Why Me?

7 Capítulo 7 - Maybe


Notas iniciais
Oi gente ♥
Posso indicar uma fic? Já estou indicando.
Pra quem também gosta do Carl, estou fazendo uma fic com o Marcos Vinicius FS Screamo chamada Half Angel, Half Demon.
LINK ----> http://fanfiction.com.br/historia/409364/Half_Angel_Half_Demon/ageconsent_ok
Chequem lé ;)

Acordei com o sol batendo em meus olhos. Tive de me virar para abri-los. Coloquei uma blusa soltinha laranja e um short preto. Só para eu passar o dia à vontade. Pensando bem, até que foi bom falar com Carl. Isso me fez esquecer de Andie e Mia. Devia ser por isso que Mia pediu para eu não beijá-lo. Aquela traíra.

Desci as escadas e me deitei no sofá. Ainda não estava com fome para tomar o café, mas as palavras de minha mãe vieram em minha cabeça: “o café-da-manhã é a refeição mais importante do dia!”. Eu sentia muito a falta dela, de Lucas e do meu pai. Meu pai era um homem muito ocupado com trabalho. Nunca esteve presente em meus aniversários e em poucos nos de Lucas. Quando eu tinha 6 anos, suas viagens começaram. Ele passava anos nos locais e quando eu fiz 11 anos, ele foi para uma cidade que eu vivo esquecendo o nome. E então, ninguém mais sabe dele, ele apenas nos telefonava.

E lá embaixo, alguém bateu na porta. Me levantei com fadiga do sofá e fui atender a porta. Era Mia.

- Mari, vamos conversar?

- Não quero. – Tentei fechar a porta, mas ela impediu.

- Eu sei que você está brava, mas não feche a porta. Eu preciso te contar tudo.

Suspirei fundo e deixei ela entrar. Ela parecia apreciar a casa tanto quanto eu, mas ela se sentou no sofá e parou de olhar ao seu redor, fixando seus olhos em mim.

- Foi por isso que você não me deixou beijá-lo, né? – Cruzei os braços ainda de pé.

- Não. Ele já havia me beijado antes e ele me disse coisas horrorosas sobre você. Não queria que você sofresse.

- O que ele disse?

- Mari...

- Fale!

- Ele disse que você era horrorosa, feia, chata e estúpida de acreditar que ele iria te querer. Ele só queria te beijar para te iludir. Não acredite nele.

- E como eu vou acreditar em você? Não foi você quem eu vi o beijando?

- Sim, mas...

- Acho que seu tempo acabou. Pode ir.

- Mas...

- Tchau.

E assim, ela se levantou do sofá e foi saindo. Eu não acreditei que havia tido uma discussão com alguém que fora minha melhor amiga um dia. Mas o que ela fez não tinha perdão. Pelo menos, não tão cedo.

Fui até meu quarto e notei que estava faltando pouco para chover. Resolvi passar na floresta.

Desci as escadas correndo novamente e fui até a porta dos fundos. Saí correndo para a grade e passei por lá. Fui até a floresta e não encontrei Carl lá. Eu também estava desarmada. Algo empurrou minhas costas. Um errante.

Eu gritei e tentei achar algo no chão para atacar, mas não tive sucesso. Não havia nenhum galho pontiagudo de mais para acertá-lo. E na hora que ele se aproximou cada vez mais, eu já estava pronta para a morte. Eu talvez não quisesse mais viver.

E no último momento, abri meus olhos para ver minha morte. E o errante não estava mais em pé. E quem estava no lugar dele era quem eu menos imaginava. Carl.

- O que você fez? – Perguntei. Outra pergunta idiota.

- Matei o errante. – Ele limpou a faca em sua blusa. – Fazendo o que?

- O mesmo que você. Refletindo.

- Posso saber sobre o que?

- Sabe a minha melhor amiga? Aquela que eu te disse?

- Sei.

- Veio falar comigo. Tentou pedir desculpas, mas eu não aceitei.

- Por mim você fez o certo.

- Então agora sei que fiz errado.

- Tudo que eu digo agora é errado?

- Não, mas sem coração do jeito que você é, melhor não te ouvir.

- Cala a boca! – Ele me deu um leve empurrão.

Eu me sentei e ele se sentou ao meu lado.

- Notou que vai chover?

- Notei. Melhor ir, não acha? – Falei estreitando os olhos para o céu escuro.

- Gosto da chuva. Principalmente quando eu estou na floresta.

- Então vou experimentar. – Sorri e em seguida, vi ele retirar algo do bolso.

- Quer? – Ele me ofereceu. Só notei o que era pelo cheiro nauseante.

- Chocolate? – Perguntei meio enojada.

- Sim. Quer?

- Não gosto.

- Não brinca!

- Sem brincadeira.

- Você precisa de um médico.

- Como? Estamos em um apocalipse. Dã.

- Foi só uma expressão. Boboca.

- Idiota...

E quando eu fui seguir o xingando, a chuva começou a cair, me molhando da cabeça aos pés.

- Eu não imaginei que a chuva ia ser violenta hoje. – Ele riu.

- Verdade, a chuva é boa.

- Claro que é. Senta aí e relaxa.

- Não dá. Você tá aqui.

- Os incomodados que se mudem.

Eu revirei os olhos e me deitei na folhagem seca, aguardando as pequenas gotas da chuva atingirem meu corpo. Me levantei logo e Carl estava virado para frente. Apreciando o céu enquanto a chuva atingia seu rosto.

- Você gosta mesmo da chuva.

- Casaria com ela.

E nesse momento, eu parei pra pensar em uma família. Será que eu nunca teria uma? E se eu morresse cedo? Sem ter filhos. Marido. Sem engravidar. Sem colocar os nomes em meus filhos. Haveria alguma salvação?

- Carl, já pensou em família?

- Acho que é impossível formar uma nesse mundo.

- Adeus meus sonhos. – Ri.

A chuva começou a parar. Parava cada vez mais.

- Ei, quer fazer um trato?

- Ok. Qual?

- Se você não morrer até os 20 anos, e se ambos não casar, eu crio uma família com você. O que acha?

- Nem te conheço direito.

- Mas vai conhecer.

- Tá dando em cima de mim?

- Não. Só quero deixar alguém feliz. Vai aceitar ou não?

- Ok... Aceito. Mas só depois dos 20 anos, porque eu sei que encontrarei alguém antes.

- Boa sorte então.

- Talvez eu até case com o Andie.

- Com o retardado que te traiu? Esquece esse mané.

- Nem sei mais se gosto dele.

- Não goste. Uma dica.

- Ok então. Já tenho marido.

- Talvez.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Caros leitores fantasmas, não ligo para comentários, mas só queria conhecer vocês, mandem um oi no comentário. Somente um "oi".
Beijooks ;*
~Máh