Wildland: Return to Zero

4 Capítulo 03 - A Realidade


"Quo fugis re mentiri te"

Naquele lugar existia magia, monstros, criaturas diferentes do nosso, certamente não é um lugar do nosso mundo. As hipóteses aceitáveis eram de que seria realmente o inferno ou purgatório, ou então algum tipo de sonho. Eu poderia estar em coma, mas não sei se iria sentir a dor e as sensações que presenciei, ou talvez aquilo tudo fosse algum experimento do governo? Existiam várias hipóteses e todas elas poderiam ser confirmadas pela garota loura, ou pelo menos a maioria delas, tendo em vista que ela aparentemente também não parece conhecer totalmente esse mundo. Ouvi alguém batendo na porta e segundos depois, essa mesma garota entrou com uma roupa totalmente diferente da que estava, ela parecia vestir uma túnica semelhante a do lorde Kiriel, mas ao contrário dele, ela ficava com uma aparência angelical, dessa vez eu pude notar os detalhes delicados do seu rosto, com certeza ela não era latino-americana, seus olhos claros me faziam olhar sem medo para sua face, ela entrou sorridente tentando nos deixar mais positivas, se estávamos vivas até agora era por conta dessa garota, talvez eu devesse minha vida a ela.

— Vocês já querem comer? O lorde Kiriel não poderá acompanha-las, mas eu irei fazer companhia, poderemos ficar até amanhã à tarde, tenho certeza que vocês tem muitas perguntas, certo?

— Primeiro, onde estamos? Segundo, tem como voltar pra onde eu tava? Em Napoli? – A mulher se adiantou e foi falando bem eufórica para quem estava dormindo minutos atrás.

— Bem... não sei como posso falar isso, mas, aqui é meio que um lugar distante (?) Digo, não estamos na mesma ‘camada’ que o mundo onde vocês vieram. – A garota estava um tanto desconcertada ao tentar explicar, ela parecia já prever que ficaríamos assustadas.

— Diz a real, estamos em outro mundo? É algo pós a morte? – Eu encarava a menina com um olhar ríspido, queria que ela fosse totalmente franca.

— Eu realmente não sei todos os detalhes, estou aqui há uns três meses também, então não tem como te falar tudo, sou ‘novata’ entende? Mas o que posso dizer é que esse mundo é o mesmo que o nosso, só que não em nossa dimensão sabe? – A garota começou a se perder nas palavras, ela gesticulava e tentava nos passar de uma maneira que entenderíamos, eu procurei compreender aquilo como sendo um tipo de universo paralelo, mas a mulher ao meu lado pareceu não entender nada.

— Tá, mas por que estamos aqui? Algo nos trouxe?

— Isso eu não sei dizer, eu também parei aqui a um tempo, fui salva por soldados do lorde Kiriel, me trouxeram até aqui, depois eu saí com duas pessoas em busca de uma saída desse mundo, mas até agora... – A garota pareceu bem abatida após falar isso, ela olhou para baixo enquanto eu já imaginava que estávamos presas lá.

— E seu nome? O seu também, tamo no mesmo quarto e eu nem perguntei – Segurei a mão da garota loura tentando anima-la, a verdade é que me sentia muito grata, ela era como uma heroína, queria retribuir de alguma maneira.

— Eu sou Liss, no nosso mundo eu era da Suíça, e você devia ser da américa né? Você é de Napoli?

— Eu sou, mas como estamos falando a mesma língua? Pra mim vocês tavam falando em Italiano. – A mulher fez uma cara de descrente após a garota voltar à sua expressão casual.

— Acho que é um dos ‘poderes’ que ganhamos ao entrar aqui sabe, então, essa pulseira também, ela mostra nossa vida, energia e o level, aos poucos vão ver que ela da várias possibilidades.

— Tipo a de correr como me mostrou? Hm, e eu me chamo Livia. Mas podem me chamar de Liv.

— Aquilo lá era o boost de velocidade, é bem útil né? Mas conforme forem subindo de level aparece mais coisa.

— Eu não quero saber de nada disso, só quero saber se tem como voltar. Então, até agora nada né? E eu me chamo Angela. – A mulher parecia bem irritada e voltava a seu estado ansioso após entender que aparentemente não havia como sair daquele mundo por enquanto.

— Estou em um grupo procurando por isso, tem mais pessoas. Quero que vocês também ajudem, se não for pedir muito. – A garota loira olhou diretamente para mim.

— E tem como recusar? Não temos lugar aqui pra ir, você parece já conhecer muita gente, então vamos te seguir. – Eu respirei aliviada, achei que a garota iria nos abandonar depois de tudo, e eu preferiria estar com ela.

— Eu não quero me meter em problema só, você é forte né?

— Bem... er, digamos que um pouco (?) – Liss respondeu Ângela tentando ser modesta, mas ela devia mesmo ser forte, eu peguei em seu pulso e vi que na sua pulseira marcava o level 39, comparado ao meu que era 2, ela devia ser realmente forte, além de seu HP estar 27.000 e seu MP em 4.500.

— Parecem números bons, agora fico mais aliviada e confiante, mas, podemos ir comer? To realmente com fome. – Eu sentia que precisava comer algo ou desmaiaria, estava sem energias, apenas querendo me deitar. Andamos por vastos corredores todos iluminados por lâmpadas rústicas e pontiagudas alojadas nas paredes marrom escura daquele lugar frio, não havia som de nada pelo corredor que devia ter uns 50 metros. Ao chegarmos em uma espécie de refeitório, cheio de mesas compridas e um piso branco ladrilhado, havia uma mesa com 4 lugares preparada com vários talheres e peças de porcelana com diferentes tipos de comida que não consegui reconhecer, mas tudo me parecia muito bom.

— Aproveitem, a comida daqui é sem igual. – Liss foi se sentando e já parecendo avançar na refeição.

— Você conhece as pessoas daqui bem? – Eu perguntei enquanto me sentava junto de Ângela.

— Mais ou menos, fui salva por uns guardas aí, falei bastante com o lorde Kiriel, ele é uma pessoa muito boa, esse castelo aqui serve para refúgio pros soldados que voltam das batalhas, inclusive aquele mal encarado de ontem nos ajudou bastante já, ele pode parecer meio grosso mas é uma boa pessoa. Não tem muita gente aqui no momento, ficam apenas guardas, o lorde Kiriel e alguns moradores de família dos soldados, eles atualmente estão em uma missão para aniquilar [1]kobolds. – Eu mal fazia ideia o que eram kobolds mas percebi que aquele mundo não era tão pacífico. Senti o gosto agradável de um tipo de risoto de carne com abóbora, eu acho que estava com tanta fome que nem ligaria para o que estava comendo.

— Então esses monstros que vimos lá são normais aqui? Que isso, isso é uma loucura! – A mulher mastigava e respirava fundo, ela não parecia calma ao se lembrar das criaturas, mas quem poderia ficar? Eu queria não me lembrar mas a cena dos dois homens sendo mortos em nossa frente embrulhou meu estômago e eu deixei o garfo cair na mesa enquanto me sentia mal.

— Sei que é tudo repentino e brusco pra vocês, mas podem contar comigo pra o que precisar, no começo foi difícil, mas tentamos nos adaptar, espero que tentem também. – A garota falou em um tom mais sério, ela sabia o quanto devia ser doloroso para iniciantes ali.

— Desculpa, acabei me deixando levar, mas é realmente uma droga, não sei como vou lidar com isso, teremos que lutar contra monstros assim?

— Olha, os goblins são bem fracos, eu não lutei porque queria proteger vocês, mas um grupo experiente acabaria com aqueles lá em poucos minutos. Tem monstros bem mais fortes por aí. – A garota tomou um pouco de água enquanto tentava ser o mais sincera possível.

— Então pra onde vamos amanhã? – Perguntei de maneira natural, mas eu via certa insegurança na garota loura. Olhei novamente para os cantos daquela sala de jantar, algo lá me parecia não me soar bem. Haviam várias estátuas como aquelas da entrada da fortaleza, remetia a algo demoníaco, por mais que eu não sabia como eram os costumes e crenças daquele mundo, eles deviam ter deuses como na Grécia antiga, mas desde que cheguei lá senti uma inquietação muito anormal, não acreditava nessas coisas de sexto sentido mas algo me dizia que tinha algo não ‘natural’ naquele ambiente, como se tudo fosse algo montado. O silêncio, a falta de pessoas, a hospitalidade. A mulher ao meu lado já parecia muito mais tranquila, talvez ela confiasse totalmente na Liss e ficasse menos estressada depois de encher o estômago.

— Vamos tentar chegar a uma guilda, mas é perigoso andar com vocês duas que são inexperientes, então eu acho que vou chamar mais alguém, ainda não tenho total confiança em minhas habilidades. – Liss olhou para Ângela como se tivesse esquecido de dizer algo. – Ah, esqueci, vimos que você está ansiosa demais, eu sei que é muito difícil isso tudo, fiquei preocupada que você surtasse enquanto estávamos vindo pra cá, eu pedi pro lorde Kiriel se ele poderia dispor um dos seus apicultores pra dar um jeito de te relaxar. – Ângela ficou surpresa com a oferta e feliz ao mesmo tempo, Liss me perguntou se eu também queria, mas de alguma forma neguei, havia realmente algo que me chamava atenção naquela situação. Comecei a ficar com os sentidos mais afiados, meus olhos passeavam por todos os locais daquela sala atentamente tentando perceber algo que eu havia deixado passar. Primeiro que toda aquela situação era um tanto surreal para poder aceitar logo de cara, um mundo estranho, aquela pulseira, os monstros, não dava para engolir assim sem mais nem menos. Depois do jantar, Ângela foi com Liss até o seu ‘tratamento’, enquanto eu voltei para o quarto. Não havia visto muitas pessoas pelos corredores, já parecia bem tarde, o silêncio era maior nos arredores da fortaleza. Ao me sentar na cama fechei os olhos e tentei raciocinar de maneira mais precisa.

“Se estamos em outro mundo e, não sendo isso pós morte, talvez seja mesmo algum tipo de experiência social. Devido ao que aconteceu no começo, com todo aquele sistema que lembrava um RPG, só posso supor que isso não é algo sobrenatural, mas sim alguma coisa criada por humanos – alguém que em tese gosta de jogos -, por mais que eu não fosse expert nisso, sabia que aqueles monstros lá, os castelos, a paisagem, tudo remetia a um cenário de um game, então aquilo pode ser algum tipo de realidade virtual, como se minha mente estivesse conectada a um game. Poderia eu estar em uma cama agora com algo em minha cabeça simulando esse mundo? Já existiam vários jogos [2]VR por aí, mas nenhum com tal realismo, a dor, a ansiedade e angústia que eu sentia naquele mundo eram reais demais, eu não sentia que estava ‘plugada’, mas acho que com uma tecnologia avançada, isso era capaz. Vamos supor que seja isso mesmo, então quer dizer que alguém me colocou contra minha vontade nesse jogo. Por que fariam isso? Não entendia bem o sentido, sendo que nunca fui uma entusiasta nesse tipo de hobbie, somando isso ao fato de não me lembrar de nada do que havia acontecido, eu não podia confiar em nada do que via. Uma hora se passou desde que Ângela saiu com Liss, eu estava inquieta, sem conseguir dormir, queria sair e dar uma olhada naquele lugar mas sentia medo do desconhecido, parecia uma base militar ou um cerco com pessoas perigosas ali, talvez não fosse uma boa ideia bisbilhotar. Mais uma hora se passou, Ângela ainda não havia voltado, eu comecei a ouvir alguns sussurros no final do corredor, pareciam pessoas eufóricas, alguns falavam rápido, as paredes abafavam as palavras me impedindo de entender o que diziam. Mais uma hora se passou, tentei dormir mas era impossível, meu cérebro não parava um só segundo, eu queria abrir aquela porta e procurar por Liss e Ângela, foi quando pensei em me levantar que ouvi alguém batendo na porta. Em um pulo rápido da cama eu a abri, na minha frente estava um senhor de meia idade vestindo roupas que lembravam um bispo da igreja católica, ele tinha a expressão calma e serena, assim como Kiriel.

— Jovem Livia? Queira me acompanhar, tivemos um problema, talvez você tenha que deixar seu aposento, se tiver alguma coisa, pode pegar. – Problema? O que havia acontecido? A voz do homem era calma demais para me preocupar, mas ainda assim, eu comecei a tremer. Não podia negar, ele era como um anfitrião lá, será que estávamos sendo atacados?

— Pode me dizer o que aconteceu?

— Parece que um goblin conseguiu entrar aqui, estamos todos a procura, não queremos deixar a senhorita sozinha, não queria lhe dizer a verdade mas sinto que se mentisse seria pior, você já parece estar bem nervosa.

— O senhor parecia estar dizendo a verdade, apesar dessa situação e pelo que a Liss falou, goblins não pareciam fortes, um só não acarretaria problemas, mas para uma pessoa como eu, um ataque e ele me mataria. Eu decidi acompanhar o senhor, mas aquele frio na espinha que sentia aumentava cada vez mais.

Chegamos até uma sala onde havia um homem com armadura prateada na entrada, ele era semelhante aos guardas da frente da fortaleza, mas parecia ter um cargo abaixo, não sei se era devido a sua armadura que não era dourada ou sua estatura e porte físico não pareciam tão robustos quanto os outros que vi por ali. Ele mantinha um olhar sério mirado para frente. O senhor que me acompanhava abriu a porta e me pediu para entrar e aguardar, provavelmente eu seria protegida por aquele cavaleiro na entrada, a situação começava a me dar medo, por mais que já tivesse passado por algo aterrador naquele dia eu ainda não havia me acostumado. Será que esse pesadelo teria fim?

— Espere aqui minha lady, logo informaremos quando o problema for sanado. – O senhor sorriu e foi se afastando, eu entrei naquela sala sem hesitar, o ambiente parecia igual ao quarto onde estava anteriormente, com exceção das camas e do banheiro, havia uma poltrona e as paredes eram bem mais largas e sombrias. A porta foi fechada e eu comecei a sentir um nervosismo aparente. O silêncio predominou tudo novamente, e eu vi alguns minutos se passarem diante dos meus olhos, mas não havia movimentação, não conseguia parar sentada, será que há haviam eliminado aquele monstro? Foi quando ouvi um som vindo da parte de fora, parecia ter sido um grito, talvez fosse a criatura? Eu precisava me acalmar, mas sem ninguém me dizer nada ficava meio difícil, eu tentei abrir a porta para perguntar ao guarda lá fora, mas de alguma forma, ao abri-la, ele não estava mais lá. Achei que em teoria ele ficaria para me proteger, quer dizer que o monstro poderia ter entrado aqui a qualquer momento, já que a porta não estava trancada e não havia ninguém na entrada! Eu me desesperei e comecei a caminhar pelo corredor, havia um outro corredor mais estreito do lado esquerdo sem quase nenhuma iluminação. Eu comecei a ouvir passos e pessoas conversando por lá, me dirigi lentamente, achando que poderia estar mais segura ao lado de outras pessoas. O corredor parecia infinito, eu tinha medo de tropeçar no escuro, me apoiava nas paredes, vi uma porta no fundo com uma luz alaranjada fraca saindo do vitrô chamuscado retangular, antes de abri-la, decidi dar uma olhada pelo vidro grosso, mas fazer aquilo foi a pior ideia que eu já tive em minha vida. Quando fixei meus olhos no centro da sala, notei que havia pelo menos umas vinte pessoas reunidas por lá, todas usando capas pretas com capuz, aparentemente descalçadas e algumas, com pequenas adagas e foices em suas mãos. A sala era bem iluminada, muito bem arrumada, havia uma pedra bem polida e uniforme no meio dela com uns 2 metros de espessura e largura e no meio dela, uma das cenas mais grotescas que já vi, quando dei cara com aquilo meu estômago embrulhou na hora, senti as pernas ficarem bambas, um quase grito foi emitido pela minha boca, senti o sangue parar de fluir até minha cabeça como se tudo fosse um sonho. Poderia ser? Havia alguma possibilidade para aquilo ser um sonho? Deveria ser, não era possível. No centro daquela pedra retangular estava Ângela, com seus braços esticados em ambos os lados da pedra, ela estava nua e com seu abdômen aberto deixando a vista seus órgãos e suas costelas, seu rosto também estava desfigurado, apenas com a parte do maxilar para baixo intactas, uma das pessoas naquela sala que parecia um garoto de menos de 15 anos comia algo que havia em uma cuia, sua boca se sujava de sangue, ele parecia degustar com ferocidade, uma mulher segurava um livro enquanto falava algumas palavras que não reconhecia, eu percebi o lorde Kiriel sentado em uma cadeira observando toda situação com calma e sua expressão serena, algumas pessoas cortavam uma parte da carne de Ângela e jogavam em um círculo no chão com algumas figuras que pareciam uma cabala. Era o inferno. Não havia como ser algo diferente. Eu devia sair daquele lugar, mas como? Como eu sairia? Aquela fortaleza parecia bem protegida e aposto que já tinham vários guardas me impedindo de sair, eu tentei voltar pelo corredor lentamente para que ninguém me ouvisse, mas minhas pernas pareciam não querer me obedecer. Fui me arrastando entre as paredes até chegar no corredor principal, eu não sabia se voltasse para o quarto ou iria para o hall central.

— Ei, por que saiu? – O guardo com armadura prateada que antes, protegia a sala onde eu estava me abordou, ele parecia assustado e atento.

— Você...

— Vem pra cá. – O homem segurou em minha mão e começou a caminhar em direção ao corredor de onde eu tinha passado do meu quarto para chegar até ali.

— O que é isso tudo? Vocês vão fazer o que fizeram com a Ângela? – Eu mal tinha forças para me comunicar, tentava chorar mas não conseguia, o choque era tanto que eu havia perdido noção da realidade.

— Escuta, não fala nada, eu vou te tirar daqui. Sei que você não é ‘ela’, mas sinto que não posso te deixar na mão desses doentes. – As palavras do homem soaram como um analgésico para minha mente, ele parecia querer ajudar, mas, todos ali, quando cheguei, pareciam querer isso. Então Liss havia me traído? Kiriel? Tudo era uma farsa! Aquele garoto que decidiu não nos seguir, ele era o único que estava correto. Ângela estava morta, ela provavelmente morreu de uma forma cruel e estava sendo esquartejada e comida por algum tipo de seita satânica.

— Onde vamos? Eu to presa né?

— Não ainda, tem um lugar que pode sair... – Enquanto o homem dizia tais palavras, em nossa frente, surgiu Castiel, o homem mal encarado que eu havia encontrado logo no começo na fortaleza.

— Fiiu, então temos um traidor e uma putinha aqui, vai ser bom. – O homem sacou logo sua espada e em um rápido movimento, fez a cabeça do guarda ao meu lado voar para uns três metros para trás, ela rolou até que parou virada para cima, os olhos do homem continuaram abertos, vi seu corpo caindo duro no chão enquanto sangue esguichava das veias e carne do seu pescoço, parecia um corte perfeito, com um só movimento, ele havia feito isso. As pessoas naquele lugar não eram humanas.

Notas finais
[1] Monstro meio humanoide parecido com um jacaré [2] Virtual Reality; Jogos de realidade virtual.