Why Me?

8 Capítulo 8 - If I Die Young


Notas iniciais
Heyhey, voltei ♥
Espero que gostem, deu um trabalho imenso para escrever...
To criando uma nova fic que é Original.
LINK: http://fanfiction.com.br/historia/431511/Diario_de_Olivia_Goot/
Espero que gostem :)

Me despedi de Carl e esperei até ele ir embora para ir para Woodbury. Ao chegar lá, entrei em minha casa, e a única pessoa que encontrei, uma grande surpresa, Andie.

Eu passei por ele reto, mas ele estava sentado no sofá e me encarava.

– Sabe que tem uma hora que você terá de encarar tudo isso, né?

– Sei. – Falei abrindo a geladeira.

Tirei uma garrafa da água de lá, e na hora que fui fechar, Andie estava parado bem a minha frente. Eu passei esbarrando nele e me sentei no sofá.

– Mari, você é encantadora, linda, perfeita, tudo que todos queriam ter. Afinal, essa casa é só sua?

– Primeiro, sim, sei que sou tudo isso, mas você não acha isso de verdade. Segundo, sim, a casa é só minha, e não pense que vou te perdoar, interesseiro. Agora, vá embora que tenho tanta coisa melhor para fazer.

Ele olhou feio e saiu pela porta da frente, o que foi um erro, deveria ter saído pela dos fundos.

Segurei meu colar e suspirei. Será que eu estava fazendo tudo certo? Não queria problemas para minha vida. Subi até meu quarto e me empoleirei na sacada e fiquei observando a noite estrelada. A casa do Governador estava iluminada e ele parecia discutir sobre algo. Sei que foi errado, mas fiquei observando ele pela janela. Pude escutar vários gritos raivosos vindo de lá, e apenas ouvi a palavra “morte” nas frases.

Pouco tempo depois, a luz do quarto superior apagou e vi o Governador sair pela porta da frente. Ele veio em direção de minha casa. Assim que ouvi as batidas na porta, saí em disparada. Cheguei até a porta e apenas girei a maçaneta.

– Mari... Temos notícia delas.

“Delas” só podia significar Abtry e Carrie. Eu assenti levemente com a cabeça e ele passou a mão pelo cabelo.

– Sinto muito.

Eu não chorei, nem sorri, mas também não sabia o que eu realmente sentia. As mortes não me faziam mais chorar, as tristezas ainda menos. Eu não tinha vontade de chorar, gritar, ficar feliz, nada. Não queria demonstrar emoções.

– Eu vou lhe deixar só. – Philip falou saindo.

Fechei a porta calmamente e subi as escadas devagar. Abri a porta de meu quarto e me deitei na cama. Eu não estava deitada para dormir, apenas para refletir. Notei que chovia lá fora e fui até a sacada. Senti o primeiro toque da chuva em meu corpo. Logo, me encharquei por inteira, mas eu não estava incomodada, apenas feliz.

[...]

Não sei como fui dormir, mas sei que acordei com minha cama encharcada e eu também. Desde os cabelos até os sapatos. Saí da cama e fui até o banheiro. Me olhei no espelho e notei que parecia uma demônia. O que havia acontecido comigo? Abri o chuveiro e retirei minha roupa molhada. Entrei no banho sem me importar com a temperatura da água. Provavelmente estava congelando.

Acabei o banho e me enxuguei. Coloquei uma toalha envolta de meu corpo e saí com os cabelos pingando. Fui até meu quarto e abri o guarda-roupa. Coloquei apenas um short e uma blusa com estampa de flores. Sequei meu cabelo na toalha e a joguei em um canto. Lembrei de minha mãe após isso. Ela nunca gostou de toalha jogada. A peguei rapidamente e a coloquei na sacada para secar.

Uma coisa que eu havia trazido de casa comigo, era uma escova de cabelo. E logo a peguei no banheiro e penteei meu cabelo com delicadeza.

Desci as escadas e resolvi passar na floresta. Aí foi a mesma rotina de sempre. Sair pela porta dos fundos, correr até o buraco da grade e finalmente chegar na floresta. Assim que cheguei lá, Carl não estava. Eu não me importe e me deitei na grama. Fiquei observando o céu enquanto comecei a cantar uma de minhas músicas favoritas.

If I die young bury me in satin
Lay me down on a bed of roses
Sink me in the river at dawn
Send me away with the words of a love song
oh oh oh oh

Lord make me a rainbow, I'll shine down on my mother
She'll know I'm safe with you when she stands under
my colors, oh and
Life ain't always what you think it ought to be
No ain't even grey, but she buries her baby

The sharp knife of a short life, well
I've had just enough time

If I die young bury me in satin
Lay me down on a bed of roses
Sink me in the river at dawn
Send me away with the words of a love song

The sharp knife of a short life, well
I've had just enough time

And I'll be wearing white when I come into your
kingdom
I'm as green as the ring on my little cold finger
I've never known the lovin' of a man
But it sure felt nice when he was holding my hand
There's a boy here in town says he'll love me forever
Who would have thought forever could be severed by

The sharp knife of a short life, well
I've had just enough time

– Cantando? – Carl apareceu atrás de mim.

– Talvez.

Ele se sentou ao meu lado. Assim que abriu a boca para falar algo, escutamos uma voz:

– Mari? – Essa não... Quem era?

A voz era conhecida e afeminada. Só podia ser alguém... Mia.

Pulei em Carl e tampei sua boca com minha mão. Fiz um sinal de silêncio para ele, que parecia confuso.

– Mari, cadê você?

Ainda estava com a mão sobre a boca de Carl e meu corpo acima do dele. Tudo estava quieto. Ouvimos os passos se afastarem e esperei mais alguns minutos. Assim que ele foi se levantar, devo ter forçado o braço dele, pois ele gemeu de dor.

– O que foi? – Ele perguntou indignado.

– Mia. Era aquela garota.

– Mari! Sabia que você estava aí. – Ah não... – Quem é esse?

– Como você me achou? – Perguntei irritada.

– Eu te segui.

– Eu acho que agora você pode me dizer por que anda tão irritada. Ah sim, friendzone, certo?

– Cala a boca! – Gritei com raiva. – Eu não gosto do Carl!

– Carl? Que nome estranho.

– Ei! Eu ainda estou aqui. – Carl protestou.

– Você não se manca? Destruiu metade de minha vida, e eu ainda era sua amiga. Pra ser sincera, queria você morta! – Só depois me dei conta das palavras que disse.

– Ok... Tchau pra você também. – Ela saiu.

Notas finais
E aí? Gostaram? Mereço comentários? Não? Tudo beim... #Xatiada
Enfim gente, fiquei muito feliz de ver várias pessoas que não comentavam. Eu não ligo muito de receber comentários (mentira), mas eu acho que seja um ato bem legal da pessoa :D
Mas se você não tem tempo de comentar, ou preguiça, eu entendo. Sei como é... Mas eu fiquei realmente bem feliz de receber os comentários no último capítulo. Queria dizer que estou bem feliz com já 19 leitores. Sério, eu não esperava isso gente. Muito obrigada mesmo! Vocês são demais! Só isso ♥