Notas iniciais
Oi pessoinhas, esse é o primeiro capítulo de uma história que pretendemos ser grandiosa, o primeiro de muitos...Espero que gostem.

Meu nome é Aria, eu tenho 17 anos e sou Italiana, mas talvez os meus pais não saibam que é ridículo me tirar de lá, do lugar que eu cresci, e me trazer pra uma cidade pequena na Pensilvânia, Rosewood.

Faz exatamente 2 semanas que eles colocaram fim em um casamento de 20 anos, por causa de uma mulher que se meteu na vida do meu pai, talvez por causa do orgulho ou outros motivos minha mãe gosta de citar assim, mas a real é que ela foi traída e não consegue admitir. Isso nos trouxe pra cá.

Eu gosto de me perguntar o que eu tenho a ver com isso, e o por que do qual eu tive que vir pra cá e largar minha vida da Itália. Começando pelo fato de que não conheço ninguém nesse lugar, vai ser difícil me adaptar.

13 de setembro de 2014

Eu estava arrumando minha mala, e minha mãe entrou no quarto.

''Gostou? Nas imagens pela internet achei que realmente o lugar combinava com você e poderia satisfazer suas necessidades por 1 ano, até que eu encontre um lugar melhor.'' Ela disse sorrindo e parecendo estar orgulhosa. Mas não, eu não havia gostado, e acho que sinceramente o único lugar que poderia me fazer bem naquele momento era minha casa, não uma casa qualquer que eu acabei de chegar.

''É bonito..'' respondi meio séria e acho que ela notou que havia algo errado, pois estava vindo em minha direção com uma expressão triste.

''Aria, é por apenas 1 ano, eu começo meu emprego em Outubro, e logo arrumaremos um lugar que nos agrade mais.''

''Tudo bem, eu acho que em 1 ano da tempo de perceber que você fez a coisa errado ao vir pra cá e assim voltamos pra Itália, o lugar que nunca deveríamos ter saído.''

''Aria, já chega desse assunto, já estou cansada de te ouvir reclamar. No aeroporto, avião, hotel, todos os lugares pelo qual passamos você só reclamou, aceite que eu não vou voltar pra Itália e enquanto você não for maior de idade, você também não vai.'' Ela gritou

''Eu que já estou cansada de te ver chorar por causa do meu pai, eu não acho que isso seja a melhor opção pra você. Mãe, eu realmente e te amo e já não aguento mais isso, mas eu queria que você parasse de fingir estar bem, por que eu e você sabemos que não está.''

''Aria, não quero discutir sobre isso agora''

''Você nunca quer''

Eu precisa sair daquele lugar, precisava esfriar a cabeça. Naquele momento eu já havia saído da casa, e estava andando desnorteada, eu realmente não sabia onde estava. Até que vi uma pequena lanchonete, e entrei, pedi um café. Talvez por estar em outro lugar, ou por não estar totalmente acordada, peguei um susto ao ouvir uma cadeira se arrastar até minha mesa. Um homem que parecia ter uns 2 metros de altura de aproximou de mim.

''Oi princesa'' ele disse com uma voz rouca e um olhar pervertido

''O que você quer?''

''Nada, só saber seu nome, e de onde essa boca linda veio.'' Ele disse e segurou meu rosto com força, tentando me forçar a beijá-lo

''Olha eu realmente não quero conversa, com licença'' Peguei minha bolsa e deixei o dinheiro sobre a mesa.

Eu sai correndo pela rua e nem olhei pra trás, naquele momento achei que ele já teria desistido e ficado bem atrás, mas quando olhei ele não estava nem a 1 metro, estava a centimétros de mim. Entrei em um beco e me deparei com o cara mais lindo que eu já havia visto, ele era alto e muito gostoso...

''Opa, pra que tanta pressa?'' Ele me acordou dos meus pensamentos com aquela voz rouca

''Tem um homem..e..ele'' Eu não estava conseguindo falar nada, mas acho que pelo pouco que falei ele deve ter entendido, pois estava com uma cara assustada e se pondo em minha frente como um escudo, o homem estava na entrada do beco me olhando com raiva

''O que você quer com ela?'' O garoto lindo falou

''Essa garota é minha namorada, acho que eu deveria estar perguntando''

O garoto me olhou com uma cara confusa e me perguntou se aquilo era verdade. Eu neguei com a cabeça e de uma hora pra outra eles estavam como cão e gato na minha frente, logo vi o homem no chão.

''Quer uma carona?'' Ele disse

''Não obrigada'' Já não bastava ser perseguida por um homem pervertido, pegar carona com um estranho já seria demais

''Olha, eu não vou sequestrar você nem nada do tipo, só estou oferecendo uma carona, mas se não quiser, tudo bem.''

''Ok, eu quero'' Eu disse e em seguida um sorriso de abriu no rosto dele, não um sorriso pervertido e assustador, um sorriso meigo.

''A proposito, qual é o seu nome?''

''Aria''

''Prazer Aria, meu nome é Ezra.'' Ele disse e logo após subiu na moto''

Passamos horas rodando o bairro, até o momento que ele se lembrou o motivo de eu ter subido na moto e perguntou onde era minha casa, mas eu não estava nem ai pra minha casa, só ficar ali abraçada nele estava de bom tamanho.

''Eu não sei'' Respondi confusa

''É sério? Não sabe onde é sua casa? Se você não aparentasse ser tão tímida acharia que era uma desculpa para ficar comigo por horas'' Ele falou rindo

''Não, é que realmente eu não sei, cheguei na cidade hoje.''

''Chegou hoje e já estava sendo perseguida e pegando carona com estranhos'' Novamente falou rindo, seu senso de humor era inacreditável.

''Eu sei descrever, serve?'' Disse com um sorriso de canto

''Serve sim'' Ele disse sorrindo

Depois de algum tempo rodando e vendo todas as casas como eu descrevi, achamos.

''Quando vou poder te ver de novo, Aria?''

''Podemos marcar para outro beco escuro, que tal?' Eu disse sorrindo e com um olhar pervertido.

''Aah, era isso que eu estava esperando, uma menina safada existe em você pelo visto.''

''Eu acho que sim'' Disse e ficamos um bom tempo nos olhando.

''Eu tenho que ir, posso pegar se número?''

''Claro, vai ser uma prazer ouvir sua voz rouca novamente''

''A sua também'' Vi que ele olhou diretamente pra minha boca

''ARIA'' Ouvi minha mãe gritar

''Ai meu Deus, eu preciso subir'' Eu disse

''Mas e seu número?''

Gritei meu número rapidamente enquanto entrava em casa.

''Obrigada princesa'' Ele disse e sorriu