Notas iniciais
Aproveite

Na manhã seguinte, Jujuba acordou um pouco confusa, coçou os olhos e tentou se lembrar da noite passada. Olhou para seu pijama no corpo e pensou que toda a bondade de Marceline fora um sonho, se sentou em sua penteadeira, e achou um bilhete dobrado com um morango desenhado, piscou repetidas vezes sem entender mas percebeu que não era uma ilusão abriu e leu :

“ Hey,

acho que não vai lembrar de como chegou em casa, você estava morrendo de sono e eu te levei pra casa, você dormiu no caminho e então resolvi não te acordar.

- Sua Marceline

PS: se está olhando para suas roupas e se perguntando como entrou nelas, não, eu não mexi em nada no seu guarda-roupa, peguei o pijama que separou na cama antes da festa... mas sim tive que te trocar… (não vou mentir dizendo que não olhei)”

Jujuba olhou para seu pijama ( uma blusa de Rock que Marceline lhe dera) e percebeu que a bondade de Marceline, não fora um sonho.

Naquela manhã arrumou uma cesta de morangos, maçãs e um monte de doces vermelhos, e se dirigiu ao covil de marceline.

Marceline estava esparramada em seu sofá, afinando seu baixo, quando ouviu três batidas tímidas na porta.

- Estranho- Pensou- Quem viria a meu covil nesse frio.

Levantou-se e flutuou até a porta a abrindo, e se deparou com uma princesa jujuba, com um vestido azul turquesa e uma cesta de piquinique nas mãos.

-Posso entrar?- ela olhou para marceline, que sem palavras assentiu apenas meneando a cabeça.

Jujuba prontamente colocou a cesta na mesa de centro de Marceline e a abriu colocando pratos com morangos, maçãs e guloseimas vermelhas, ela olhou pra a outra que continuava parada no ar ao lado da porta a olhando como se ela fosse algum tipo de aberração alienígena, Jujuba se sentou no sofá, e deu três batidas nele indicando que Marceline senta-se ao seu lado.

-Você age como se a casa fosse sua- Disse Marceline flutuando até o sofá e se sentando nele

- Infelizmente, você estava paralisada de mais para eu esperar você tomar alguma atitude de anfitriã.

Marceline revirou os olhos e pegou um morango, sugando sua cor.

-Não estou acostumada com visitas… suas.

-Ah!- Jujuba parecia um pouco sem graça- Se quiser que eu vá — Ela se levantou do sofá indo pegar sua cesta.

-Não eu…eu...- Marceline segurou o braço de Jujuba por alguns instantes, oque fez ambas sentirem um leve formigar- Por Favor fique… Não estou acostumada com visitas… de ninguém.

- Bom, se é assim, acho que fico. — Ela sorriu.

Depois de alguns minutos de silêncio, onde ambas comeram os doces e as frutas Jujuba finalmente quebrou o silêncio.

- Sabe porque estou aqui?- Jujuba falava num tom de voz sério. Marceline fez que não com a cabeça — Marcy... eu queria falar sobre ontem a noite… Porque você estava sendo tão legal comigo, quer dizer, depois de tanto tempo me odiando você aparece sendo minha fada madrinha.

- Jujuba, eu…- marceline hesitou- Eu estou tentando te recompensar…

- Por que? pelo que?- Jujuba olhava para Marceline confusa.

- Você não se lembra?- Marceline se levantou e andou alguns passos para a frente, ficando de costas para Jujuba.- Quando eu era uma criança e OOO ainda nem existia, quem cuidava de mim era Simon… e você. Claro você ainda não era esse corpo bonito que é agora mas… — ela se virou com lágrimas nos olhos. — Você estava lá, você nos ajudava em tudo que podia, a mim e a Simon. Que droga Jujuba! Você não lembra de nada?- Marceline estava confusa, Jujuba se levantou naquele momento com lágrimas nos olhos e em um movimento desesperado abraçou Marceline, que colocou o rosto em seu pescoço e deixou que as lágrimas caíssem lentamente no ombro da outra.

- É claro que me lembro- Ela afagava o cabelo de Marceline- Eu me lembro de tudo, não se pode apagar o passado, não se deve fazer isso.

Ambas choravam, Marceline puxou Jujuba para seu colo e subiu para seu quarto flutuando. Jujuba se sentou na cama e Marceline se aninhou em seus braços, ela chorava todas as lágrimas que engolira por todos aqueles anos, e Jujuba chorou juntamente com ela, todas as lágrimas que ela perdera preocupada de mais com seu trabalho.

-Então porque agora?- Jujuba se afastou para olhar nos olhos de Marceline

- Sabe você estava sempre preocupada de mais com suas ciências que parecia que simplesmente esquecera de tudo…- Ela enxugou as lágrimas com a manga de sua blusa — E… ai eu estava procurando cordas para meu baixo na minha gaveta e achei isso- Ela se levantou e foi até sua comoda, abriu a primeira gaveta e tirou um papel preto dobrado, e entregou para Jujuba.

-Oque é isso?- ela perguntou olhando para o papel.

-Abra- disse Marceline apontando para ele.

Então Jujuba percebeu que o papel estava dobrado em volta de algo, ela o desdobrou e viu uma foto de polaróide.

-Essa sou eu — Marceline apontou para a garotinha de cabelos curtos e presas grandes sorrindo- E o Ursinho que estou segurando é o Rambo- Ela se sentou novamente na cama- E isso aqui atrás... — Ela colocou o dedo na foto indicando um monte de chiclete rosa na parede- Isso...é… bem... é você- As lágrimas voltaram aos olhos de Marceline- Você estava sempre lá, comigo, e eu, nunca fiz nada pra recompensar.

Jujuba permanecia em silêncio, era muita coisa pra digerir.

-Eu sei… — A vampira vendo o silêncio da outra, continuou — eu sei… uma carona nunca vai recompensar nem um pouco do que fez por mim, principalmente depois que Simon teve que partir, mas, eu não sei mais oque posso fazer. você tem tudo e eu não tenho nada melhor a te oferecer..

- Eu não tenho você. — disse Jujuba- Eu, não tenho você… então eu não tenho tudo… eu não posso ter tudo.

-Você tem um milhão de súditos… Porque precisa de mim?- Marceline olhava para Jujuba atônita.

-Eu não te criei, você é a única que desafia minha autoridade, é a única que é tão

velha quanto eu, que sabe tanto quanto eu… e ainda não enlouqueceu, você é a melhor coisa que existe em OOO, pra mim você é a única que posso ter, e me arrisco a dizer, a única em que posso confiar.- Jujuba colocou as mãos no rosto de Marceline e colou as testas das duas, fechando os olhos e sentindo o cheiro de

morango da outra…

Marceline colocou os dedos levemente no queixo de jujuba e puxou seu rosto lentamente colocando seus lábios nos dela, sentindo o sabor dos doces em sua boca. Passou a mão por sua cintura e colou seu corpos, partindo para um beijo faminto, Jujuba colocou a mão na nuca de Marceline fazendo suas bocas encaixarem, até que em um momento de solides percebeu a insanidade que estava fazendo e parou o beijo bruscamente.

-Marcy, eu…- Jujuba estava palida- Me desculpe.

Marceline olhava para Jujuba, seus olhos tinham uma cor purpura, e seu rosto uma expressão de ódio:

- Desculpe? Como assim desculpe, Jujuba, você disse que me queria, você disse… você não queria dizer nada daquilo!

-Marceline eu disse exatamente oque queria dizer, mas não estava preparada para… para isso. Me desculpe

-Pare de pedir desculpas, você não fez nada de errado, Mas parece estar arrependida.

-Eu...- Jujuba hesitou- eu preciso ir- Ela passou por Marceline e se dirigiu a porta.

Assim que escutou a porta se fechar, Marceline se jogou na cama chorando descontroladamente, tentando entender o amor e o ódio que sentia pela outra. Mal sabia ela que Jujuba ia para casa pensando a mesma coisa e chorando tão descontroladamente quanto ela.



Notas finais
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