Winter Flowers

4 Eu dou dele e ele é meu.


Notas iniciais
Então meus amores, não demorei muito não demorei muito não é, quero agradecer a quem acompanha a fic e em fim. — Capítulo não betado então pode ter alguns erros.

"Eu sou dele e ele é meu"

— Narrador Onisciente

Degel estava sentado próximo a uma enorme janela na sala superior de sua casa, ainda eram apenas sete da manhã e estava mais do que nervoso para a cerimônia que aconteceria em menos de três horas. Soltou o ar aflito quando viu um carro rosa parar em frente a sua casa, era o cabeleireiro contratado, mas que já era um velho conhecido de sua família.

Seu pai ainda não havia falado consigo desde que acordara, na verdade Krest havia saído antes de o sol raiar e seguiu para a igreja onde aconteceria toda a cerimônia.

— Vai começar a sessão de tortura — Sussurrou ao ouvir a porta ser aberta e Sam passar por ela com um enorme sorriso no rosto.

Depois de o cabeleireiro incrivelmente nervoso e agitado terminar de fazer apenas uma trança embutida em seu cabelo iria vestir o Kimono, todos de sua família estavam estranhando o fato de seu casamento ser uma cerimônia católica e exigir o uso de Kimonos algo que pertencia a uma cultura completamente diferente.

Albafica também estava pronto, esperava seu primo na porta onde alguns seguranças levaria os dois em uma limusine até a igreja, Degel teria que entrar por trás devido ao grande número de repórteres que poderiam estar na entrada — Papai Ligou e disse que Kardia já está lá.

Degel prendeu a respiração e ficou olhando pela janela — Estou com medo, não quero esquecer o que tenho que falar, não quero fazer amor com ele...

— De, se acalma — Albafica pegou as duas mãos de seu primo e sorriu — Quero de volta aquele Degel que estava decidido a conquistar seu noivo, não tenha medo, vai dá tudo certo. Confia em mim.

***

— Como está o seu primo? — Lugonis chegou próximo a seu filho abraçando-o. Albafica havia acabado de deixar Degel em um salão da igreja e seguiu despistando vários repórteres.

— Acho que mais nervoso impossível — Albafica sorriu vendo que Manigold cumprimentava alguns convidados antes de ir até onde estava.

Lugonis sorriu ao ver que ao menos os dois estavam se gostando, já havia conversado com Krest sobre o inusitado pedido de seu futuro genro, e apenas pediu que os dois não fizessem demonstração de afeto em público como aquele momento no teatro antes de seu casamento. Saiu deixando os dois a sós e seguiu para o lado de seu irmão.

— Está muito bonito hoje Albafica.

— Vo-você também está... Manigold — O loiro pode notar como seu noivo era mais bonito ao vê-lo a luz do dia e longe dos bastidores escuros do teatro, como os cabelos cinzas quase brancos e os olhos que pareciam um roxo-azulado e lábios que apesar de finos desenhavam perfeitamente seu sorriso.

— Vem vamos passar um tempo juntos hoje.

— Ma..mas não é errado? Quero dizer, por causa da sua tradição, quero dizer... — Albafica sentiu um enorme desespero quando Manigold arrancou sua máscara e tomou seus lábios em um beijo rápido na frente de todos que passavam.

— Não vamos seguir nenhuma tradição idiota como eu disse antes — O italiano deu um largo sorriso malicioso e puxou a mão de Albafica guiando-o pelas pessoas que os encarava.

— Depois disso eu vou ser disciplinado pelo meu tio — Disse sentando-se ao lado de Manigold no banco de frente ao altar.

— Não se preocupa com isso, já conversei com o meu pai e com o seu, acho que Krest não vai fazer nada — Albafica ficou preso olhando para aquele sorriso, apenas assentiu e virou o rosto já avermelhado. A lembrança de seu primeiro beijo jamais saíra de sua cabeça por aqueles dias.

Degel andava pelos corredores esperando o horário em que iniciaria a cerimônia, ensaiava tudo que deveria falar mentalmente, sentiu seu estômago embrulhar várias vezes e a quase todos os momentos tinha que parar e se escorar na parede devido a falta de ar e o escurecimento de sua vista.

“Que nervosismo é esse? Nem em minha primeira apresentação solo no teatro não fiquei assim!” pensou escorando mais uma vez na parede e voltando a atenção para uma mulher extremamente elegante que vestia um kimono rosa florido, uma maquiagem leve no rosto e os cabelos castanhos soltos.

— Degel? — Ela perguntou e Degel assentiu ficando muito mais nervoso quando ela o entregou uma coroa de flores vermelhas — Meu nome é Leyla, sou esposa de Hakurei, tia de Kardia, lembra de mim?

— É um prazer revê-la madame — O ruivo fez uma reverência que aos olhos de Leyla fora maravilhosa.

— O prazer é meu, e não precisa me chamar de madame, venha, Kardia já está te esperando — Degel parou de olhos arregalados mirando Leyla, sentiu algumas lágrimas caírem e virou de costas — Querido você está bem?

— Eu... Eu estou tão nervoso... Não quero ir agora — Leyla abraçou Degel de forma que só uma mãe poderia fazer, sentou-se junto a ele em um banco que tinha perto e lá passaram um bom tempo.

Krest aproximou-se dos dois preocupado — O que houve? Estamos atrasados, todos os convidados já chegaram.

— Ah Krest, ele está nervoso, apenas isso, logo nós iremos, vá avisa-los — Krest assentiu e seguiu para onde Kardia esperava com a coroa de flores brancas em sua mão, por mais que negasse também estava nervoso. Apenas revirou os olhos quando seu sogro dissera o motivo do atraso de Degel.

Passados mais alguns longos minutos Degel chegou acompanhado de Leyla que falava coisas positivas sobre Kardia em seu ouvido.

— Kardia — Leyla puxou a orelha de seu sobrinho a fim de que ninguém escutasse o que falaria — Se você fizer algum mal para aquele menino tão doce e gentil, eu vou arrancar cada pedacinho do seu corpo na pior das torturas ouviu bem?

— Si...sim — Kardia engoliu a seco e olhou para sua tia assustado, nunca havia visto a tão serena Leyla daquela forma. O grego lembrou das palavras de Shion, e pensou "Será que ele sofreu tanto assim?"

Os noivos respiraram fundo e andaram um até outro encontrando-se no tapete vermelho a entrada da igreja, Kardia ajoelhou-se a frente de Degel enquanto este colocava a coroa de flores vermelhas em sua cabeça e logo em seguida Degel também ficou de joelhos enquanto Kardia lhe colocava a coroa de flores brancas.

Os dois seguiram de braços dados até o altar onde o sacerdote já esperava a certo tempo. O ruivo olhou o loiro que posicionou-se a sua frente nervoso, ficou atento a cada segundo que se passava e a cada palavra que era dita pelo sacerdote, no fim foi passada uma faixa vermelha entre as mãos dos noivos antes da troca de alianças e após mais algumas palavras retirada.

E novamente o sacerdote começou:

Noivos caríssimos,
viestes à casa da Igreja
para que o vosso propósito de contrair Matrimónio
seja firmado com o sagrado selo de Deus,
perante o ministro da Igreja e na presença da comunidade cristã.
Cristo vai abençoar o vosso amor conjugal.
Ele, que já vos consagrou pelo santo Baptismo,
vai agora dotar-vos e fortalecer-vos
com a graça especial de um novo Sacramento
para poderdes assumir o dever de mútua e perpétua fidelidade
e as demais obrigações do Matrimónio.

Kardia Halston e Degel Linnet, viestes aqui para celebrar o vosso Matrimónio. É de vossa livre vontade e de todo o coração que pretendeisfazêlo?

Os noivos: É, sim.

Vós que seguis o caminho do Matrimónio, estais decididos a amar-vos e a respeitar-vos, ao longo de toda a vossa vida?

Os noivos: Estou, sim.

Estais dispostos a receber amorosamente os filhos como dom de Deus e a educá—los segundo a lei de Cristo e da sua Igreja?

Os noivos: Estou, sim.


Uma vez que é vosso propósito contrair o santo Matrimónio, uni as mãos direitas e manifestai o vosso consentimento na presença de Deus e da sua Igreja.

Um primo de Kardia entrou pelo tapete levando as alianças até os noivos.
Os dois olharam-se intensamente e Kardia começou pegando a aliança e posicionando no dedo anelar de Degel:

Eu Kardia Halston, recebo-te por meu esposo
A ti Degel Linnet, e prometo ser-te fiel,
amar-te e respeitar-te,
na alegria e na tristeza,
na saúde e na doença,
todos os dias da nossa vida.

Degel respirou fundo e pegou a aliança com as mãos trêmulas, estava muito nervoso, todas as palavras estavam sumindo aos poucos e sua vista escurecendo, um calor surreal estava tomando conta de seu corpo e os murmúrios já tornavam-se mais altos a medida que o ruivo demorava a falar.

Kardia apertou um pouco sua mão para que saísse daquele transe, mas Degel havia paralisado, parecia que havia olhado diretamente nos olhos de Medusa e virado pedra. Novamente o loiro apertou sua mão com mais força dessa vez fazendo Degel finalmente voltar a si.

Eu Degel Linnet, recebo-te por meu esposo
A ti Kardia Halston , e prometo ser-te fiel,
amar-te e respeitar-te,
na alegria e na tristeza,
na saúde e na doença,
todos os dias da nossa vida.

Todos aplaudiram e sorriram aliviados quando em fim Degel falou e colocou a aliança no dedo de Kardia.

Confirme o Senhor, benignamente,
o consentimento que manifestastes perante a sua Igreja,
e Se digne enriquecer-vos com a sua bênção.
Não separe o homem o que Deus uniu.

Kardia beijou a testa de Degel quando o sacerdote disse suas últimas palavras. A festa seguiria na casa de ambos para onde os pertences de Degel já haviam sido enviados. Os dois recém casados seguiram em silêncio durante todo o caminho dentro do carro. O ruivo ficou boquiaberto quando entraram no bairro mais luxuoso da velha Paris, sua surpresa sem dúvidas só aumentou ao ver a casa onde passariam a morar, era como um verdadeiro palácio totalmente branca e com vários detalhes em dourado, incluindo algumas estátuas sendo a mais peculiar a de um escorpião.

Kardia foi quem primeiro desceu do carro e estendeu a mão para que Degel a pegasse e saísse — Estou indignado Kardia, não me convidou para o seu casamento! — O rosto do grego criou uma verdadeira face de ódio ao ouvir aquela voz, virou-se apenas para retirar as dúvidas.

— Radamanthys, o que você quer aqui? Não é bem vindo — O inglês soltou uma sonora risada chamando a atenção de todos por perto, foi aí que Degel viu atrás dele um rapaz que parecia ter a mesma estatura corporal que a sua segurando um bebê loiro que estava muito concentrado em mexer nos botões de sua camisa.

— Kardia sinto muito por te informar que nós seremos vizinhos — Novamente Radamanthys riu, Kardia apertou o punho segurando-se para não voar no pescoço daquele que declarou como sendo seu inimigo desde a infância — Mas olha só, que esposo exótico você tem, uma cor única de cabelo e olhos, seria uma pena ver uma maravilha dessas ser enterrado ou cremado, não acha?

Kardia engoliu a seco e puxou Degel para atrás de si de forma protetora — Não se atreveria a encostar em um fio de cabelo dele.

— Acha mesmo que não?

— Tente a sorte, e a sua família sofrerá as consequências — O loiro rosnou ficando mais a frente de Degel enquanto Radamanthys se aproximava.

— Radamanthys pare com isso! — Ouviram a voz autoritária do esposo que já estava irritado e com o bebê chorando em seus braços — A única criança aqui é a que está chorando nos meus braços, preciso amamentar e você precisa entender que esse é um momento feliz dos dois, não estrague e vamos embora.

Radamanthys seguiu seu esposo para casa batendo seu ombro contra o de Kardia desafiando-o. Depois que os recém casados entraram em sua casa, Kardia segurou os ombros de Degel fazendo-o encara-lo.

— Escute bem, quero que você fique o mais longe possível de Radamanthys, ele é perigoso e pode fazer tudo o que quiser por ser da família Wyvern, ou seja, ele pode me matar e ficar com você para ele, e acredite ele não vai ser nada delicado. Me prometa que vai ficar longe dele.

Degel assentiu e começou a ser conduzido por sua nova moradia que era ainda mais luxuosa por dentro. Seguiram por um enorme hall de entrada muito parecido com o do Ópera Garnier só que menor e subiram pelas escadas indo pela direita, depois de andar por um enorme corredor chegaram em frente a uma porta dupla com uma espécie de escorpião desenhado "Porque ele gosta tanto de

— Esse aqui é o nosso quarto, depois eu vou te mostrar toda a casa, mas agora...

"Quero tirar a prova" pensou.

Kardia abriu as portas e puxou Degel consigo indo em direção a cama — Não vai trancar a porta?

— Ninguém vai se atrever a entrar — Sussurrou rente ao ouvido do ruivo causando-o arrepios e puxou a máscara de pano tomando seus lábios em um beijo voraz enquanto deitava-o na cama ficando entre suas pernas.

Degel pela primeira vez tinha novas sensações, a cada momento que Kardia passava a mão por seu corpo sentia-se queimar cada vez mais. Cessaram o beijo pela falta de ar e passaram um bom tempo apenas olhando fixamente um para o outro, Kardia tomou a primeira iniciativa, começou a retirar a faixa do Kimono de seu esposo enquanto novamente dava alguns beijos em seus lábios, descendo pela extensão de seu pescoço, mordiscando e chupando logo em seguida cada mamilo.

Degel sabia o que tinha que fazer naquele momento, seu pai e seu tio já haviam lhe ensinado como das prazer a seu esposo, mas, simplesmente não conseguia se mexer, esperou por fim ficar apenas com o tecido branco, livre de todo aquele Kimono, puxou Kardia para mais perto e abriu mais suas pernas. Deu um baixo gemido quando sentiu o choque da ereção de Kardia contra a sua, seus lábios foram tomados mais uma vez enquanto Kardia movia seu quadril fazendo com que os membros roçarem ainda mais.

O ruivo começou a retirar a parte de cima do Kimono do grego tendo um boa visão daquele físico "Kardia parece de umas verdadeiro Deus grego da mitologia" pensou e fez força para que seu esposo sentasse na cama teria que dar o próximo passo.

Kardia entendeu o que Degel faria e deitou-se sobre os travesseiros enquanto o ruivo fazia uma correntes de beijos até chegar cós da calça, ajudando o loiro a retira-la.

Quando Degel encarou o membro de seu esposo tomou um susto, pensou em como aguentaria tudo aquilo dentro de si, no fim tomou-o em suas mãos passando a língua na glande para em seguida coloca-lo por inteiro na boca quase engasgando, Kardia gemeu alto e movimentou-se para que Degel aumentasse a felação.

Novamente o ruivo passou a língua na glande em movimento circulares enquanto fazia movimentos de vai e vem com sua mão, Kardia estava enlouquecido de prazer gemeu alto e parou Degel antes que chegasse ao clímax. O grego deitou-se por cima do ruivo retirando a última peça que restava naquele corpo extremamente branco e magro com curvas perfeitas.

Kardia ficou entre as pernas de Degel, aproveito que seu membro ainda estava molhado e posicionou-se na entrada do esposo penetrando-o aos poucos.

— Aahn... Kardia — Degel gritou de dor e fechou os olhos com a respiração acelerada, era uma dor excruciante, Kardia saiu e esperou um pouco mais, até que voltou a penetra-lo pondo apenas metade de seu membro e ouvindo mais um grito de dor.

— Está doendo muito? — Perguntou ao ver que umas poucas lágrimas desciam pelo rosto de Degel, o mesmo apenas assentiu.

Quando ia sair o ruivo segurou seu quadril e o impediu — Continue...

— Tem certeza? — Degel novamente assentiu e apenas fechou os olhos esperando.

Kardia foi aos poucos penetrando-o até seu membro estar totalmente dentro de Degel. Passando um tempo o francês começou a movimentar o próprio quadril dando a Kardia o sinal que precisava para continuar.

O loiro começou, entre vários gemidos, movimentos lentos acelerando aos poucos, enquanto Degel cravava as unhas com uma certa força em suas costas, ainda doía muito apesar do prazer que sentia.

Kardia parou por um momento olhando para o esposo completamente entregue, estava quase chegando ao clímax do momento. Tirou seu membro de dentro do ruivo e virou-o de costas apertando suas nádegas com certa força e penetrando-o sem piedade logo em seguida, arrancando de Degel mais um grito de dor.

O sangue descia vivo da entrada do francês e manchava aos poucos as cobertas brancas da cama, a cada investida Kardia parecia mais violento importando-se apenas com o próprio prazer.

Em fim o grego chegara ao orgasmo como a meses não o sentia, saiu de dentro do esposo não ligando se o mesmo havia conseguido também. Degel estava com a cabeça virada para o lado oposto a Kardia, fechou os olhos sufocando o soluço que sairia, queria que aquele choro fosse silencioso.

Continua...

Notas finais
Então, Kardia sendo novamente um babaca... quero ver a opinião de vocês.