Winter Again
5 Capítulo 5: Winter is coming
Notas iniciais
Capítulo 5: Winter is coming
Bucky
Em cinco meses aquele era o terceiro Seminário sobre Segunda Guerra Mundial que Steve e eu participávamos.Um evento realizado pela Universidade de Havard, em Massachusetts, outro num centro de convenções de Atlanta, realizado por um dos maiores especialistas em II Guerra do país, esse aqui em Nova York , pela Universidade de Columbia.Aquilo era uma chateação sem fim.Já era capaz até de escutar as perguntas que seriam feitas a mim e ao meu amigo.Mudavam os estudantes, professores e curiosos, mas as perguntas eram sempre as mesmas:"Você lembra do momento em que seu braço foi amputado", "Como foi lutar por uma das maiores organizações pró-nazismo do mundo", "Como foi lutar em uma das guerras mais devastadoras da história", e quanto a mim, já tinha respostas para cada uma delas.Nesses dois anos devia ter participado de uns nove eventos como aquele.Parecia uma saga sem fim.
A Segunda Guerra havia sido uma parte importante da minha vida, o evento que havia mudado tudo, que regeu os anos que eu obedecia cegamente.Que roubou minha personalidade e minha capacidade de questionar por setenta longos anos.E, que por outro lado havia me feito valorizar tudo que tinha atualmente.Entrementes, era algo que eu preferia que ficasse no passado.
Lentamente vesti camisa jeans escura por cima da camiseta preta tentando não pensar como aquele tipo de evento havia me saturado, calcei a mão direita em luva também preta.Não havia nada mais irritante que ver alguém me encarando como se eu fosse uma aberração.Ou, tentando disfarçar o olhar de choque.Serena apareceu na porta do banheiro prendendo os cabelos num rabo de cavalo, dizendo que só precisava guardar os sapatos de dança na mochila e logo poderíamos ir.Ela para sua aula de dança e, eu para mais uma tarde de perguntas que já estava cansado de responder.Trocaria tudo aquilo por uma tarde fazendo qualquer bobagem com ela.
–Então, pronto?- Ela perguntou colocando a alça da mochila no ombro.
Flashs do sonho que havia tido semanas atrás vieram a minha mente, resolvi que seria melhor ignorar.
–Mesmo achando esses seminários um saco, estou pronto.- Disse entediado, Serena sorriu compreensiva.
Do QG dos Vingadores até o centro de Nova York levava pouco mais que de uma hora. Tinha que dá o braço a torcer, Stark havia sido esperto ao conseguir um lugar que parecia ser tão isolado, mas ao mesmo tempo tão perto da cidade.Nada longe de mais aponto de nos impedir de chegar em tempo hábil caso algo inesperado acontecesse, ou tão a vista que aqueles que se apresentavam como inimigos pudessem nos descobrir.
–A pessoa que temos que procurar quando chegarmos lá é Asha Peterson, ou Paulson?- Steve perguntou sem desviar os olhos da estrada.
–Peterson.- Respondi depois de procurar o nome de uma das componentes da comissão organizadora do evento no folder e joga-lo de qualquer jeito sobre o painel carro.
–Calma Bucky, eu sei o quanto você está "animado" pra esse evento, mas não exagera.- Disse com sarcasmo.Não era novidade para ninguém a minha falta de humor quando se tratava daquele tipo de evento.
–Bucky, eu prometo que se você se comportar saímos depois para comer pizza.- Serena disse do banco de traz do carro no mesmo tom.Quando os dois se aliavam contra mim eram piores que crianças.
–Você vai precisar de mais do que uma pizza para curar meu mau-humor, amor.- Falei a olhando por cima do ombro e lhe dando uma piscadela.Serena fez simples um "humm" que combinava com a malícia nos seus olhos.
–Oi casal, eu estou aqui, e não sou obrigado a ouvir esse tipo de coisa.Ok?- Steve falou com urgência chamando nossa atenção.
–Não se preocupa Steve, vai chegar o dia em que você e a Maisie vão nos constranger com esse tipo conversa.- Disse abrindo meu melhor sorriso sacana.-Acredite.- E ele me olhou como se quisesse me fuzilar.
–E eu posso garantir que ela anda bem ansiosa pra isso.- Serena falou e deu um risinho no final.
No mesmo instante um coloração avermelhada tomou conta do rosto de Steve, que por muito pouco não perdeu o controle do Ford F-150.Depois disso as únicas pessoas que ainda falavam erámos minha noiva e eu.
Chegamos a academia onde Serena, junto com Maisie, recebia aulas de stilleto.Ela saltou, fiz o mesmo depois no mesmo instante que um trio da garotas iam em direção a porta principal do estabelecimento.
–Não precisava descer, vocês vão acabar se atrasando.-Ela disse enquanto envolvia sua cintura com minhas mãos.
–Eu só quero me despedir direito de você.- Serena me olhou estranho.
–Nossa, isso soou esquisito.- Disse num sorriso.
–Okay, eu só não queria constranger mais o Steve.- Falei aumentando a voz no decorrer da frase propositalmente.Ela riu.- Bem, então te espero mais tarde na chateação de seminário.- Completei me aproximando para beijá-la.
–Okay, assim que a aula terminar a arrasto a Maisie pra lá...Se bem que não vai ser tão difícil.- Falou franzindo o nariz e me dando mais um beijo.
xxx
Vinte minutos depois deixarmos Serena na estúdio de dança Steve estacionava uma das vagas reservadas no estacionamento da Universidade de Columbia.E pelo número de carros que havia no local seria um evento movimentado, e provavelmente, interminável.Na entrada do prédio onde estava acontecendo o seminário haviam pelo menos quatro duplas para receberem os participantes que não paravam de chegar.O público era variado, jovens com jeito de quem acabará de entrar no mundo acadêmico, veteranos interessados em ter mais conhecimento e, muito provavelmente, professores ávidos em escutar as duas relíquias dos anos de 1940.
–Boa tarde, somos Steve Rogers e James Barnes, procuramos por Asha...- Steve enrugou a testa tentando lembrar do sobrenome, que nem era dos mais difíceis, mas vivia a escapar de sua memória.
–Asha Peterson é a pessoa que estamos procurando.- Disse pro garoto ruivo que tinha os olhos arregalados.
–São vocês.-Constatou depois de reservar olhares entre Steve e eu por alguns segundos.
–É, são eles Jared.- A garota baixinha de cabelos escuros cacheados retrucou sem muita paciência.- Boa tarde.- Falou, enfim, se dirigindo a nós dois.- Eu vou levá-los até a Asha.
Katie Brown, pelo menos foi assim como ela se apresentou, nos guiou pelo salão gigantesco falando e gesticulando o tempo todo, enquanto Jared parecia chocado demais para que se comportasse normalmente.Fomos levados até o auditório onde se realizaria o painel conosco.A tal de Asha estava lá de costas espalhando ordens numa voz estridente.
–Asha?!- Katie chamou.
–Agora não, Katie.- Respondeu sem ao menos olhar a garota.
–Asha, eu acho...
–Eu já disse que agora não, sua g...- Ela disse se voltando para nós e arregalando os olhos no segundo seguinte.
–O Sargento James Barnes e o Capitão Steve Rogers, era isso que eu estava tentando te dizer.- Katie disse com um sorriso satisfeito.
Asha parecia paralisada, provavelmente, em meio seu ataque de autoritarismo ela havia esquecido que poderíamos chegar a qualquer momento.E demorou alguns bons segundos até nos apresentar uma expressão simpática.
–Capitão América...Soldado Invernal.- Disse plantando um sorriso cordial nos lábios.
–Nos chame só de Steve e James.-Meu amigo falou.
–E se você puder deixar o Soldado Invernal de lado eu agradeceria.-Tinha consciência do quanto minha voz havia saído seca.E a prova havia sido o sorriso amarelo da garota, e o fato de Steve me olhar de canto.
O Soldado Invernal era parte de um passado que lutava todos os dias para esquecer, um lado em que não conseguia me reconhecer.Um lado a quem diziam ter moldado este século, mas que na realidade, havia sido feito para eliminar pessoas de forma fria e sistemática.O Soldado Invernal era alguém programado para não questionar ou argumentar, tinha sido feito para receber ordens e executá-las.Não era, e nem nunca havia sido Bucky Barnes.
–Sinto muito, Sargento Barnes, isso não vai se repetir.- Ela disse num pretenso tom rouco.Me limitei a assentir com a cabeça.-E vocês dois.- A voz dela deixava novamente que o tom autoritário se revelasse um pouco.- Voltem ao trabalho.
Katie olhou para Asha com certo ar de desdém, enquanto Jared a ignorou por completo se voltando para Steve e a mim.
–Desculpe, o jeito de palerma, mas eu sou um grande fã de vocês.Tenho todas as matérias que revistas e jornais fazem sobre vocês.Tudo que sai na tv.-Jared parecia adolescente que acabava de encontrar com seu cantor favorito.-Eu posso tirar uma foto com vocês?
–Claro.- Steve dando de ombros.
–Por mim tudo bem.-Falei enquanto Asha lançava um olhar homicida para o rapaz.
–Me passa o celular que tiro a foto.-Katie disse numa súbita animação, como se ela tivesse gostando de provocar Asha.
Steve e eu ladeamos o garoto, enquanto a Katie se posicionava já com o celular de Jared em mãos, como de costume mantive minhas mãos nos bolsos.Sorri para parecer no mínimo simpático.
–Tira uma minha com eles também.-Ela disse ao devolver o aparelho do amigo.Asha bufou.Com um sorriso enorme Katie se colocou entre Steve e eu para que o amigo nos fotografasse.
–Agora queridos, voltem ao trabalho.- Asha num tom de raiva contida.-Desculpem pelos os dois, foram muito inconvenientes.
–Não vi inconveniência nenhuma, senhorita Peterson.-Steve no sua voz mais calma.
–Foi só uma foto.-Minha vez de dar de ombros.Asha parecia realmente desconcertada quando Jared e Katie se afastaram.
–O painel de vocês começa em uma hora.Vocês podem esperar aqui se quiserem ou em uma sala reservada.- Ela se limitou a dizer.
–Não precisa se preocupar , estamos bem.Vamos até dá uma olhada na exposição.-Disse me preparando para ver nada que eu já não conhecesse.
Painéis eletrônicos em hd espalhados pelo lugar com fotos de tanques, jipes, caminhonetes, antitanques, aviões, submarinos e de muitos outros tipos de armamentos lançavam imagens a quem quer que se aproximasse deles.Os mais variados modelos de uniformes protegidos por redomas de de vidro pontuavam o lugar a faziam muitos para olharem minunciosamente os detalhes.As fotos daqueles que haviam sido arrasados pelos atos insanos de homens que haviam se convertido em monstros incomodavam e desafiavam os olhos, fossem eles velhos pesquisadores ou jovem universitários.Monitores com imagens dos discursos de Hitler atraiam somente aqueles que estavam realmente dispostos a escutar as sandices de homem que achava que limparia o mundo, do que muitos chamavam de escória. Só essas pessoas paravam para ouvir o que tivemos com mais frequência do que gostaríamos na década de 1940.A Segunda Guerra apesar de ser um assunto que atraia muitos só permitia que continuassem a conhecê-la quem tivesse estômago.
–Lembra disso?- Steve perguntou quando estávamos parados olhando um painel variados de fotos do Comando Selvagem.
–A foto com a Peggy Carter e...Aquele é Howard Stark?-Ele assentiu concordando.-Essa foto acho que foi tirada umas duas semanas antes da última missão do Comando.
–Na verdade, uma semana antes.-Corrigiu.- Primeira vez que vejo essa foto em exposição...Fisicamente mudamos muito pouco, mas ainda sim as coisas não eram mais as mesmas.
–É verdade.- Concordei.-Acho que independente do que nos aconteceu, nós não seríamos mais os mesmos.Essa guerra não deixaria.
Continuamos observando a exposição, não sossegadamente, algumas pessoas começaram a nos reconhecer e nos parar para fazerem perguntas, ou até mesmo uma foto.De certamente forma aquilo ajudou o tempo a passar mais rápido, quando nos demos conta faltavam vinte minutos para o painel.
–Sargento Barnes.Capitão Rogers.- Um homem rechonchudo e com um rosto amigável se aproximou chamando nossa atenção com sua voz forte.-Eu sou Nelson Stilynson, o resmponsável real pela exposição.E o mediador do painel que vocês participarão.- Dizia enquanto nos cumprimentava com um aperto de mão.
–É um prazer conhecê-lo, Sr. Stilynson.- Falei.
–Desculpem não ter recebido vocês, mas num evento desse tamanho sempre tem uma coisinha ou outra para resolver.- Explicou fazendo um circulo com o dedo no ar.-Espero que a senhorita Peterson, tenha os tratado bem.
–Ela foi...- Steve parecia não achar a palavra certa.-Agradável.-Sr. Stilynson parecia não ter acredito, mas ainda sorriu cordial.
–Bem, mudando de assunto.- Recomeçou.-Vocês já devem saber que o painel vai durar mais ou menos duas horas.O auditório tem capacidade para 700 pessoas, e lá estarão alunos recém-chegados a Columbia, quanto veteranos, e professores.
–Quando o seu pessoal entrou em contato comigo informou tudo isso.- Steve falou pacientemente.
–Fiz isso só para me certificar que eles haviam feito as minhas segundo minhas instruções.E como parece que está tudo em ordem, acho que já podemos nos preparar para a nossa sabatina.-Ele dizia fazendo um gesto para que o acompanhasse.-É bom falar isso sem parecer um velho...-Completou com uma risada.
Entre preparação de som, que insistia em um zumbido irritante sair das caixas de som, luz e entrada dos 700 pessoas que participariam fazendo várias das perguntas do painel, o painel já estava atrasado em 10 minutos.
–O capitão senta ao lado direito do Sr. Stilynson e você ao lado esquerdo.- Asha disse se aproximando.-E onde está o seu amigo?
–Ele estava a pouco por aqui, não sei onde ele foi parar.- Respondi dando de ombros.-Talvez tenha ido ao banheiro.
–Humm...Bem, depois do painel de vocês eu vou estar livre.-Ela começou num sorriso que pretendia ser sedutor.-Então, o que você acha de nós dois sairmos para comer alguma coisa e depois dançar?Eu juro que não vai ter nenhum nerd querendo tirar fotos com você a cada cinco minutos.
–Srta Peterson, eu agradeço, mas eu não posso aceitar o convite...
–Quem sabe eu também não possa deixar você passar a noite no meu apartamento.-Ela disse mordendo o lábio inferior, numa tentativa falha de parecer sexy.
–Eu agradeço, mas eu não posso mesmo...Eu tenho namorada, ou melhor, uma noiva.-Pela sorrisinho que Asha mostrou que não se importava nenhum um pouco.
–Uma noiva.- Disse com desdém.-Acho que ela pode não ser um grande problema, se você quiser.
–Uma agente nível cinco, especialista em armas de fogo tem uma grande probabilidade de ser um problema maior do que você pensa.-Sorriso de Asha começou a desmanchar.-Eu só estou avisando para te livrar de um enorme problema, acredite.
A garota até tentou falar mais alguma coisa, mas a aproximação repentina do Professor Nelson Stilynson acabou arruinando seus planos.
–Agora sim podemos começar, o problema do zumbido foi finalmente resolvido.- Falou ignorando o fato de Asha ter saído pisando duro.
–Só que o Steve sumiu.- Informei.
–Não, ele tá aqui ao lado falando com o Robb sobre uma foto que você viram na exposição...Acho que era a que estavam vocês com Peggy Carter e Howard Stark.-Assenti confirmando.
Steve apareceu poucos minutos depois, e enfim, o painel começou.E começou com tudo o que já havia respondido outras vezes , as perguntas mais bem elaboradas pelo mediador, que fazia as vezes de entrevistador.Perguntas bem elaboradas, mas que não deixavam de ser repetitivas e enfadonhas.Perguntas que em geral discorriam sobre nosso dia a dia no acampamento que servia como base, nosso cotidiano durante as missões.Perguntas sobre as nossas principais missões.O momento para que o público fosse qualquer um dos dois púlpitos localizados em pontos estratégicos foi aberto mais ou menos 30 minutos depois, mais um festival perguntas que já respondia sem nem precisar parar para pensar.
–Eu não lembro exatamente do momento em que fui amputado, eles haviam me dado um anestésico forte.Tudo o que lembro são flashes: do momento que cerraram o que havia sobrado do meu braço, de Arnim Zola e depois de já estar com o implante cibernético.-Respondi a pergunta feita por um garoto que se apresentou como Liam Johnson.
Nós já devíamos ter passado de uma hora meia de painel, e meus olhos já começavam tentar localizar as figuras de Serena e Maisie entre as pessoas mais próximas ao palco.Local que Professor Stilynson cedeu gentilmente, mas não havia sinal delas por ali.
–Meu nome Sarah O'Neal, minha pergunta vai para o Capitão Steve Rogers.-A garota de cabelos trançados começou.-Se, do lado dos Estados Unidos, haviam planos para a criação de outros super-soldados?.
O celular no bolso esquerdo da minha calça jeans começou a vibrar sem parar.Minha mão apoiada sobre o joelho se moveu discretamente na direção do bolso, mas estancou no caminho.
–Creio que sim, a sensação que eu tinha em relação ao Dr Abraham Erskine era que não seria o primeiro soldado americano a receber o soro...Como vocês já devem saber o Dr Erskine já havia feito um primeiro experimento, que não saiu do jeito que deveria.O soro que aplicaram em mim era um novo soro, desenvolvido sem as falhas do anterior.- Quando o celular parou de tocar tentei me concentrar no que Steve falava.- E eu seria o primeiro a recebê-lo, eles tinham a intenção de desenvolver mais soldad...
O celular voltou a vibrar e daquela vez não me contive, fiz um sinal para o Professor Stilynson que se aproximou, me desculpei e falei que precisava atender.Quando levantei da cadeira onde me encontrava Steve parou de falar instantaneamente e o público voltou sua atenção para mim.Sem me importar sai do palco tirando celular do bolso e o atendendo em seguida, e o que ouvi logo de cara foi a voz de Maisie Dale misturado ao choro convulsivo.
–Dale, se acalma eu não estou entendo que você quer me dizer...Passa para Serena, quem sabe ela tenha condições de falar melhor que você.- Eu havia parado a dois passos da saída para os bastidores.
–Ela não pode falar, Bucky...- Ela parecia tentar se acalmar, ou pelo menos falar de uma forma que eu conseguisse entender.
–Como ela não pode falar?Maisie, o que aconteceu?- Meu estômago pareceu afundar um pouco.-Onde está a Serena?
–A Hydra a levou.- E foi com aquela resposta que o mundo ao meu redor começou a ruir.
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