Notas iniciais
ola leitores, aqui esta mais um capitulo bem maior espero que gostem Gostaria de agradecer a whoiusedtobe por acompanhar a estoria espero que voce goste da fic fofa... kisses boa leitura.

Toc, toc, toc...
–A porta esta aberta! -respondeu uma voz rouca de dentro do quarto quando Meg bateu na porta.
–Posso entrar?
–O que você quer?
–Eh... é que você tem visitas, e estão lhe esperando na...
–Visita?...- falou o garoto desanimado voltando-se para a prima — Eu não tenho amigos, meus pais só vem daqui a algumas semanas. Quem esta ai?
–Lembra daquela garota dona da festa que levei você sábado?
–Lembro sim — o menino fez uma cara de idiota como se fosse a coisa mais complicada lembrar de algo.
–Pois é, ela quer agradecer por você ter ido a festa de aniversario dela.
–Mas eu nem a conheço...
–Você pode conhece-la agora.
Hector ficou pálido como uma folha de papel, quase desmaiou com a ideia, se emburrou, não quis ir, mas de tanto sua prima insistir acabou cedendo, cinco minutinho, foi o que Hector falou.
Ao chegar a sala onde as duas amigas esperavam por ele, Hector ficou petrificado no ultimo degrau da escada ao vê-las, parecia que tinha medo de cair e ser sugado por areia movediça. Foi Susana quem falou primeiro quebrando o clima tenso que pairava sobre eles.
–Ola! Eu sou Susana. Susana Paz. E esta é minha amiga Beatrice. Beatrice Fernandes.
–O...O...Oi — gaguejou Hector — Eu sou Hector... Hector Luks, prazer em conhece-las.
–O prazer é todo nosso — conseguiu finalmente fala Beatrice — Você quer tomar um sorvete com a gente?
–Não... eu não...
–Ele vai sim, não é Luks -interrompeu Meg e falando ao ouvido de Hector- Não seja mal educado com as meninas primo seja mais cavalheiro.

Saíram os quatro, compraram os sorvetes, Hector não deixou que nenhuma das garotas pagasse o sorvete fazendo questão de ele mesmo pagar, passearam, Hector quase nem conversava com elas, ficava apenas escutando as garotas falarem animadas. De repente teve a impressão de que havia sido esquecido por elas e resolveu voltar para casa sem que elas percebessem, quando as meninas sentiram sua falta ficaram perturbadas, pois a menos de um minuto ele estava ali, não conseguiam entender como ele havia desaparecido tão rápido, ficaram desesperadas já que ele não conhecia a cidade direito, procuraram-no por todos os lugares que haviam passado e não encontraram qualquer sinal dele.
July a irmã de Susana passava pra pracinha da cidade quando as garotas procuravam por Luks.
–Oi meninas, o que fazem por aqui?
–Oi July minha maninha estamos procurando pelo primo da Meg, você o viu por ai, ele não conhece a cidade direito. -perguntou Susana a irmã.
–Não.. eu não o vi. Desculpem não poder ajudar vocês mas eu aviso se o ver.
–Okay. Obrigada.
Elas continuaram a procura-lo e não o encontravam. Chegaram a casa de Meg chorando por haverem deixado Hector se afastar sem que elas percebessem.

Quando Victoria viu o desespero das garotas quis saber o por que de tanta aflição, elas explicaram-lhe o que havia acontecido, Victoria soltou uma gargalhada que as meninas não entenderam:
–Qual é a graça mãe?
–Eh que o seu primo já esta em casa suas bobas, ele disse que vocês pareciam tê-lo esquecido então ele resolveu voltar pra casa.
–Ah é! E o que custava ele dizer que queria voltar?! Eh hoje que ele vai ficar sem nenhum fio de cabelo na cabeça, a se vai. Cade ele? Quero que escute umas coisas.
–Ele esta no quarto dele...
Victoria não teve nem tempo de impedir que a filha saísse correndo escada acima, pois mal falara onde o sobrinho se encontrava que Meg saiu correndo, quase voando pelas escadas.
–Desculpem-me pelo comportamento de minha filha.
–Tudo bem — respondeu uma das meninas que anda se encontrava na sala — nos já vamos, talvez mais tarde ligamos pra ter noticias.
–Obrigada meninas, voltem quando quiserem.
–De nada — e saíram.

Ao chegar ao quarto de Luks, Meg não quis nem saber das boas maneiras e foi entrando sem ao menos bater na porta, ele se assustou levantou-se rápido, pegou um pano e cobriu o desenho que estava fazendo, ela não percebeu o gesto nervoso dele de tão brava que estava.
–POR QUE VOCÊ FEZ ISSO? -ela gritou.
–Eu pensei que não faria diferença, pois vocês pareciam não notarem que eu estava ali. -respondeu ele calmo.
–VOCÊ NÃO TEM OUTRA COISA PRA FAZER MOLEQUE? NOS DEIXOU DESESPERADAS -falou Meg descontrolada.
–Calma — respondeu ele nervoso — eu só achei que não faria diferença ficar com vocês ou vir embora.
Ela não conseguiu mais controlar a vontade de faze-lo picadinho, avançou na direção do rapaz que com um movimento suave se desvencilhou da pancada fazendo com isso que ela caísse e se sujasse de tinta.
Levantou-se sentindo um misto de dor raiva e espanto, ela não sabia que seu primo pintava, na verdade ninguém além de Miyu irmã gêmea de Hector sabia que o mesmo era pintor, Meg olhou para uma parte da tela descoberta, na qual havia o desenho inacabado de uma garota, mas como ela estava com muita raiva pegou a lata de tinta mais próxima e arremessou acertando em cheio a cabeça do rapaz, que vinha ajuda-la a se levantar, deixando-o desmaiado.
–Desculpe primo não queria machuca-lo mas por via das duvidas é melhor manter distancia.
E saiu correndo.

Beatrice estava confusa caminhava em silencio ao lado da amiga que falava sem parar.
–Nos deveríamos ter dado mais atenção a ele, coitado deve ser ruim se sentir esquecido, tadinho. — falava Susana.
–Deve ser ruim mesmo, tchau depois te ligo. -despediu-se Beatrice enquanto a amiga passava pelo portão da sua casa.
–Tem certeza de que não quer que não quer que eu a leve em casa?
–Tenho sim, bye!
–Tchau fique bem ta bom.
–okay, thank you.
Beatrice seguiu seu caminho distraída, estava quase chegando em casa quando alguém a chama do outro lado da rua, era o Kentin:
–Hey Beatrice, como você esta??
Beatrice parou pra lhe responder, e não viu quando alguém se aproximou e a derrubou, Kentin pulou o cercadinho da frente de sua casa pra ajudar Beatrice:
–Oh me desculpe eu estava distraído e não a vi, você se machucou? — perguntou a pessoa que derrubou ela.
–Estou bem sim, tudo bem.
Ana que estava no jardim de frente a sua casa viu que seu namorado havia "atropelado" alguém e foi correndo logo atrás de seu irmão ver se estavam todos bem.
–Lys você esta bem? — perguntou Ana — e você Bea se machucou?
–Estou bem minha pequena. -respondeu Lysandre.
–Estou bem sim Ana não me machuquei, obrigada, agora já vou indo, bye.
–Eu a acompanho Bea. — falou Kentin.
–Okay. Ate logo.

Quando Hector acordou do desmaio, depressa trancou a porta, apesar da imensa dor de cabeça que estava sentindo, não quis ir ate a cozinha para tomar algum medicamento, pegou a tela que estava no chão meio descoberta e fitou o desenho inacabado, teria que ter mais cuidado se não quisesse que alguém descobrisse o que ele fazia trancado, já que com a exceção da irmã gêmea nem seus pais sabiam o que ele fazia, quando alguém perguntava simplesmente dizia que estava estudando. Gostava de pintar mas queria que ninguém o soubesse, nos desenhos que fazia representava tudo o que sentia e aquele desenho que começou a fazer representava o auge das suas emoções.
"-Você despertou em mim algo que nenhuma outra garota foi capaz de despertar." -murmurou Hector.

–Mamãe, mamãe eu acho que meu primo é louco... -Meg entrou na sala feito um furação.
–Porque Meg?
–Eu não consegui me controlar e quis bater nele, ai ele se desviou e eu cai em cima de uma tela.
–Tela? Que tela menina? Seu primo não é pintor.
–Você que pensa, eu vi um pedaço da pintura, sei que é um rosto por que eu vi uma parte e um sorriso, apenas não sei quem é.
–Vá descansar minha filha, você teve um dia cheio, vá descansar.
–Mas mamãe... a senhora não acredita em mim é?! Pois eu vou provar pra senhora que digo a verdade.
–Eu não quero que você fique mexendo nas coisas de seu primo, agora vá descasar, vai.
Ela foi para o quarto a contragosto, mas já estava planejando um meio de provar a mãe o que dizia, nem que demorasse um século, mas iria provar.

Notas finais
ola novamente... e ai? gostaram? deixem reviews please