Will I Love You?
1 Capítulo 1
Notas iniciais
É meu aniversário, então decidi dar um presente a vocês!
W.S.
Chegando ao castelo de Hogwarts, me juntei aos alunos sonserinos do sexto ano e fomos até a mesa da nossa Casa no Salão Principal. Jack, Carter e Aly, como sempre, estavam ao meu lado. Tristan caminhava conosco, o nervosismo saindo pelas orelhas.
— Pra que casa você acha que eu vou? – perguntou. Dei um sorriso de lado.
— Aprendi com a mamãe a não ficar dando palpites. Ela já te contou que, antes de ser escolhida pra Slytherin, ela jurava de pés juntos que era uma Grifina? – ele assentiu. – Mas, se quer saber, acho que você vai pra Ravenclaw, pirralho. – ele olhou para Sophie, que acompanhava um grupinho da sua Casa. Eu conhecia todos.
— Acho que seria legal.
Ele juntou-se aos alunos do primeiro ano quando Minerva chamou-os e eu, Jack, Carter e Alyssa nos encaminhamos para a mesa da Slytherin, pegando os lugares do meio, como sempre. Conversamos normalmente durante o discurso da diretora e a seleção das Casas, até que um nome em específico me chamou a atenção:
— Zabini, Logan. – McGonagall colocou o Chapéu em sua cabeça e, segundos depois, sua voz foi ouvida:
— SLYTHERIN! – eu comecei a rir histericamente. Christopher deveria estar puto da vida. Ele com certeza pensava que seu amado irmãozinho iria para sua casa, a honrada Gryffindor. Acho que alguém se enganou. Todo o salão ficou em silêncio, as pessoas virando suas cabeças para encarar a ruiva aqui dando uma de louca.
Minha felicidade durou pouco. Algumas crianças depois, meu irmão foi chamado.
— Malfoy, Tristan! – Minerva colocou o Chapéu Seletor em sua cabeça. Alguns minutos se passaram antes da grande decisão.
— GRYFFINDOR! – quase caí do banco. Meu irmão era um leão.
— HÁ! – uma voz masculina foi ouvida e, novamente, silêncio. Eu queria ir até a mesa da Gryffindor e arrancar as orelhas daquele idiota com os dentes.
E não duvide de mim. Eu faria isso. Com todo o prazer.
A comida surgiu e me servi. Houve alguns minutos de relativo silêncio enquanto todos começavam a comer, até que estes foram quebrados por Jack e Carter:
— Eeeeris. — disseram em uníssono. Lá vinha merda. — Hoje a noite vai ter uma festa de boas- vindas na Sala Precisa. Você vai conosco, certo?
— Não. — sequer hesitei ao responder. Estava concorrendo ao cargo de monitora-chefe naquele ano e não podia arriscar. Eles sabiam disso.
— Não haverá monitores hoje, priminha. E é só uma vez. Não vai matar ninguém.
— Olha, se eu conseguir o cargo de monitora-chefe, terei mais liberdade e mais desculpas pra estar fora do dormitório depois da hora, então prometo que irei a mais festas. Nesse momento, porém, preciso me focar em conseguir o cargo. — ambos reviraram os olhos ao mesmo tempo. Aquilo era meio estranho no começo, mas a gente se acostuma.
— Vamos, Eris. Ou eu vou começar a te chamar de Erika de novo. — Carter disse. Encarei-o com o canto do olho.
— Quer ser petrificado novamente? — questionei. Aquilo tinha sido no terceiro ano. Tivemos de escondê-lo e uma sala de aula inutilizada e roubar os ingredientes necessários para fazer um antídoto. Milagrosamente, ninguém além do nosso grupinho ficou sabendo.
~*~
A refeição estava quase no final quando Minerva levantou de seu assento e falou novamente:
— Por favor, peço que os monitores das quatro casas venham comigo. – e ela seguiu até uma antessala atrás do púlpito dos professores. Levantei rapidamente.
— O cargo é meu. – disse baixo e saí andando. A primeira coisa que notei ao chegar lá foi o garoto de cabelos escuros sentado em uma cadeira em frente à Minerva. Uniforme da Gryffindor e madeixas quase pretas. Era impossível não reconhecer: Zabini. Trinquei o maxilar e obedeci quando a diretora fez um sinal para que eu me sentasse na cadeira ao lado dele.
— Os outros já devem estar a caminho.
Sophie e Mike, os dois monitores da Ravenclaw, adentraram no recinto. Soph sentou-se no braço da minha cadeira, enquanto o garoto simplesmente ficou em pé no meio do lugar. Alguns segundos se passaram até que a monitora Grifina e os Lufanos resolveram aparecer.
— De acordo com o protocolo de Hogwarts, os monitores-chefes devem ser alunos do sétimo ano. – a diretora iniciou. – Porém, não possuímos nenhum monitor cursando tal série no momento e nossa equipe está fechada. Sendo assim, optei por escolher os dois alunos mais responsáveis do sexto ano para a tarefa. – certo, eu estava no sexto ano. Além de mim, havia o garoto lufano, o Zabini e a menina da Gryffindor. Minerva fez uma pausa. – Os monitores desse ano serão Eris Weasley Malfoy e Christopher Zabini. – merda. Merda. Merda. Mil vezes merda. – Seus pertences serão enviados aos seus novos alojamentos no quinto andar. – Ela deu um sorriso. – Congratulações aos novos monitores-chefes. Algumas instruções estarão em seus quartos. Estão dispensados para acompanhar os novos estudantes até seus respectivos dormitórios. – e todos saímos.
— Isso não está acontecendo. Isso não está acontecendo... – eu resmungava para mim mesma. Teria de morar em um quarto ao lado do dormitório do ser mais irritante e idiota do mundo. Tanto do trouxa quanto do bruxo.
— Pensei que você estava louca para conseguir esse cargo, Erika. – ouvi sua voz ao meu lado. Maldito bastardo!
— Cala a boca, idiota. Nós só nos falaremos quando for extremamente necessário. De outro modo, apenas finja que eu não existo. – resmunguei e apertei um passo.
A última coisa que ouvi antes de atravessar a porta foi sua risadinha divertida. Eu estava completamente fodida naquela merda.
~°~
Estava guiando os novos alunos da Slytherin quando Tristan me alcançou.
— Você não está brava, não é, Eris? – inquiriu. Parei de andar e o encarei.
— A culpa não é sua. Tudo bem que eu preferiria qualquer outra Casa, mas o que está feito, está feito. Querendo ou não, a maioria dos ancestrais da mamãe eram Grifinos. O nosso tio avô Harry Potter, era da Gryffindor e um dos bruxos mais fodões que já viveram. Assim como a vó Hermione– ele abriu um sorriso que tocava ambas as orelhas.
— E o vô Rony. – completou.
Meu irmão era uma criança incrivelmente inocente para a sua idade e eu fazia de tudo para protegê-lo. Extremamente inteligente e audacioso, se daria muito bem em Hogwarts. Sem falar que ele era um Malfoy Weasley e, consequentemente, lindo. Futuramente arrasaria os corações de todas as garotas daquela escola.
— Eu não vou ser uma pé no saco e ficar mandando em você enquanto estivermos aqui, Ty, mas existe uma regra que você não pode quebrar em hipótese alguma. – fiz questão de deixar meu tom mais sério. — Fique longe dos Zabini. – meu irmão ficou quieto por alguns segundos.
— Por que você os odeia tanto? Aquele garoto do trem, Logan, não parecia tão horrível.
— E ele não é. – uma voz extremamente conhecida e irritante se fez ouvir de trás de mim. – Ele será o melhor Slytherin que essa escola já viu. – virei a cabeça apenas para encarar aquele bastardo de Hera, também conhecido como Christopher Zabini.
Seus olhos eram irritantemente azuis. Não como os meus, que tinham a cor de um céu nublado pouco antes de uma tempestade. Pareciam duas safiras colocadas grosseiramente no meio do seu rosto mais pálido que um fantasma, mas não é como se eu pudesse falar algo sobre a palidez do traste, considerando a tonalidade da minha pele.
Petulância pingava da sua expressão.
— Querido, não sei se você sabe, mas meus pais e eu somos Slytherin, como as três pessoas paradas ao meu lado. – apontei para os meus primos de segundo grau – Acho que isso é areia demais para o caminhãozinho dele. – desdenhei. O Zabini deu um sorrisinho presunçoso.
— Veremos. – virou as cosas e saiu andando. Já falei que o odiava com a força de mil galáxias?
Provavelmente já devo ter mencionado.
Bufei e encarei meu irmão mais novo.
— Entende o motivo de não poder chegar perto dos Zabini? Eles são pragas insuportáveis.
— Dá um tempo, Eris. Só porque você odeia o Zabini, não significa que tem de ficar enchendo a paciência do seu irmão. Ele verá por conta própria quem são as pessoas legais e as vadias da escola. — Alyssa falou. Fitei seu rosto.
Eu e Zabini nos odiávamos desde o primeiro dia de aula do nosso primeiro ano em Hogwarts, mas nenhum dos meus amigos entendia o motivo, visto que eu o rejeitei no segundo em que ele revelou seu sobrenome. O fato era que, depois de sair da escola, durante suas turnês, mamãe escreveu vários diários sobre tudo o que aconteceu em Hogwarts na época em que estudava aqui. Tudo, incluindo o dia em que Nicholas Zabini, pai de Christopher e Logan, tentou abusar dela. Rose Weasley Malfoy não sabia do meu conhecimento sobre os diários, então pensava que a minha antipatia pelos irmãos Zabini era genética. Em parte, tenho de concordar com isso.
Encarei o rosto de Alyssa e suspirei, vencida. Ela odiava a minha implicância com o Grifino e vivia me enchendo por isso. O único jeito de fazê-la entender seria contando o que li, mas, mesmo se Aly acreditasse, estaria contando um segredo que minha mãe não confidenciou nem a mim.
— Junte-se ao seu grupo, então. Se ficarmos aqui por mais tempo, você perderá o resto dos Gryffindor e não vai encontrar seu dormitório. Acho que isso não seria agradável. — ele acenou para todos e saiu andando em direção aos garotos e garotas com uniformes vermelhos e dourados. Os malditos leões. — Só quero ver a reação da mamãe ao saber que seu filhote é um Gryffindor. — comentei.
— Ela vai aceitar, acho. A tia Ross é a maior puxa-saco do Tristan. Sem erro. — Jack falou. Assenti. Quando chegasse ao meu dormitório, escreveria uma carta a ela.
Notas finais
W.S.
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