Will Always Love You

23 It could be better than it is


Notas iniciais
Vcs ja devem ter percebido que eu sempre faço uma roupa para cada cap e eu acho isso legal para dar mais informações sobre a própia personagem e seria muito legal se vcs vissem. Boa leitura.

http://www.polyvore.com/taylor_23/set?id=64730791

P. O. V Niall

Não acredito que deixei me levar por uma competiçãozinha idiota. Eu a amo. O que deu em mim para fazer com que ela se sinta dominada por mim? Eu posso sempre superá-la, mas com toda certeza ela é quem me domina. Não vi quando ela pegou suas coisas e voltou para casa da mãe dela, achei que tinha saído para fazer alguma coisa com Sophie, mas nem voltou e agora a minha sogrinha liga para Harry pedindo que ele me desse uma bronca. Eu já estava me sentindo culpado, imagina agora.

Eu pego o meu iphone e ligo direto para Taylor, disco seu número ávido, ela demora a responder e agora que eu quase desligo ela atende.

-O que você quer?- Disse ela impaciente.

-Oi para você também.

-O que...

-Desculpa, eu não deveria ter deixado essa competição ter me deixado levar a cabeça, eu te amo e não posso deixar você escapar por isso.

-Você não entende.

-Não entendo o que?

-Que você tinha razão sobre tudo.

-Você não é uma boa mãe, falei aquilo sem pensar.

-Eu realmente não sou boa mãe, a primeira vez que eu a vi pedi para que me fizesse um sanduíche e ela queimou a mão e só quando minha mãe viu a mão dela queimada inteira. Uma vez eu a esqueci no shopping por 14 horas e quando me ligaram já estavam fechando. Quando ela estava com sede eu dei bebida alcoólica para ela.

-Foram falhas do passado, você aprendeu com elas.

-E vou ter que errar mais vezes até que eu possa ser uma mãe com o mínimo de juízo.

-O que importa é que você a ama.

-Eu não quero fazer com que ela se sinta insegura comigo. Hoje mesmo eu a convidei para tomar um sorvete e nós íamos com a minha moto e ela disse que só iria se a sua sogrinha a levasse porque ela tinha medo de se machucar.

-Você deve estar se sentindo péssima.

-Ela é meu tudo, se ela não me quiser mais eu vou ficar em depressão.

-E eu não conto?

-Não consigo viver com você sem que eu faça algo errado. Primeiro xinguei sua mãe e depois briguei com sua prima, bati a porta na cara do seu irmão e joguei fora o presente que seu pai me deu. Não acha que eu sou desastrada demais?Eles me odeiam.

-Mas eu preciso de você. Tay, você é o amor da minha vida.

-Você também é o meu, mas não quero que fique com raiva de mim por estragar tudo.

-Você vai me deixar?

-Parece certo.

-Você é derrotista demais e se realmente se preocupasse comigo não estaria me deixando.

-Desculpe... – E ela desliga na minha cara.

Ouço a música do The Fray Never Say Never, a banda que o Louis adora.

You can never say never

While we don't know when

But time and time again

Younger now than we were before

Don't let me go

...

I'll steady your hand

You can never say never

While we don't know when

But time, time and time again

Younger now than we were before

We're pulling apart and coming together again and again

We're growing apart but we pull it together,

Pull it together again

Don't let me go


Essa é a nossa música, se eu pudesse ao menos dizer a ela que não importa o que teremos de enfrentar, temos que estar juntos é impossível não dizer que preciso dela. Ela faz tanta falta em tantas coisas, até nas mais simples.

P. O. V OFF

Taylor estava fazendo as malas para ir embora para os Estados Unidos de novo. Iria pedir emprego para Drake, não importa o que seria, apenas tinha que fazer com que ela ocupe a cabeça. Sophie iria sentir a falta dela. E essa era a desculpa. A verdade é que cada canto de Londres era ele, ela nunca se esqueceria dele tão fácil dele.

-Você tem certeza que Drake vai querer te oferecer um emprego?- Perguntava Laura preocupada.

-Eu mandei uma mensagem pra ele, e sua resposta foi de que me receberia na casa dele e estaria aberto à propostas.

-E não quer mais ser atriz?

-Como vou ser atriz se ninguém mais me chama para protagonizar filmes? Nem ao menos papéis pequenos, quem diria que me esqueceriam.

-Ninguém te esqueceu, apenas você está um pouco apagada. Deveria sair mais.

-Aonde quer que eu vá Niall é a única coisa que vai vir na minha cabeça e não posso mais atrapalhar a vida dele.

-Você sabe que esse sempre vai ser seu lar, não é?- Disse a mãe abrindo os braços para um abraço.

-Claro, mãe- Disse retribuindo o abraço

-Vou sentir muito sua falta-Disse baixo no ouvido dela.

-Eu voltarei para seu casamento com Harry, está bem?- Ela só deu um sorriso.

E assim saiu mais uma vez pela porta, mais uma vez que estava deixando sua filha e uma grande carreira para trás. E o mais importante, um grande amor.

O aeroporto vazio pela época que não era de temporada. Enquanto Tay ouvia as músicas do One Direction e segurando o choro nos solos de Niall, ele era um anjo cheio de amor e ela não queria não deixá-lo, mas atrapalhar a vida de uma pessoa tão especial como ele a incomodava intensamente, como se ele se machucasse com isso. Entrou no voô e logo já estava dormindo.

Enquanto isso em terra firme...

Mais uma vez a companhia de Nini toca e ele enxuga suas lágrimas antes de abrir a porta.

-Podemos conversar?- Perguntou Laura, mais uma vez, impaciente.

-Claro, por favor, sente-se.

-Como você deixa minha filha ir embora desse jeito?

-Ela fez uma decisão e tenho de respeitar, eu disse que não queria, mas ela estava bem decidida.

-Você poderia ter ido até lá em casa e segurá-la em seus braços como qualquer outro homem apaixonado faria.

-Você está insinuando o que?

-Você está ganhando fama por toda hora estar brigando e voltando com ela- Dizia com certo desprezo.

-Qual foi a pergunta?

-Você está querendo uma namorada só pra ter a fama que é machão, toda hora ela fica correndo atrás, vocês ficam, mas nunca se estabilizam.

-Um não bem grande é a resposta para sua pergunta.

-Não foi uma pergunta.

-Para a acusação, tanto faz. Por que todos desconfiam que eu não gosto tanto assim dela?

-Você nunca provou.

-Eu provei para ela.

-Isso não é o bastante.

-Eu também estou sofrendo com a ida dela. E agora, preciso mesmo ficar sozinho, dona Laura. Eu peço desculpas, mas você precisa se retirar.

-Não seja educado comigo, acabei de falar que você só se preocupa com sua imagem de astro do pop mundial- Ele respirou fundo.

-Mais uma vez vou pedir que se retire.

-Sem estresse, já estou saindo.

Quando ela saiu ele ficou com tanta raiva que queria quebrar tudo, mas se segurou e se jogou na cama para continuar a choradeira.

Sempre achou que era todo direito de um homem chorar só que precisa ser apenas quando estivesse sozinho. Ele já havia chorado por meninas antes, mas chorar por ela doía mais do que qualquer coisa.

No outro dia quando chegou lá, deixou as malas caírem no chão pelo susto que tomou quando viu a bagunça que estava na casa de Drake. Ele andava pra lá e para cá com seu celular na mão, e uma hora gritava e outra falava com muita calma. Então ele a vê e para tudo.

-Não acredito que voltou!- Deu um abraço bem forte nela.

-Bom, eu vim para dar um tempo no que eu estava fazendo. E como disse, eu quero um emprego como qualquer coisa que você precisar.

-Tem um vago como minha esposa.

-Eu não vim pra isso- Uma raivinha cresceu dentro dele.

-Pode começar esfregando todo o chão.

-Não tem outro trabalho que eu esteja capacitada a fazer?

-Tem, mas você o rejeitou- Ela baixou a cabeça e ele logo pega seu celular e liga de novo.

-Só pra deixar claro, seu trabalho vai ser avaliado quando eu puder, mesmo que a empresa tome todo meu trabalho eu ainda posso reparar nos detalhes.

Ela foi até a dispensa, pegou o escovão e um pote com água e sabão. Mergulhou o escovão na água e começou a esfregar o chão que já estava quase preto da poeira, fazia força, mas não era o bastante, esfregava e não saía e quando começou a chorar logo percebeu que realmente não iria conseguir tirar a mancha de poeira e logo ele percebeu.

-Para de fazer isso.

-Não posso, Drake.

-Isso é uma mancha e não vai sair fazendo força- Ela olhou bem nos olhos dele.

-O que eu devo fazer então?

-Seu lugar não é aqui, é em Londres ao lado de Niall e de sua filha.

-Mas eles não me querem lá-Ele repirou bem fundo.

-Eu tenho uma ideia, só que preciso de você do meu lado- Ela abriu um sorriso de lado.

Enquanto isso em Londres...

-Vamos, Sophie- Disse Niall.

-Vamos onde?- Perguntou a avó.

-Ela vai ficar na minha casa esse final de semana.

-Você nunca mais vai vê-la.

-Você está louca?Sou o pai dela e eu tenho essa obrigação.

-Meu querido ex- genro, eu estou te liberando da sua obrigação. E ela nem é sua filha de verdade mesmo.

-Eu não vou sair assim tão fácil. Sophie é a única coisa que me restou de Taylor.

-Parem de brigar!- Gritou a criança.

-Garoto teimoso.

-Mas eu quero ficar lá na casa dele- Replicou Sophie.

-Você não pode fazer suas próprias escolhas, portanto Niall terá de entrar na justiça para ao menos passar algumas horas contigo.

-Você vai ver- E saiu dando as costas mais uma vez ao conflito que não deveria ter começado e já deveria ter sido resolvido.

Quando chegou em sua casa, deu uns goles no vinho para dar uma relaxada e sentou no computador para escrever um e-mail.

Querida Taylor,

Nunca vou entender o motivo de você nos deixar, e desde que isso aconteceu tudo está um inferno e agora vou até ter de lutar na justiça para poder ver Sophie. Ela é nossa filha e sua mãe não deveria se meter no nosso assunto, que pelo visto esse é o único assunto entre nós. Preciso de você aqui antes que eu morra de saudade da minha filha.

Espero uma resposta rápida,

Niall.

Logo ela respondeu:

Querido Niall,

Não sei como explicar isso e espero que talvez um dia você entenda. Vou ligar para minha mãe para discutir esse assunto, logo verá Sophie quando quiser. Ela está triste porque estou longe e quer alguma companhia já que vocês, inclusive Harry, estão sempre ocupados. É, esse é o nosso único assunto que devemos constantemente conversar.

Logo verá sua filha,

Taylor.

Notas finais
Gostaram?