Why can't you love me?

1 Capítulo único (Oneshot)


Notas iniciais
Olá ♥ eu estava devendo essa fanfic pra mim mesma há algum tempo (e para algumas outras pessoas também, me desculpem), mas como eu estava muito corrida ultimamente, e com outros projetos, eu acabei demorando pra finalizar tudo certinho.
Ela não é tão longa, mas espero que agrade à todos vocês, mesmo assim ♥
Tenham uma ótima leitura!

O sangue... O tinir das lâminas... Os gritos desesperados clamando por misericórdia... Eram como uma sinfonia. Em meio àquele rio de sangue, em meio àquela pilha de corpos e o cheiro da carnificina que já chamava até mesmo os corvos de cidades distantes, caminhando sobre a vergonha dos inimigos sem um pingo de piedade, Talon e Katarina finalizavam as últimas ordens que haviam recebido do general Du Coteau.

— Acho que perdi uma lâmina. – Talon suspirou, desapontado.

— Você realmente acha que nós vamos parar para isso agora? – Katarina retrucou, observando de cima à baixo a pilha de corpos que haviam deixado para trás. Ela estava prestes à pular a janela para completar sua fuga, e não estava com vontade alguma de procurar a lâmina de Talon em cada um daqueles corpos.

— Tem razão. – Ele se junta à ela, pulando suavemente aqueles três metros e caindo de modo impecável no chão.

— Eu sempre tenho. – Ela se aproxima, também com uma queda impecável, após uma leve cambalhota no chão ao tocá-lo, para manter o equilíbrio.

Cobrindo seus corpos com capuzes, vagaram durante toda a noite fria para chegar a Noxus, na fortaleza da família Du Coteau. A primeira notícia que receberam foi sobre o sumiço do General, e pai de Katarina. Uma onda de fúria tomou conta de ambos, embora por razões diferentes.

Talon devia muito respeito à Du Coteau, visto que já possuía anos de trabalho à seu serviço. Já Katarina, não preocupava-se com seu pai, mas sim, com o general que pretendia impressionar. Ela havia falhado uma vez, e queria reconquistar o respeito daquele homem, mas não poderia fazê-lo se estivesse desaparecido.

— Aonde ele esteve da última vez? Vocês tem alguma pista? – Katarina começou a questionar todos os empregados do local, e também os discípulos de seu pai. Saiu pela cidade em busca de pistas ou qualquer coisa que pudesse ajudá-la, mas tudo foi em vão. Nenhum cidadão sequer tinha noção sobre o desaparecimento de seu pai, e muito menos de seu paradeiro.

— Nós precisamos ir mais a fundo. – Talon se posicionou. – Não vamos encontrá-lo se continuarmos vagando sem rumo por Noxus.

— E o que você sugere? Que eu fique sentada esperando que meu general volte são e salvo para casa? – Ela bufou. – Se for para alguém retirar-lhe a vida, então que seja eu.

— Sugiro que pare de sair por aí questionando meros aldeões e pense você mesma no tipo de homem que Du Coteau é.

Ela odiava admitir, porém dessa vez, Talon estava certo. As missões de seu pai eram sempre secretas, e apenas a família ou o estado poderiam estar cientes sobre seu paradeiro. Sair pelas ruas questionando os moradores não lhe traria nenhum benefício, e era nada mais do que uma grande perda de tempo.

Continuou caminhando ao lado de Talon enquanto recordava-se de tudo o que havia passado ao lado do exército de seu pai, inclusive de suas próprias falhas. Seu sangue fervia ao recordar-se do ocorrido, e aquele desejo de vingança jamais desapareceria.

— Vingança... – Ela murmurou, tentando conectar todos os seus pensamentos. – É isso. Aquele homem pode tê-lo raptado.

— Você não pode estar realmente pensando em voltar àquele lugar. – Seu olhar estava fixo naqueles cabelos escarlate, que voavam ao vento daquela madrugada escura.

— É necessário.

— É necessário por causa de seu pai ou por causa “daquele homem”? – Continuou, com a voz e expressão fria.

— O que está tentando dizer? – A feição de Katarina tornou-se séria.

Ele aproximou-se em passos lentos, deixando seus rostos bem próximos, enquanto segurava o queixo da moça.

— Você vai voltar até lá para procurar por seu pai, ou então é apenas para saciar seu desejo egoísta de visitar a sua pequena “falha”? – Sussurrou, passando um de seus dedos na ponta da cicatriz que se encontrava no olho esquerdo de Katarina.

Nada contente com a provocação, ela afastou aquela mão em um tapa, deixando sua expressão marrenta à mostra.

— Você menciona o meu erro como se fosse impecável, mas esquece que está aqui ao meu lado por ter perdido para meu pai. Você falhou ao ser derrotado, e falhou novamente em não protegê-lo como seu subordinado. – Suspirou, virando as costas para Talon. – Não ouse pensar nem por um segundo que é melhor do que eu.

Saiu caminhando pelas sombras, dominada pelo sentimento da fúria e de outras incertezas. Matá-lo passou por sua cabeça, porém ela apenas ignorou todas as suas vontades e prosseguiu com sua missão pessoal, rumo às fronteiras demacianas.

Não era fácil aceitar que, por mais que sua ambição principal do momento fosse resgatar seu pai, ela também desejava reencontrar o homem que a fez hesitar em campo de batalha. Queria testemunhar novamente aquela sensação, e provar que era capaz de superar aquele obstáculo que atormenta suas memórias todas as vezes que coloca a cabeça no travesseiro ou encara-se no espelho. Aquilo estava gravado, em seu corpo e também em sua mente.

Ciente de que os acampamentos de fronteira não eram breves, estava certa de que ainda estariam ali, mesmo após o ocorrido. Camuflou-se entre as árvores visando aguardar o nascer do sol, porém ao observar o acampamento, uma silhueta chamou-lhe a atenção. Aquele homem com as costas e ombros largos que estavam cobertos por uma enorme espada com o brasão demaciano. Os cabelos castanhos e curtos refletindo o sol em contraste com aquela pele clara, e as mãos cheias de calos devido à treinamentos excessivos. Não havia dúvidas... Era ele.

Antes de vê-lo novamente, Katarina estava quase certa de que conseguiria manter a calma e o sangue frio, porém o reencontro repentino a fez agir por impulso, quase saltando diretamente no pescoço do demaciano, não fosse por aquele braço cuidadoso que entrelaçou sua cintura para puxá-la de volta ao meio das árvores. Olhou de modo impaciente para o lado, deparando-se com Talon, que sinalizava com seu dedo indicador em seus lábios para que ela ficasse em silêncio. Ao reparar novamente, percebeu dois guardas rodeando a árvore em que se encontravam, e compreendeu a ação repentina daquele homem, embora ainda estivesse incomodada com sua presença.

— Eu resolvo. – Ele sussurrou, descendo quase instantaneamente da árvore e cortando a garganta dos dois guardas, escondendo rapidamente os corpos em meio à alguns arbustos.

— Se veio para me atrapalhar, pode esquecer. – Ela murmurou em resposta, ainda com a atenção focada em seu verdadeiro alvo.

— Não pude deixá-la sozinha. – Talon respondeu de modo doce, sem nem ao menos perceber o próprio tom de voz enquanto cruzava olhares com sua parceira.

— Apenas não seja um estorvo. – Revidou, descendo rapidamente até o acampamento, como um vulto, esgueirando-se entre os suprimentos de seus inimigos, e também entre as plantas que cobriam parte do caminho.

Infiltrou-se de tenda em tenda enquanto memorizava a formação dos soldados inimigos, observando atentamente o horário em que cada um saía de seu posto, os movimentos feitos, as habilidades e especialidades de cada um, e o mais importante: Se algum deles possuía pistas de seu pai desaparecido.

Aguardou pacientemente até o anoitecer, quando aquele homem teria o seu turno afastado dos demais soldados. Talon posicionou-se de longe, para que pudesse observá-la de todos os ângulos, evitando quaisquer ataque surpresa do inimigo. Ao cair da noite, o memorável demaciano distanciou-se de seu acampamento para averiguar o território mais à fundo, e próximo à um rio, inebriado pela luz do luar que refletia naquelas águas cristalinas, foi surpreendido por uma rápida sombra, que fez soar o encontro das lâminas entre uma pequena adaga e aquela majestosa espada, que fora retirada rapidamente das costas daquele soldado, em um reflexo impressionante.

— Nada mal. – Ela sorriu, correndo em direção à sua presa, arremessando adagas como em uma chuva de pétalas mortais. – Se lembra de mim? – Hesitou por um momento, sentindo-se esperançosa enquanto aguardava a resposta.

Seu adversário não tardou a revidar, aproveitando-se de seu breve momento de hesitação para avançar, deixando-a em uma posição desfavorável, ao mantê-la segurando toda a força colocada naquela espada com uma simples adaga e seus braços definidos, que no entanto, não eram páreos para os músculos daquele homem, que continuava a pressioná-la cada vez mais.

Prestes à ser fatiada, Katarina sentiu seu corpo levitar enquanto seus cabelos esvoaçavam na brisa noturna. Abriu os olhos para perceber que estava envolta pelos braços de Talon, que a carregava como um raio em direção à rota de fuga mais próxima.

— O que pensa que está fazendo? – Bufou, enquanto percebia seu orgulho sendo ferido ao recuar de uma batalha.

— Somente tolos colocam a vida em risco pela honra. – Talon retrucou, sem modificar a expressão irritada.

O trajeto de volta foi silencioso, e embora ambos não tivessem o costume de demonstrar suas emoções, todas as frustrações estavam claras naquele momento, enquanto caminhavam em direção à fortaleza da família Du Coteau. Katarina realmente encarava Talon como um estorvo que feriu o seu orgulho ao fazê-la fugir da morte após ser derrotada, porém seus sentimentos estavam acalorados, agradecidos pela presença daquele homem. Ela não ousava dizer, mas em seus pensamentos, era grata por tê-lo ao seu lado, mesmo que fosse apenas uma obrigação para ele.

— Você também deveria descansar. – Ela quebrou o silêncio, despedindo-se antes que pudesse fechar a porta de seu quarto.

Contrariado, ele apenas assentiu e permitiu que a porta fosse fechada, permanecendo ali parado por alguns segundos antes de decidir finalmente voltar aos seus aposentos, após duas longas missões e noites em claro. O que mais o incomodava, no entanto, não era necessariamente o seu cansaço, e sim aquela sensação de impotência e traição, que ao mesmo tempo misturavam-se com outros sentimentos ainda mais confusos.

Impaciente, levantou-se de sua cama para, após alguns segundos, encontrar-se novamente parado em frente à porta do quarto de Katarina, que provavelmente já estaria dormindo, mas ele não se importava. Abriu estrondosamente a porta e deparou-se com aquela moça em sua sacada, coberta apenas por uma simples camisola, que o fez perder mais ainda a própria sanidade mental, correndo em sua direção e prensando seus braços na parede, deixando-a vulnerável.

— Está tão cega assim? – Ele murmurou, ofegante, enquanto a encarava com doçura.

— Veio aqui para me ofender? – Enfureceu-se, tentando soltar-se das mãos firmes de Talon, que apenas as prensou com ainda mais intensidade.

— Eu vim aqui por uma resposta.

— Resposta? – Indagou, confusa.

— Ele é realmente o único que você consegue enxergar? – Aquela era a primeira vez que Katarina o via tão vulnerável, tão... Humano. Sua voz estava baixa e fraca, e não era autoritária como de costume. Parecia insaciável, faminto, porém ao mesmo tempo era doce e caloroso. – Me peça para parar se a resposta for afirmativa. – Ele aproximou-se para selar os lábios nos dela, entrelaçando suas línguas em um beijo afobado, porém gentil.

Sem resposta, ele prosseguiu, soltando os pulsos de Katarina e pegando-a em seus braços para jogá-la em sua cama. Hesitou por um breve momento, para tentar ler as reações daquela mulher imprevisível, porém ela não parecia demonstrar nenhum sinal de hesitação enquanto recebia beijos suaves em seu pescoço. Algumas vezes ele conseguia até mesmo ouvir gemidos baixos e ofegantes, que o deixavam com ainda mais desejo de tocá-la.

Retirou suavemente a camisola de Katarina enquanto prosseguia com os beijos, descendo desde seu abdômen até a sua intimidade, quando sentiu-se na obrigação de livrar-se do tecido que separava seus lábios dos lábios inferiores de sua amada. Lambeu suavemente aquela região para provocá-la, enquanto a ouvia ofegar cada vez mais, e à medida que ele fazia movimentos circulares com a língua, sentia as costas de Katarina arquearem de prazer.

Voltou a beijá-la, fazendo-a sentir o próprio gosto enquanto provocava suas partes íntimas com os dedos, até que ela implorasse por ele em todos os sentidos possíveis.

— Ainda sem resposta? – Indagou impaciente, ainda aguardando quaisquer sinal de hesitação por parte daquela mulher. Sinal este que nunca chegou, e que deu-lhe a deixa para continuar a tocá-la.

Já desnudo, aproximou-se de Katarina, abraçando-a gentilmente enquanto sentia-se culpado à cada toque. Ele sabia que assassinos não podiam ter um ponto fraco, e entregando-se por completo, ambos seriam o ponto fraco um do outro. Estava preparado para lidar com as prováveis consequências, mas questionava-se se o sentimento era recíproco.

O olhar sereno e cheio de desejo de Katarina o fez imergir completamente em suas vontades, já não se importando com mais nada enquanto mergulhava em seu próprio mar de luxúria. Afastou de modo apressado as coxas da moça, deixando-a completamente vulnerável para que pudesse penetrá-la enquanto mantinha o controle da situação. Era prazeroso para ele ver aquela mulher, que normalmente era tão violenta e independente, sendo completamente dominada com uma expressão tão inocente e que esbanjava luxúria.

Penetrou-a lentamente enquanto percebia suas expressões à medida que ia mais fundo. Seus gemidos ofegantes aumentavam a intensidade enquanto ela mordia parte do lençol, tentando abafar aquela sinfonia de prazer.

Ela achava injusto o fato de ser a única a receber carícias, porém Talon deixara claro que seria o único a mimá-la, pois era assim que desejava. Virou-a no colchão, deixando-a de joelhos e de costas para ele, empurrando sua cabeça em direção ao travesseiro enquanto mantinha a parte de trás ainda erguida. Apertou fortemente as nádegas arrebitadas de Katarina, que chegaram até mesmo a ficarem marcadas, após um grito breve de prazer. Continuou a penetrá-la enquanto ambos suspiravam ofegantes, como se nada daquilo fosse o suficiente, visto que o desejo que possuíam um pelo outro naquele momento era insaciável.

Após um longo tempo de carícias e toques cheios de vontade, Talon já não conseguia mais segurar-se, enchendo toda a intimidade de Katarina com seu líquido viscoso enquanto a penetrava. Ela não pareceu se importar no momento, porém ele sabia que poderiam ter futuras consequências.

— Obrigada. – Katarina sussurrou, enquanto acomodava-se entre os braços de Talon. – Por sua ajuda no acampamento, digo.

Ele levantou-se rapidamente recordando-se do ocorrido, e os pensamentos de que Katarina só o teria deixado tocá-la como um agradecimento por ter salvo a sua vida atordoavam sua mente naquele momento. Apertou as próprias mãos tentando permitir que sua raiva se esvaísse sem que precisasse mostrá-la, porém Katarina aproximou-se, passando as mãos em seus ombros e virando o seu rosto para ela, utilizando uma adaga para apoiar o seu queixo.

— Você realmente acha que sou do tipo de mulher que agradece os homens com o próprio corpo? – Murmurou, franzindo o cenho enquanto aguardava por uma resposta. – Faço apenas o que tenho vontade, e nada mais.

Talon sorriu de canto e retirou aquela lâmina de sua face. Passou as mãos entre aqueles fios de cabelo escarlate, da cor do sangue que achava tão belo e acariciou os lábios de Katarina enquanto a olhava com doçura.

— Nós poderíamos adiar um pouco mais a nossa busca pelo general. Não acho que ele vai ficar feliz com as novidades.

Katarina riu, afastando a mão de Talon de seu rosto e repetindo o gesto, acariciando suavemente a bochecha do homem à sua frente com seu polegar.

— Eu consigo te enxergar muito bem. – Sussurrou, aproximando-se para selar seus lábios nos dele. – Eu sempre consegui. É essa a minha resposta. – Completou, entrelaçando suas mãos naquelas mãos geladas, ásperas, porém muito aconchegantes.

Ela nunca pensou que pudesse sucumbir à paixão ou ao desejo novamente, após sua pequena falha que custou-lhe o olho esquerdo, porém lá estava ela, sem remorso algum, desejando com todas as suas forças que aquele momento jamais tivesse um fim.

Notas finais
Obrigadinha por ler ♥ espero que tenham gostado~
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!