Will you remember me?
1 Oneshot
Notas iniciais
Eu sei que não devia estar postando outra fic enquanto deixo Abre-te, Sésamo parada, mas eu me empolguei tanto com essa que deixei para terminar a outra depois.
Mas enfim, espero que gostem da fic e, por favor, não me xinguem nos comentários XD
Boa leitura!
Jean’s POV
Era uma noite linda. O céu estava estrelado e a lua cheia estava enorme. Estava tudo perfeito. Havia muito tempo que eu queria pedir Marco em casamento. Estava perdidamente apaixonado e acho que ele sentia o mesmo por mim. Já tinha preparado tudo: um jantar à luz de velas em um restaurante que ele adora, vinho e, é claro, os anéis de noivado.
Saí de casa e fui ao restaurante. Estava tão nervoso que mal conseguia dirigir. Estava tremendo. Quando cheguei lá, fui imediatamente ao recepcionista e disse, num tom de voz um pouco alto:
— J-Jean Kirschtein! O meu convidado já chegou? – estava suando frio. Por que Marco sempre me deixa nervoso?
— Desculpe, senhor. O seu convidado ainda não está aqui. Gostaria de sentar-se e experimentar um de nossos vinhos enquanto ele não chega?
— Sim, muito obrigado.
A mesa que escolhi ficava na parte descoberta, em um jardim. Era possível ver a cidade da sacada, e as velas – a única iluminação do ambiente – deixavam o lugar muito romântico. O melhor de tudo era que não precisávamos dividir com ninguém essa vista maravilhosa. Só havia ali uma única mesa: a nossa.
Olhei para o relógio: 19h30min. Ri, aliviado. Estava tão nervoso que acabei vindo meia hora mais cedo. O garçom apareceu com o vinho Bordeaux que pedi, serviu-me e se retirou. Matei o tempo preparando o que iria dizer.
— Marco, eu tenho amado todo esse tempo que passamos juntos. Eu te amo mais do que tudo na minha vida. Eu quero viver o resto da minha vida ao seu lado. Quer se casar comigo? – parei para pensar. – Não, muito meloso. – será que devo me ajoelhar? Eu posso pedir para o garçom esconder o anel na sobremesa. Não, ele iria desconfiar. E se ele engolir o anel? Oh, céus, não sei o que fazer. Acalme-se, Jean. Marco não vai rir da sua cara se você se atrapalhar. Será?
Fiquei andando de um lado para o outro, pensando como ele iria reagir. Olhei para o relógio e vi que ele estava quinze minutos atrasado. Devo ligar? Não, ele vai se sentir pressionado. Devo esperar. Vinte minutos. Trinta. Nesse momento eu estava muito preocupado. Peguei o telefone e liguei para ele. Uma voz desconhecida atendeu. E era feminina:
— Alô?
— Quem fala? – ele tem outra namorada?
— Você é parente de Marco Bodt?
— Sou o namorado dele — tenho que mostrar quem é que manda.
— Eu sou a delegada Petra Ral. Você pode comparecer à delegacia imediatamente, por favor? Tenho que conversar com você a respeito do senhor Bodt.
Saí em disparada do restaurante e fui imediatamente à delegacia. Entrei correndo no estabelecimento e disse, aflito:
— Onde está o Marco? Onde ele está? – uma mulher ruiva, com olhos cor de mel, saiu de uma das salas.
— Acalme-se, senhor. Qual é o seu nome?
— Jean Kirschtein. Mas não vejo por que isso importa agora.
— Eu sou Petra. Acompanhe-me até a minha sala.
O lugar era pequeno. Havia uma mesa com um computador, duas cadeiras e um arquivo. Sentei-me na cadeira e esperei a delegada falar.
— Senhor Kirschtein, por que você tentou falar com Marco agora há pouco?
— Tínhamos um encontro. Eu ia pedi-lo em casamento. Afinal, o que diabos aconteceu? Ele foi preso ou algo assim?
— O senhor Bodt sofreu um acidente de carro. – meu coração parou. – Ele estava dirigindo, quando veio um veículo na contramão e colidiu em cheio com o seu carro. O motorista estava embriagado. A batida foi tão forte que o carro ficou totalmente amassado.
— E Marco? Como ele está? Por favor, diga que ele está bem! – gritei, em pânico. Não consegui segurar as lágrimas, que escorriam sem parar. Ela olhou para mim, sem dizer nada por um momento, e falou, por fim:
— Sinto muito. Ele morreu na hora. Não pudemos fazer nada. – a essa hora eu já estava soluçando sem parar. – Eu vou buscar um calmante para o senhor. Quer chamar alguém para ficar com você? Talvez um amigo?
— A-Armin Arlert. Eu tenho o telefone dele aqui.
Cinco minutos depois eu já havia tomado o calmante e Armin chegou. Ele disse, aflito:
— Jean! O que aconteceu? – contei tudo a ele, em meio a soluços. Ele me abraçou.
— Senhores, vocês já podem ir. – disse Petra.
— Obrigado. – disse Armin. – Vamos, Jean. – ele me levou até o seu carro.
— Armin, o meu carro está logo ali. – avisei-o.
— Amanhã eu levo-o para a sua casa. Hoje você está indo para a minha.
— O quê? Não, Armin, eu estou bem. Eu te vejo amanhã no trabalho.
— Nem pensar. Eu te conheço há anos, Jean. Eu sei muito bem que nesse estado você é capaz de fazer uma loucura. E você não está bem emocionalmente. Amanhã falarei com o senhor Smith e você tirará uma licença.
Não havia como discutir com Armin. Ele sempre me vence com os seus argumentos. Ele me levou até o seu apartamento, no sexto andar de um prédio simples, porém muito bonito. Armin abriu a porta e deixou-me entrar.
— Eu vou preparar alguma coisa para você comer.
— Não precisa se incomodar. Eu não estou com fome.
— Você tem que comer um pouco. Não é bom você pular uma refeição. Faça um esforço, está bem? – disse, sorrindo e afagando a minha cabeça. Ele preparou uma sopa e serviu-me.
— Você não vai comer?
— Eu já jantei mais cedo.
Eu não conseguia comer. Ficava lembrando-me das palavras de Petra, que rodavam na minha cabeça. Mal percebi quando lágrimas começaram a escorrer, e logo depois Armin veio correndo para me confortar.
— Calma, calma... Eu estou aqui. – eu tive mais um acesso de choro. Armin ficou ao meu lado até que eu me acalmasse novamente. – Vejo que não vai comer sozinho. Olhe, eu servi bem pouquinho. Vamos, abra a boca.
Ele começou a me dar comida na boca. Fiquei inteiramente agradecido pelo carinho que estava recebendo. Armin era a única pessoa que eu tinha, e ele se mostrou preocupado comigo. Quando terminei de comer, ele disse:
— Bom garoto! Não foi tão horrível assim, foi? Eu vou arrumar a sua cama. Você pode ir se preparando para dormir agora. Acho que tem uma escova de dente nova guardada no banheiro. Pode usá-la.
Escovei os dentes e fui à sala de estar. Armin não estava lá. Procurei-o no quarto. Ele estava arrumando a cama. Tinha colocado uns seis travesseiros ao redor da cama para ficar fofinho.
— Já está pronto? A cama está feita. Aqui: pegue esse pijama emprestado. Boa noite. Se precisar de alguma coisa, me chame.
— Você vai dormir no sofá? Não, Armin. Você dorme aqui. Eu me viro na sala.
— Você é o hóspede. Nem tente reclamar, eu não vou deixá-lo ficar na sala. Boa noite.
— Boa noite. – disse, contrariado.
Tentei dormir, mas sem sucesso. Virava de um lado para o outro na cama, sem conseguir pegar no sono. Então eu nunca mais verei Marco? Eu nunca mais poderei abraçá-lo, beijá-lo, ou pelo menos ouvir a sua voz? Eu nunca mais verei aquele sorriso, que amolece o meu coração? Nem aqueles olhos, ou até aquelas sardas fofinhas espalhadas pelas suas maçãs do rosto? É chocante saber disso, e difícil de acreditar. Não sei o que será de mim daqui para frente. Lágrimas silenciosas escorreram, novamente, sem parar. Chorei, desamparado. Não havia nada que eu pudesse fazer. Quando os meus olhos ficaram secos, eu já estava muito cansado. Acabei dormindo quase instantaneamente.
Marco estava comigo novamente. Eu estava em seus braços. Estávamos rindo, nos divertindo. Dei um beijo em seus lábios suavemente, e prometi a mim mesmo que não o deixaria ir novamente. Marco sorriu e olhou para mim.
— Jean, você se lembrará de mim? – disse.
— Do que está falando? – perguntei, confuso.
— Promete que vai seguir adiante?
— Marco, você está me assustando...
— Eu não posso voltar, Jean... – seu sorriso era calmo e sereno, como sempre. E começou a desaparecer suavemente. Desesperei-me.
— Marco! Marco! – mas era tarde demais. Ele se foi. E ele não vai voltar. – Marco! Marco! Marco! – acordei, gritando o seu nome repetidas vezes. – Não me abandone, Marco! Marco... – dei um longo e alto grito, que representava toda a dor e agonia que eu sentia.
Armin entrou correndo no quarto, quase derrubando um abajur. Ele sentou-se na cama, ao meu lado, e me abraçou, dizendo palavras reconfortantes. Fiquei chorando em seu colo e gritando, até que acabei adormecendo novamente. Quando acordei, de manhã, ainda estava em seu colo. Armin estava dormindo, com profundas olheiras embaixo de seus olhos. Senti-me culpado. Ele tinha que trabalhar e eu acabei atrapalhando a sua noite de sono. Levantei-me, tentando não acordá-lo, porém não obtive sucesso. Ele abriu lentamente os olhos.
— Oh, você acordou. Está com fome? Eu vou preparar o café da manhã. – ele ia levantar-se da cama, porém eu não permiti.
— Hoje não. Por minha causa você quase nem dormiu. Continue descansando. Quer avisar o Irvin?
— Não, eu tenho mesmo que ir trabalhar. – ele olhou para o relógio que ficava no criado-mudo e se espantou. – Droga! Eu vou me atrasar! – levantou-se e foi tomar banho.
Eu queria fazer alguma coisa para compensar por tudo o que Armin fez para mim essa noite. Um bom começo seria fazer o café da manhã. Peguei dois tipos de pão e fatiei, fiz café e aqueci leite, preparei torradas e fiz algumas panquecas. Não sou muito bom na cozinha. Isso é o máximo que eu consigo fazer. Quando Armin saiu do banho, espantou-se com a mesa arrumada.
— Você não tinha que fazer nada. Eu ia preparar alguma coisa para nós comermos. Isso deve ter dado tanto trabalho!
— Não me importo de fazer o café. Além do mais, eu quero agradecer pelo que você fez ontem. Obrigado, Armin. Agora eu não tenho mais ninguém além de você.
Ele corou levemente com o que eu disse. Não entendi o motivo. Comemos em silêncio. Quando chegou a hora de Armin ir trabalhar, ele despediu-se e saiu. Eu arrumei a cama e lavei a louça. No estado que ele estava, chegaria muito cansado e iria direto dormir. Saí de seu apartamento e fui para o meu. Como o meu carro ainda estava na delegacia, tive que ir a pé. Por sorte, o meu prédio ficava a uns cinco blocos apenas dali.
Quando cheguei em casa, o telefone estava tocando. Corri para atendê-lo.
— Alô?
— Oi, Jean, querido. – era a mãe de Marco. Sua voz estava embargada. – Liguei para avisar que o velório será amanhã, às 9 horas. – eu pude ouvi-la quase chorando. E eu não estava muito melhor.
— Muito obrigado pelo aviso, senhora Bodt. Eu estarei lá.
Desliguei o telefone. E não soube mais o que fazer. Minha vida sem o Marco é tão vazia. Fazíamos tudo juntos: líamos, ele me ensinava a cozinhar, tínhamos encontros apaixonados... Tudo era perfeito. E agora tudo isso se perdeu em uma única noite. Por que eu não fui buscá-lo em sua casa? Por que eu tive que ser tão burro e estúpido? É tudo minha culpa.
— Eu sinto a sua falta, Marco...
Eu estava com raiva, ódio, e agonia. É como se todas as sensações ruins que um ser humano pode sentir estivessem juntas dentro de mim. Eu respirava com dificuldade e tremia. Dei um grito, usando todas as minhas forças. Derrubei uma estante. Tranquei-me em meu quarto, em uma escuridão profunda. E ali fiquei, até que o dia inteiro e a noite inteira passassem e um novo dia começasse.
Peguei o celular e olhei as horas: 7h23min. Fui ao banheiro e olhei-me no espelho. Estava péssimo. Escolhi o meu melhor terno, o meu perfume favorito, tentei dar um jeito no meu cabelo e deixei o apartamento.
Quando cheguei ao velório, os pais de Marco estavam arrasados, assim como todos os familiares e amigos. Todos os presentes estavam chorando. De fato, não era só a mim que ele faria falta. Marco sempre foi muito doce e gentil com todas as pessoas. Um homem muito educado e amável. Não havia ninguém que o conhecesse que não o achasse o mais próximo de um anjo que um ser humano pode ser. O meu amado anjo.
Cumprimentei as pessoas que ali estavam e aproximei-me do caixão. Fiquei surpreso. Ele estava fechado. Fui até o senhor e a senhora Bodt e perguntei:
— Por que não abriram o caixão? Eu preciso vê-lo e me despedir.
— Jean, querido... Você não soube? No acidente, Marco teve todo o seu lado direito do corpo dilacerado. – ela abraçou o marido. – Por isso não permitiram abri-lo. Sinto muito, Jean... – grossas lágrimas caíram de minha face.
— Por favor... Eu não me importo. Eu preciso dizer adeus a Marco. Preciso vê-lo uma última vez!
— Jean, escute, rapaz. – disse o senhor Bodt. – Nós não iremos abrir. Acalme-se. – eu nunca gostei muito dele, mas agora ele já estava me irritando. E muito.
— Cadê a porra da chave? – berrei. – Se você não me der, eu vou abrir esse caixão com os dentes! Eu não saio daqui até ver Marco novamente! – eu estava chorando. – Só... Abra para mim.
— Tudo bem, querido. Nós já vamos abrir. – a senhora Bodt estava com medo do que eu poderia fazer. Ela deu a chave para mim, e eu fui correndo destrancar aquele caixão. Eu estava tremendo. Levantei a portinha e quase tive um ataque cardíaco: Marco estava horrível. Ele realmente tinha perdido metade do corpo. Suas feridas não estavam totalmente costuradas, e sua pele estava cheia de hematomas.
— Marco! Marco! O que fizeram com você? Meu querido! – gritei. Eu estava soluçando em seu colo, totalmente abraçado nele. – Vamos, Marco, você não pode fazer isso comigo! Por favor... Abra os olhos! Fale comigo! – o senhor Bodt e mais um homem tentaram me afastar do cadáver, porém eu não permiti. – Saiam! Soltem-me! Eu quero ficar aqui com ele! – eles desistiram. E eu fiquei com Marco, chorando, até que o velório acabasse.
— Venha, Jean, eu te levo para casa. Eu trouxe o seu carro. – senti uma mão repousar sobre o meu ombro. Olhei para o lado e vi que era Armin. Eu dei um beijo de despedida em Marco, com os olhos ainda marejados, e senti que estava gelado. Não eram mais aqueles lábios mornos e doces de antes. Peguei o anel de noivado que daria a ele — e pertencia somente a ele— e coloquei em suas mãos.
— Serei eternamente seu, Marco. Eu te amo.
Armin me levou para casa. Chegando à entrada, ele se despediu de mim:
— Você vai ficar bem?
— Sim, obrigado por tudo.
— Bem, eu venho ver como você está amanhã. Tchau, Jean.
— Tchau.
E uma semana se passou. Para mim, pareceram anos. Eu vivia em uma escuridão e não havia nada que pudesse me tirar de lá. Armin veio me ver todos os dias, para me fazer companhia e para certificar-se de que eu estaria bem. Ele cozinhava para mim, me confortava quando eu chorava, era gentil, o melhor amigo que eu poderia ter. Mas, apesar de tudo, eu nunca estive tão mal. Eu já não aguentava mais. Aproveitei que hoje Armin sairia mais tarde do trabalho e fiz o que eu precisava fazer: livrar-me desse mundo horrível.
Eu pensava que iria esquecê-lo, porém, isso é impossível. Todos os dias eu me perguntei por que Marco morreu. Todos os dias eu me vi desolado, despedaçado, profundamente ferido. Todos os dias eu me culpei, porque, se eu estivesse com ele naquela hora, aquele acidente não teria acontecido. E todos os dias eu senti a sua falta. Mais do que tudo. Aquela dor não era mais suportável. Eu não poderia viver assim. Já estava pronto para que a Morte me levasse para o Outro Mundo, se é que ele existia. Eu só queria poder revê-lo. E ficar com Marco por toda a eternidade.
Peguei uma pequena lâmina e deslizei-a suavemente no meu pulso esquerdo. Sangue escorria em grande quantidade e manchava minha roupa e todo o chão. Não que eu me importasse. Eu sentia uma dor imensa, mas não tão grande quanto a que eu sentia no peito. Com um grande esforço físico, cortei também o meu pulso direito. Senti a proximidade de minha morte. Uma grande sensação de tranquilidade invadiu a minha alma. Fechei os olhos. Já estou a caminho, Marco. Então, por favor, espere por mim. Com esse ato final, eu me uno a você, por toda a eternidade.
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Armin’s POV
Oi, Jean. Tudo bem aí em cima? Espero que você tenha conseguido a sua felicidade eterna ao lado de Marco, de verdade. Era o que você mais queria, não é? Encontro-me agora em frente ao seu túmulo. Já faz dois anos desde o dia de sua morte. Quando eu arrombei o seu apartamento, já era tarde demais. Você já estava sem vida, e eu fiquei me culpando por não ter chegado a tempo e salvado você.
Isso foi, entretanto, puro egoísmo de minha parte. Você sempre amou Marco com toda a sua alma e, se o seu desejo era permanecer com ele para sempre, eu não tinha o direito de impedi-lo e forçá-lo a ficar aqui.
Eu sou muito egoísta, eu sei. Mas eu sempre fui apaixonado por você. Nunca lhe disse isso porque sabia que você nunca corresponderia, e não poderia haver pessoa melhor para você do que Marco. Qualquer um pode ver isso.
Desculpe-me por estar derramando essas lágrimas agora. Eu só não consigo evitar, por mais que eu tente. Você sempre estará em meu coração e nada nunca vai mudar isso. Mas eu tenho que deixá-lo ir, porque não é comigo que você tem que ficar. Não vai ser fácil, mas eu não tenho opção. Eu não posso tirar a minha vida e ficar entre vocês. Eu não tenho o direito de me intrometer. Mas, por favor, não se preocupe comigo, Jean. Eu só me apaixonei pela pessoa errada. Mas eu vou seguir em frente. Eu sei que você não iria querer que eu ficasse preso a você.
Essas flores que eu trouxe representam o meu adeus a você. Espero que, se possível, você se lembre de mim. Hoje eu parto e não volto mais. Já está mais do que na hora de deixá-lo para trás. Eu te amo, Jean.
Notas finais
Kissus!!
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