Winter Again

8 Capítulo 8: Winter Solstice Third Act


Notas iniciais
Boa leitura!

Capítulo 8: Winter Solstice Third Act

Bucky

–Bucky, eu quero que você tire isso da cabeça, você não tem culpa de nada.Nõs não queremos você carregando o peso disso nas suas costas.-Eu podia sentir a pressão da mão de Greg em meu ombro, o som firme e decidido de sua voz enchendo a cozinha.

–Por favor querido, entenda nós trabalhamos contra a Hydra, a nossa Serena também desde que Steve fez a denúncia de que a organização estava infiltrada na S H I E L D.E eles a pegaram justamente para que você se sinta assim, mas você não é o responsável por isso.- A voz de Sarah era tão acalentadora que nem parecia ser de uma mãe que acabava de receber a notícia do sequestro da filha, mas eu podia ver o sofrimento nos olhos dela e de Gregory.

–Mas eu fui o Soldado Invernal.- Meu rosto afundou em minhas mãos.

–Você foi o Soldado Invernal, não é mais.Não carregue o peso do mundo em suas costas.- Sarah disse me obrigando olhar em seu rosto.-Você não é mais o Soldado Invernal, Sargento James Barnes.

Já havia despertado havia um tempo, mas abrir os olhos e encarar a realidade era algo que eu sempre relutava em fazer.Contudo, eu sabia que não tinha outra opção, não quando eu precisava ter Serena de volta.E as palavras dos pais dela naquele final de tarde a quase um ano e o sorriso da mulher que eu amava era tudo que precisava para ter minhas forças renovadas.Abri os olhos para encarar o teto daquele quarto decadente.

Levantei sentindo o latejar de minha cabeça, a mistura de álcool com tranquilizantes sempre rendiam uma ressaca daquelas.Mas era o único jeito, dormir havia voltado a ser uma tarefa árdua.As primeiras semanas depois do sequestro de Serena me rederam pesadelos recorrentes que ficavam cada vez mais perturbadores.

Me arrastei para o banheiro sentido meus membros pesados e a boca amarga.Ao encarar meu reflexo no espelho pude ouvir claramente a voz de Serena dizendo que também achava que eu precisava cortar o cabelo, era como se ela sempre soubesse o que se passava em minha cabeça.Sorri com amargura, eu precisava dela de volta.Pelo bem da minha sanidade e, principalmente, pelo bem de Serena, eu precisava trazê-la de volta.

Quase um ano só seguindo pistas falsas, pensei deixando que o jato frio do chuveiro caísse forte sobre minha cabeça.Pistas que não me levavam a lugar algum, que só me deixavam desesperado.Tudo por causa daquelas cartas misteriosas que eram enviadas para as casas de Sam Wilson e Tony Stark, cartas destinadas a mim enviadas ao endereços deles.Cartas que me levavam a lugares que onde não havia nada, onde só me davam a certeza que havia sido envolvido em outro jogo da Hydra.Um jogo que faria questão de jogar, porque eu sabia que em algum momento eles falhariam.

Passa das nove da manhã quando terminei de me vestir, e questionando se ainda valia a pena continuar em Ripon, Wisconsin, precisamente na fronteira com o Canadá, ou se voltaria para o QG dos Vingadores.E sinceramente, minha vontade era de continuar mais um tempo ali, procurar mais e quem sabe, enfim, achar uma indicação concreta do paradeiro de Serena.Contudo, antes que conseguisse me decidir se valia a pena, ou não, escutei batidas na porta.

–Você não tinha um lugar melhor para se hospedar, não?- Tony falou quando abri a porta.

–O que tá fazendo aqui?- Perguntei o ignorando.-Como foi que me encontrou?

–Relaxa, Barnes.- Disse entrando sem ser convidado.

Feito um idiota vi Stark entrar olhando para tudo com curiosidade e sua desdém habitual.

–Stark, como foi que você me encontrou?- Perguntei sentindo que a pouca paciência que ainda me restava se tornaria inexistente .

–Ah, ontem quando você ligou para Maisie, ela conseguiu te enrolar o suficiente para que conseguíssemos rastrear sua ligação.- Respondeu como se fosse de pouca enquanto analisava o folder do motel.

–Eu devia saber...- Falei com um sorriso amargo.- Os Vingadores mostrando tudo do que são capazes, só não são capazes de achar uma pessoa desaparecida a quase um ano.

Ele se voltou para mim com uma expressão que poucas vezes havia visto.

–Você sabe que está sendo injusto, não sabe?- Perguntou, mas não me dignei a responder.- Sabe...Sabe, sim...Mas está tão

frustrado que precisa usar alguém como saco de pancada.Antes era só o Steve, mas agora você se revesa entre toda a equipe.Até o Clint que tem te ajudado sem questionar você faz dele alvo da tua raiva.

–Você não tem ideia do que estou vivendo, Tony.Você não tem ideia do que é vê os dias passarem sem ter uma pista sequer do paradeiro da Serena.De não ter a minima noção de onde a mulher da minha vida está.Do que podem estar fazendo com ela...Sabe de uma coisa?- Ele me olhava com uma expressão neutra.-Quando você tiver a minima ideia do que é isso vai ter direito de falar alguma coisa.

–Você está certo.- Admitiu, ele nem parecia o cara que costumava fazer piada do que não costumava ser piada.- Eu posso até não saber o que você saber pelo que você está passando.A dor de ter alguém tão importante desaparecido talvez eu nunca passe por isso, mas ainda sim, não te dá o direito de fazer os outros alvos do seu ódio e da sua frustração, Bucky.

Por um segundo eu não sabia o que falar, não tinha resposta para o que Stark havia falado, mas por outro lado, sabia o quão injusto e, até mesmo cruel eu conseguia ser quando descarregava minhas frustrações, minha raiva e o meu rancor em cima do grupo.

Tony continuou observando o quarto como se nunca houvesse visto nada parecido, ou talvez porque o quarto estivesse semelhante com uma zona de guerra tamanha era bagunça.Roupas se misturavam a caixas de pizzas, garrafas de água,refrigerante e dos tipos mais variados de bebidas alcoólicas. As.As únicas coisas arrumadas meticulosamente eram minhas armas e os remédios para dormir, eram as únicas coisas que eu não precisava perder no meio daquele caos.

–Você bem que pode começar a aliviar na bebida, Sargento.- Tony voltando ao seu tom usual.-E fazer isso voltando comigo pro QG.

Um riso frio escapou quando constatei o óbvio, Tony estava ali para me arrastar de volta para o QG dos Vingadores.Eles faziam aquilo todas as vezes que achavam que eu estava saindo de controle.Eles costumavam fazer uma espécie de rodízio, da última vez havia sido o Steve.

–Ainda tenho coisas para fazer aqui.- Disse depois de alguns segundos.

–O que?Correr atrás do vento, Bucky?- Tony perguntou com sarcasmo, mas não respondi.-Porque você sabe que é isso que está fazendo, que essas pistas que a Hydra vem te dando no último são todas falsas.Que você vem alimentando inutilmente essa esperança de encontrar a Serena.

–Você está querendo dizer que eles nunca vão me devolver ela?- Perguntei com a voz endurecida pela coisa dolorida que começava a se formar em minha garganta.

–Não, o que estou dizendo que essas pistas que a Hydra generosamente te manda de tempos em tempos não vão trazer a Serena de volta.-Ele disse estranhamente sério.

Talvez Stark tivesse razão, talvez a Hydra só estivesse trabalhando em cima da minha paranoia em achar Serena.Só tivessem me fazendo perder tempo com todas essas pistas que não me levavam a lugar, e só me faziam me sentir cada vez pior depois da constatação de mais outro fracasso.

–Talvez você esteja certo, talvez eu deva voltar.

QG dos Vingadores

Era sábado e só aqueles que estavam no tão odiado plantão circulavam pelo QG.Nos últimos tempos tudo andava anormalmente quieto, quieto demais para o gosto que qualquer um de nós.Tirando as mensagens da Hydra, os distúrbios que ocorriam eram minimos, nada que dois ou três Vingadores não pudessem um resolver.Mas aquele dia era calmo.

A calma que se refletia na conversa descontraída de Joss, David e Sammy na sala de controle.Conversa que só foi interrompida pela minha chegada e de Tony, mas não havia caras constrangidas, talvez, um olhar tenso de David.Fruto do meu momento de impaciência e frustração onde acabei gritando com o garoto, que daquele dia em diante criou um certo receio de mim.

–Olha só quem voltou.-Tony falou como se os três não soubessem das minhas idas e vindas no último ano.

– Olá, Sargento Barnes.- Sammy falou com um tom de incerteza na voz.

–Olá, Sammy...- E um silêncio constrangedor ameaçou a se instalar.

–Bem, eu vou pro meu quarto, qualquer coisa é só me chamarem lá.- Disse pouco antes de sair.

Já no corredor não pude deixar o som da voz de David:

–Ele está bem?

–Bucky nunca volta bem dessas buscas.- Tony respondeu.

Steve Rogers

O som do celular soou se misturando ao som do chuveiro que escapava pela porta entre aberta do banheiro e o som da tv ligada.Era uma mensagem de Tony Stark informando que havia conseguido trazer Bucky de volta, e pedindo desculpas caso houvesse interrompido alguma coisa.Joguei o celular pro lado vazio da cama ao mesmo tempo que o barulho de água cessou no outro ambiente.

Notas finais
A partir do próximo capítulo a censura vai para 18 anos. Até lá. BitterSweet