Wicked Ones
1 Wicked Ones
Notas iniciais
Primeira fic que faço em muito tempo.
Dedicada a minha sunshine♡
1 de outubro
Na estrada rodando, bebidas rolando e música tocando, a vida sem muitos rodeios e muita liberdade que Olga desejará desde sempre.Sempre em sua moto, com suas roupas de cores escuras, que combinavam com seus cabelos escuros, que destacavam sua pele clara.Em uma de suas paradas por Los Angeles, parou em um pub popular por ali, o Rock and Reilly's Irish Pub, um típico pub irlandês, com direito a grandes copos de cerveja e também uma extensa lista de whisky, um lugar um tanto quanto rústico e contemporâneo ao mesmo tempo, Olga conhecerá alguns bartenders ali em suas viagens antigas, então nessa nova visita podia encontrar rostos familiares.—- Heey oolga — Van, o bartender mais amigo de Olga, com quem ela manterá contato quase todos os dias, um rapaz misterioso, sempre bem vestido, com cabelos compridos e escuros contrastantes a sua pele pálida (justificativa que ele dava a seus modos noturnos) — por que não avisou que estava por Los Angeles?—- Eu estava dando um tempo em Santa Mônica, resolvi voltar para cidade onde a gente pode ser quem quiser. — Disse colocando o capacete de sua moto no balcão e se sentando em uma banqueta de frente ao Van.—- O de sempre? — Van pergunta já pegando uma garrafa de cerveja.—- Claro, eu não poderia ser uma garota cliché que anda de harley e jaqueta de couro sem uma cerveja, não é?—- Digo que é um cliché que eu gosto muito. — Van diz piscando e colocando a garrafa já aberta na frente da amiga.—- Não vamos fingir que somos heterossexuais, Van. — Enquanto Olga bebe um gole de sua cerveja, Van sorri, se apóia no balcão e afasta os cabelos escuros da garota de seu rosto, enquanto olha em seus olhos, Olga um tanto surpresa, não faz nada, só o olha desconfiada. E em um movimento rápido, Van pega o óculos aviador que Olga apoiará em sua cabeça, e o coloca em seu rosto, pega uma colher e usa como um espelho.—- Realmente, pareço muito bad boy com esses óculos, se eu tivesse esse bocão, estaria a sua cara. — Os dois riem enquanto uma garota de cabelos curtos e andar tímido, senta a uma banqueta de distância de Olga, cujo não tira os olhos da menina.—- Vou atender ela, mas se quiser mando o seu recado. — Van coloca o óculos no balcão e sorri debochado para a amiga, a qual sorri e se vira para sua cerveja, rindo do amigo. Mas logo ouve algo que a deixa surpresa. —- Uma dose de José Cuervo — A menina de cabelos curtos diz ao Van, que logo vai preparar seu pedido. Olga olha para sua garrafa e pensa, "tão pequena e tímida assim, pedindo tequila, realmente, quem vê cara não ve bebedeira".—- Hey Ol, a casa tá enchendo, eu vou ter que atender os clientes mas pode deixar que eu vou continuar te servindo, ok?! — Enquanto Van atende os clientes e conversa com Olga, um homem robusto e barbado, para ao lado da garota tímida que já estava em sua 4 dose de tequila.—- Ei linda, que tal uma volta lá fora? — Já segurando o braço da mesma que ao se virar e olhar para o tal, tenta se soltar, mas o movimento é em vão.—- Me solta — Diz com uma calma que não se encaixava na situação. Van e Olga olham para o que acontece, e depois se entreolham, a mulher se vira para a garota e o homem, ainda segurando uma garrafa de cerveja. —- Oh fela, deixe a menina em paz, você não vai querer arrumar briga aqui, vai? A porra desse pub está lotado de seguranças, e eu também estou morrendo de vontade de chutar essa sua bunda, nojento. — e se volta para Van e sua garrafa. O homem solta a garota, mas vem em direção a Olga, a mesma percebe isso pela reação de Van, que logo pede para o amigo se acalmar. —- Nem tente tocar em mim ou eu corto isso que você chama de mão, fora — A mesma diz enquanto bebe. Já o homem ao ouvir isso, ri e faz a banqueta da menina rodar e deixa-lá de frente para ele. —- Uma menina metida a corajosa... usar roupas de valentona não significa nada. — Diz aproximando a mão do braço de Olga, que logo ao perceber isso, segura o braço do homem rapidamente e o vira deixando exposto o antebraço, enquanto isso com a outra mão tira um canivete de seu bolso, e com toda calma coloca a ponta da faca, no antebraço do mesmo. —- Eu... falei... pra não... me tocar. — Enquanto falava, ia aprofundando a lâmina, até realmente furar, e assim soltar o homem. -- Sai da minha frente. — O homem saiu segurando o local machucado e resmungando alguma coisa. —- Você vai acabar sendo presa por fazer essas coisas. — Van diz enquanto limpa o balcão.—- Não precisava fazer isso, eu estava conseguindo lidar — A garota que só observará a situação, diz dessa vez com um tom de voz forte.—- Igual vai lidar com esse roxo no braço? — Olga guardava o canivete em sua jaqueta. -- Fiz isso porque ele era um nojento. —- Certo, obrigada. — O tom tímido em sua voz voltará acompanhado de bochechas coradas, e certamente, não pela bebida. —- Qual seu nome? — Já estará guardando essa pergunta desde quando a garota entrou no pub, pegou outra bebida, e virou sua banqueta para frente da garota, assim percebendo bem seus traços, cabelos realmente escuros, só não mais que seus olhos, e o rosto em completa harmonia, não havia nada que não agradasse ali, a beleza dela a fazia parecer tão frágil ao todo, mas o tom a pouco que usou, e as bebidas, levam ao pensamento de algo instigante.
—- Sou Lisa, prazer, e você? — Entendia a mão até a outra, que aceitou o aperto de mão.—- Sou Olga.—- Como Olga Benário?—- Só que sem a parte da câmara de gás. — Voltará à atenção para sua bebida. -- O que faz em um lugar como esse? —- Eu só tenho cara de criança. Gosto de beber as vezes. — Dava os ombros.—- Sozinha?—- Não vejo você com ninguém também.—- Touché.—- Mas vejo que é muito amiga do bartender, vocês são namorados?—- Na verdade gosto de uma coisa diferente do que ele gosta.—- Ah, certo, me desculpe. — Lisa sorri sem graça.—- Devia sorrir mais, tem um sorriso bonito.Se sentindo envergonhada, Lisa se vira para o balcão para pedir mais uma dose. -- Obrigada, você é muito gentil, e devo dizer, bonita também.—- É, já ouvir dizer, mas cuidado pra não cair nos meus encantos, no final, não é tão bom assim. — Olga bebe mais um gole de sua cerveja e se levanta. —- Espere, já vai embora? Eu nem pude te agradecer, ou te conhecer melhor. — Lisa se levanta e segura a mão de Olga, que ao ver a situação, se volta para a garota de cabelos curtos a empurra gentilmente até a banqueta onde estava, olhando fixamente em seus olhos, passa a mão entre seus cabelos, e colocando alguns fios atrás da orelha. Se aproxima aos poucos, notando cada detalhe do rosto perfeito da garota, tentando memorizar tudo, até que sela um beijo nos lábios de Lisa, logo a pedindo passagem com a língua, a qual é retribuída. E o que na cabeça de Lisa seria um beijo caloroso por conta da personalidade de Olga, na verdade foi algo bem calmo, lento e misterioso. Olga não queria uma briga de beijos, queria uma dança suave de ambas as línguas, onde fosse transmitido o desejo e paixão, que fizesse Lisa aproveitar cada momento. Acariciando suas bochechas e cabelos durante o beijo, Olga mostrou sua verdadeira calmaria, algo que poucos viam, Van do outro lado do balcão pode perceber, já vira isso uma vez, na primeira vez que viu Olga, quando ela chegará acompanhada de uma dama, da qual não desgrudava os olhos por um segundo, dizia ser sua protegida, não sabia o que tinha acontecido com a dama, mas ficará feliz de ver Olga assim outra vez.Olga então, desfez o beijo, olhando para Lisa, a qual se encontrava sorrindo.—- Eu não me prendo a ninguém, não há amor quando fazemos uma corrida cruel, então, aqui. — Escrevia em um guardanapo- Meu número, você me conquistou Lisa, mas não totalmente. — Após entregar o guardanapo sorrindo de canto para Lisa, Olga pega seu capacete, acena para Van, e sai do bar, sem olhar parar trás, porque sabe que se afastar é melhor, quando se tem uma vida onde não se sabe onde vai estar amanhã, se afastar até a próxima viagem trazer a próxima aventura.
Notas finais
Música que me inspirou. https://youtu.be/W9-SwZbhNqU
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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