Why Me?

11 Capítulo 11 - Give me love


Notas iniciais
Oi gente, só quero pedir desculpas pela demora e quero avisar que ficarei quase um mês sem postar. Estou começando as provas finais e tenho que me matar de estudar :P
Então, aproveitem ;)

Eu não sei o que senti enquanto beijava Andie. Era algo muito estranho. Como seu eu quisesse mais, mas ao mesmo tempo, quisesse rejeitar. Eu logo me separei dele e ele me olhou da cabeça aos pés. Olhei para o céu e suspirei fundo.

- Uau... Você beija bem! – Ele falou me encarando.

- Agora você não vai contar ao Governador, certo?

- Vou pensar. Eu preciso de mais beijos seus!

- Vai sonhando. – E eu saí.

Fui até minha casa e subi as escadas até o banheiro. Só conseguia pensar no que eu havia feito. Foi tão errado assim para eu me culpar tanto? E se eu ainda gostasse de Andie? E se eu gostasse de Carl? O que eu tinha?

Eram tantas dúvidas para uma pessoa. Eu queria muito ter minha mãe por perto. Ou Mia. Uma delas me consolaria, e me mostraria o caminho certo. Eu queria poder me entender.

Resolvi lavar o rosto para esfriar um pouco. Liguei a torneira e peguei uma grande quantidade de água com as mãos. Enxaguei meu rosto e o levantei ainda pingando. Olhei para o espelho. Vários fios de meu cabelo estavam molhados. Fiquei um longo tempo me encarando. E logo, voltei a pensar sobre tudo. Minha culpa Mia ter morrido. Eu beijei Carl. Eu não sabia o que sentia por Carl. Eu beijei Andie. Não sabia meus sentimentos por ele. Não me entendia.

Bati em meu rosto levemente e o enxuguei em uma toalha que tinha ali. Em seguida, fui caminhando até minha cama, onde me deitei e permaneci lá até dormir.

[...]

Acordei logo cedo e achei que fossem lá pelas 6 horas da manhã, pois o sol estava nascendo. Apoiei-me na sacada e o observei.

- Psiu, Mari! – Ouvi alguém sussurrar lá de baixo.

Desci meu olhar e notei que era Carl.

- Seu louco! Saia daí! – Sussurrei um pouco alto. – Vou abrir a porta!
Fui correndo até o andar debaixo e abri a porta. Em um pulo, Carl já entrou. Eu tapei meus olhos com as mãos.

- Você pirou de vez?

- Eu não ligo. Sei me defender.

- Do Governador? Sei.

- Duvida?

- Claro que não. Apenas pare de ser orgulhoso.

- Eu vim até aqui para saber o que aconteceu assim que fui embora.

- Como assim?

- Eu ouvi outra voz masculina.

- Ah sim... – Pensei em como esconderia a parte do beijo. – Era apenas Andie, que disse que havia nos visto, e então ele tentou convencer o Governador e eu consegui o impedir. Eu acho...

- Como você o impediu?

Eu fiquei um pouco quieta por um tempo.

- Eu só conversei. – Falei por fim.

Ele assentiu e em seguida tirou algo de sua mochila.

- Tá aí. – Ele me entregou o livro que eu havia pedido.

- Meu Deus Carl! Obrigada! – O abracei e soltei rapidamente.

Encarei a capa do livro que era cheia de detalhes parecidos com gregos e algumas letras diferenciadas. Mas pelo que li na contra capa, era um romance de uma mulher que enviou uma carta para seu amado e essa carta se perdeu no correio. 50 anos depois, um carteiro conseguiu achar essa carta e enviou para o endereço certo. Eu me encantei com a sinopse e fiquei muito ansiosa para ler.

- Ah Carl, como agradecer? – Falei com um sorriso imenso.

- Só um sorriso já vale muito. – Ele sorriu de volta. – Bem, tenho que ir. Meu pai não sabe que eu acordei.

- Ok, tchau. – O abracei novamente.

Notei que ele ficou vermelho feito um pimentão e saiu.

Eu rapidamente peguei o livro e me deitei no sofá.

[...]

Cheguei até a metade do livro. Até lá, descobri os nomes das personagens: a garota da carta chamava Kary Ann. O carteiro chamava Jorge e o garoto que receberia a carta chamava-se Carlton. Era um nome diferente, mas eu gostei.

Eu o fechei e notei que ainda era tempo para ir até a floresta. Como estava frio, peguei meu casaco e o coloquei. Prendi meu cabelo em um rabo-de-cavalo e saí pela porta dos fundos como sempre. Fui até a certa, mas alguém me derrubou no chão. Minha boca foi tapada por uma mão, e não sei o que aconteceu em seguida, pois fui apagada.

[...]

Acordei deitada num sofá. Mas não era o sofá de minha casa, e sim de um apartamento que parecia abandonado. Eu me desesperei e me levantei rapidamente. Mas logo notei que minhas mãos estavam amarradas e meus pés também, o que causou uma queda no chão.

Tentei gritar ao máximo, mas não havia ninguém. O local estava isolado.

- Interessante... Depois de me beijar, você ainda quis ir ver o namoradinho. – Uma voz conhecida soou atrás de mim, era Andie se aproximando.

Eu me movi e tentei xingá-lo ou gritar por ajuda, mas nada adiantava.

- Por que? – Ele cruzou os braços a minha frente. – Qual o motivo de você tentar me trair?

E com força, ele arrancou a faixa de minha boca. Eu comecei a respirar freneticamente e ele ainda me encarava.

- Responda!

- Eu... Eu não gosto de você. Eu nem sei se alguma vez me apaixonei de verdade. Eu acho que seria melhor se você tivesse morrido na droga do seu churrasco. – Soltei as palavras sem perceber o sentido delas.

- Ah... Claro. – Ele me deu um tapa. – Você acha que é fácil ouvir isso pela primeira vez? Acha que ser rejeitado é bom?

- Falando isso para uma expert. – Eu ri. – Como pode ser tão idiota e falar sem pensar nos outros? Melhor se acostumar com rejeições, pois o mundo não gira em torno de você.

Ele foi me bater novamente, mas eu desviei.

- Você é fraco, Andie. Se não fossem pelas garotas que você “pega”, você seria um nada na vida. Um NADA!

- Cala a boca! Você não sabe o que diz!

- Eu sei muito bem o que eu digo. E acho que você é um idiota por PENSAR que fosse algo importante. Olhe a sua volta. Não resta mais nada, e você é apenas um inútil como todos. – Falei sem medo do que fosse acontecer.

Ele levantou a camisa deixando aparecer um revólver que estava preso a sua calça.

- Eu tenho uma arma. Posso te matar quando bem quiser.

- Então por que não faz isso logo? Esqueceu que aqui é lotado de guardas? Se você me matar, morre em seguida.

Ele riu maleficamente.

- Aqui não é Woodbury. Estamos no meio de uma cidade perdida. Eu a descobri quando fui te seguir e me perdi na floresta. É perto de Woodbury, mas ninguém escutará os tiros. – Ele apontou a arma.

Eu não fechei os olhos. Imaginei que ele não tivesse coragem de atirar, mas apenas sorri antes dele atirar.

E logo, um errante apareceu atrás dele, e ele perdeu o controle e acertou minha cintura de raspão. Eu não me preocupei com o machucado nem com o errante, que por sinal estava ocupado com o corpo de Andie. Apenas tentei me soltar de tudo que era forma, mas não consegui. O errante se levantou e veio atrás de mim. Eu o chutei com fraqueza, apenas o derrubei e tentei me levantar para sair correndo. Mas eu não conseguia, pois minhas pernas estavam presas. Eu procurei por uma faca. Qualquer uma, mas a única que vi, estava no bolso de Andie, que agora estava coberto de tripas.

Sem pensar, me aproximei de seu corpo e com as mãos, tentei pegar a faca. Eu só sentia os órgãos quentes e o sangue se misturarem em minhas mãos, mas eu não conseguia enxergar, pois minhas elas estavam presas atrás de mim. Consegui sentir algo gelado e cortei um dos dedos sem querer.

Cortei o pano em minhas mãos com dificuldade, em seguida, o errante se aproximou de mim, mas não pude fazer nada, ainda não conseguia me levantar. Tentei me afastar engatinhando, mas não consegui ir muito longe. Mas ganhei tempo com o errante. Peguei a faca com as mãos trêmulas de nervoso. Tentei cortar o pano em minhas pernas, mas estava difícil. O sangue de minha cintura vazava aos montes. Eu estava nervosa com tudo.

Consegui cortar o pano e cravei a faca na cabeça. Ainda em desespero, me levantei e tentei abrir a porta, que estava trancada. Eu não procurei a chave, apenas olhei pela janela para saber se era uma grande altura. Por sorte, era o segundo andar, que não era tão alto do chão. Eu tentei pisar na outra aba da janela do andar abaixo e escorreguei, quase caindo.

Fiquei totalmente nervosa, mas precisava sair de lá e achar um médico. Quase não senti minha queda daquela altura.

[...]

Me vi no chão. Caída. Minha visão estava em preto e branco e eu não conseguia respirar direito. O sangue de Andie ainda estava em minhas mãos e eu só queria que tudo fosse um pesadelo.

Me levantei com dificuldade e tentei andar normalmente até a floresta, que de fato, não era tão longe. Assim que entrei em contato com as folhas secas, minha visão se embaçou, mas não havia ninguém para me ajudar, o que me fez andar com mais dificuldade de enxergar. Consegui avistar algo voar. Um pássaro provavelmente.

Voltei minha atenção para frente. Eu não sabia mais qual era o caminho certo para Woodbury e eu estava quase morrendo. O sangue jorrava de mim. Nunca pensei que pudesse sair tanto sangue de um lugar. Suspirei fundo e fui ofegando até uma parte até não aguentar mais.

[...]

- Mari! Acorda, por favor... Não morra... Por favor... – Senti algo ser prensado em minha cintura.

Eu tentei dizer algo para acalmar essa pessoa, mas eu nem sabia quem era. Não conseguia vê-la e nem ouvir sua voz direito.

- Dói muito... – Acho que foi o que eu disse.

A pessoa parecia extremamente preocupada, até me carregou no colo. Me lembrei de quando era pequena e eu dormia no sofá e acordava na cama. Minha mãe sempre me disse que Lucas que me levava em seu colo. Por que eu estava lembrando isso naquele momento?

Eu só consegui ver que o que essa pessoa prensava em minha cintura era um paninho. Talvez uma camisa. Eu sei que a pessoa estava histérica.

- Acalme-se... – Consegui dizer e procurei o rosto dessa pessoa para tocar. Devo ter tocado em sua boca, pois a pessoa segurou minha mão e a beijou.

- Você está bem?

- Eu... Não sei...

Give me love like her

'Cause lately I've been waking up alone

Paint splattered teardrops on my shirt

Told you I'd let them go

And that I'll fight my corner

Maybe tonight I'll call ya

After my blood turns into alcohol

No, I just wanna hold ya

Eu realmente não sabia se estava bem ou não. Apenas sentia uma dor horrorosa em minha cintura, mas ela passava aos poucos quanto mais aquela camisa ou sei lá o que era prensada no hematoma.

Give me love like never before

'Cause lately I've been craving more

And it's been a while but I still feel the same

Maybe I should let you go

You know I'll fight my corner

And that tonight I'll call ya

After my blood is drowning in alcohol

No I just wanna hold ya

- Mari... Você me assustou. Você precisa de ajuda. E rápido.

A pessoa me apoiou em seus ombros e me levou por um caminho que eu não consegui enxergar qual era.

- Andie está morto, né?

- Acho que... Sim... – Falei com dificuldades.

Aos poucos, consegui notar que a voz era conhecida.

- Eu mataria Andie se ele não estivesse morto.

E a pessoa me lançou um abraço profundo. Não pude sentir muito dele devido à dor que eu sentia. Em seguida, fui surpreendida com um beijo, que acabou rápido.

- Mari, por favor. Nunca mais apareça caída assim. Eu quase morri.

- Ok...

[...]

Acordei com a visão normal. Eu já estava em Woodbury em minha própria cama. Como fui parar lá? Não sabia. Será que tudo não havia se passado de um sonho? Será que eu havia mesmo assistido a morte de Andie e quase me matado por culpa dele? Será que eu havia sido resgatada por uma pessoa que me beijou? Será que fui beijada?

Notas finais
E aí? Gostaram? O que será que acontece depois? Gente... Vou matar vocês de curiosidade ou vocês vão me matar de raiva?
Mas espero que esperem até mês que vem. Igualmente para TEC.