Winter Memories

1 Início, mais uma vez.


Notas iniciais
Resolvi escrever esta fic em um breve momento de inspiração, nem eu mesmo sei o que esperar, espero que gostem.

Finos raios de sol atingem levemente meus olhos que se abrem. Levanto-me de minha cama lentamente, afinal, é segunda-feira e a sensação de retornar à rotina não é lá muito animadora, ao menos no meu caso... Dou alguns passos rumo à janela e observo as planícies verdes e completamente vazias que rodeiam o meu lar, é um costume, acabo fazendo isso em todas as manhãs quase que inconscientemente. Volto para o lado da cama e calço meus chinelos, não queria... mas infelizmente preciso recomeçar, afinal, nem tudo é como gostaríamos, não é mesmo?

“Nem tudo é como gostaríamos...”

Essa frase... Me pergunto por que insisto em dizê-la, não vou dizer que odeio, é muito exagero de minha parte. Mas não é uma frase que me agrade os ouvidos, os pensamentos, as lembranças...

Tomo um banho rápido, me visto, tomo café...

_ Um café bem desagradável inclusive... feito às pressas (como sempre) para que mais uma vez as lembranças de tempos pouco remotos não venham me atormentar _

... Pego a mochila e saio rumo ao colégio.

Você que me ouve... Tens alguma curiosidade em saber como é fisicamente a pessoa que vos fala? Bem, imagino que não... Mas, ainda assim, farei uma breve descrição, espero poder conhece-lo algum dia também, se for possível.

Bem... Comecemos.

Sou um garoto, altura 1, 67, magro. Meus cabelos são lisos, tamanho médio, cálidos e brancos. Sim, brancos por genética. “Como isso é possível?” Não pergunte-me, também gostaria de entender... E não, não sou albino.

Tenho olhos não tão grandes e com um certo tom azul que as pessoas costumam achar belo... orelhas pequenas, boca e nariz semelhantes.

Depois de uma longa e agradável caminhada _ Não achou que eu fosse reclamar da distância, achou? _ adentro os portões do colégio e me dirijo diretamente para minha nova sala de aula... É mesmo, esqueci de citar, hoje é dia três de fevereiro e por ventura estou a iniciar meu último ano do ensino médio, em um lugar completamente desconhecido, com pessoas completamente desconhecidas... Tudo não para esquecer, mas para me distrair do passado.

Sento-me numa carteira qualquer e pego um livro na mochila para ler. Alguns minutos depois meus novos colegas de turma começaram a entrar, um após o outro, num ritmo incessante. Guardo o livro. _ Ao menos consegui ler três capítulos _ Olho novamente para a porta, o fluxo de pessoas acalmou-se finalmente, estava para cessar, quando...

“Impossível, não pode ser.

Você não está mais aqui.”

Penso comigo mesmo ao ver a última pessoa a passar pela porta. Fecho os olhos, aperto-os, abro novamente, vejo que aquela pessoa ainda está ali, caminhando... Rumo a ...

Dou-me um tapa na cara. Os outros alunos, já sentados, olham para mim com uma expressão de espanto em seus rostos. Devem perguntar-se: “Por que diabos ele se bateu? Será um louco?”

É, pode ser que eu realmente esteja louco, não posso ter visto isso. Olho novamente para a direção da porta... Com passos calmos e leves continua vindo...

“Não pode ser. Ela está mesmo aqui? Está mesmo caminhando rumo a mim? Realmente está vindo na minha direção? Como, se... “

Neste momento sinto uma mão pousando suavemente em meu ombro. Olho para o lado e a vejo sorrindo para mim com tamanha inocência que chega a ser indescritível. Ela, então, senta-se na carteira vaga que havia em minha frente e eu... Desmaio.