Why So Serious?

6 The Wanted Midnight


Notas iniciais
Anteriormente no Capítulo V Uma senhora com roupas estilo sargento?... Bem, estava cuspindo seu café com a surpresa de nos ver ali arrombando sua porta, eu imagino. Seus cabelos grisalhos estavam prendidos em um coque, que agora estava desarrumado devido ao susto a qual levara a pouco. [...] "Bem, já ouviram falar no King certo?" eu e Yumiko confirmamos com a cabeça "Digamos que a chegada dele foi um tanto "triunfal", a maioria recebia mensagens principalmente os mais idiotas" Armin franzi o cenho "E bem a diretora não escapou disso, dizem que ele mandou uma mensagem para ela com tanta frieza e superioridade que a mesma não suportou e mandou instalar as micro câmeras para pega-lo no pulo como dizem, foi ai que por um tempo as mensagens se cessaram. Todos acharam que ele estava com medo de ser descoberto e que era um grande medroso, mas até que um dia, um cara qualquer, recebeu uma mensagem do mesmo dizendo para comunicar que o mesmo não havia sido vencido. A diretora ficou descontrolada e se a já viram em sua sala, podem perceber que tem um estilo "diferente" foi por causa dele, e bem foi dai que as mensagens diminuíram e só as recebem quem tem algum tipo de problema." [...] "Hey!" Kentin surgiu do nada e o segura. Eu aceno de volta. "Esperando Lysandre?" "Infelizmente, sim." "Pena, eu o mandei para casa sem você." "Você o que?!" me levanto o encarando melhor, surpreendi com meu tom de voz que se elevara rapidamente. "Calma, calma." ele chacoalhou os braços desesperado "Digamos que Vossa Majestade me pediu que fizesse esse favor." "O que ele quer com isso?" Ainda estava um pouco chateada por ele não ter respondido minha pergunta, e também porque não havia recebido noticias dele desde então. Pensei que havia perguntado algo delicado para ele e o tivesse aborrecido. "Ele me pediu que não contasse" soltei um enorme suspiro e revirei os olhos, Vossa Majestade e seus mistérios já era de se esperar. Kentin se vira em direção a saída do colégio. "Apenas, não se surpreenda com alguém que desconheça." dito isto ele jogou o skate ao chão, pulou sobre o mesmo e se foi. [...] "Meu nome é Luna, Luna Grey para você." ela soltava raios pelos olhos. "O que ele quer dessa vez?" perguntei ignorando sua resposta. "Vou abrir o jogo, mesmo que ele disse que não era para fazer isto..." ela resmunga não sei se para mim, ou para ela mesma. "Ele quer que você se torne uma seguidora dele, como eu, como Kentin."

— Isto só pode ser brincadeira né? — Eu estava incrédula com o que Luna havia dito, eu uma seguidora? Eu nunca aceitei ordens de ninguém e ainda mais de King, isso era claramente impossível.
— Eu gostaria que fosse. — disse Luna, ela olhava para além de mim, algo naqueles olhos demostravam tristeza e algo mais explicito.
— Olhe — Tentei dizer o mais sério possível, o que para mim era fácil. —, eu não vou ser seguidora de ninguém, ouviu?
— Sério? — Luna pareceu surpresa. — Ninguém nunca disse não a uma oferta dessas... — sussurrou Luna. — Acho que talvez você valha algo, afinal. — Luna da de ombros e pega algo de seu bolso e vai em minha direção lentamente, até que coloca o objeto em minha boca e percebi que era um pano. — Pena que o King não está nem aí para sua opinião.
A escuridão encobriu totalmente minha visão.

Abri meus olhos, minha visão estava um pouco embaçada, mas felizmente, consegui captar o que estava ao meu redor. Eu estava sob um sofá de veludo macio, havia algumas fileiras de prateleiras alinhadas — como as de uma biblioteca. Uma luz forte se encontrava a minha frente, havia uma lareira imensamente enorme acesa ali, percebi que havia uma cadeira enorme, também de veludo vermelho, olhei atentamente e percebo alguém ali — ao chão de mármore ladrilhado, estava refletido um vulto de alguém lendo um livro de capa grossa, o livro se fecha.
— Finalmente acordou. — Era a voz doce com quem falara ao telefone. — Por sorte, você não baba enquanto dorme — o vulto solta um risinho. — Meu sofá e eu lhe agradecemos.
— Então quer dizer que se alguém recusa sua oferta de escravidão, você simplesmente sequestra ela? — Sentei sob o sofá ignorando sua piadinha.
— Bem, nunca ninguém a recusou... — Sua voz parecia distante. — E você é essencial aqui. Mesmo se recusasse e fosse embora, sofreria as consequências mais tarde.
— Como assim? — "Sofreria as consequências mais tarde", aquela frase se repetiu em minha mente várias vezes.
— Lembra-se do incidente com Wayland... digo Kentin? — A sombra se levanta, e pude ver que estava usando um moletom vermelho, estava encapuzado e usava uma calça jeans rasgada em algumas partes da perna, propositalmente? Acho que não. Ele caminhou até uma prateleira próxima a sua cadeira, coloca o livro cuidadosamente sobre uma das repartições e se vira até mim, o mesmo cruza os braços esperando minha resposta atentamente.
— Lembro, aliás, eu perguntei sobre quem eram aqueles "caras", e você disse que eu não deveria saber por enquanto. — Lancei a ele meu melhor olhar desafiador.
— Disse bem, por enquanto. — Ele coloca uma mão sobre o queixo e o outro braço apoiando-o, acho que queria fazer algo como uma expressão de pensativo. Mas como eu não conseguia ver absolutamente nada exceto pelas roupas e o movimento de seus lábios, não deu muito certo. — E se Luna não a tivesse "sequestrado" você, provavelmente descobriria do pior jeito.
— Não entendi.
— Olhe, aqueles garotos são muito perigosos para você agora. — suspira King. — E é tudo que precisa saber, já que não quer aceitar minha oferta.
Isso soou como uma chantagem ou foi impressão minha?
— Quer dizer que, se eu aceitar sua "oferta" — fiz questão de fazer aspas com os dedos —, você vai me dizer quem são eles e toda a baboseira por trás disso tudo?
— Fico feliz que tenha percebido isso. — Ele solta um sorriso Colgate. — E sim, é exatamente tudo isso, merece até um biscoitinho pelo seu desempenho! — É brincadeira né?... — Então o que me diz? — Ele volta a ficar sério. Ainda bem...
Esse cara... Eu quero acabar com essa alegria dele, vou avançar quando estiver distraído e soca-lo bem nesse rosto — que por acaso desconheço e não consigo ver, mas quem se importa? Contanto que consiga soca-lo já vai ser um grande avanço. Pensando bem... Se Kentin consegue fazer aquilo tudo e mais ainda, como fez com aqueles garotos, nem quero imaginar King. O olhei atentamente pensando em o que ele pretendia comigo? Eu não sirvo nem para soca-lo... No que ele estava pensando em fazer comigo?
— Tudo bem Majestade, você venceu. — Sendo assim minha curiosidade ganha outro round. — Eu aceito ser sua... Anh, "seguidora". — E como está o placar? Vossa Majestade: 1 x Shiemi: 0.
— Sabia que mais cedo ou mais tarde diria que sim. — Ele se vira e começa ir em direção a uma porta imensa.
— Espere — disse me levantando do sofá.
— Sim? — Ele me encara.
— Sabe o biscoito? Acho que vou aceitar, sabe? — Minha barriga começara implorar por comida.
— Claro. — Ele solta outro sorriso deslumbrante.

— Então quer dizer que a senhorita "Não me dê ordens", aceitou a proposta de Vossa Majestade? — Kentin engolia um biscoito atrás do outro. — Estou chocado.
— Acredite, eu também estou. — Eu comia o que conseguia pegar da mesa da cozinha, afinal Kentin era uma máquina destrutiva de biscoitos. — Afinal, que lugar é este?
— Era um prédio abandonado, King o achou e decidiu dar um trato nele. — Voou farelos da boca de Kentin.
— Um trato?! Isso aqui está mais para uma reforma completa. — Era impossível que ele tivesse dado um trato naquele lugar, tudo era perfeitamente impecável, como se tivesse sido construído a poucos dias. A cozinha mesmo, possuía quatro geladeiras fartas, havia uma enorme pia e balcões todos inox — eu e Kentin estávamos sentados em um dos balcões — o chão era ladrilhado e as paredes tão brancas, sem sequer nenhuma sujeirinha visível.
— Demos nosso toque.
— Como assim "demos"? — disse eu. — Kentin, por acaso você sabe a identidade de King?
— Não. — Ele solta um risinho. — Só estou dizendo que antes desse prédio existir, eu já era um seguidor dele, a única coisa que sei é sua aparência e nada mais. — Kentin parecia distante — Nunca me disse seu verdadeiro nome, e não vá criando esperanças — acrescentou quando me encarou. — King não tem a aparência de ninguém que você conheça, ou muito menos eu. Ele é esperto deve usar algum tipo de disfarce, ou simplesmente nunca saiu de sua casa.
Vou aceitar a opção do disfarce.
— Vamos, ele quer falar com você. — Kentin se levanta, eu me virei para pegar mais um biscoito, mas Kentin havia devorado todos. Já era de se esperar de uma máquina destrutiva de biscoitos — Não vem? — Revirei os olhos e o segui.

— Tock, Tock, alguém em casa? — Kentin praticamente invadiu a "biblioteca" em que eu me encontrei com King antes.
— Agradeceria se tivesse a mínima vontade possível em bater na porta. — Uma sombra surgiu rapidamente e parou bem na frente de Kentin — o que me deu arrepios —, cuspindo as palavras.
— Foi o que eu fiz "Tock, Tock". — Kentin soltou um sorriso sínico que se sessou com King cerrando os dentes. — Certo, certo. Quer privacidade com a nova "namoradinha" eu entendo. Não sou tão lerdo como pensa — Kentin caminhou até a saída da porta e se virou depressa e acrescentou: — Talvez só um pouquinho e... — King chuta a enorme porta na cara de Kentin.
— Sente-se. — disse por fim. Quase corri até o sofá, mas segurei este impulso e andei como uma pessoa descente. Enquanto andava me virei para ver onde King tinha se acomodado, mas ele desaparecera. Quando voltei meus olhos para o sofá, o mesmo já estava sendo ocupado por King com os braços cruzados. Por sorte mordi minha língua antes que soltasse um berro, apressei o passo e sentei não muito perto de King. — Olhe, o que tenho para te dizer vai ser um choque para você entende? Não quero que fique assustada ou perturbada, por isso quero que imagine qualquer coisa terrível o possível. — Imaginei minha mãe cantando a abertura de ursinhos carinhosos enquanto dançava axé com um Tutu de Ballet pela rua, e eu amarrada em uma cadeira de tortura, tendo que ver aquilo sem ter vontade de me matar ou sair daquela cadeira e começar a dançar também. Acho que ele não queria dizer algo assim do tipo, mas ele disse para se esperar de tudo não é mesmo? — Vo-você está bem? — Eu levo um susto de leve e olho para ele com uma expressão de interrogação. — É que, bem, você parecia um pouco pálida. Acho que não deveria ter pedido que pensasse besteira.
— Não, eu não pensei em nada de tão mortal, acredite. — Até porque, minha mãe dança muito bem.
— Certo, certo. — King volta a ficar sério — Bem, conhece uma gangue chamada The Wanted Midnight?
— Nunca ouvi falar.
— Já esperava. Alguns de seus membros você conheceu a pouco tempo. — Lembrei-me de Dake e dos outros garotos, inclusive...
— Alexy... É um deles? — A respiração de King pareceu acelerar quando mencionei Alexy.
— Sim. — disse por fim.
— E o que uma gangue tem haver com eu "estar em perigo"?
— Não é "uma" simples gangue, é "a" gangue. Quero dizer, eles são uma gangue hacker. — Muito esclarecedor, obrigada...
— Mas hackers não são espécies de ladrões ciberneticos ou algo do tipo?
— Nem todos, mas bem, eles são uma gangue cheia deles. Tenho quase certeza de que todos são. — Seus ombros ficaram tensos. — O termo correto seria cracker como Nathaniel diz em sua legítima defesa, mas Kentin gosta de usar hacker, o que para mim tanto faz na verdade e...
— Nathaniel?! Espera, o que o representante da minha turma faz aqui?!
— Não sabia? — Balancei a cabeça. — Digamos que Nathaniel é uma espécie de hacker particular aqui. — Quem diria. Agora só falta Castiel para completar a "Panelinha de amiguinhos de Lysandre", tomara que King não seja tão estúpido a ponto de ter Castiel como seguidor... — Continuando — prosseguiu. —, a gangue rouba silenciosamente as grandes empresas do estado, só agem a noite por esse motivo Kentin os batizou com esse nome — Tinha que ser! — Dakota até gostou do nome. — completou King, mas acho que era para ele mesmo do que para mim. — Desde que os descobri não parei de investigar e descobri algo pior do que roubo. — Engoli um seco. O que poderia ser pior do que roubo? — Estão escravizando pessoas, tirando-as de sua família quando pequenas e treinando-as para um projeto chamado Blackout.
— Treinando-as? — King assentiu. — Como assim?
— Transformando-as em armas de guerra. Eu já vi alguma dessas crianças, parecem mais robôs do que seres humanos. É horrível. — Ele respirou fundo antes de prosseguir. — E queriam fazer isso com você.
Fiquei espantada. Por que eu? Não era nem mais uma criança nem nada.
— Não estou querendo dizer que queiram você agora, só porque acabou de chegar na cidade. — disse por fim.
— Então o que?
— Se lembra claramente de algo que tenha feito em sua infância? — Neguei. Afinal acho que ninguém se lembra perfeitamente, mas agora que ele mencionou não me lembrava de nada. — Aos quatro anos você foi sequestrada para esse projeto, e foi uma das poucas pessoas que conseguiram resistir ao processo. Quando completou oito, conseguiu escapar do projeto e fugiu.
Não conseguia imaginar eu fazendo aquilo tudo sendo apenas uma criança. Ele provavelmente me confundiu com outra pessoa.
— Como sabe disso tudo? E como sabe que realmente fui eu?
— Porque eu estava lá. — Ele me encarou, ou pareceu que me encarava ainda não conseguia enxergar seu rosto claramente. — Shiemi eu sei que é você e sei que sabe quem eu sou. — Se levantou. — Realmente — Sua voz falhou. — Não se lembra de nada não é?
— Sinto muito.
— Não sinta. Já esperava por isso.
Levantei-me e corri até ele e puxei seu braço para que virasse e me encarasse.
— Se quer que eu me lembre de você, preciso ver sua aparência, não acha?
Ele pareceu espantado por alguns segundos, mas no final deu de ombros e sorriu. Soltei seu braço e ele estalou um dos dedos a luz ascendeu e King jogou o capuz do moletom para trás.

Notas finais
Comentem e deixem uma pessoa feliz! ~no caso eu 'U'~