Winter

3 I am a lost boy from Neverland


…

Emma estava finalmente dormindo depois de três dias cansativos no trabalho. A procura por respostas sobre o caso só deram em becos sem saída e Emma precisava de algumas horas sozinha para pensar. Ela ainda não tinha conseguido se sentir parte de coisa alguma na delegacia, se não fosse por David, a loira nem seria convidada para ir ao bar com sua equipe naquela noite, convite esse que ela gentilmente recusou, não valia a pena estar em um lugar onde as outras pessoas não queriam que você estivesse. Seu sono foi interrompido pelo toque constante de seu celular. Não eram nem 04:00 da manhã ainda, maravilha.

“Swan…” Emma respondeu sonolenta.

“Eles encontraram uma van, é melhor você vir, agora…”

“O que? Quem encontrou o que? Quem está falando”

“É o David, Emma. Jefferson e Hook haviam achado aquela testemunha do lago, lembra? A que não tinha dado em nada, bom, acontece que achamos a van que ela descreveu. Não tem a mesma placa que ela disse, mas a rachadura no vidro e o emblema são iguais.

“David, são 03:48 da manhã. Quem encontrou essa van agora?”

“Regina, bom, a van meio que a encontrou.”

“Como assim?” Emma perguntou sentando rapidamente na cama.

“Ela estava no caminho para casa dela e essa van passou o sinal vermelho e bateu direto contra o carro dela.”

“Ela está bem?”

“Sim, ela não fez nada, só saiu do carro um pouco desorientada. Tem um pequeno corte em sua cabeça e ela disse que machucou as costelas, mas não quis que ninguém a examinasse. Ela apenas ligou para gente. Nós chegamos aqui e não encontramos ninguém, Regina disse que havia duas pessoas no carro e eles tentaram ligar a van novamente, mas não conseguiram. Eles só saíram correndo. Regina não conseguiu ver o rosto deles direito.”

“Como ela está?”

“Irritada, mas…”

“Mas?”

“Isso fica entre nós, ok? Eu conheço Regina há muito tempo, desde.. bom, desde que nós entramos aqui. Ela já foi mais aberta, embora ela sempre manteve essa postura imperturbável, ela está assustada, com medo acho, mas ela nunca vai admitir isso.”

“Isso soa como ela, mas eu estou meio dormindo ainda, não consegui entender porque você não levaram Regina a um hospital ou para casa e mandaram a van para a garagem da delegacia. O que é tão importante que não pode ser deixado para quando amanhecer?”

“Regina me ligou e eu vim para levá-la para casa e pedir para os policiais levarem a van para o pátio onde ficam os carros apreendidos, sabe? Até então isso era o que eu iria fazer e então eu avisaria tudo para você mais tarde, mas eu fui dar uma olhada por dentro da van, para ver se encontrava algum documento e eu encontrei algo interessante, você precisa vir aqui para ver.”

“Tem algo no veículo?”

“Sim, e Emma?”

“Sim?”

“Ninguém fala “veículo” pelo menos não em NY”

“Qual o problema com essa palavra?”

“Nenhum, Swan, só não fale isso por aqui, vou mandar uma mensagem com o endereço.”

“Ok, chego ai o mais rápido possível…”

…

Foi fácil para Emma encontrar o lugar, a rua não era tão longe do seu apartamento, na verdade, Emma demorou apenas 15 minutos para chegar ao local. Havia alguns cones impedindo a passagem dos carros e uma pequena fila de carros e motoristas curiosos já se formava ali. Emma olhou no relógio mais uma vez, 03:55, essa cidade realmente nunca dormia. A loira estava passando pela fita de isolamento quando um policial chamou sua atenção. Ele era loiro, magro, com olhos azuis e incrivelmente jovem para aquele trabalho.

“Você é nova maluca?” Perguntou com um sorriso sedutor.

“O que?”

“A nova maluca, você sabe, a próxima a pirar nessa equipe.”

“Do que você está falando? Quem é você?”

“Eu sou Chase, policial Chase” O rapaz sorriu estendendo a mão direita para Emma.

“Acho que eu conseguiria chegar a conclusão de que você é um policial sozinha, mas obrigada por informar. Eu sou Emma Swan . Emma respondeu apertando rapidamente a mão do rapaz. “Mas por que você estava me chamando de “nova maluca”?”

“Bom, você sabe…”

“Não, eu realmente não sei.”

“Emma?” David chamou um pouco mais adiante. “Nós estamos aqui”

“Eu tenho que ir, mas eu ainda quero saber o porquê.”

“Eu posso contar a história em um outro momento, que tal em um bar? Eu te pago uma bebida.”

“Policial Chase, certo?” Emma perguntou com um sorriso doce.

“Isso mesmo.”

“Então, não vai rolar e não me chame de maluca novamente.”

Emma virou as costas para Chase e foi caminhando devagar até o outro lado da rua. Ela podia avistar David, Regina e uma policial que ela não conhecia.

“Olá, eu diria “bom dia”, mas não amanheceu ainda. Isso é para você” Disse entregando um copo de café fumegante para Regina. Fazia 11° na rua e Regina estava usando apenas uma blusa fina de manga comprida.

“Eu vou ter que ficar aqui?”

“Você que “encontrou” a van, sinto muito, é procedimento padrão.”

“Eu não tenho muito o que dizer.”

“Eu sei… Olha eu sei que isso é um saco e que você nunca deve ter passado por isso…”

“Você não sabe pelo que eu passei ou não, detetive.”

“Não, eu não sei. Mas eu ficaria muito interessada em saber, principalmente se você não me atacasse toda vez que eu tento conversar com você.”

“Machuquei seus sentimentos, Swan?” O tom de Regina era seco e irritado, mas Emma podia ver que a mulher estava com dor, assustada e com frio.

“Que tal eu deixar vocês duas aqui e ir lá falar com Jefferson?” Dvid perguntou um pouco sem graça, encarando as duas mulheres sem saber bem o que fazer. “É eu vou lá, tentem… vocês sabem, tentem não matar uma a outra.”

“Grande conselho, David” Emma gritou para enquanto ele se afastava, Regina apenas revirou os olhos e abraçou seu próprio corpo com mais força.

“Aqui” Emma ofereceu, tirando a própria jaqueta e entregado para Regina”

“O que é isso?”

“Uma jaqueta?”

“Eu estou ciente disso, detetive…”

“Então você também está ciente de que pode ter uma hipotermia nessa temperatura, está fazendo 10° graus. Sério, Regina, é só uma jaqueta, fique com ela.”

“Obrigada”

“David disse que você viu dois homens?”

“Sim, mas eu não vi o rosto deles, eu queria ajudar, mas…”

“Ei” Emma murmurou baixinho colocando a mão no cotovelo de Regina. “Você pode não ter visto o rosto e mesmo assim ajudar bastante, você consegue ter uma ideia da altura, cor do cabelo, algo assim?”

“O que saiu pela porta do motorista, ele tinha uns 1.80, devia pesar uns cem quilos ou mais, ele era gordo”

“Muito bom, vai com calma, respire fundo, feche os olhos e…”

“Nós não estamos em um consultório, doutora” Regina disse friamente.

“Como você…?”

“Por favor, sua maneira de falar com as pessoas e sua linguagem corporal gritam terapeuta e eu detesto terapeutas.”

“Você leu minha ficha?” Emma perguntou sorrindo.

“Não, eu apenas percebi.”

“Admita, você leu. Por que? Porque você não me perguntou?”

“Um deles tinha cabelo escuro” Regina continuou, ignorando a pergunta de Emma. “O outro era um pouco mais baixo, talvez 1.70, muito magro e careca...eu… Eu não consigo lembrar de mais nada.”

“Você já ajudou bastante e, se você está interessada, eu não sou uma terapeuta, eu sou uma psicóloga especialista em comportamento humano, massas e traumas. O que você saberia se tivesse lido minha ficha, o que você totalmente não leu, não é?”

“Eu tenho coisas melhores para fazer e não, eu não estou interessada.”

“Claro. Bom, se você lembrar de algo, pelo menos nós trabalhamos no mesmo lugar.”

“Eu chamo David se eu lembrar de alguma coisa.”

“Ok, eu tenho que checar a van, você deveria dar uma olhada nesse corte”

“Eu estou bem.”

“Regina…”

“Eu estou bem, e não me chame de Regina, nós não temos intimidade para isso.”

“Ok, Doutora Mills.”

“Eu devolvo sua jaqueta mais tarde, agora eu acho que você tem um van para olhar.”

“Sim, e Mills?”

“Sim?”

“Cuide desse ferimento na cabeça e.. eu… Eu estou feliz que você esteja bem e que nada de muito ruim tenha acontecido…” Emma disse sinceramente, antes de virar as costas e ir ao encontro de David.

…

“Você é um covarde” Emma sussurrou baixinho, assim que encontrou David, dando um tapa em seu braço.

“Não faço ideia do que você está falando”

“Você me deve, Regina quase sugou minha alma”

“Não seja tão dramática, ela sugou sua alma faz tempo”

“Atrapalho?” Hook perguntou interrompendo a conversa.

“Não, vocês abriram a van?”

“ Não, estávamos esperando por você, Swan. David foi o único que viu”

“Ok,você pode abrir para mim?”

“Claro, mas recebemos um aviso de não tocar em nada até a equipe forense chegar.”’

“O que tem aí dentro afinal?”

“Isso” David respondeu abrindo as portas de trás da van.

“Ok, isso responde minha pergunta” Emma disse um pouco chocada, enquanto encarava o conteúdo da van. Havia alguns instrumentos que pareciam ser hospitalares e sangue, muito sangue.

“Agora nós sabemos porque eles correram.” David comentou

“Sim, acho que isso nos dá uma boa ideia.”

“Swan?” Jefferson chamou, parando atrás deles. “O que diabos está acontecendo nesse caso?”

“Eu tenho algumas ideias…”



…

Emma e David estavam voltando juntos para a delegacia. Emma havia pedido para que ele dirigisse o carro enquanto ela anotava algumas coisas, todos iriam começar mais cedo naquele dia, os resultados da equipe forense chegariam depois das 09:00, a loira havia pedido urgência. Eles estavam quase chegando quando Emma resolveu perguntar uma coisa que estava em sua cabeça desde que entrou para a equipe.

“David?”

“Sim? “ Respondeu sem tirar os olhos da estrada.

“Quem estava aqui antes de mim? Eu olhei os arquivos da minha transferência, não tem nada lá sobre a pessoa que estava no meu lugar.”

“É.. é um assunto complicado, você deveria deixar para lá.”

“Complicado como?”

“Emma…”

“Olha eu preciso saber o que aconteceu aqui, ok? Vocês todos parecem ter um história complicada com alguma coisa que aconteceu. Meu antigo chefe disse que era um história sigilosa e que eu deveria perguntar para vocês. Eu não gosto disso”

“Você percebeu isso em quatro dias?”

“Eu só preciso saber o que está acontecendo, porque uma coisa é eu ser nova aqui, eu entendo isso, mas as pessoas não estão me tratando apenas como alguém novo. Elas tem.. não sei, quase receio. Por que eu me sinto como se estivesse sentado nos restos de alguma bomba?”

“É só... é complicado.”

“Você não acha que eu mereço saber?”

“Richard costumava liderar essa equipe, Emma. Ele era o melhor.”

“Richard Nolan?” Emma perguntou recebendo um aceno positivo de David. “Eu fui em algumas palestras dele, todo mundo dizia que ele era incrível, mas eu não escuto falar dele há algum tempo.”

“Sim, ele era. Nós tivemos um caso sobre tráfico de mulheres uma vez, nós estávamos investigando há meses, a promotoria queria encerrar o caso sabe? Deixar como arquivo morto. Nós estávamos sempre rodando em círculos, como se déssemos dois passos para frente e três para trás. Richard não tentou resgatar o caso sabe? Ele queria deixar a promotoria encerrar, estávamos todos cansados e afetados de alguma forma. Eu… eu comecei a achar seu comportamento um tanto estranho sobre o caso, mas estávamos tão frustrados que acabei ignorando isso. Richard encontrou um cara, que batia com a descrições de testemunhas, em uma boate, ele trouxe o cara e bom, ele confessou tudo. Richard tinha isso, sabe? Ele só conseguia resolver as coisas.”

“O que aconteceu depois?”

“Três meses depois, mais duas mulheres desapareceram, em outra cidade, mas um policial amigo do Jefferson enviou o arquivo para ele. Era o mesmo MO, sabe? Mesmo tipo físico, altura, classe social. Nós sabíamos que era o mesmo caso, Jeffeson tentou reabrir, mas Richard não deixou, ele disse não eram as mesmas circunstâncias, que eram casos isolados.”

“Ele estava errado?”

“Sim, acho que todo mundo sabia, mas ninguém queria dizer. Ele era o cara, sabe? Ele não cometia erros como esse. Um dia uma garota entrou transtornada na delegacia, ela estava machucada e drogada. Ela só ficava repetindo algo sobre ser enganada, ela estava transtornada. Abigail a levou para sala de Regina que cuidou de seus ferimentos e deu algo para ela beber. Depois ela contou que era de outro estado, do interior, e que tinha vindo modelar aqui. Mas quando ela chegou, bom, a proposta não era bem essa…

“Prostituição?” Emma perguntou já sabendo a resposta.

“Sim, ela conseguiu correr, sei lá, não lembro exatamente o que ela disse. Mas ela estava saindo com um cliente em algum motel e conseguiu fugir dele. Mais um vez, tudo batia com nosso caso anterior. Ela começou a descrever as pessoas que ela tinha visto, as pessoas que a enganaram, foi aí que ela descreveu alguém que era impossível...”

“Quem?”

“Richard. Ela o descreveu, Emma. Nosso desenhista ficou encarando o papel sem acreditar. Nós ficamos chocados, não acreditamos, sabe? Achamos que nosso cérebro só…”

“Havia preenchido os espaços com rostos que você conheciam”

“Exatamente. Mas nós, não sei, eu, Abigail, Hook, nós ficamos com aquela sensação, sabe? Alguma coisa estava errada. Jefferson defendeu Richard e nós acabamos ignoramos essa semelhança. Mas nós tínhamos uma testemunha, ele tinha que saber sobre ela e aí que as coisas começaram a complicar.”

“Por quê?”

“Porque ele não queria ver ela de jeito nenhum, ele inventou muitas desculpas e nós fomos indo em frente.”

“Vocês deixaram para lá?”

“Alguns mais que outros. Abigail não deixou. Ela colocou a garota em uma casa protegida, mas sem contar para ninguém. Um dia Richard foi até o lugar em que vítima deveria estar, a provas foram se acumulando contra ele, sabe? Abigail estava o investigando sem que nós soubéssemos. No fim não tinha como ele negar, ele tinha total envolvimento no sequestro daquelas mulheres, embora tudo aquilo fosse muito maior que ele.”

“Ele se entregou?”

“Não, ele fugiu, sumiu por três dias. Isso aqui virou um inferno. Não tinha como ele ter saído da cidade, nós sabíamos disso. Jefferson ficou louco atrás dele, ele estava com mais raiva do que realmente vontade de pegá-lo, acho que ele ainda não acreditava, não. Ele só foi acreditar naquela noite.”

“Qual noite”

“A noite em que Richard ferrou tudo de vez. Eu ainda me lembro perfeitamente. Eu estava na delegacia ainda, a maioria do pessoal tinha ido para casa, eu estava quase saindo quando Henry ligou.”

“Henry?”

“Filho da Regina, um garoto incrível, minha esposa é professora dele. Ele me ligou desesperado, disse Regina o havia trancado em um dos banheiros da casa, disse que Richard estava lá, que parecia bêbado e que estava armado. Ele foi para casa dela, ela tem um filho, Emma, ele sabia disso. Nós fomos para lá, todos nós. Ninguém achou que ele fosse fazer algum mal para Regina. Eles eram amigos na época, Regina confiava nele, eu acho… eu acho que talvez ela gostasse dele. Eu não sei se eles tinham alguma relação maior que amizade, mas Regina sentia algo muito forte por ele. Regina… ela tentou conversar com ele, mas ele estava maluco, ele não queria ser preso, toda carreira e vida dele estavam desmoronando. Eu não sei direito o que aconteceu, porque foi muito rápido, mas nós ouvimos um grito e entramos. Assim que eu entrei na cozinha, eu encontrei Regina em um canto, chorando.”

“O que aconteceu com Richard?”

“Ele estava desacordado no chão. Regina tinha conseguido quebrar uma garrafa de vinho na cabeça dele. Havia bastante sangue na roupa dela, no começo eu achei que era dele, mas não era.”

“Ele a machucou?”

“Sabe aquela cicatriz que ela tem no lábio? Ele estava segurando uma faca no pescoço dela quando cercamos a casa, ela tentou se mexer, mas ele foi mais forte que ela. Ela estava com um pouco das roupas rasgadas também, principalmente a blusa, e um olho roxo.”

“Ele…”

“Sinceramente? Eu não tenho idéia, Regina não fez nenhum exame de corpo de delito, ela não quis e nós não insistimos, não era necessário. Todo mundo se sentiu culpado pelas vítimas, mas principalmente por Regina. Ela nunca mais foi a mesma, sabe? Nunca mais subiu na delegacia, nem saiu com a gente. Ela só fica lá no laboratório agora, fala muito pouco com a gente. Jefferson também ficou diferente, mais fechado. Ele era o parceiro do Richard, ninguém o conhecia melhor que ele. Ele não diz, mas todo mundo sabe que ele se culpa por não ter notado nada. É irônico como as coisas podem mudar tão rapidamente.”

“Faz quanto tempo que isso aconteceu?”

“Quase um ano. Nós pegamos “férias” depois do julgamento. Três meses cada um. Achei que iria voltar e estaríamos um em cada equipe, sabe? Mas não, estamos todos aqui ainda. Bem... nem todos.”

“Ele… ele disse onde estavam as vítimas? Ele entregou alguém?”

“Sim, acho que isso que nos deu paz para voltar. Ele fez um acordo com a promotoria, mas nós não ficamos sabendo qual foi. A maioria das vítimas desaparecidas, as que nós tínhamos registro, foram encontradas, mas eu duvido que a vida delas tenha voltado ao normal e eu duvido que tudo tenha acabado.”

“A sua voltou?”

“A minha o que?”

“Sua vida, ela voltou ao normal?”

“Eu tenho uma esposa e um filhinho, Emma, eu tenho alguém por quem voltar para casa. Às vezes isso faz toda diferença.”

“Sim, sempre faz. Será que ninguém pensou em me contar isso quando ofereceram a vaga? Sei lá, poderiam ter colocado algo como Venha preencher a vaga de um antigo sociopata em uma equipe desestruturada, eles vão amar você. Teria sido bom um aviso”

“Você já está arrependida?”

“Não tenho ideia. Jeffeson me detesta, Regina está a dois passos de dar um soco na minha cara, Hook vive checando minha bunda e você… bom, sei lá o que você faz.”

“Eu sou o cara legal.”

“E eu sou a nova sociopata do bando.”

“Viu? Somos um time perfeito...