Winter Again

6 Capítulo 6: Winter Solstice First Act


Notas iniciais
Desculpem a demora, mas eu posso relacionar todos os motivos que me fizeram demorar tanto a postar: 1.Crise alérgica 2.Problemas relacionados ao meu emprego e só eu poderia resolver 3.Cansaço por toda correria 4.E a demora na finalização por causa da morte de Jon Snow (Eu tô com muita raiva do traíra do Olly, velho) Espero que compreendam meus motivos ;) Boa leitura!

Capítulo 6:Winter Solstice First Act

Bucky

A Hydra a levou.

As palavras de Maisie se repetiam dentro da minha cabeça de uma forma nada saudável.Entretanto, eu não estava dando a minima ao que era ou não saudável naquele momento.A única coisa que conseguia pensar era que a Hydra tinha sequestrado Serena.Aquilo se refletia pela forma como o Ford corria e os pneus cantavam nas curvas.Era eu quem dirigia, por mais que aquilo não fosse recomendável.As ruas de Nova York não eram as pistas de stock car, como Serena costumava dizer.

A Hydra a levou.

Maisie havia falado que seria fácil achá-la, e aquilo era verdade, sabia bem da bagunça que a Hydra podia fazer.Eu mesmo já tinha sido instrumento para que atos tão hediondos quanto aquele fossem realizados.Contudo, a redoma que havia criado ao meu redor e de Serena havia me dado a falsa sensação de que situações como aquela nunca se repetiriam conosco.Que a Hydra não nos ofereceria algum perigo direto.E que nossa redoma nos protegeria.

A Hydra a levou.

Mas não existia redoma, tudo que eu tinha era uma segurança falha.Na realidade, ridícula, ninguém estava seguro, não havia como escapar da Hydra que sorrateira se aproximava e quando nos dávamos conta o estrago já estava feito.Vidas já estavam arruinadas e o caos instalado.

A Hydra a levou.

–Vai dar tudo certo, Bucky.- Aquela era terceira vez que Steve falava desde que eu havia dito o que tinha acontecido.Eu o conhecia bem, podia ver, por mais que ele quisesse esconder, o choque no seu rosto.

Segundos depois em nosso campo de visão entraram três viaturas policiais e uma ambulância, os quatro veículos escondiam parcialmente o táxi atravessado na pista.Estacionei de qualquer jeito sem me importar com o trafego, que de qualquer forma já tinha sido interrompido.Saltei apressado do Ford.

–Desculpe senhores, mas essa a cena de um crime.Mantenham...- O policial de aparência asiática disse quando ao me ver aproximar.

–Um crime que certamente vocês não vão conseguir solucionar.- Disparei sem pensar duas vezes.

–Perdão...Capitão Steve Rogers e Sargento James Barnes.- Steve interviu e o homem com um olhar indignado liberou nossa passagem.

Ao nos aproximarmos a primeira coisa que vimos foi a grande mancha de sangue na janela do táxi.Aquilo fez meu estômago revirar.Só não mais que ver o corpo envolto pelo saco preto instantes antes que a porta da ambulância fosse fechada.Por mais que parecesse egoísta, agradeci por não ser Serena.

–Bucky...Steve.- A voz de Maisie chegou aos nossos ouvidos.

–Maisie...-Disse a agarrando pelos braços.-Como isso aconteceu?

–Nós estávamos indo encontrar vocês, não percebemos que eles nos seguiam.Foi só quando acertaram o motorista...Bucky, você tá me machucando.-Ela reclamou, mas não fiz menção alguma de soltá-la.-Bucky...

–Bucky, larga ela...Você está machucando a Maisie.- Steve parecia esta muito distante e de repente perto demais.-Bucky?!

Demorou alguns segundos até que me desse conta da força que aplicava ao segurar os braços da garota.Principalmente, no que se referia ao meu braço esquerdo, que poderia fazer um estrago considerável ao mínimo aperto.

–Desculpe.- Falei soltando-a imediatamente.

–Tudo bem.- Disse massageando o braço direito enquanto encarava meu olhar aflito.- Como eu ia dizendo...Só nos demos conta que nos seguiam quando acertaram o motorista e van da frente parou de repente nos fazendo bater.Depois foi tudo muito rápido...Atiramos, mas eles não revidaram...Cercaram o táxi e exigiram que Serena saísse...- Maisie parecia prestes a desabar no choro, a medida que falava sua voz ficava mais embargada.- Eles disseram que me matariam se ela não obedecesse...Serena saiu do carro, um cara grande a desarmou e um outro injetou alguma coisa nela...Injetou na altura do pescoço, ela desabou nos braços do cara quase no mesmo segundo.Levaram ela para a van e me entregaram isso...- Ela disse buscando alguma coisa no bolso traseiro de seus jeans.

O anel que eu havia dado a Serena faiscou na palma da mão de Dale.Aquilo era um aviso.Um silencioso aviso da Hydra, mas que gritando dentro da minha cabeça.Aquilo iria me corroer.

–Eles disseram que você saberia para onde ela foi levada...O lugar onde está a marca invisível da Hydra.Você só teria poucas horas.

Imediatamente meu cérebro começou a trabalhar em cima de possibilidades, escassas, mas ainda sim, possibilidades.Mentalmente lugares eram repassados, nada que remetesse a Hydra.Nada que na confusão que minha mente fizesse algum sentido, ou me desse alguma pista.

–Algum lugar de alguma missão recente.- Steve sugeriu no mesmo instante que o celular de Maisie tocou.

–É o Tony...Acionei todos os Vingadores depois que liguei para você, Bucky.- Ela explicou enquanto entendia a chamada.

–Excelente trabalho, Maisie.- Meu amigo elogiou, de certa forma parecia que eu não estava ali.

–Está no viva-voz.-Avisou.-Bucky e Steve já estão aqui.

–Infelizmente não consegui localizar nada, nenhuma van e carros suspeitos.Nada na rota que você me passou, Maisie, nem nas paralelas.-A voz de Stark era estranha, frustrada.-Bucky, eu vou continuar procurando.Vou ficar atento ao minimo sinal, nós vamos trazer Serena de volta.

–Vamos trazer, sim.-Disse depois de perceber que era comigo que ele falava.

Maisie se despediu de Tony e desligou, enquanto me voltava para o táxi atrás de mim.O automóvel com a frente parcialmente destruída, fez com que minha mente desse estalo.Sabia para onde a Hydra havia levado Serena, esteve o tempo todo bem embaixo do meu nariz.

–Algum Quinjet no ar agora?- Perguntei pegando Maisie e Steve de surpresa quando me voltei para os dois.

–O Barton e o Sam estão ajudando o Tony na busca aérea.- A garota respondeu.- Ele está usando um.

–Você tem alguma ideia para onde eles levaram a Stanton?- Steve perguntou franzindo o cenho.

–Mais do que isso, eu tenho certeza.- Os dois me encararam cheios de expectativa.-Só preciso contactar o Barton.

–Tem essa pista de pouso a quinze minutos de carro de onde vocês estão, não é tão movimentado aos sábados.Podemos pousar lá e vocês embarcam.-A voz Gavião Arqueiro dizia pelo viva voz.

–Estamos indo pra lá.-Falei apressado.

Quando embarcamos fomos recebidos por um Sam Wilson silencioso e Clint Barton visivelmente abatido.Depois de Maisie, provavelmente, uma das pessoas mais próximas de Serena.Clint havia sido treinado pessoalmente por Gregory Stanton, pai da minha noiva e, considerado por muitos um dos melhores agentes da S.H.I.E.L.D. Agente Stanton, mesmo rígido, viu em Clint um filho, e por outro lado o Gavião Arqueiro alguém em quem poderia depositar sua total confiança.Então, a aproximação com a esposa e os filhos de Gregory aconteceu naturalmente.

–Você tem certeza disso?- Barton perguntou me olhando com estranheza depois que lhe informei nosso destino.

Assenti, ainda não havia contado para ninguém.Desconfiava que se Steve soubesse tentaria tirar aquela ideia da minha cabeça, mas os meses haviam passado e nada tirava de minha cabeça que a Hydra estava por trás do caso da fábrica.Aquele caso, para mim, nunca foi somente um caso de revoltosos do leste europeu contrabandeado armas.

–Eles me disseram pela Maisie o lugar onde está a marca invísivel da Hydra.E, é naquela fábrica que essa maldita marca está, Barton.-Dizia com cuidado para que aquela conversa se restringisse a cabine.-Foi para lá que levaram a Serena...Tenho certeza.

–Então, estava o tempo todo na nossa cara.- O Gavião constatou com o cenho franzido.

–Estava, eles jogaram o tempo todo com a gente...Sabiam que eu iria perceber, que aquilo ficaria martelando na minha cabeça.Mas esse jogo vai acabar, depois que eu trouxer a Serena de volta vou me encarregar pessoalmente de acabar com todas as cabeças da Hydra.-Tinha plena consciência do tom raivoso que minha voz havia ganhado.

Não era só raiva, eu iria dedicar o meu ódio aquela organização.

Em um vôo de carreira o tempo que levaríamos de Nova York a Nova Orleans seria de quase três horas.Contudp, estávamos em um Quinjet desenvolvido pelas empresas Stark, especialmente, para os Vingadores e esse tempo caia significativamente para um pouco menos de uma hora.Contudo, se estivéssemos a bordo de um jato que rompesse a barreira do som minha ansiedade e pressa para tirar minha noiva das mãos daqueles filhos da puta seriam as mesmas.

–Nova Orleans?- A voz de Maisie vindo bem atrás de nós.Quando me voltei para encará-la vi seus olhos fixos na tela do localizador da mesa de comando.

–Maisie...

Ela havia falado alto o suficiente para atrair a atenção de quem estava fora da cabine.Não demorou mais que alguns segundos para que Steve aparecesse logo atrás dela.

–Nova Orleans...Você não está achando que eles levaram a Serena para aquela fábrica?Bucky, você não está forçando a barra querendo ligar o caso da fábrica e com o sequestro da Serena?Não existe nada que prove que a Hydra estivesse envolvida no contrabando de armas.-Steve disse sério.

–Não, não estou, Steve.- Respondi me colocando de pé.-Eu só aceitei dá por encerrado o caso da fábrica porque não queria preocupar a Serena, e olha onde estamos agora...Minha noiva sequestrada e você sem conseguir enxergar o que sempre esteve na nossa cara.A Hydra jogando o tempo todo com a gente...Nos tratando como se fossemos crianças.-Maisie me olhava de olhos arregalados enquanto Steve fazia o mesmo, mas sem demonstrar qualquer emoção.-Admita Rogers, nós fomos feitos de idiotas, e quem está pagando por isso é a Serena.

–Bucky, você tem ideia do que está fazendo?- Maisie perguntou , não respondi.

–Claro que tem.- Steve continuou.-Ele está procurando um bode expiatório, não é Bucky?Alguém a quem ele possa culpar, mas tem um probleminha, eu não vou ficar com esse papel.-Completou me dando as costas e saindo da cabine, Dale fez a mesma coisa segundos depois de me encarar como se quisesse me degolar.

Voltei a me sentar ao lado de Barton que fingia está concentrado em pilotar o Quinjet.

Tudo que havia falado para Steve estava atravessado em minha garganta, e por Serena havia decidido não pensar mais no caso da fábrica.Somente por ela.Mas tudo havia mudado, a Hydra havia deixado claro que estava jogando conosco a muito tempo.E eu provavelmente era o único que tinha percebido.

–Você quer voltar?- Barton perguntou sem me olhar.

–Não.- Respondi secamente.

–Isso é bom, porque estamos a quinze minutos da localização da fábrica.

Com a desculpa de apanhar minhas armas sai da cabine, mas era só uma desculpa para que Barton não percebesse minha agitação crescente.Pensar no meu reencontro com a Hydra e que Serena estavam nas mãos dela fazia meu estomago embrulhar.

O nosso pouso e desembarque só não foi mais completo silêncio por causa das turbinas que faziam um barulho ensurdecedor.A clareia onde havíamos pousado era gigantesca, uma velha conhecida, reconheci assim que a rampa desceu.Fui o primeiro a sair do Quinjet seguido por Barton, Sam, Maisie e, por último, Steve.

O trajeto da clareira até fábrica era de mais ou menos dez minutos, mas pareceu levar mais que isso.A minha ansiedade parecia fazer questão de deixar tudo muito pior.O caminho se parecia ter ficado mais longo e ilogicamente meus passos mais lentos, contudo, talvez aquilo fosse somente coisa da minha cabeça.Como as árvores que se fechavam ao nosso redor e como elas se abriram de repente revelando os fundos da fábrica abandonada.

–Bem, do outro lado existe um rio, então nada de nos dividir.- Falei com a intensão de deixar Maisie ciente do local onde estávamos.

–Esse lugar é enorme.-Ela falou quando finalmente chegamos a entrada principal da fábrica.

O grande portão de ferro estava entreaberto, alguma coisa parecia errada quando o empurrei.Parecia fácil demais, de uma quietude apavorante.Não haviam carros no pátio interno e aparentemente movimentação alguma.

–Não tem nada aqui.-Sam disse constando o óbvio.

–Podem está lá dentro.- Disse me afastando em direção ao galpão.

–Pode ser.- Ouvi Barton concordar.

Entretanto, a realidade que encontrei dentro daquele maldito lugar foi tão aterradora quanto a do lado de fora.Nada.Não tinha ninguém ali, só uma mensagem escrita na camada grossa de poeira que se acumulava no chão:

CANCELE O CASAMENTO.

VOCÊ CHEGOU TARDE DEMAIS, SOLDADO.

Notas finais
Então começou o inverno pro Bucky... Até o próximo capítulo. Beijos. BitterSweet