Why do You Follow Me?
4 Capítulo 4
Notas iniciais
No último Capítulo
- Parabéns Hina – eu escutei a doce voz da Diana dizer – você evoluiu o conceito de magia em sua própria cabeça. Agora, saiba que o dicionário que te dei é antigo, o mais antigo que existe, é o dicionário original, apenas você e eu sabemos da existência dele ele tem palavras que foram esquecidas até pelo mais antigo dos elfos menos nós duas. – eu me virei e a vi, encostada em uma arvore.
- Hina, eu também prestei atenção na sua missão, — ela completou – Ou seja, como teremos que sair de Konoha em 3 dias, eu tive de fazer uma coisa que não é lá muito recomendável, Pearl, apareça – ela chamou com os olhos fechados, Pearl já tinha o tamanho de bom, mais ou menos dois elefantes, eu senti uma rajada preencher aquela porta, era uma presença diferente da presença de Wisdom e Diana, presenças frias, porém acolhedoras e que me davam segurança, a presença de Pearl era quente, segura, inocente... Eu fiquei alguns segundos em transe, envolvida na presença mental da Pearl quando a voz dela retumbou em minha mente
— Meu deus, aqui está desprotegido.
— Eu sei. – eu escutei Diana em minha mente – Nós todas vamos ajudá-la a fazer as outras duas camadas de proteção e as magias protetoras.
Passamos o resto da tarde me protegendo e praticando magia, eu percebi que magia é igual chakara, use demais em um golpe e você pode acabar morrendo. Acabamos tudo às 8 horas da noite, eu estava completamente exausta, mas nem Diana nem Wisdom demonstravam a mesma exaustão que eu e Pearl, eu fui para casa ansiando por um banho de banheira e a minha cama confortável.
— HINATA – a voz de meu pai estragou todo e qualquer plano de ir para cama – eu quero explicações, agora!
— Oque eu tenho de explicar-lhe papai – eu perguntei começando a me enfurecer – o porque de você me achar uma fraca? O motivo de você amar mais ao meu primo do que a mim? Ou seria a razão de você achar a minha irmã melhor que eu? Pai, eu estou cansada de ser considerada a escória do clan, pois sou piedosa, então, eu passarei a mostrar a minha verdadeira força, e se me dá licença, eu vou para cama.
O velho Hyuuga se calou e fez um sinal para que eu saísse, eu saí e corri para o meu quarto para a minha ansiada cama.
Por incrível que pareça, eu não tive um sono lá muito calmo, eu conversei com Pearl a noite inteira, até cairmos no sono.
No dia seguinte escutei uma voz na minha cabeça me dar bom dia
— Uaaaah! – parecia Pearl – Bom dia Hi...
-Bom dia Pearl. – respondi mentalmente ao acordar
Dirigi-me ao banheiro escovei os meus dentes e tomei um banho morno/gelado acordando os meus músculos e revigorando a minha pele, assim sendo capaz de sair do banheiro com se já tivesse acordado há horas e não estivesse com um pingo de sono.
Dirigi-me a área de treinamento Hyuuga e comecei a treinar os meus jutsus, até a madeira acolchoada na qual eu treinava cair após um chute MUITO fraco meu, não se fazem mais áreas de treinamento como antigamente...
Sasuke Pov.
Oque DEU NA HINATA?! Primeiro eu estava passando pelo distrito Hyuuga quando a vejo e outra garota saltando para a mata, depois eu sigo elas, de longe o bastante para não me perceberem, ou seja, a menos de dois kilometros eu não poderia ficar. Escuto uma luta, provavelmente rigorosa. Ativo o sharingan, oque vejo? Duas formas de chakara se movimentando a altíssima velocidade. Quase não pude acompanhar. Daí, elas param e uma forma GIGANTE desce do céu e para aonde elas estão, e uma forma oval é entregue para a Hinata que se abre e libera uma forma meio lagartosa e daí... eu fui convocado por um agente ANBU para ir me encontrar com o meu grupo.
Mais tarde, ela quase mata a Sakura a terceira garota mais forte que conheço, cura ela e depois sai andando, COMO SE NADA HOUVESSE ACONTECIDO! Nesse mato tem coelho, aposto. Vou começar a segui-la se ela me pegar, sei como me cuidar... Acho...
Hinata Pov.
Amanhã eu sairei para pegar Wisdom, pegarei carona em sua garupa e irei me vingar do meu paizinho chutando a bunda dele daqui até a Alagësia que não é tão perto assim. Comecei a preparar as minhas coisas, no dicionário descobri como deixar as coisas mais fundas, ou seja, eu poderia carregar o gerador reserva do clã e o que temos no caso do reserva pifar, ou seja, um para mim e outro para a Diana, o bom é que o gerador funciona na base do álcol ou seja, qualquer bebida alcólica faz ele funcionar, ele trabalha o suficiente para abastecer a casa inteira – que não é nada pequena – feito para durar mais de 300 anos aqui ou seja, até lá já terão se passado MUITOS anos lá e durará mais, enfiei na mochila as minhas roupas todas, dois abajures, lâmpadas, uma escova de cabelos, xampu feito por mim, o meu condicionador especial feito por mim com coisas do jardim, e mais uma porção de coisas.
Pegar os geradores não foi fácil, eu tive que passar completamente despercebida por todos os Hyuugas pegar e sair sem ser percebida, voltando para o meu quarto e enfiando os geradores na mochila, ficando pesada para mim, coloquei-a no chão ao lado da porta e fui jantar fora pois não desejava quebrar com a cara de seu pai antes do fim da missão.
No dia seguinte, sai em busca de uma bunda para chutar, de preferência um pau mandado do meu “querido” papaizinho. Ao ver a área de treinamento, vi meu primo treinando como sempre.
-Olá Neiji. – falei alto me colocando lá
— Olá Hinata. – ele falou indiferente sem tirar os olhos do alvo
— Neiji, como ninguém do meu grupo quer treinar por causa do que ocorreu com a Sakura anteontem, você poderia treinar comigo? – Falei do modo doce que eu falava antes, com os mesmos gestos e o mesmo leve rubor em minhas faces pálidas.
— Hinata, — ele começou a falar com o tom que me irritava profundamente – eu SEMPRE estou disponível para te vencer em uma luta.
— Então, cai dentro. – eu disse ameaçadora
Começamos, ativei o byakugan assim como ele, e preparei minha espada em posição de kaatanojyuuken, e parti para cima, não precisei desembainhar a minha espada, com ela e um movimento leve e rápido, parei o fluxo de chakara do ombro para baixo, me certificando que ele não poderia mais me atingir, dei um chute em sua face deixando-a roxa e fazendo-o cair no chão, me esforcei para não chutar forte o bastante para quebrar algo. Desembainhei a minha espada e com ele no chão, coloquei o meu pé em seu peito e a minha espada em sua garganta. Sem encostar a espada na garganta me abaixei o bastante para sussurrar em seu ouvido
— ganhei.
Dei as costas sem olhar para trás, não precisava, vi sua energia se levantar com dificuldade do chão e olhar para mim aflito. Num último ato de tortura, adentrei sua mente e disse a ele:
— Você nunca mais vai derrotá-la.
Ele pareceu desesperado, indo para o meu quarto, estudei até anoitecer, decorando inúmeras palavras na língua antiga.
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Acordei, sem sonhar, mais uma noite. Entrei na ducha quente sabendo que seria hoje, seria hoje que eu chutaria a bunda velha do meu pai e me certificaria que ele deixaria o meu trono como líder do clã intacto, e se ele desse para a minha Irmã, eu reclamaria, ela sempre soube: Eu quem deveria ser a líder, ela sabe que eu, seria uma boa líder, misericordiosa, ao menos é oque ela me fala.
Vesti-me novamente, coloquei a minha espada em minha cintura, a minha mochila nas costas e fui correndo para os portões de Konoha.
Quando todos chegaram, me levantei e coloquei os pergaminhos novamente na minha mochila, percebi que eles estavam receosos em chegar muito perto de mim, não sei como eles reagiriam se eu sumisse montada em um dragão lilás.
Logo, chegamos ao bosque Nara, onde Wisdom e Pearl estavam. Rastreei sua energia, segui-a até elas, quando chegamos, todos as viram, dragões, majestosos, percebi que já iriam atacar quando eu parei o fluxo de chakara de todos.
— Perdão. – balbuciei fracamente ao montar em um dos dragões e alçar vôo.
Oque houve minha Jovem Hina? – Pearl perguntou em minha mente
Sinto-me culpada por ter atacado eles daquele modo. Mas foi necessário, agora, a base do clã.
Chegamos à base do clã, adentrei a sala de meu pai como um tufão.
— Olá Papai como vai?
— HINATA! QUE PETULANCIA É ESSA?
— Papai, deixe as minhas ações falarem por mim.
Ataquei ele, sim, dei um chute em seu estômago, ele foi lançado para trás, quebrando a parede e caindo na área de treinamento.
— O-oque foi isso?
— Isso papai, foi a minha VERDADEIRA força
— Quer lutar comigo, pois bem...
Ele se preparou para a luta, o ataquei sem piedade, com cada gota de frustração e ódio sendo expresso em cada golpe, eu sofri alguns golpes, nada significativo. No final de uma sequência de golpes, eu estava com algumas escoriações e ele já estava sangrando por inteiro
— Agora está orgulhoso de mim papai? – falei com asco – agora esta orgulhoso de sua primogênita? Está orgulhoso de ter me tratado como escória a minha vida toda? ESTÁ ORGULHOSO DO QUE CRIOU? — lágimas começaram a verter de meus olhos prateados.
Ele nada disse, apenas ficou parado em estado de choque
— Você sempre me tratou como lixo, um pedaço de gordura cuspido num guardanapo. Agora, eu estou apenas devolvendo os 16 anos de sofrimento, de desgosto, de depressão de ser tratada como nada mais nada menos que um saco de lixo. — Eu estava parando de chorar e lhe lancei um sorriso MUITO diferente daqueles que eu costumava dar, um sorriso cínico que foi tirado do fundo de minha alma — Se você acha que acabou, experimente oque guardei para o final. – falei com raiva – Hanabi, por favor, pode aparecer.
— Olá pai. — ela disse com sarcásmo
— Fi-filha?
— PARE! – ela gritou. – não ouse me chamar assim novamente. Você sempre tratou a única pessoa que era doce comigo como puro lixo, um erro. Eu esperava a muito tempo para te dizer isso mas... Você é o único lixo que vejo neste campo. Eu sei que era a sua preferida, mas Hinata sempre foi doce, piedosa, sem deixar de ser forte, eu sempre fui apenas... Forte. — eu me estrangulei por dentro ao escutar tais palavras saindo lentamente de sua boca — E força sempre foi a única qualidade das pessoas né? Não existe a gentileza, a compaixão, o raciocínio, apenas a força. E não existiu nunca para você a força de vontade, apenas a força física, aqueles que não tem força física e não são rudes com aqueles que você considera seus “servos” não passa de escória.
— Agora – minha voz saiu carregada de ódio – se você encostar um único dedo nela, se você colocar aquela marca ou mesmo gritar com ela, eu vou voltar, e te dar outra bela lição, uma que você nunca vai esquecer, pois ficara marcado em sua mente e em seu corpo.- eu disse firme com asco, um asco que eu estava preparando para este dia — Eu estarei fora durante algum tempo, vou viajar para me aprimorar, mas pode acreditar, eu saberei se você fizer qualquer coisa para ela.
Sorri, aliviada daquela carga de ódio, o ódio não havia partido completamente, mas a carga dele ficou mais leve. Levei Hanabi a porta principal do clã.
— Hina, você tem certeza que ele não fará nada para mim? – ela perguntou preocupada
— é claro que não – eu disse doce – ele não ousaria, e se algo acontecer, eu vou voltar, apenas para puni-lo.
— Vou sentir sua falta – ela me abraçou derramando lágrimas quentes em meu ombro.
— Não se preocupe, eu vou voltar. – falei tranquilizando-a – cuide do clã e seja doce até lá, você não é apenas forte, você tem mais qualidades, apenas explore-as.
— Boa sorte Hina. – Hanabi falou a mim se desvencilhando do abraço.
— Tchau Hana. — eu disse beijando a sua testa.
Montei novamente em Pearl e alcei vôo. Senti uma presença diferente na cauda de Pearl, mas não liguei
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