Winter

5 Dorian I


A manhã veio com um sol ameno e uma brisa quente de verão. A janela do quarto não se abria, era um pedaço de vidro grosso pregado à parede com entalhes de madeira escura, provavelmente provinda de Mata Fechada, o quarto era feito com serragem prensada e palha (além da madeira, obvio), dormiu em cima de uma cama de segunda acolchoado com palha e se escondeu do frio embaixo de peles costuradas de animais pequenos. Não havia do que reclamar, jantou chá com pão frito e ovos, não pagou uma única barba pela comida, pela palha e pelo desejum. Nevou a noite inteira. A casa tinha dois andares, e o quarto ficava no segundo com vista para o mar de neve e para a muralha de pedra, então poderia afirmar com quase toda certeza que não nevará por pelo menos dois dias, ou ao menos, Dorian achava isso.

Se levantou assim que o sol bateu na janela para lo acorda, infelizmente, a janela não tinha cortinas e a luz socou seus olhos, foi então que tentando abrir-lá para deixar os ventos provavelmente quentes percebeu que não abria. O quarto era pequeno e simples, havia uma mesa de cabeceira parcialmente comida por cupins, um prato de vela com restos de cera da noite anterior, o chão feito de tabuas de madeira sem tapete, então rapidamente colocou suas botas para o frio não incomodar seus pés, havia apenas cerca de dois metros da cama até a janela, com um rico nada. Após as botas, abriu a gaveta da mesa onde havia deixado seu cachecol e peles, enrolou no pescoço, pegou sua mochila jogada no pé da cama e jogou o resto das vestimentas dentro dela.

O corredor do segundo andar dava para quatro cômodos, sendo o quarto da senhora Karla, o pequeno em que dormiu, uma despensa de coisas velhas e uma porta trancada. De um lado do corredor uma janela estava aberta e do outro podia se ouvir tintilar de metais e madeira, uma voz cantarolando e a escada que descia direto para o corredor do primeiro andar que dava na sala e na cozinha.

Rael havia dormido na sala, Karla deu dois cobertores a ele, e para a cabeça usou as almofadas do sofá, ele não reclamou do Dorian ter ficado com a cama, provavelmente para se redimir de ter xingado ele no dia anterior quando se esbarraram na porta do Pato Dançante. Dorian não sabia o que, mas talvez Rael também tenha feito algo contra Karla, porém, resolveu não perguntar por hora para evitar confusão, teriam muito tempo, sozinhos em Mata Fechada, aparentemente, um dia inteiro de caminhada.

A escada rangeu e um leve medo subiu pela espinha, medo daquela escada de tábuas sem reforço se destruir com o peso, sentiu vontade de pula dela, mas o impulso poderia forçar muito a base e quebrar algo, então só continuou descendo lentamente. No fim dela, o corredor se abria a direita. A esquerda ia para a sala, onde Rael ainda dormia, um cheiro doce de bolo e chá vinha à direita do corredor, e uma porta no meio dele estava entreaberta.

Não resistindo ao impulso olhou, Karla estava sentada numa cadeira de costas a porta, o tiefling abriu a porta o mais lento e calmo possível, então a velha senhora não o ouviu, ela estava com uma pequena caixa com detalhes inscritos em ouro, parecendo runas, a mesa em que se apoiava continha um círculo rúnico, usado em rituais, não conseguindo chegar mais perto sem ser notado, não daria para dizer que categoria de ritual era aquele, mas, como a caixa também tinha escrituras rúnicas, Dorian supunha que poderia ser alguma magia para quebrar a fechadura provavelmente magica.

— Precisa de ajuda? E-eu— Tentou dizer, mas foi cortado por ela.

Rapidamente a velha senhora fez um sinal com a mão e sussurrou algo, o giz desenhado na mesa se desfez e ela cobriu a caixa com um pano. — Ajuda para quê? Com o bolo? A, sim, sim, vamos. — Então se levantou e puxou o jovem para fora do comodo e então trancou a porta.

— E-eu só queria ajudar, eu sei magia, claro, não sou um especialista, mas posso ajudar em algo.

— Claro querido, mas não precisamos de magia para fazer bolo, vá acordar seu amigo para tomarmos o desjejum, vá, vá.

Dorian acanhou-se e seguiu a ordem da idosa, virou e foi em direção a Rael. Ele havia se enfiado da cabeça aos pés nas duas cobertas, olhou para a sala antes de ir acorda-lo, a porta tinha uma pequena fissura na ponta esquerda embaixo que deixou a neve escorre na casa, molhando o tapete de entrada e deixado uma poça d'água perto do sofá.

Indo até o futuro colega de viagem que dormia profundamente, tentando acordar da maneira mais suave, porém, havia algum estresse ou trauma dentro dele, que o fazia parecer sempre duro e levemente (ou bastante) arrogante, ao simplesmente toca-lo quase pulou do sofá buscando algo para acertar em Dorian. Após alguns minutos finalmente o acalmou e juntos seguiram o cheiro de chá doce e bolo.

Numa pequena mesa retangular colada junto a parede perto da entrada pelo corredor, compartilharam o desjejum, bolo de fubá, pão re-frito da noite anterior, alguma manteiga, mais chá, ela aparentemente amava chá, na noite anterior haviam bebido chá de erva-doce e nessa manhã chá-verde. Um desjejum simples, porém, o suficiente para aguentar até o sol chegar em seu ápice, onde estariam no meio da floresta, sozinhos, rodeados de plantas estranhas, mais ao sul do que gostaria, precisava chegar a forja onde Rhogar o estaria esperando e…

— Dorian? Tá ai? Alô? — Disse a grossa voz de Rael.

— O-o-oi, sim, sim, só estava pensando em—

— Você ouviu o que estávamos falando querido? — Perguntou Karla.

— Errr, não, sin-sinto muito.

Ele então percebeu que o bolo e o bule haviam sumido e aparecido um mapa feito a mão da floresta e dos limites dela. Rael apontava para desenho que parecia ser de uma colina perto do meio do mapa e Karla estava rabiscando um traçado saindo de Ork.

— Que cidade é essa? — Perguntou apontando para uma cidade desenhada sem nome não muito longe de Ork.

— É Yorko meu querido, são chamadas cidades gêmeas, Ork e Yorko, mas não confunda com as gêmeas do sul, essas daqui não são tão unidas desde o Winter, Yorko está praticamente morta, dizem que a guilda dos ladrões, ou o que restou dela, ainda vive lá, mas tem quem não acredite nisso, porém, como uma cidade poderia ser destruída se não pela liga? De qualquer forma, aqui, esse será o caminho que seguirão, estão vendo essa colina destacada? Perto dela, ou nela não tenho certeza, há uma entrada para uma caverna, ela é pequena, dentro acharão aquilo que procuramos. — Ela terminou com um sorriso fraco e tomando um gole de chá para disfarça a tristeza.

— Não se preocupe Karla. — Respondeu Rael. — Chegaremos lá sem muito problema, eu já andei pelo leste de Mata fechada, não será um problema ir um pouco a sudoeste, Yorko fica mais perto, qualquer coisa poderemos correr até lá, infelizmente o mapa de seu marido não tem uma escala, o que fica difícil determinar quantos quilômetros até lá, mas, iremos sim, cumprir o objetivo, eu sou ótimo em andar pela mata, como Dorian irá descobrir.

A voz dele exalava determinação, coragem e sabedoria, animando-se com o pequeno discurso inspirador de Rael, se levantaram, pegaram o mapa e começaram a se preparar. Começando com a comida, Dorian tinha alguns pacotes de ração, que continham frutas secas, charque, algumas bolachas de água e sal, nozes e barras de cereal, Rael não tinha comida alguma, então além das rações, levaram metade do resto do bolo que sobrou, levaram folhas de chá-verde enrolados num pedaço de pano, apesar de não ter comida, ele tinha um conjunto feito para cozinhar ao ar livre, com uma caixa de fogo, uma pequena panela, colheres, só precisariam pegar lenha, o que numa floresta não é muito difícil de conseguir, o problema seria para secar, porém, o tiefling tinha uma ideia de como fazer.

Após o problema com a comida ter sido resolvido, partiram para a rota, que Karla já havia feito, conversaram um pouco sobre o clima na mata fechada e se precisariam levar algo para cortar abrir caminho e utensílios extras apenas por precaução. Rael disse para não se preocuparem com o caminho que ele resolveria, só não disse como, entraram uma pequena discussão e a determinação de Rael venceu Dorian.

Karla preparou cobertores e sacos de dormir para ambos, e relembrou-lhes sobre a estrela dos navegadores, que apontava sempre para a Forja, caso precisarem de algum caminho para seguir. Saindo do portão leste de Ork, deveriam seguir para sudoeste e depois somente para o oeste e então finalmente chegariam a colina onde deveriam procurar pela caverna, entrar nela, procurar os restos mortais do marido da Karla, pegar o anel, enterra-lo, e voltar para a Karla com o anel, uma missão simples.

Assim que terminaram com os preparativos, não demoraram sair, Karla ficou limpando a sala da neve e da água. A porta estava com neve até quase perto dos joelhos, Karla vendo aquilo, pediu para esperarem e voltou com uma espécie de rede feita com fios fortes e grossos amarrados a um círculo de madeira com uma corda no topo, ela disse para amarrar a corda aos nossos pés e assim poderíamos andar pela neve com mais facilidade, haviam sido inventado pelas criaturas pequenas, os anãos e gnomos haviam se juntados para fazer esses sapatos de neve, o que a Karla tinha era um dos primeiros protótipos, ela disse que os que usavam na Forja e em Gorwin eram mais tecnológicos e melhores de se usar, haviam até mesmo feito alguns para cavalos e mulas.

Os “sapatos” haviam realmente ajudado, apesar de um pouco pesado e difícil de se usar, e até mesmo levemente incomodante com o tempo, ajudaram a não precisarem arrastar a neve a cada passo usando suas pernas. A casa da Karla ficava numa pequena rua conectada a duas outras ruas grandes, uma delas dava para a praça perto do meio da cidade, e a outra rua dava para a Rua Circular, uma que rondava toda a cidade pelos muros, então pegaram essa e foram para o portão mais próximo, o Portão do Leste.

As pessoas já estavam levantadas e o sol mal havia se soltado do Mar de Neve, a maioria estava tirando a neve com guardas, enquanto tiravam alguns colocavam sal misturado com areia nas ruas, um dos guardas viu olharem estranho, e ele devolveu com um olhar estranho, explicou que aquilo ajudava as ruas a não congelarem, havia sido descoberto pelos elfos do Olho, e responderam que aquilo que usavam era usado pelos anãos a não afundarem na neve e auxiliava no andado, se desejando sorte, foram-se.

Os muros se erguiam a cerca de 10 metros, o que era bastante alto para algo que provavelmente fora feito as pressas logo no começo do Winter. Era notório os remendos feitos ao longo dos anos e também um aumento de cerca de 1 metro e meio no topo para adicionarem uma passarela maior e pequenas janelas para arqueiros e besteiros atirassem flechas e se esconderem logo em seguida caso necessário. Os portões eram de madeira e aço, o aço havia sido encoberto com algum material cobreado, estavam abertos, guardas tiravam neve perto dos portões e a rua estava lotada de pessoas subindo e descendo, aquela era uma das quatro principais que dava a praça, e não muito longe dali ficava a taverna do Pato Dançante onde havia conhecido Rael.

Naquele ponto a neve já não era um problema, mas não tiraram os sapatos de neve, deram bom dia a algumas pessoas comuns que olhavam estranho para eles, quando chegaram nos portões um dos guarda chegou perto deles antes de deixa-los passar.

— Calma rapazes, para onde estão indo e qual seus nomes? — Disse pegando um pedaço de pergaminho amarelado e outro pedaço de carvão.

— M-meu nome é Dorian e esse aqui é Rael, nós estamos… Estamos… — Rael colocou a mão no ombro de Dorian e disse:

— Estamos indo caçar na Mata Fechada, somos caçadores e temos um pedido de pele de lobo.

O guarda os olhou por um momento, escreveu algo e permitiu a passagem dos dois. Ao chegarem perto da orla não se aguentou.

— Não deveríamos ter mentido, era só falar que somos aventureiros e estamos indo limpar uma caverna.

— Confie em mim caro Dorian, algo não está certa, não sei o que, mas não estavam fazendo essas perguntas antes, entrei duas vezes e sai uma da cidade ontem, e ninguém me parou, estão procurando alguém provavelmente, sinto o cheiro disso.

Dorian parou para pensar e realmente aquilo fazia sentindo, havia entrado na cidade sem problema algum, os portões estavam abertos e somente um guarda estava fazendo ronda, e hoje viu pelo menos três próximo ao portão leste e mais alguns não muito longe.

— Só espero que nos deixem entrar quando não voltarmos com peles de lobo.

Rael o olhou e através da máscara podia ver pelas fissuras no olho que estava fazendo alguma cara triste.

— Infelizmente nossa caçada não foi bem sucedida, os lobos estavam em bandos maiores do que o comum e não conseguimos matar nenhum.

Desviou o olhar e apressou um pouco o passo, o que logo percebeu a dificuldade de andar mais rápido, os protótipos que tinham eram pesados para se usar por muito tempo e a neve estava abarrotada. A floresta havia sido cortada mais perto das muralhas, era possível ver tocos aqui e ali que não haviam sido inteiramente comidos pela neve. Dorian sabia haver uma trilha por baixo daquele manto que levava a algumas clareiras na floresta, usada para orar aos antigos deuses e aos novos. Ao saírem pelas muralhas ao leste, seguiram ao sul primeiramente para se afastarem da cidade e entraram na floresta seguindo para o oeste, só então após entrarem de fato, seguiram para sudoeste.

Naquele ponto as árvores se distanciavam uma das outras, não havia vegetação rasteira alguma, apenas os pinheiros se elevando com seus grossos troncos de madeira escura e altos galhos segurando alguma neve da noite anterior com suas folhas. Algumas árvores choravam com a neve derretendo e pingando gotas de água em suas cabeças, a medida que entravam na floresta as árvores tinham uma tendência a se aproximar, como se quisessem barrar o caminho dos forasteiros, porém, era possível saber a trilha, seguindo o caminho por onde os troncos continuavam à distância.

Após um bom tempo caminhando, já quase não era possível ver o sol, pouco a pouco elas o escondiam, e somente alguns feixes iluminavam o caminho, a vegetação rasteira começou a se mostrar, primeiramente com pequenos arbustos com espinhos e quase sem folhas, seguido de arbustos maiores e uma grama elevada com cores de verde-morto, montes de neve que caíram das folhas se mostravam aqui e ali, mas com o tempo a floresta foi ficando tão próxima e densa que a neve só era possível ser vista em cima das árvores e em montes que caiam. O chão era sempre uma terra úmida e lamacenta, acharam a trilha feita de cascalho, foi então que retiraram os sapatos de neve e ficaram somente com as botas, mas, mesmo na trilha o caminho era difícil, possivelmente ninguém havia vindo tão longe pelo fato da vegetação rasteira ter se alastrado entre o cascalho.

Quando os arbustos espinheiros e a grama alta começou a incomodar e dificultar nossa passagem, Rael puxou uma espada curta e começou a cortar para abrir passagem.

— Você sabe usar uma espada?

— Não. Quer dizer, sim, um pouco, mas eu não costumo usar.

— Melhor puxar esse bastão que você carrega ou essa adaga e ficar atento, pode ser que precisemos matar algum lobo ou cobra, ou qualquer coisa que pular em cima da gente e tentar nos matar.

— Pensei que não haviam cobras por aqui.

— Ah! Elas estão por aqui sim, algumas cobras se acostumaram nas florestas ao frio, principalmente as maiores, obvio que elas são mais comuns na Floresta de Ghüd'in, mas eu já vi duas juntas aqui na Mata Fechada quando estava indo para Ork.

Dorian puxou seu cajado e ficou à alguns metros atrás de Rael, caso necessário usaria magia.

A trilha abruptamente virou para o sul seguindo em direção ao meio da floresta, onde havia rumores de uma grande clareira, mas antes disso teriam que passar pelo Rio Um, e aparentemente a ponte do rio havia sido destruída e ninguém reparou, o que tornaria quase impossível atravessar o gigante.

— O que acha de pararmos para almoçar agora na trilha? Pode ser mais seguro por hora do que no meio da floresta, talvez não tenha nem espaço para montarmos uma fogueira e nos sentarmos ao redor dela, se aquecer e comer algo, a floresta parece que a qualquer momento permitirá a passagem apenas de Halflings.

Concordando começaram a abrir espaço na trilha. O ponto da curva estava mais limpo do que nos últimos metros, então não tiveram muito trabalho em abrir uma área em que coubesse a fogueira e ambos sentados. Usaram o próprio cascalho e algumas pedras em volta para uma proteção básica, pegaram galhos e arbustos para iniciar o fogo, juntaram alguns panos molhados no óleo e começaram o fogo, em seguida adicionaram pedaços de madeira e colocaram uma grelha para apoiar a panela e puseram a panela, pegaram neve de cima de uma árvore e colocaram para ferver. Fizeram chá para aquecer seus corpos e ajudar a pôr o bolo e a charque para dentro.

— O que estava fazendo em Ork? — Perguntou Rael enquanto enchia a boca de bolo.

Bebeu um pouco de chá para desfazer o seu pedaço de bolo na boca. — Estava indo para a Forja, tenho que encontrar um amigo lá.

— Forja, hum? Nunca fui lá. Estou em uma jornada de auto descoberta. — Mordeu um pequeno pedaço de charque. — Acabei de terminar o ritual para me tornar de fato um druida, e estou vagando pelo mundo para me descobrir, o ancião da minha vila mandou.

— Oh!? Que interessante, então você pode se transformar em animais? É verdade que os druidas são lobisomens e que os deuses ainda respondem vocês?

— Besteira que inventam, e não somos troca-peles, nos tornamos um com a natureza, e ela nos recompensa com seus poderes. É um ciclo, nós ganhamos poderes para proteger a natureza, e a natureza nos dar poderes por proteger ela, e quando ficamos velhos demais para isso, ensinamos outros que se mostram merecedores. Sou merecedor, por isso terminei o ritual e agora sirvo a Deusa, a única que existe, e espanto os demônios dessa terra.

— Claro, entendo. — “Demônios”, aquilo doeu em seu âmago, afinal, ele tinha sangue de demônio correndo nas veias, querendo ou não, tinha aquela aparência azul demoníaca com chifres que se enroscam e fogo infernal correndo por aí, e havia feito um pacto com uma criatura feérica…

— E você Dorian? Sinto haver algo a mais em você do que simplesmente a busca por um amigo, me conte a verdade, quem é você? Você não é como os outros tieflings que conheci, você é… bom!?

— A maioria dos tieflings são bons, okay? Só tem que dar um tempo a eles, somos jogados de lado a cada cidade que chegamos, os guardas olham torto para nós e nos seguem por cada rua e viela, nas tavernas as pessoas se afastam da gente… Foda-se! Eu to indo para Forja para achar meu amigo, e fui aceite na escola de magia de lá, eu sou um warlock.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.