Will Always Love You

12 Taking Chances


Notas iniciais
Espero que gostem,segunda temporada bem melhor gente o/

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As brigas com Niall eram frequentes, quem diria que toda aquela paixão iria por ralo a baixo? Para ela seria para sempre, só que todo jogo do amor leva perdedores e ás vezes até o vencedor tem algo que perde. E nisso, só os que conseguiram ganhar juntos que não sentiram a falta. Esse é o jogo mais difícil da vida dela.

-Não, essa semana ela fica comigo!-Gritou Niall.

-Você vai para a turnê não posso deixar que a leve para Austrália!

-Lá é seguro.

-Você conhece muito de lá, não é? Foi apenas uma vez e acha que conhece o lugar. Outro motivo, você ela só vai te atrapalhar.

-Se você passasse mais tempo com ela saberia que ela não é esse tipo de criança.

-Está querendo dizer o que com isso?-Aumentou o volume significativamente.

-Isso mesmo que você ouviu.

-Eu sou uma mãe ausente? E você...

-E eu? Acho que você não tem nada para me acusar, eu quase todos os dias estou com ela e você só tirando fotos com aquelas roupas provocantes. Você é mãe, não pode ficar com esse comportamento, daqui a pouco vão achar que você quer ter outro filho, se não tiver um a caminho... -É ele venceu da forma mais rude possível.

Suas lágrimas eram pesadas, intensas e se dava muita pena. Ela se jogou no chão e o paizão exemplar se arrependeu.

-Me desculpe!

-Suas palavras já me machucaram e desculpa não vai tirar as feridas.

-Eu só estava com raiva.

-Chega, pode levá-la, você tem toda razão sou uma mãe ausente mesmo.

-Não posso tirá-la de você.

-Você assumiu a paternidade, também é sua filha.

-Eu sei, mas você a quer. Por favor, para de chorar!-E estendeu suas mãos para ajuda-la a levantar e ela recusou.

-Que bom então. Boa viagem-Disse rispidamente.

-Para onde você vai?

-Para casa de minha mãe, como sempre.

-Está escuro para sair sozinha.

-Desde quando se importa?-Disse soltando o braço que ele segurava.

-Eu sempre me importei- Apenas criou um pouco de coragem para se retirar daquele lugar.

Como a música da banda dele dizia: “Palavras serão apenas palavras até que você as traga para a vida real”. Essas palavras não existiam, não eram gestos, ele jogava na cara dela algo que sabia que não era uma coisa que ela controlava, era uma necessidade ser do jeito que era, mesmo que uma necessidade inútil, ainda era a escolha que ela tinha feito e como qualquer companheiro deveria entender a escolha, mesmo que egoísta, era uma coisa que se necessita de respeito de sua parte.

Perguntava-se se esses ensaios fotográficos quase que nua era uma boa ideia. Era boa ideia continuar tendo essa imagem? Há um ditado que diz que se você agir do jeito que queres logo esse será seu jeito. O que tem haver? Mesmo ela não querendo agir desse jeito, ela tinha de agir e agora não conseguia mudar tão fácil, não tinha mais seu jeito, não tinha mais a essência daquela menina que não era nem um pouco popular. É esses ensaios continuavam a ser prejudiciais para si mesma.

Sentia falta de Sophie, principalmente quando vagava pela cidade. Do que valia seu carro de luxo, confortante e que chamava atenção se dentro dele, era vazio, descolorido e sem vida? Sophie era sinônimo de alegria e esperança, para todos. Tay nunca se imaginava ter uma filha antes mesmo de sua mãe se casar de novo, depois da Soph o mundo dela virou de cabeça para baixo, mesmo não tendo cuidado da baixinha desde bebê. O momento que mais precisava de uma mãe, já que nasceu prematura pelo acidente.

Esse Hyde Park era uma coisa de outro mundo. O verde natureza que habitava lá era de extrema harmonia e parece que levava a pessoa para outra dimensão. Tinha dias de tarde que pegava seu carro escondido para que seus seguranças não a proibissem de sair pelo assédio dos fãs, e ficava observando as pessoas com sua vida, a vida que ela teria e se perguntava se não estaria mais feliz assim, mas claro que esse pensamento era válido, até a parte de Niall. Até o momento que um certo cantor senta ao seu lado. Ele mudara sua vida em apenas um instante.

-Pensando como seria se você não fosse famosa?-Disse olhando na mesma direção dela.

-É. Como é que... -Virou para o lado- Ed, não acredito que é você!

-Achou que eu também não fosse seu fã?

-Se for só por causa das revistas, desculpa, mas não me sinto a vontade do seu lado.

-Vou ser sincero, eu já dei uma olhada só que meu pai não deixa comprar essas coisas para que não me atrapalhem no trabalho. Então, sinta-se a vontade porque eu não estou aqui pela sua imagem corporal de revista.

-Então por que estás aqui?

-Desculpa se não queria ficar sozinho e vim ficar do lado da famosa que adora conversar com seus fãs.

-Desculpa se fui grossa é que eu não estou de bom humor.

-Sophie foi pra turnê com Niall.

-Você é muito fã ou conversou com o irlandês esses dias?

-Um pouco dos dois- E o silencio reinou.

-Vamos ao cinema?-Disse num impulso.

-Me chamando para um encontro?

-Pode chamar do que quiser.

-Bom, estou confusa no momento. Não sei o que dizer.

-Se ficarmos parados esperando nossos sentimentos ficarem claros, acho que não arriscaríamos em nossa vida, não teríamos boas lembranças e, em alguns casos, grandes lembranças que nunca mais se passarão.

-Não sabia que você era filósofo até na hora de falar.

-É que estou apaixonado-Disse baixinho.

-O que disse?

-Nada. Vamos porque só tem uma seção para o filme.

-Só você seu Ed faz graça Sheeran.

-Não, eu sou aquele ruivinho do Harry Potter.

-Não você é o burro falão do Shrek.

-Eu prefiro ser ruivo, ok?-Disse fazendo biquinho.

Esse gordinho era um cara especial. Antes de conhecê-lo profundamente, ele tinha seu jeitão meio marrento, mas a pessoa pacífica estava dentro de si, o que fazia dele uma pessoa muito especial para aqueles de sua convivência. Mas, para Taylor, significava correr risco, um pedaço de felicidade. Na verdade, ele era um bote salva-vidas para sua mais nova vida, uma vida sem graça que por muito pouco poderia ser salva pelos seus grandes e maiores amores de sua vida.



Notas finais
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