Winter

9 Feels like i'm Barely Hanging on


Notas iniciais
i'm back bitch Musica: https://www.youtube.com/watch?v=xy3B4mtGpIU

“Mãe?” Regina chamou levantando-se do sofá. “Achei que vocês viriam semana que vem.”

“Sim, mas nós quisemos voltar mais cedo, o tempo está horrível, achamos que seria melhor voltarmos antes de piorar e Henry estava sentindo sua falta.” Cora respondeu levantando a sobrancelha, seus olhos fixos em Emma.

“E onde está meu filho?”

“Nós encontramos a Mel na garagem, ele está ajudando ela a tirar as sacolas do carro... Eu estou atrapalhando algo?” Perguntou encarando Regina nos olhos pela primeira vez

“O que?” Regina perguntou confusa, por alguns segundos esquecera completamente que Emma também estava lá. “Oh, não, não. Essa é a senhorita…”

“Emma, a senhora pode me chamar de Emma” Emma disse rapidamente, interrompendo Regina e esticando a mão esquerda para um aperto

“Emma?” Cora repetiu ignorando a mão parada a sua frente

“Emma Swan” Emma respondeu um pouco mais séria, sua postura mudando completamente

“Ela teve um problema no apartamento e está passando uns dias aqui."

"Emma, essa é a minha mãe, Cora, ela...”

“E você ofereceu nossa casa?” Cora perguntou séria, cortando completamente a apresentação

“É um problema, senhora?” Emma perguntou. Cora era uma mulher magra, um pouco mais baixa que Regina, seus cabelos eram escuros e curtos, como os da filha. Suas roupas e joias, embora não fossem nem um pouco extravagantes, eram visivelmente caras, cada peça de roupa que a mulher vestia parecia combinar exatamente com ela. O olhar avaliador e a postura extremamente rígida de Cora fizeram Emma quase dar um passo para traz.

“Não, uma surpresa na verdade.” Cora respondeu após alguns segundos em silêncio.

“ É um prazer em conhecê-la, senhora Mills, Sinto muito por ter pego a senhora de surpresa”

“Me chame de Cora, querida. Bem... onde vocês se conheceram? Eu não tenho lembranças de já ter ouvido falar de você.”

“Mãe, o que é isso? Regina perguntou constrangida.

“Curiosidade?”

“Eu trabalho na delegacia, sou a nova chefe da equipe” Emma respondeu desconfortável.

“Óh”

“Mãe, que tal nós conversarmos na cozinha e eu te ajudar a guardar as coisas?”

“Claro.” Respondeu sem tirar os olhos curiosos de Emma.

“Swan, você se importa de desligar as coisas aqui na sala? Eu volto já.”

“Claro que não, eu… hum, Regina?

“Sim?”

“Talvez eu devesse ir embora?” Emma perguntou baixinho

“Não, claro que não. Para onde você iria de qualquer maneira?”

“David…”

“Não, Swan, eu disse que você poderia ficar e você vai ficar, minha mãe estava apenas surpresa. Você é bem vinda aqui e ela não é tão ruim quanto parece.”

“Ok. Mas eu deveria esperar mais alguém entrar pela sua porta? Talvez o elenco vila sésamo?” Emma perguntou constrangida, mas no momento em que Regina iria responder, a porta se abriu novamente e um garoto de cabelos e olhos muito escuros, que aparentava ter uns 6 anos, entrou logo a frente de uma mulher que Emma havia conhecido mais cedo naquele dia. O garoto correu direto para os braços de Regina. Emma ficou olhando a cena, enquanto Regina sorria e abria os braços para segurar seu filho, era uma cena tão bonita que ele nem notou Mel se aproximando.

“Olá novamente, detetive” Mel cumprimentou em um tom baixo e um sorriso provocador

“Olá, Melanie”

“Você pode me chamar de Mel, detetive”

"Eu tenho o hábito de chamar as pessoas pelo nome, coisas da profissão"

"Devo me preocupar com um interrogatório? Melanie perguntou com um sorriso nos lábios e os olhos firmes. Parecia uma pergunta séria embora Emma pudesse jurar que sentiu quase como um flerte.

"Deixe ela em paz, Mel" Regina disse firmemente, fazendo com que Mel finalmente desviasse o olhar

"Com ciumes, baby? Você sabe que meu coração é todo seu"

"Por que você não vai comigo ajudar minha mãe na cozinha, Mel?"

"Ok, ok. Você estraga toda a diversão" Respondeu antes de se dirigir a cozinha com Regina atrás dela...

….

[...]

Abigail caminhava tranquilamente pela rua estreita que levava até sua casa, ela gostava de caminhar, voltar da delegacia andando clareava seus pensamentos. Sua casa ficava há 15 minutos da delegacia, no começo era apenas um lugar provisório, perto do trabalho, um lugar para ficar depois do divórcio, mas a comodidade misturada com o pouco tempo que ela tinha para procurar uma casa em Nova York, fez com que ela acabasse por comprar a casa que havia alugado. A casa em questão era grande e branca, embora os muros altos e todo o sistema de alarme impedissem que qualquer pessoa do lado de fora avistasse qualquer parte da casa. Os muros eram revestidos por alguma folhagem que ela nunca soube qual era, o jardim era grande, embora estivesse seco, quase sem vida, a única coisa que ainda lutava para sobreviver naquele jardim amarelado era um pequeno coqueiro verde. Abigail sempre prometia cuidar daquele lugar, mas sempre acabava esquecendo. Ao olhar a entrada da casa, seus pensamentos sobre o jardim de repente sumiram, a porta da entrada estava entreaberta e ela tinha certeza de que havia fechado quando saíra aquela manhã. A única pessoa que costumava deixar a porta aberta era Bella, mas não era para sua filha estar em casa até a semana seguinte. Tirando sua arma da bolsa, ela entrou na casa. A primeira coisa que checou foi o alarme, estava desativado e a porta havia sido aberta por uma chave que continuava pendurada na fechadura.

“Bella?” Abigail chamou enquanto entrava na casa, a arma ainda em punho e os olhos atentos.

“Bella?” Chamou mais uma vez

Por alguns minutos que pareceram horas, enquanto verificava a entrada da casa, o coração de Abigail batia descontrolavelmente contra o seu peito, o pensamento de invasão junto com a possibilidade de risco deixavam sua mente navegando entre os sentimentos raiva e medo. Assim que entrou na cozinha escura, iluminada apenas por uma grande janela lateral, seus olhos encontraram algo muito pior que um invasor. Deitada, no assoalho de madeira impecavelmente lipo, estava sua filha. Bella filha estava no chão, com os olhos revirados, o corpo agitado e os braços um tanto tortos ao lado do corpo.

Por alguns segundos Abigail ficou parada, estática enquanto olhava a cena, não parecia real, não poderia ser real, não era para Bella estar ali. Quando o braço de sua filha fez um barulho ao bater contra o piso de madeira, Abigail saiu de seu estado de choque e correu até a filha.

“Bella, Bella?” Abigail se ajoelhou no chão ao lado da filha, sua mente estava um borrão branco tentando lembrar das aulas de primeiros socorros que participara na delegacia. Puxando seu celular da bolsa, ela ligou para primeira pessoa que poderia ajudar e a que chegaria o mais rápido possível.

...

[...]

“Então?” Cora perguntou assim que Regina entrou na cozinha. Henry tinha ficado conversando com Emma na sala

“O que? Ela não é ele.” Regina perguntou cruzando os braços

“Eu não disse que ela era ele.”

“Você não precisou.”

“Você estava rindo.”

“Oh meu deus! Nós deveríamos chamar uma ambulância, isso vai me fazer mal.”

“Não seja boba, Regina, é só algo que eu não escutava em muito tempo.”

“Como assim? Eu rio o tempo todo.”

“Não, você não ri assim.”

“Assim como?”

“Despreocupada, feliz?” Mel perguntou

“Ótimo, agora a D.R virou um sessão de terapia” Regina comentou revirando os olhos.

“Eu só fiz um comentário, não joga suas defesas em mim.”

“Eu não estou me defendendo, Mel.”

“Regina contou que ela voltou a ver seu terapeuta?” Mel perguntou olhando para Cora, ignorando Regina e sentando-se em cima da mesa.

“Não, ela não me contou.”

“Aparentemente eles voltaram essa semana.”

“Eu acho que isso é uma boa coisa”

“Eu também”

“Olá, eu estou aqui e vocês estão falando sobre a minha vida e você pode sair de cima da minha mesa, Melani, obrigada.”

“Você está aqui, Regina, nós estamos conversando, não é como se estivéssemos fofocando sem você na sala.”

“Isso não faz nenhum sentido”

“Claro que faz” Malane respondeu, mostrando a língua

“Sério? Você vai mostrar a língua? Quantos anos você tem?”

“Ok, ok, eu achei que as provocações de vocês tinha terminado quando vocês passaram da adolescência.” Cora interviu

“Mel nunca cresceu”

“Mas você me ama mesmo assim”

“Desculpa, estou atrapalhando?” Emma perguntou entrando lentamente na cozinha e interrompendo a conversa antes que Regina pudesse responder.

“Não, nós estávamos decidindo o que vamos comer no jantar.” Mel respondeu rapidamente

“Desculpa ter sumido, eu só precisava…”

“Você está na sua casa, Regina, com a sua mãe e sua... amiga?.. Você não precisa se desculpar. Eu só… eu só vim perguntar… Bem, Henry me convidou para ver a coleção de carrinhos e coisas que ele tem e eu queria saber se está tudo bem eu ir até o quarto dele?”

“Ele convidou você para ver os brinquedos dele?” Regina perguntou surpresa.

“Sim, nós estávamos falando sobre os carros que meu irmão conserta na oficina dele e Henry quer me mostrar suas miniaturas.”

“Você tem um irmão?” Regina perguntou confusa

“Sim”

“ Você nunca me disse que tinha um irmão.”

“Bem, eu não tive muito tempo nas oportunidades em que você me você expulsou do seu laboratório”

“Você expulsou ela do seu laboratório, Regina?” Cora perguntou parecendo se decidir se achava aquilo algo grosseiro ou engraçado

“Sim” Emma respondeu

“Não” Regina disse ao mesmo tempo

“Você me expulsou muitas vezes e ainda derramou café em mim, no meu primeiro dia.”

“Eu não sabia quem você era e o café estava gelado, por favor.”

“Eu tive que usar um camiseta ridícula no meu primeiro dia. Eu parecia uma daquelas turistas com roupas que definitivamente deveriam ser exclusivas da sessão infantil”

“Oh, eu achei que todas as suas roupas eram da sessão infantil”

“Minhas roupas são ótimas, eu vou ignorar seu comentário. Então, eu posso?”

“Claro, mas se serve de aviso, cuidado com as coleções dele, você vai ficar lá para sempre e quando ele explica algo, ele explica realmente.”

“Tudo bem, acho que eu aprendi a lidar com a mãe dele, então deve ficar fácil, embora ele pareça muito mais divertido.”

“Vou ignorar seu comentário e...” A frase de Regina foi interrompida pelo toque alto de seu celular. "É a Abbigail, eu preciso atender"

"Aconteceu algo na delegacia?" Mel perguntou

"Abby?“ Regina chamou assim que atendeu a ligação. “Querida eu não consigo entender você, você precisa respirar. Abby?” Regina chamou mais uma vez, seu tom de voz parecia preocupado, o que despertou o interesse de Emma. Regina ficou no celular por mais uns trinta segundos antes de desligar e se virar para Emma.

“Eu preciso que você me leve para casa da Abbi, agora”

“Aconteceu alguma coisa?”

“Eu não sei… mas acho que sim”

“ Eu não sei onde ela mora”

“Eu sei, você pode me levar ou não?”

“Regina, metade das ruas devem estar fechadas com essa neve toda”

“Obrigada, eu vou sozinha”

“Não, não, eu vou, só vou pegar minha carteira e a chave, me espera aqui que nós já vamos.”

“O que aconteceu com a Abigail, querida?” Cora perguntou assim que Emma deixou a cozinha

“Não sei, ela estava falando muito rápido e de um jeito confuso, mas acho que tem algo a ver com a Bella”

“Você precisa de ajuda?”

“Não, mãe, mas te aviso melhor quando souber o que aconteceu, ok?”

“Ok, filha, espero que sua amiga dirija bem nessa neve…”

...

Elas chegaram em quase 10 minutos, embora Regina morasse muito perto de Abbigail, nevava muito na cidade e algumas ruas estavam fechadas como Emma havia previsto. Elas mal estacionaram quando a voz de Abbigail gritou para elas entrarem e, mesmo com a distância, Emma conseguiu ouvir o tremor em sua voz. As mulheres se olharam por alguns segundo antes de entraram rapidamente na casa. De todos os cenários possíveis, Emma jamais teria imaginado um como aquele que se deparou assim que entrou na cozinha da casa. Abbigail, sua chefe que sempre fora muito séria e impecavelmente arrumada, estava sentada, com os olhos cheios de lágrimas e as roupas amassadas, enquanto tentava conter uma garota muito nova no chão, as mãos de Emma foram automaticamente para sua arma na cintura, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, Regina passou correndo por ela e se ajoelhando ao lado da garota.

“O que aconteceu?” Regina perguntou sem sequer olhar para Abbigail, suas mãos rapidamente virando p corpo de Bella de lado.

“Eu… eu não sei”

“Por que você não chamou uma ambulância?” Regina perguntou séria, dessa vez olhando para Abbigail, mas sua amiga não respondeu nada, nem tirou os olhos de Bella. Regina tirou seu próprio casaco e fez uma espécie de travesseiro para a cabeça da garota, ela sabia que não deveria tentar conter ou segurar o corpo, que o máximo que ela podia fazer era virar a garota de lado e tentar impedir que sua cabeça batesse no chão.

“Abby” Regina tentou de novo. “Eu preciso que você chame uma ambulância agora”

“Eu acabei de ligar.” Emma respondeu e pelo jeito assustado que Abbigail a encarou, a mulher não tinha notado que Emma estava na casa também. “Eles vão demorar pelo menos 15 minutos, teve um acidente na avenida principal, a neve trancou a maioria das estradas”

“Regina? O que vamos fazer?” Abigail perguntou. “Vamos levá-la de carro?”

“O coração dela parece estar muito franco, eu não acho que sair nessa neva com as estradas bloqueadas ajude de alguma forma. Ela está assim desde que você me ligou?”

“Sim”

“Isso dá pelo menos dez minutos, era para já ter uma ambulância aqui, essas crises deveriam durar no máximo cinco minutos” Regina comentou, falando mais para si mesma do que para Abbigail. “Ela bateu com a cabeça quando caiu?”

“Eu não sei” respondeu meio catatônica

“Ela faz uso de algum remédio?”

“Eu não sei”

“Existe alguma chance de ela estar sob uso de alguma substância?” Regina perguntou delicadamente, já sabendo a resposta

“Eu não sei, talvez..... Ela é… Você sabe que sim… Ela está parando agora. Você acha que ela está bem?”

“Não, Abby, ela não está, os batimentos cardíacos dela estão fracos”

“Você vai fazer algo, não vai?” Emma perguntou. Regina também havia esquecido que ela continuava ali.

"Ela está tendo uma convulsão?" Emma perguntou, chegando perto da garota pela primeira vez.

"Sim, mas tem algo errado. Já era para ela ter recobrado os sentidos e ela não está respirando direito”

Naquele momento, Bella soltou um grito fraco e começou a se debater com mais força, seu corpo todo tremia com muito mais intensidade do que antes.

“Regina, o que está acontecendo?” Abbigail perguntou empurrando bruscamente Regina e tentando agarrar a filha, mas sendo contida pelos braços de Emma

"Me solta agora, eu estou ordenando que você me solte, Swan" Abbigail gritou enquanto se debatia nos braços de Emma

"Não, Regina é a unica médica aqui, ela pode ajudar, mas você precisa se acalmar"

"O que está acontecendo?" Abbigail perguntou ainda gritando, as lágrimas escorrendo livremente por seu rosto magro

“O coração dela está entrando em choque, ela está tendo uma parada cardíaca” Regina estava começando a massagem cardíaca quando ouviu as sirenes da ambulância se aproximando. Um suspiro de alivio escapou de sua boca, nenhum som no mundo seria melhor do que aquele

“Bella Torn, dezessete anos, pulso fraco, histórico de uso de drogas, tem uma chance de ela ter tido uma overdose. Não sei estimar a quanto tempo ela entrou em crise “ Regina repetiu rapidamente assim que ouviu os paramédicos entrando na comodo.

“Ela é legalmente menor. Nós termos que chamar a policia enquanto a levamos para o hospital” Um dos médicos, um homem alto e de pele negra, informou assumindo o lugar de Regina na massagem cardíaca.

“Não há necessidade” Emma respondeu mostrando o distintivo. "Eu acompanho vocês"

…

Abbigail e Regina haviam indo junto com Bella na ambulância enquanto Emma seguia com o carro. Tudo tinha acontecido muito rápido, o corpo de Bella não estava mais se mexendo quando a tiraram da ambulância, embora Regina tivesse garantido mais de uma vez que a garota continuava viva. Já passava das duas da manhã quando Regina finalmente disse que precisava voltar para casa.

“Você está quieta” Regina comentou depois de dez longos minutos em silêncio

“Achei que você gostasse quando eu fico quieta” Emma respondeu sem tirar os olhos da estrada, havia muito gelo e muitas placas pelo caminho

“Você está quieta de um jeito estranho”

“Só estava pensando. Foi uma noite longa e eu tenho o depoimento da Ruby daqui algumas horas. Talvez eu devesse descansar na delegacia”

“Por que você faria isso se você pode dormir numa cama perfeitamente confortável?”

“Não quero deixar sua família desconfortável”

“Acho que eu saberia caso você estivesse deixando minha família desconfortável”

“Sua mãe…”

“Está perfeitamente bem com o fato de você estar lá”

“Ela não parecia”

“Minha mãe é uma pessoa curiosa demais, só isso.”

“Mas é a casa dela”

“Na verdade, a casa do meu ex marido. Ele comprou quando eu descobri que estava grávida. Nós tínhamos um apartamento no centro, mas ele acreditava que uma criança precisava de uma casa normal e um gramado”

“Aquilo é um pouco maior que uma casa normal” Emma falou sem se conter, surpreendendo-se com a risada alta de Regina.

“Dizem que cirurgiões têm uma certa mania de grandeza, ainda mais os homens”

“Então ele é médico também?”

“Cirurgião cardiovascular”

“Você conhece alguém que não seja rico?”

“Sim, você” Regina respondeu sorrindo

“Mal sabe você que eu sou uma princesa de um reino muito distante” Emma respondeu. “Olha só, já passou da meia noite”

“Devo me preocupar com a princesa virando uma abóbora? Porque você está dirigindo e eu gosto da minha vida”

“Ha ha, muito engraçado, Regina”

”Qual o problema com o horário, você tem toque de recolher?”

“Não.. é meu aniversário” Emma disse de repente, sua voz continuava alegre embora seus lábios não sorrissem mais

“Quantos anos?” Regina perguntou

“Vinte e nove”

“Eu tinha esquecido o quão nova você é”

“Eu não sou nova”

“Sim” Regina sorriu “você é”.

“Regina, você é o que… uns três anos mais velha do que eu?”

“Acrescente mais sete anos a essa conta e você chega lá. Por que você não me disse que era seu aniversário?”

“Acabei de dizer”

“Antes”

“Por que você se importaria?” Emma perguntou franzindo as sobrancelhas.

“Eu não me importo, muito pelo contrário. Mas você não precisava ter ficado comigo, você poderia ter saído. Você passou seu aniversário em uma emergência”

“Parece uma boa forma de comemorar” Respondeu parando o carro na garagem da casa de Regina. “Olha” Continuou quando percebeu que Regina continuava em silêncio a encarando. “Está tudo bem, não é como se eu tivesse pessoas nessa cidade para me desejar feliz aniversário, ok? Então vamos fingir que eu nunca te dei essa informação e vamos entrar e dormir. Tudo bem?”

“Tudo bem”

...

Emma estava arrumando a cama para finalmente deitar quando ouviu uma batida fraca na porta do seu quarto, a porta estava entreaberta então ela só precisou olhar para cima para ver quem era. Ela ficou um tanto surpresa por encontrar Regina lá, parada, parecendo não saber se entrava no quarto ou permanecia do lado de fora. Mesmo com a luz fraca do corredor, Emma pode ver que ela usava uma camisola preta que mal chegava ao meio de suas coxas, coberta por um robe de seda também preto. Seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo frouxo e alguns fios caiam levemente sobre seus olhos. Mais um vez Emma se surpreendeu ao perceber que Regina era extremamente bonita.

“Obrigada pela ajuda hoje na casa da Abby e no hospital, ela me ligou agora, Bella está estável.

“Não foi grande coisa. Elas vão ficar bem?”

“Espero que sim, Abby é uma mulher forte e a Bella é uma ótima garota. Eu espero que fique tudo bem”

“Eu também….”

Emma tentou pensar em algo para dizer, mas não conseguiu encontrar nada. Talvez não houvesse muito o que dizer, ou talvez houvessem coisas demais para serem ditas, então elas ficaram em silêncio. Um silêncio estranhamente confortável, como aquele que elas haviam partilhado no hospital mais cedo, quando Regina adormecera por alguns minutos em seu ombro. Se Emma lesse poesia, ela poderia dizer que o mundo havia parado por alguns segundos, ela poderia dizer que os olhos de Regina pareciam uma galáxia escura, perigosa e profunda. Mas como Emma não acreditava que essas frases fossem ditas na vida real, elas ficaram assim, olhando uma para outra por um espaço curto e então Regina sorriu, um sorriso tão rápido que Emma chegou a cogitar se não teria imaginado a cena toda. Regina era curiosa, aparentava ser uma mulher extremamente fechada e um tanto sozinha. Ela tinha cheiro de perfume amadeirado, desses que você sente apenas quando chega muito perto, desses que são quase imperceptíveis em uma conversa, mas que ficam na suas roupas depois que alguém te abraça. Um perfume marcante e ao mesmo tempo muito sutil e distante, exatamente como Regina.

“Feliz aniversário, Emma Swan.” Regina disse finalmente antes de virar as costas e sumir no corredor escuro.

Ninguém nunca soube dos olhos brilhantes e cheios d'água que eu escondia toda vez que desviava o olhar" (minha autoria)

[...]

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.