Notas iniciais
Desculpem pela demora, de verdade, mas a inspiração havia fugido por alguns dias, devido ao cansaço que eu ganhei por conta da semana de provas. Bem, boa leitura!!

O Sol da manhã ardia pela janela desde cedo, e iluminava todo o quarto dela. Katie revirava-se na cama, tentando esconder o rosto e manter a pequena linha tênue de surrealidade que ainda a mantinha dormindo. Entretanto, a luz começava a aquecer tanto sua cama como seu corpo e isso era irritante.

_Katie? Acorde querida, e venha me ajudar na cozinha. – Disse Senhora Herman da porta do quarto da filha.

_Hmmm. – Foi a melhor resposta que a jovem pode pronunciar, de verdade. A preguiça e o sono tomavam conta dela como nenhuma outra coisa no mundo; mas pelo tom de voz da mãe, mesmo que ela tivesse usado palavras suaves, ela sabia que era melhor se levantasse depressa. Katie era, de certa maneira, muito parecida com sua mãe. Jane e John eram seus pais, um casal que se completava, apesar dos pesares, e faltava pouco para que completassem 20 longos anos de casamento. Ela puxara o cabelo castanho e ondulado de sua mãe, e suas feições suaves e sua personalidade tímida, entretanto forte. Do pai, herdara os belos olhos claros e ... E só. Ela não queria ser tão parecida assim com o pai, não eram muito próximos.

Katie levantou-se, mole, pesada e colocou ambos pés no piso de madeira, agora aquecida, de seu quarto. Espreguiçou-se uma, duas, três vezes e soltou um breve riso, achando graça de sua moleza toda. Esfregou os olhos e assistiu a parte mais curta do cabelo lhe descer pelo rosto, assim, inclinou a cabeça para trás, deixando-o voltar ao lugar normal.

_Mãe? – Perguntou ela escorando-se no balcão da cozinha enquanto via a mãe lavar calmamente algumas verduras para o almoço.

_Pois não?

_Que teremos de especial hoje? – Ela contornou o balcão, arrastando levemente a ponta dos dedos sobre ele e sentou-se num dos bancos altos da cozinha.

_Ah querida, seu pai e eu decidimos chamar uns vizinhos para o almoço hoje. Os Bailey e os McKinley.

— Hmmm – Agora ela não respondera assim por preguiça, mas sim pois o rapaz do McKinley, Kai, não se dava com Will. Poderia imaginar a perfeita cena dos dois se encarando e logo depois, pegando facas de carne para avançar um contra o outro num combate mortal.

_Katie?!

_Oi mamãe, desculpe.

_Querida, liguei hoje mais cedo na casa dos Bailey e atenderam o telefone, só que desligaram na minha cara em seguida. Não consegui convidá-los. Será que poderia ir lá fazer isso para mim, por favor?

_Ah sim, tudo bem.- Ela saltou da mesa e voltou para o quarto afim de se aprontar. Colocou uma camiseta branca, folgada e meio curta, que deixava aparecer uma faixa de sua cintura. Jeans e um tênis claro completavam o resto da roupa.

Na rua, ria enquanto visualizava ainda a cena do combate. “Oh, Will, tome cuidado, sim?”. Kai era mais forte que William, mais chato, mais idiota, mais todas as coisas desagradáveis que uma pessoa pode ser. Uma oposição total aos seus adoráveis pais. “Ah, Katie, eu prometo voltar para você!” O William Bailey romântico de sua imaginação era também sexy, atraente. Na batalha com facas afiadas levava vantagem e isso fez a menina rir alto na rua. Estava enlouquecendo, só podia. Sacudiu a cabeça e subiu os poucos e pequenos degraus antes de bater na porta da casa dele. Foram três tentativas e ninguém atendeu. Estranho demais. Pulou a cerca e aterrissou no chão sem problemas.

_Will? – Chamou ela na janela do quarto dele, estava na ponta dos pés para tentar avistar algo, mas nada se movia lá dentro, a casa parecia estar vazia. Will não dissera que iriam sair, viajar...

Tentou voltar a porta e percebeu que havia uma fresta e alguém acabara de puxar, fechando-a.

_Senhora Bailey? – Ela viu a frágil mão segurar a porta e abri-la centímetro após centímetro.

_Olá, Katie. – Bem que a mulher tentou por um sorriso no rosto, mas não foi possível. Sua expressão congelou A jovem dos pés a cabeça, fez suas pernas ficarem fracas e sua voz sumir. Seu coração enterrou-se fundo no peito; ou seja, o medo tomou conta dela.

_C-Cadê ele? Cadê o Will?

E então a mãe dele começou a chorar.

_Sh, sh, calma. – Katie consolava Sharon, abraçando-a e fazendo carinho em suas costas.

_Ah, Katie, sinto tanto! Foi horrível! Eles brigaram novamente, eu tentei separar, mas, oh...

As lágrimas vinham sem parar e Katie estava lutando para não cair no choro também. Entretanto, até agora sua pergunta não fora respondida.

_O William, Dona Sharon, onde ele está?

A mãe respirou fundo, desvencilhando-se do abraço, suspirou.

_Eu não sei. Ele... Ele fez as malas e se foi. – Disse num sussurro.

E SE FOI. E se foi. Ele se foi... Katie suspirou, mordeu seus lábios e tentou prender algumas lágrimas, mas isso não lhe foi possível. Ele havia a deixado para trás sem nem um adeus, sem nem uma explicação. Havia levado aquela idéia insana a sério realmente. Preocupação, medo, e uma tristeza enorme afundavam a jovem Katie dentro de si mesma.

_Tenho que ir. – Disse ela, e deu as costas. Se foi correndo, deixando o vento enxugar as pequenas gotas d’água que deslizavam sobre suas bochechas...

Notas finais
E aí? Bom? Ruim? Triste? Bobo? Desculpem mais uma vez pela demora. O 4º capítulo não demora a sair, sério, kkk.