e sou um homem procurado...
— Me ouça... eu sei exatamente das suas condições... sei que você está numa situação onde não pode recuperar a sua vida como antes, mas... eu sugiro que você tente... embora não queira ser egoísta e força-lo a nada...
— Isso é impossível... – Replicou, desanimado.
— Olha... nós não temos que nos fazer promessas, mas... se você quiser reconquistar a sua vida, eu quero muito te ajudar nesse processo...
— Darcy eu-
— Você não tem que se sentir pressionado a nada, Bucky... depois do meu último relacionamento, não consigo ter muitas expectativas nas pessoas... e se você disser não, eu vou entender... mas se você quiser... eu estou aqui... e eu estou disposta a fazer o que for necessário pra que você seja feliz de novo...
James estava perplexo... Todas aquelas doces palavras confortantes da estagiária lhe deixaram sem ar... Darcy era um ser humano extraordinário e ele não se sentia digno dela...
— Eu não quero te envolver ainda mais nos meus problemas...
— Eu já estou enrolada nos seus problemas desde que nos conhecemos. – A estagiária revirou os olhos enquanto sorria, fazendo uma careta.
— Eu não mereço tudo isso... – O soldado ainda não conseguia aceitar o que lhe era oferecido e ela sabia que sua reação seria aquela.
— Seja como for, você não precisa me dar essa resposta agora, ok...? Mas... isso não significa que não usarei minhas técnicas pra te convencer do contrário... – Ela murmurou, com um sorriso malicioso e sugestivo, deixando-o em choque.
— Que técnicas...? – Contestou-a, não acreditando que a garota havia dito tal frase num tom mais sedutor que o normal.
Darcy estava sugerindo que cruzassem mesmo a linha...?
— O que você acha...? – O sorriso ousado e atrevido nos lábios da garota era completamente provocante.
— Lewis... pare de insinuar essas coisas...
— Não paro... – E então, Darcy se aproximou novamente e o beijou...
James cedeu... não conseguia resistir aqueles lábios macios e suaves, porém...
Ele a beijou de olhos abertos... tentando ler seus gestos e expressões... como se quisesse invadir os pensamentos dela para ter certeza se a garota realmente o queria como ele a queria...
Bucky se perdia no relevo da pele nívea... entre beijos e mordidas... mergulhando no calor daquela intensa combustão...
A estagiária sentia-se flutuar com todo aquele contato... céus, ela o amava como uma estrela de massa superior à de três sois...
Darcy abriu um olho, e o observava olhando para ela...
A estagiária sorriu enquanto o beijava...
— Você é um idiota, senhor Barnes... – Murmurou enquanto continuava pressionando seus lábios contra os dele.
— E você é louca, senhorita Lewis... – Então, Bucky finalmente envolveu os braços em torno da cintura feminina, trazendo-a para mais perto enquanto a sentia sorrir naquele beijo.
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— Existem várias maneiras de ser louca... e eu escolhi ser louca por você...
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— Acho que corro perigo então... – Segredava, sorrindo entre os lábios incrivelmente vermelhos da garota.
— Você não tem ideia do quanto posso ser perigosa... – Redarguiu, ainda o beijando divertidamente.
— Estou contando com isso, boneca... – O soldado não conseguia soltá-la... a vontade de tê-la sempre em seus braços era muito forte...
Desejava que aquele momento durasse para sempre...
E então, o beijo foi interrompido. O ar se fez necessário, mas enquanto recuperavam o oxigênio, Darcy depositou vários beijos no canto da boca dele, mordiscando e lambendo seus lábios em êxtase...
— Isso faz cócegas...! – O sargento reclamava, rindo das carícias delicadas da estagiária.
O soldado amava o corpo dela, e tudo que Darcy fazia... e como fazia...
— Certo... parei... – A garota cessou os carinhos e o abraçou carinhosamente...
Ela descansou seu rosto contra o peito firme...
James a abraçou de volta, encostando o queixo no topo da cabeça dela...
Ambos fecharam os olhos, apenas aproveitando cada segundo daquele contato tão doce e afável... Um acalento tão amável que os derretia...
Bucky depositou um beijo suave na testa feminina.
— Você é encantadora, Darcy Katherine Lewis... – Sussurrou... totalmente apaixonado...
— E você é maravilhoso, James Buchanan Barnes... – A garota ergueu o rosto para encará-lo.
Nunca imaginou que estariam juntos daquela forma... era como um sonho...
James sentia-se hipnotizado pelo olhar magistralmente azul da garota...
— Você está me deixando tonto me olhando desse jeito... – Replicava, fascinado pela beleza requintada diante de si...
Ela sorriu, satisfeita.
— Então... vamos cair na estrada como nos velhos tempos...? – A estagiária sugeria, com o mesmo ar malicioso de poucos minutos atrás.
— Velhos tempos? Fizemos isso a menos de três meses, Lewis. – Retorquiu, divertidamente.
— Bem... acho que quero sentir aquela adrenalina de novo... você me daria essa honra?
— A adrenalina de dividir um carro com o Soldado Invernal?
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— A adrenalina de passar a noite com o homem que estou perdidamente apaixonada...
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James sentiu uma forte compressão em seu estômago...
Darcy mexia tanto consigo, que não sabia até quando manteria seu domínio próprio.
— Pare de brincar comigo, boneca... – Murmurou contra os lábios dela.
— Pare de resistir, sargento... – E então, ela se afastou e pegou as chaves do carro, rodando a auréola do chaveiro no dedo indicador.
Ele a observava atentamente... sua alma tinha uma vibração latente... na cor azul ciano...
— Vou dirigir de novo, você se importa...? – Bucky protestou, divertidamente.
— Nem um pouco, mas para onde vamos...? – Indagou-o, esboçando um lindo sorriso, completamente satisfeita.
— Para onde você quiser... – O soldado pegou as chaves da mão dela.
— Você vai ficar chocado quando eu disser para onde quero ir...
— Veremos...
E então, o sargento abriu a porta do carro para que a garota entrasse no veículo, num gesto cavalheiro.
— Mademoiselle... – Bucky acenou, pedindo gentilmente que a mesma entrasse no carro e Darcy riu quando ouviu aquele termo em francês que era dado a mulheres solteiras e respeitosas.
— Merci, gentleman... – E então, a estagiária entrou no carro.
James fechou a porta, deu a volta rapidamente em torno do veículo, abriu a porta do banco do motorista e se sentou.
— Ao encaixar a chave na ignição, ele virou o rosto para fita-la.
— Para onde vamos, senhorita...?
— Hmm... que tal para um lugar aonde você me faça ver estrelas...? – Darcy sugeriu ousadamente, e James levaria tal gesto na brincadeira...
Ela estava lhe provocando desde que saíram do clube.
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O soldado dirigiu por mais de quarenta minutos numa estrada reta e ambos começaram a notar que o tempo mudava radicalmente...
Uma tempestade estava prestes a começar...
Alguns relâmpagos caiam e os dois chegaram à conclusão que deveriam achar um lugar para se abrigar.
Estavam em Harrison, uma cidade vizinha de Willowdale.
Decidiram entrar no primeiro hotel que avistaram na beira da estrada.
Quando Bucky estacionou o carro, a tempestade finalmente desabou e ambos correram para dentro do hotel.
Eles riram como duas crianças ao chegarem na recepção.
Darcy pedia dois quartos e a recepcionista avisava que havia apenas um quarto de casal, já que todos os outros se encontravam ocupados.
Os dois se entreolharam, mas não tinham escolha... teriam de aceitar.
A estagiária pegou a chave do quarto e os dois subiram as escadas rumo ao corredor.
Eles se olharam e riram mais uma vez.
— Isso me lembra quando estávamos fugindo de Washington DC e tivemos que dividir um quarto.
— Sim... mas diferente de antes, eu não pretendo ficar na janela espiando a movimentação.
— Ótimo saber... – Ela sorriu em resposta. Era nítido que o mórbido Soldado Invernal parecia estar bem distante de James Buchanan Barnes naquele momento.
Os dois avistaram a porta do quarto, abriram e entraram.
As roupas de ambos se encontravam um pouco molhadas... assim como seus cabelos...
O penteado exuberante de Darcy também estava um pouco desfeito.
Ao entrarem no cômodo, logo enxergaram uma cama de casal no meio.
James ligou a luz fraca do abajur, iluminando suavemente parte do ambiente.
O estômago dela se contorceu no mesmo instante... Era um pouco estranho depois de tudo o que aconteceu, dividirem o mesmo quarto...
A chuva caia com todo o seu vigor do lado de fora...
Os pingos batiam no vidro da janela, fazendo um leve ruído...
A garota sentia uma sensação estranha percorrer suas entranhas... repentinamente...
Estava nervosa...
Parecia ter voltado à estaca zero com o soldado...
Sem saber exatamente o que dizer, ela se virou para o mesmo com certa hesitação...
— Você quer ficar com o lado direito ou esquerdo da cama...? – O questionou, um tanto inquieta.
No mesmo instante o soldado percebeu a reação apreensiva da estagiária.
— Fique tranquila, boneca. Eu vou dormir no sofá ao lado da janela. Você pode ficar com a cama. – E então, o sargento pendurou o terno num cabideiro que se encontrava no canto do quarto.
Mas Darcy não achava certo deixa-lo descansar num lugar tão desconfortável...
— Bucky... esse sofá é minúsculo. Não acho que conseguiria dormir nele.
— Não se preocupe. Eu estou acostumado...
— Não...! Você já sofreu tanto na vida! Pode deixar que eu fico com o sofá! – E então, a garota caminhou apressadamente para o canto do quarto, mas foi impedida pelo braço do sargento em seu ombro.
— Hey, você acha mesmo que vou deixar você dormir no sofá enquanto fico com a cama? Assim você fere o meu orgulho. Eu jamais deixaria uma garota se sacrificar por mim.
— Quero fazer isso justamente porque sei tudo o que você já sofreu... já eu, nunca passei por coisas desconfortáveis, então não vejo problemas.
— Eu agradeço, Lewis, mas não é necessário.
— Por favor... – Ela implorou, com uma expressão chorosa.
— Boneca... pare de se preocupar comigo dessa forma. Eu estou bem... você me deu uma noite incrível e não devemos estragar isso... fique com a cama... vai ser melhor pra nós dois... – O semblante plácido do soldado apenas despertou a imensa vontade de retribuir aquele gesto com carinho...
— Me desculpe, mas eu não pretendo deixar você se sacrificar por mim também... – Darcy replicou decidida, e sua feição se desfez em melancolia...
Ele não gostava de ver aquela expressão no rosto dela...
— Hey... por favor, não faça essa cara... – E então, James a puxou contra seu peito, acariciando o cabelo levemente úmido da garota... Seus dedos penetraram cada vez mais fundo os fios castanhos, até que encontraram sua nuca...
Darcy se sentiu estremecida pelo toque quente da mão humana em sua pele...
O sargento tocava a pele alva, divina e sedosa... a textura de veludo na essência de flores lhe narcotizava...
O corpo da estagiária tão achegado ao seu, fazia seu coração aquecer...
Entrelaçando os dedos nos cabelos dela, Darcy se aprazia com a arrepiante sensação da mão do soldado emaranhada em suas mechas onduladas...
Ele a contemplou... fitando fixamente o cabelo da garota naquele lindo penteado, caindo em torno de seu belo rosto...
O perfume suavemente doce lhe inebriava... e o sargento não conseguia despregar os olhos dela...
Desejava que Darcy fosse sua estrela guia para sempre... o astro que cortava a atmosfera... a janela... a porta... a noite, a madrugada e o dia...
Ela sentia o toque dos dedos curiosos contornando seus traços... brincando com os fios de seu cabelo, espalhados em sua nuca...
Um arrepio eletrizante subia por sua espinha...
Então, a estagiária ergueu o rosto, apenas para vislumbrá-lo...
Seus lindos e cintilantes olhos azuis reluziam como duas safiras... em contraste com a pouca iluminação do quarto...
Ela piscava lentamente... entorpecida pela visão majestosa do sargento James Buchanan Barnes lhe apreciando... apaixonadamente...
Os lábios de Darcy se entreabriram e suas mãos estremeceram... estava tão deslumbrada diante dele, que James podia notar o fraco rubor adornando as bochechas femininas...
Lá estava ela... no doce deleite dos braços dele... em seu peito firme e definido...
O coração da estagiária batia acelerado... quase impossível de controlar...
Bucky sentia seu sangue fervendo, subindo descompassado e impulsivo... suas palpitações acompanhavam as dela... os batimentos se encontravam frenéticos e uma sensação ardentemente abrasadora tomava conta de seus sentidos...
O soldado experimentava os efeitos de um vulcão entrando em erupção... impetuoso... temperamental...
Ambos permaneceram em silêncio... se entreolhando...
Qualquer outro tipo de pensamento não existia... apenas a imensa e incontrolável vontade de tê-la...
A garota sentia o olhar fixo dele sobre ela... despindo invisivelmente sua alma...
Os instintos de ambos afloravam... loucos...
Os dois se encaravam, com os olhos semicerrados... magnetizados violentamente...
E então... num movimento sincronizado, James e Darcy rapidamente uniram seus lábios...
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Num beijo ardentemente abrasador...
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Diferente de antes, o toque não era doce, gentil e hesitante... mas intenso... escaldante... e incrivelmente voluptuoso...
O beijo que traduziu sem palavras todo o sentimento de desejo, excitação, luxúria, paixão e desespero...
O soldado a beijava apaixonadamente e desesperadamente... Não era mais um suave e delicado roçar de lábios, mas algo indômito e selvagem...
Darcy alargava a passagem de seus lábios, para que pudessem aprofundar ainda mais o beijo... e ambos permitiram-se tocar de uma forma mais íntima e estimulante quando suas línguas se encontraram e passaram a se explorar...
Diante daquele beijo incandescente, o sargento provocou nela o mais belo gemido que nunca tinha ouvido em toda a sua vida...
Aquele som melodioso... tão angelical... lhe acendeu ainda mais...
James apertou o braço de metal ao redor dela e deslizou seu joelho entre as coxas femininas...
Darcy agarrou-se ainda mais no pescoço masculino, sentindo os braços do soldado ao seu redor, com muito mais força... ele estava lhe apertando com tanta força que doía...
Mas não importava... a estagiária se encontrava exatamente onde desejava estar...
Bucky sabia que estava vivendo o melhor sonho que podia ter...
Estava adocicado pelo sabor do beijo dela...
O sargento ultrapassava todas as barreiras do limite da razão... mas não conseguia se conter... Darcy estava lhe deixando louco...
Eles continuaram se beijando, intensamente e desesperadamente por um longo tempo, até que ambos sentiram a necessidade de respirar...
E então...
Os lábios se separaram...
Darcy e Bucky se encararam ofegantes... com os olhos semicerrados... embriagados com a deleitosa sensação de um beijo vulcânico...
O olhar de ambos exprimia apenas uma coisa...
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Eles se desejavam...
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Mas...
James parecia estar disposto a recuar, e a estagiária percebia isso no olhar hesitante...
Já ela, se encontrava totalmente decidida, e externou isso através de um sorriso... um sorriso firme e convicto...
Aquilo fez com que James sentisse uma constrição forte em seu estômago...
A garota fazia abertamente um silencioso convite que nenhum homem recusaria...
— Darcy, nós não-
— Eu quero... – Ela se aproximou novamente, quando percebeu que James se afastava.
— Você não devia dizer isso tão claramente... – O sargento não estava acreditando que a estagiária lhe sugeria que passassem a noite juntos...
— Claramente ou não, você quer que eu desenhe...? – Sua expressão era ousada e seu gesto de certa forma lhe assustava.
— Não quero... – Redarguia, tentando escapar, porém...
— Vou desenhar mesmo assim... – E então, a garota levou seus lábios até a orelha do soldado, num doce e sensual sussurro...
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— Você me causa o efeito gravitacional do alinhamento de Júpiter-Plutão-Terra...
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— Uau... isso é bem intenso...
— Eu ainda não terminei... – Replicava ousadamente...
Ela entreabriu os lábios e mais uma vez segredou seu maior anseio no momento, definindo o que realmente queria...
.
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— James Buchanan Barnes... Eu quero você...
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O sussurro lascivamente provocante da estagiária provocou uma onda de eletricidade possante em todo o corpo do soldado... céus, Darcy estava lhe tentando em todos os sentidos e não sabia se teria força para resistir... não quando o eco de sua voz que soou provocante ainda retinia maravilhosamente em seus ouvidos...
O tesão fatal que sentia, puxava sua razão para as profundezas do fim...
Estrelas explodiam em seu peito, pressentindo sua alma livre que clamava pela dela...
O soldado a amava dali até a lua...
Porém...
— Eu também te quero, mas... não posso estragar o que conquistamos essa noite-
Ela calou os lábios dele com o dedo indicador.
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— Você não vai estragar nada... porque eu quero fechar a melhor noite da minha vida com chave de ouro...
.
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E então, naquele instante, James teve a certeza de que Darcy estava decidida a ser sua aquela noite...
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