Why Me?
2 Capítulo 2 - Trip to Atlanta
Notas iniciais
Foi realmente legal :D
Enfim, vai demorar pouco ainda para Mari ir ao encontro de... Opas, spoilers. Fui :P
Acho que havia passado apenas uns dias. Eu ainda me lamentava pela morte de minha mãe. Lucas não parava mais o carro, por sorte, antes de morrer, minha mãe pensou em tudo. Ela havia colocado em sua mochila, barrinhas de cereais e sucos de caixinha. Era pouca a quantidade, mas dava para nos alimentar bem. Mia havia acordado um pouco depois da morte de minha mãe, e ela sentia dor no corpo inteiro, mas conseguia andar. Parecia que estávamos seguindo outro caminho, e não o de Atlanta. Aliás, minha cidade era muito perto de Atlanta, e era fácil chegar. Lucas finalmente parou em um hotel perto da estrada. Ele disse que tínhamos de dormir, pois amanhã, chegaríamos em Atlanta, ou melhor, seríamos socorridos.
- Mari, você vai ficar com essa faca, mas só use em caso de emergência. – Ele falou me dando a menor faca que tinha.
- Sério? E você vai usar o que? Um patinho de borracha? – Cruzei os braços.
No mesmo momento, ele pegou cuidadosamente, um revólver que estava no bolso de um guarda. O homem estava morto. Lucas tinha habilidade com armas. Quando pequeno, meu pai sempre o levava para treinar pontaria. Eu sempre quis ir, mas todos me impediam. Era sempre o mesmo papo: “menina não brinca com armas”, “isso é perigoso!”, “você é muito nova”. Aquilo sempre me irritava.
Lucas entregou para Mia uma faca que era o triplo do tamanho da minha.
- Lucas! Assim não vale! – Falei olhando para a faca.
- Mari, você tem que ter cuidado. Não vou lhe dar uma faca grande.
- Mas por que?
- Vamos logo.
Ele falou e todos nós fomos até o corredor das escadas. Era triste ver o quanto de gente morta havia no lugar. Eu não sabia exatamente o que havia causado tudo. Lucas me disse que era o tal vírus que minha mãe comentou, mas eu não sabia por exato. Fomos até as escadas, que estavam escuras, mas saquei minha lanterna e em seguida, Lucas a tomou de mim.
- Não posso nem mais usar uma lanterna? – Perguntei emburrada.
- Eu estou na frente. Eu uso.
Bufei e segui-o. Mia estava logo atrás de mim, o que me fez sentir protegida, principalmente pelo tamanho da faca dele. Lucas fez um sinal para parar e finalmente, ele arrombou a porta de um quarto. Entramos com nossas armas apontadas e por sorte, não havia nada. Lucas se jogou na cama e Mia sorriu. Eu sentei no chão e me deitei no carpete em seguida. Olhei para o teto.
- Finalmente. – Falei com um sorriso imenso.
- Boa noite. – Mia se deitou no pequeno sofá.
- Ei, vai pro lado! – Empurrei Lucas da cama. – Também quero dormir!
- Deita logo, pirralha. – Ele falou e sorriu.
E assim, todos adormecemos.
[...]
Acordei com um movimento na cama. Lucas se levantando.
- Garotas, acordem! Rápido! – Ele chacoalhou Mia devagar.
Eu estranhei.
- Que foi?
- Ouvi um barulho imenso lá embaixo. – Ele falou fazendo sinal de silêncio.
Permaneci quieta e Mia fez o mesmo. Apenas peguei minha faquinha e segurei meu colar. Fomos descendo as escadas até finalmente vermos alguém pequeno no saguão. A luz do sol entrava diretamente pelo ângulo onde ele estava, então, era difícil ver seu rosto. Mas dava para ver que era loiro e menino.
- Ei, você! – Lucas apontou a arma.
- Não me machuquem! – E quando se virou, podia ter jurado que eu havia ficado boquiaberta.
- Andie? – Perguntei.
Era ele mesmo. Os fortes olhos verdes e o cabelo loiro. Ele estava usando uma camisa havaiana junto de um short preto. Era estilo Hawaii, mas devia ser o tema do churrasco.
- Como você sobreviveu no caos do churrasco? – Mia perguntou surpreendida.
- Foi duro, mas consegui. – Ele respondeu e eu me senti novamente nas nuvens do conforto de ouvir sua voz. – Eu estou com duas garotas lá da cidade também.
Duas garotas? Quem eram? E naquele momento, o aperto do ciúmes me atingiu bem no peito.
- Onde elas estão? – Lucas perguntou.
- Num carro. Elas pediram para que eu descesse. Me sigam. – Ele fez um sinal com as mãos e sem hesitar, todos fomos.
Assim que chegamos perto do carro, Lucas reconheceu as garotas. E infelizmente, eu também. Era dia de encontro de pessoas conhecidas? As garotas eram Carrie, namorada de Lucas, e Abtry, sua melhor amiga na infância. Eu sempre achei que a mãe de Abtry tivesse algum problema em colocar esse nome na garota, mas soube que era de origem grega, e Lucas dizia que era “chique”.
- Mari! Lucas! – Carrie desceu do carro correndo e seus braços foram ao encontro de nossos pescoços. – Que saudades!
Eu nunca havia gostado dessa garota. Quando Lucas estava longe, ela sempre me humilhava. Já havia dito isso a ele, mas ele nunca ligou. Já Abtry era a garota quem meu irmão deveria namorar. Já basta estar no fim do mundo e ainda tinha de aturar Carrie?
- Lucas? – Abtry desceu do carro delicadamente.
Até onde eu sabia, os dois já não se falavam fazia muito tempo. O que era uma pena, pois Abtry sempre brincava comigo, conversava, consolava. Como eu odeio a Carrie!
- Esse hotel está cheio deles. Notaram? – Andie apontou para o restaurante.
Não tinha percebido antes, mas dentro do lugar, estava cheio deles. Não podíamos arriscar de ficar no hotel sabendo que ao nosso lado havia uma horda.
- Vocês sabem o que eles são, exatamente? – Perguntei.
- Mortos-vivos, como conhecidos, zumbis. – Abtry falou com um sorrisinho.
- Eu morro de medo deles! – Carrie se jogou nos braços de Lucas.
Eu bufei. Como ela podia ser tão idiota? Mia apareceu ao meu lado em seguida.
- E para onde vamos? Temos de focar em Atlanta, lá tem um centro. – Ela disse cruzando os braços.
- Sim, vamos nos dois carros então. O que acham? – Lucas falou.
Todos assentiram. Em um carro, fui eu, Carrie, Abtry e Mia. No outro foram Lucas e Andie. Era estranho o amor de minha vida estar no mesmo carro que meu irmão.
- Então, Mari, notei que estava fixada no Andie. – Abtry riu com as mãos no volante.
- Eu tenho um batom que os meninos A-M-A-M! – Carrie disse se virando para mim.
Eu senti vontade de meter minha mão no nariz empinado dela.
- É o amor! – Abtry gargalhou.
- Talvez... – Respondi encolhendo os ombros.
- Talvez? Tá Ó-B-V-I-O! – Carrie tinha essa mania chata de soletrar as palavras.
Acho que era porque ela foi líder de torcida no colégio. Cada hora eu conseguia achar um defeito pior que o outro nela.
[...]
Finalmente, paramos o carro. Mas ainda não estávamos em Atlanta. Parecia mais como um riacho. Um riacho qualquer que possuía algumas casinhas ao seu redor. Todos foram explorar as casinhas e eu coloquei os pés na beira do riacho. Os molhei um pouco e achei que não tivesse importância se eu nadasse. Entrei com roupa e tudo, e ninguém voltaria tão cedo, as casas eram grandinhas. Logo, ouvi um barulho de carro. Por sorte, ninguém havia roubado os nossos, mas era outro carro no local. Um carro grande, que nele desceram três pessoas. Não consegui ver eles direito, mas havia um garoto mais ou menos do meu tamanho. E consegui ver de longe seus olhos azuis. Eram até mais bonitos que os olhos de Andie. Parece que o garoto não me notou lá, e ele enfim, disse algo:
- Vamos, não tem nada aqui.
E os dois mais velhos voltaram junto dele para o carro.
Esperei que eles se afastassem para eu sair do lugar. A água estava gelada, mas muito gelada mesmo. Saí do riacho e encontrei Lucas.
- Por que você está molhada? – Ele disse, e eu ri.
[...]
Olhei pela janela do carro e já sabia que estávamos em Atlanta. Os grandes edifícios predominando a paisagem. Abtry parecia feliz de ter chegado. Aliás, todos estávamos.
- Enfim, Atlanta. – Falei por último.
Notas finais
Capítulo que vem será lotado de ação XD
Beijoks ;*
~Máh
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