Winter Again
4 Capítulo 4:Autumn Equinox - Fourth Act
Notas iniciais
Capítulo 4: Autumn Equinox (Fourth Act)
Serena
–Acho que por hoje já chega.- Disse assim que os tiros cessaram.-Taylor e Regan podem recolher os alvos e entregarem ao agente Barton para avaliação.- Eles ficaram me olhando como se esperassem que eu fizesse aquilo.- Vocês são os novatos, então o trabalho é de vocês.- Completei erguendo as mãos.-E amanhã o treinamento de vocês será com o Sargento James Barnes e o Tenente Samwel Wilson.
Os olhares incrédulos, desconfiados e de certa forma temerosos se reservaram entre mim e Natasha, que se mantinha fria como um iceberg.Aquela era a segunda turma que Bucky coordenaria nos treinamentos que verificavam habilidade com armas brancas, e com a primeira havia sido a mesma coisa.Talvez um pouco pior, já que um dos novatos, Dallas Redford, pensou em pedir dispensa do curso assim que soube quem seria um dos instrutores.Isso acabou não acontecendo, simplesmente, porque ao final da primeira aula ele já tinha aquela instrução como a sua favorita.
E atualmente Dallas, além de ter se tornado amigo de Bucky. trabalhava infiltrado em uma agência de transporte de valores na Bulgária, investigando um caso de desvio de explosivos.
O curso de formação de novos agentes havia começado já faziam três semanas, e mesmo que nem Bucky e eu andássemos por aí falando aos quatro ventos que mantínhamos um relacionamento, era evidente que muitos desconfiavam de alguma coisa.Era parte do que fazíamos preservar nossa intimidade.
–Mais um grupo que vai ter que engolir todas as palavras que anda cochichando pelos cantos.- Romanoff disse com um sorriso cúmplice quando nos encontrávamos só as duas na sala de tiro.
–Vai demorar até as pessoas esquecerem do Soldado Invernal.- Suspirei sentido não só o cansaço do dia, mas também pela situação.Bucky não merecia aquilo.
–Mas vai acabar acontecendo.- No seu tom mais convincente.
–Acho que ainda vou ter que esperar...Agora o que acho que não vou ter que esperar pelo banho quente, minha cama e o Bucky.- Falei devolvendo-lhe meu melhor sorriso.
–Acho que vou fazer o mesmo, tirando a parte do Bucky e colocando o Bruce.- Era quando falava no Banner que Natasha deixava transparecer através de toda aquela pose de durona a mulher apaixonada que era.
Nos últimos dois anos as coisas haviam mudado um pouco, pelo menos no que se tratava da vida amorosa dos Vingadores.Começando pela breve tentativa de romance entre Sharon Carter e Steve que nunca pareceram realmente muito interessados um no outro.Tony e Pepper eram um casal estável e muito apaixonados lá do jeito deles.Enquanto Banner parecia, finalmente, ter deixado todo seu medo de ter alguém ao lado, e acabou dando uma chance ao que ele e Natasha sentiam.Sam e Barton não poderia dizer que suas respectivas vidas amorosas existissem, sair eventualmente com algumas garotas não fazia que realmente tivesse cada um uma dessas.E havia o atual eterno caso do chove e não molha entre Steve e Maisie Dale, minha melhor amiga e assistente direta de Tony Stark.
Natasha e eu nos despedimos quando elevador parou no sétimo andar, ela desceu e e eu continuei rumo ao nono.Meu corpo pedia um banho e alguma coisa quente para forrar o estômago e, provavelmente, Bucky teria cuidado do problema.Aquilo era o tipo de coisa que um vivia fazendo pelo outro, um sempre cuidando do outro.
Cheguei ao quarto com a certeza que encontraria Bucky vendo tv, enquanto me esperava para jantarmos juntos.Pelo menos, era o costumávamos fazer quando tudo parecia mais calmo.Entretanto, o cenário que encontrei foi muito diferente.
–Bucky?!- Chamei fechando a porta atrás de mim, e como resposta veio o silêncio.
O quarto estaria mergulhado na mais completa escuridão, se não fosse pela luz do abajur para leitura que ficava ao lado direito da cama, o lado que seria o meu.A luz branca fazia um circulo perfeito iluminando um pequeno buquê de rosas amarelo pálido e ao lado uma caixinha de veludo preto.Nunca havia sido uma pessoa das mais românticas, então demonstrações como aquelas normalmente não surtiam efeito algum em mim, mas daquela vez foi diferente.Diferente porque era algo que vinha dele, eu tremia.
–Eu não sabia muito bem o que fazer, então a Maisie me deu essa ideia.- Me voltei para ver Bucky encostado no batente da porta do banheiro.-Que é muito melhor do que todas as que o Steve havia me sugerido, pode acreditar.- Ele sorriu, tentei devolver o sorriso, mas meu rosto parecia ter congelado.
–E isso seria?-Perguntei segundos depois. Eu sabia exatamente do que se tratava, mas de repente meu cérebro havia decidido não colaborar.
Em resposta ele só sorriu enquanto ia até a cama e apanhava caixinha, e eu só assistia com o coração ameaçando sair pela boca.–Significa que eu quero passar o resto da vida com você.- Bucky falou parando na minha frente e revelando o conteúdo da caixinha.-Então, Serena Leah Stanton você aceita casar comigo?
–Sabe eu não deveria ficar aceitando propostas de homens tão mais velhos que eu.- Comecei a falar, e ele riu passando a mão de metal pela minha cintura e encostando meu corpo no dele.-Mas sabe que até para sua idade você está bem conservado, talvez as pessoas nem notem...
–Provavelmente não.-Disse entrando no meu teatrinho.
–Então, acho que você pode entender isso como sim , James Buchanan Barnes.- Respondi um pouco antes de encostar os meus lábios nos dele.
–Mas antes preciso fazer uma coisinha.- Ele disse rompendo o beijo que ameaçava se tornar mais profundo.- Esse anel tem que ir para o seu dedo e mostrar pra todo mundo que você vai ser minha.- Falava enquanto o anel deslisava pelo dedo anelar da minha mão direita.
–Sua eu já sou, isso é só para mostrar que vai ser de uma vez por todas.- Disse olhando-o nos olhos.
O azul dos olhos de Bucky se tornaram intensos de uma forma que eu jamais havia visto.A mão metálica voltou para minha cintura e a outra adentrou em firme em meus cabelos, os lábios dele tomaram os meus com a mesma ansiedade do nosso primeiro beijo.Aquilo era ter certeza que as melhores coisas da vida podem sim, acontecer duas vezes,ou até mais.
Bucky
–Você acha que em seis meses conseguimos aprontar um casamento descente?- Perguntei quando Serena deitou pousando a cabeça no meu peito.
–Não tenho ideia.- Ela admitiu.-Na verdade, eu nunca nem me imaginei casando.Acabou que nunca me interessei em saber dessas coisas, mas acho que aprontar um casamento não deva ser nenhum bicho de sete cabeças.
–Bem, nos anos de 1940 as garotas quase enlouqueciam enquanto organizavam um casamento.As coisas mudaram tanto assim?-Perguntei e ela riu.
–Vestido, bolo
, o buffet, convidados, padrinhos, damas de honra, a roupa do noivo, o local...-Ela começou uma lista que ameaçava ficar gigantesca.- Okay, mudei de ideia acho que casamento deve dá um trabalho daqueles.O que você acha de casar em Las Vegas?- Gargalhei.
–Se for para casar com você,- Serena me olhou.- sim, eu caso até em Las Vegas.- Ela sorriu e me beijou de forma que fez minha virilha formigar furiosamente, me dando vontade de fazer de novo o que havíamos feito embaixo do chuveiro antes do jantar.
Num único movimento fiz com que Serena ficasse por cima para que ela se desfizesse da minha camiseta que costumava usar para dormir.Precisava agradecer por ela usar só aquilo quando íamos para cama, e pela pele dela ser tão macia.E por ela me fazer sentir daquele jeito.
–Você lembra que tem instrução amanhã cedo, não é?- Perguntou quando fiz o movimento para ficar por cima.
–Claro que lembro, mas duvido que você vá lembrar quando eu fizer isso.- Minha mão tocou seu seio e um suspiro escapou imediatamente.
Eu a conhecia bem, sabia o quão sensível o corpo dela ficava depois do sexo.Sensível a ponto dela ficar pronta de novo a mínima provocação, e o que Serena sentia entre suas pernas era pura provocação.E pela forma que ela havia fechado os olhos e mordido o lábio, havia compreendido direitinho.
–Vai ficar só nessa coisinha boba, Sargento Barnes?- Para compensar os olhos fechados a voz dela havia saído carregada de desafio.
Não respondi de imediato, precisava provocá-la mais um pouco.Minha boca sugando seu mamilo havia feito com que ela se contorcesse embaixo de mim e soltasse um gemido insatisfeito.
–Você acha mesmo que eu ficaria só... nisso?- Perguntei fazendo com que Serena me sentisse por completo dentro dela.Minha voz falhou miseravelmente com o ato.
Logo nós estávamos entregues ao ritmo crescente que nossos corpos ditavam.Era irresistível, irrefreável, incontrolável...Nossos suspiros, gemidos e sussurros enchiam o quarto.As unhas de Serena fincadas na base minhas costas só intensificavam meu desejo por senti-la cada vez mais entregue.
–Bucky...- A voz dela saiu fraca me mostrando que estava quase lá, que logo poderia deixar de me segurar.
Meu quadril começou ditar movimentos mais intensos, meu beijo se tornou urgente e instantes depois a minha garota chegava ao seu auge.Aquilo para mim era quase insuportável, me fazia chegar a um nível de excitação impossível de conter.Logo era eu chegando ao meu ápice, me juntando a ela.
–Então achou que eu só ficaria nas provocaçõezinhas mesmo, futura Senhora Barnes?- Perguntei resfolegante quando rolei para o meu lado da cama.
–Eu sei que você nunca me decepciona, James Barnes.- Ela falou num tom cansado enquanto encostava a cabeça em meu ombro.
Sorri beijando seus cabelos — Agora dorme que você está precisando.- Serena emitiu um "uhum" enquanto eu ajeitava o edredom sobre seu corpo.
–Eu te amo.- Disse numa voz baixa e sonolenta.
–Também te amo.- Devolvi enquanto a via se entregar ao sono.
Não demorou muito para que me entregasse ao meu próprio cansaço e me entregasse a inconsciência sem problema algum.
Inicio do sonho
Uma das coisas pela qual sempre agradecia no século 21, era o fato de não precisar usar gravata diariamente.Bem que havia tentado me livrar daquilo durante os preparativos para o casamento, mas com seu "jeitinho muito doce
" minha noiva fez ver que usar gravata no dia que seria nosso era imprescindível.Pelo menos no que se tratava da minha integridade física.E sim, as mulheres dos anos dois mil enlouqueciam assim como as dos anos de 1940.
–Você quer parar com isso?-Maisie falou apertando novamente minha o nó que havia folgado minutos antes.
–Isso aqui tá quase me estrangulando.- Reclamei- Você não acha que ela está demorando demais?- Perguntei passando os olhos pelo salão, o tempo parecia não passar.
–Serena é uma noiva, Bucky, e noivas sempre se atrasam.- Ela disse agora ajeitando a pequena flor na lapela.-Você que está muito ansioso.Eu vou ver como as coisas estão lá fora, e não se atreva a mexer nessa gravata de novo.
Maisie se afastou, e tratei de tirar minha atenção da gravata, ou do meu inevitável nervosismo, e me coloquei a observar os convidados.Alguns poucos parentes de Serena, os nossos amigos que trabalhavam no Quartel General dos Vingadores.Serena havia feito questão por tudo muito simples e intimo, sem deixar de ser bonito.
–Pronto pra entrar para o time dos encoleirados, Braço de Lata?- Tony perguntou ao se aproximar acompanhado por Steve.
–O Bucky entrou para esse time desde o dia em que pediu Serena em namoro.- Meu amigo fez graça.
–Você pediu?- Stark parecia sinceramente surpreso.-Quem hoje em dia faz um pedido de namoro?
–No meu tempo faziam, Enferrujado.- Falei tentando conter meu humor.
–Okay, eu esqueci que você e o Picolé número 1 são seres quase pré-históricos.- Disse no seu típico tom Stark, e logo me preparei para uma resposta a altura.
–Pelo bem dessa cerimônia não revide, o Reverendo Cliford está logo aqui atrás, então pelo menos que finjam que são educados.-Steve quase cantarolou aquilo no mesmo instante que a Sra Stanton irrompeu quase correndo pelo caminho que Serena deveria fazer.
–Ela está pronta para entrar, Bucky.- Ela disse emocionada ajeitando a droga da gravata.-Minha filha está tão linda, trate fazer dela a mulher mais feliz desse mundo.- Completou com a firmeza de uma ex-interrogadora da S.H.I.E.LD.
–Pode ter certeza que eu vou fazer.- Falei sabendo que faria o que fosse preciso para que aquilo acontecesse.
– A NOIVA VAI ENTRAR.- Sra Stanton anunciou.
Não demorou muito para que os padrinhos se posicionassem em seus lugares, assim como minha futura sogra foi tomar o seu.As portas de entrada do salão foram fechadas, os convidados pareceram compreender que precisavam se acalmar e ir para seus acentos.
Foi então que as portas se abriram novamente, e uma Serena com um sorriso tenso e um olhar emocionado começou a entrar de braços dados com pai, e passos pausados.Ela estava ainda mais linda naquele vestido, deixando que todos vissem um pouco daquilo que já era meu.Somente meu.
E aí, tudo começou a ficar esquisito, o rosto dela foi tomado por uma expressão de estranhamento, como se todos ao nosso redor fossem desconhecidos.Serena com brutalidade desvencilhou seu braço do braço do pai.
–Serena... Filha...- O homem disse sem entender o que acontecia.
Ela me olhou e tentou sorrir , deu alguns passos em minha direção, mas logo a mesma expressão de estranheza voltou e logo eu também havia me tornado um estranho para ela.Me juntando ao grupo de desconhecidos que a cercava.O buquê de rosas amarelas que ela trazia caiu de sua mão, seus passos começaram a retroceder lentamente.
–Quem são vocês?O que eu estou fazendo aqui?- Reconheci o tom que eu usava quando todos para mim eram estranhos na voz dela.
–Serena, sou eu.- Falei começando a me aproximar dela com cautela.- Bucky.- O meu nome pareceu não surtir nenhum efeito sobre ele.- Serena, aqui estão as pessoas mais próximas a você.E eu sou Bucky, o seu noivo...
E nada, seu olhar estava vazio.
–Quem é Bucky?Noivo?- Senti que o chão havia sido puxado de debaixo dos meus pés.-Quem é essa Serena?
Os seus passos ficaram mais rápidos e ela me deu as costas, correndo para fora do lugar e direto para rua.Corri atrás dela, e no momento que cheguei a rua não havia ninguém, Serena desaparecerá como se o asfalto houvesse se aberto , a tragado e voltado ao seu estado normal.
–SERENAAAAAAAAAAAAAAAA- Um grito desesperado emergiu da minha garganta.
Havia começado a nevar.
Fim do sonho
Acordei de repente com a certeza que o meu grito havia tomado conta do quarto, mas pelo jeito ele havia ficado em meu pesadelo.Serena dormia tranquila e profundamente ao meu lado.Não precisava de novos pesadelos para substituir os que já não faziam mais parte da minha inconsciência.
Que raios tinha sido aquilo?
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