Why Me?
41 Capítulo 41 - Heartbreak
Notas iniciais
A garota que se dizia minha prima estava caída, com uma expressão dolorosa presente em seu rosto. Sua testa estava franzida e seus olhos azuis fechados. Me perguntava como ela podia ser tão diferente de mim. Se ela fosse mesmo minha prima, sendo um de meus pais irmão de um de seus pais, eles deveriam ser bem diferentes. Ou era mais uma das dúvidas genéticas da vida.
Ela usava a mesma blusa rosa que usava no dia em que... Argh. No dia em que eles me "traíram". Dois idiotas. Como foram capazes de mentir pra mim? Jurar para mim?
Kelly não se movia. Não me dei o trabalho de checar se estava viva ou morta. Se estivesse viva, provavelmente morreria. O local estava predominado por errantes.
Ignorei o fato de ter uma garota quase morta (?) no chão e fui até um dos armários. Assim que o abri, caiu um pano sobre meus pés. Notei que nas prateleiras, haviam alguns enlatados e garrafas d'água, e os peguei, colocando sobre o pano e dando um nó ao topo. Olhei pela pequena janela e tive uma visão nítida do tanque e dos errantes que perambulavam mancando ao seu redor. Achei um pedaço de tecido sobre a pia e o enrolei na coxa, fazendo um suporte para a faca. Era pouco, mas o suficiente para retirá-la com facilidade.
Peguei os suprimentos e segurei como uma bagagem de costas. Saí pela porta por onde entrei e me esgueirei na parede que separava o canteiro do tanque. Alguns errantes passaram para a outra área, deixando o local mais vazio. Assim que grande parte dos mortos-vivos saíram, posicionei a mão no cabo da faca e saí correndo até a grade. Lidei com um errante no caminho, mas como era uma luta justa de 1x1, retirei a faca do suporte e finquei na cabeça em decomposição. A faca afundou e quando a criatura caiu, posicionei o pé em seu olho e removi a arma.
Saí pela mesma grade por onde entrei, da qual arranhei um pouco de minha bochecha. Voltei a faca ao suporte, sujando meu jeans com um pouco de sangue podre. O arbusto à minha frente se mexeu e vi as cabeleiras louras sobre a planta. Me aproximei com um sorriso e me sentei ao lado das duas crianças.
– O que você achou lá? — perguntou Lucie.
Abri a boca, planejando falar sobre Kelly e sua talvez morte, mas resolvi falar que achei apenas errantes e comida.
– O pessoal deixou tudo para trás — afirmou Chris.
Assenti com tristeza. Algo também fora deixado para trás. Minhas lembranças.
– É seguro acampar aqui fora? — Lucie observou o local ao seu redor. — Florestas são assustadoras.
Olhei para o céu. Ainda não havia escurecido, mas os tons de azul estavam se tornando em tons pastéis, como amarelo e salmão. A prisão seria um lugar muito ruim para acampar? Talvez as celas pudessem ser seguras por apenas uma noite. E se eu tomasse todo o cuidado necessário, sairíamos de lá sem nenhum arranhão.
– Ei, o que vocês acham de dormir na prisão? — perguntei.
– Não é perigoso? — o garoto dos belos olhos perguntou.
– Sei cuidar de mim mesma. Consigo cuidar de vocês também.
Ambos se entreolharam e pareceram concordar comigo.
– Ótimo — sorri.
[...]
Os errantes não estavam mais presentes na área em que as celas se encontravam. Olhei para as crianças, indicando o bloco B com o queixo. Era uma grande parede de tijolos com a frase "bloco B" e antes das palavras encontrava-se uma porta de ferro.
Fiz um sinal aos dois e saí correndo em direção ao local. Tropecei em uma rachadura sobressaltada no chão, mas não caí. Cheguei à porta e olhei para trás. Lucie estava quase ao meu lado e Chris corria atrás. Olhei para frente e só precisei tocar à porta para que ela abrisse.
Assim que se abriu, revelou as celas no andar de baixo e no de cima, que eram separadas por uma escada. Fui andando em direção de uma das celas e ouvi um rangido da ferrugem velha da porta se fechar. Vasculhei a cela da qual tinha entrado. Era simples, apenas uma beliche e uma cadeira ao lado de uma pia com um armário embaixo. Nessa cela, os cobertores estavam jogados ao chão, mas eles não seriam necessários. O dia estava quente. A noite provavelmente seria também. Chamei Lucie e Chris e eles adentraram a cela. A garota se jogou na cama de baixo e fechou os olhos, como se fosse a primeira cama em que ela dormia há dias.
– Vocês dormem aí. Podem ficar acordados por enquanto. Creio que o local está seguro — falei.
– Você não vai dormir? — questionou Chris.
– Vou checar tudo antes. Vou fechar a cela de vocês, caso aconteça algo.
Lucie olhou com medo, talvez não devesse ter dito aquilo. Notando a preocupação da garota, completei:
– Mas, os gemidos dos errantes não podem ser ouvidos, o que significa que estão distantes. Talvez no Bloco A.
Pareceu aliviar a expressão da garota. Sorri e peguei a faca do suporte, e joguei o saco de suprimentos sobre a cadeira, fechando a cela deles por um instante. Caminhei até a escada, ao seu lado havia uma porta de grade que separava de outra ala. Por precaução, a fechei. E peguei um cano que encontrei ao meu lado, colocando entre uma grade e outra. Para firmar, me encostei na parede e forcei o pé contra um pedaço do cano, que se entortou, deixando o local trancado. O outro lado era apenas parede. Havia alguns buracos de bala, mas nada que alguém pudesse entrar por. Analisei o local e resolvi explorar as celas.
Peguei a faca e caminhei com ela nas mãos, preparada para qualquer coisa que pudesse enfrentar.
Subi as escadas e comecei a vasculhar as celas. Do fim ao começo. A primeira que avistei não tinha nada de especial. Abri o armário abaixo da pia e encontrei algumas balas de .22. Peguei-as e guardei em meu bolso. Analisei abaixo da cama e encontrei uma caixa. Dentro dela, havia um papel e canetas, mas sem nada escrito. Peguei uma caneta, mas peguei por pegar mesmo, pois ela não teria muito valor na jornada.
Na segunda e na terceira cela não encontrei nada, mas em compensação, a quarta estava cheia de coisas. Vários quadrinhos espalhados pelo chão. Muitas balas e até mesmo um silenciador. Avistei o lençol limpo e o puxei, para levar para baixo, mas, assim que o puxei, o colchonete caiu junto. Seria normal, se não fosse pelo que caiu junto do colchonete e do lençol: fotos. Muitas e muitas fotos. E a maioria era de máquinas instantâneas. Peguei todas e as juntei, analisando uma por uma. Todas eram iguais, praticamente. Eu beijando o rosto de Carl. Nós nos beijando, e tinha umas minhas dormindo. Era bizarro. Fiquei imaginando que essas fotos foram tiradas antes de perder a memória. Pensei novamente, sobre Carl ter jurado que éramos um casal. Porém, se tivéssemos sido um dia, ele havia me traído. E será que fora aquela a primeira vez?
Um calor inexplicável subiu à minha cabeça e eu joguei as fotos no chão, me sentando na cama e apoiando as mãos nos joelhos. Olhei novamente para a bagunça que havia feito no chão e desisti de tentar arrumar. Me deitei no colchonete de baixo e puxei o cobertor do chão, me cobrindo.
[...]
Perdi a noção da hora. Devia ser tarde, e eu tinha que sair da prisão quanto mais cedo possível. Cambaleei para fora da cama. Quando estava saindo, notei os quadrinhos no chão. Puxei o lençol e fiz outra bagagem só com os quadrinhos. Desci as escadas correndo e fui até a cela onde estavam as crianças.
– Mari! — Chris falou com alívio. — Pensamos que estivesse morta!
– Desculpe, dormi mais do que podia.
– Tudo bem — Lucie sorriu e seus olhos se iluminaram. — Você precisava de um descanso.
– Bem — falei deslizando a grade da cela. — Temos que ir. Vamos fazer o caminho dos trilhos. Temos que passar pela floresta antes.
Por algum motivo, assim que falei da floresta, meu peito doeu. Aquelas cenas que iam e voltavam à minha cabeça se estenderam e pude enxergar um pouco melhor. Preferi fechar os olhos e esperar todas aquelas imagens se esvaírem.
– Peguem aquela sacola com suprimentos. O caminho será longo.
[...]
A saída da prisão foi tão tranquila quanto a entrada: não nos deparamos com nenhum errante. Assim que chegamos na floresta, me senti confortável como se conhecesse o local mais do que a mim mesma. Olhei para o alto e vi algumas folhas balançando no topo das árvores. Olhei para frente novamente e notei que havia um trilho seguindo para uma pequena colina. Inclinei a cabeça para o local, indicando às crianças que era aquele caminho que deveríamos seguir.
Ao colocar o pé num dos trilhos, notei que a mata acabava por ali. Dava para ter uma vista ampla da prisão em escombros. Suspirei levemente e senti um aperto no coração. Apenas toquei o cabo da faca presa à coxa e segui caminhando, segurando a "bagagem" com os quadrinhos. A paisagem era repleta de árvores elevadas ao redor, mas havia um grande "túnel" natural por onde os trilhos passavam. Talvez o apocalipse tivesse afetado o sistema de transporte da área. Lucie e Chris andavam silenciados. Às vezes era possível escutar um suspiro ou outro atrás de mim. Talvez até pequenos tropeços no metal que compunha o chão. Fiquei pensando em como eles haviam sobrevivido. E fiquei imaginando como estariam as pessoas de Woodbury. Não, não vou me importar com o passado, pensei.
Seguindo mais a frente, avistei um casebre pequeno, do qual poderíamos acampar. Retirei a faca do suporte e olhei para os dois.
– Vou checar.
Ambos assentiram e eu me virei novamente, me aproximando da porta de madeira de demolição. Posicionei a faca à frente de meu corpo e chutei a porta, que não se abriu. A chutei novamente e a madeira fez um estalo ao se colidir com a parede. Estava escuro no local. Me lamentei por não ter uma lanterna. Caminhei com passos lamentosos sobre a madeira gritante. Chutei a porta do primeiro quarto e me empurrei para frente, levantando a faca. Não havia nada além de escombros no pequeno cômodo. Dei meia-volta e chutei a outra porta. Dessa vez, escutei um barulho de passos sobre a madeira que rangia. Senti um perfume no ar. Parecia familiar quando adentrou minhas narinas. Era doce e cítrico.
Se tinha algo que eu não suportava, era essa coisa da memória vir e voltar. Já havia tido uns surtos por não saber como controlá-las, mas estava trabalhando nisso. Iria guardar para mim de agora adiante.
O perfume ficou mais adocicado quando adentrei o quarto. Estava tudo escuro, mas podia ver que havia uma cama no centro. Um barulho mais alto, como de esbarrão se formou mais à frente. Me aproximei na ponta dos pés até a cortina embolada ao fim do local. Com apenas um toque, a puxei, descobrindo o corpo de uma garota. Ela apontou a arma para mim:
– Abaixe sua faca — ordenou.
– Abaixe a sua arma — retruquei.
Ela me olhou ainda segurando a .22. Não conseguia ver muito de sua face e suas vestes pela falta de iluminação. Mas tinha certeza que estava entre 15 e 20 anos.
– Não abaixarei nada até que me prove confiança — falou apontando a arma para minha testa.
– Então atire — falei abrindo os braços em modo de rendição.
– O que?
– Isso aí. Tome coragem e atire, fedelha.
A garota ficou pasma por um tempo e começou a gaguejar:
– Eu... Eu atirarei. Não duvide do meu poder!
Respirei fundo e apontei com a faca para sua arma.
– Pretende atirar como? Sem balas?
– Como... Como você sabe?
– Sei interpretar algumas mentiras. E você não parece confiante.
Ela levantou a arma.
– Mas ainda posso te matar com ela.
– Podemos fingir que uma de nós morreu e cada uma seguir sua rota? Realmente, estou sem cabeça pra lutar hoje.
E ela pareceu surpresa com minhas palavras. Ela guardou a arma em seu bolso. Suspirou levemente e me olhou mais uma vez.
– Você é Mari? De Woodbury?
– O que importa?
– Você é uma traidora, sabia?
– E daí? A vida não é cheia de flores sempre.
Ela levantou as mãos em modo de rendição.
– Okay, bem, mas o que te levou a...
– Podemos conversar lá fora? Aqui está muito escuro.
Ela assentiu. Saí do cômodo com a faca nas mãos e fui até o lado de fora do casebre, onde estavam as crianças. Me virei e vi que a garota estava com a mão no rosto, como se seus olhos não aguentassem a claridade presente no lado de fora. Me aproximei de Lucie e fiquei entre ela e o irmão.
– Lucie, Chris, peguem um enlatado na bagagem. Vocês precisam comer.
A pequena garota pegou uma lata de sopa. Ela passou delicadamente para minhas mãos e eu finquei a faca na tampa, conseguindo fazer um buraco. Foi fácil depois, apenas cortando ao redor. Dei novamente às mãos da pequena, a lata, e ela pareceu contente. Ela bebia um gole da sopa e Chris bebia outro.
– Podemos continuar? — perguntou a morena dos olhos verde-escuros e eu assenti. — O que te levou a quase massacrar todos nós, inclusive alguém que você amou um dia?
– Vou te atualizar: quando se cai de um barranco direto com a cabeça numa pedra, podem acontecer coisas péssimas. Eu perdi a memória. Fui convencida de coisas erradas e fiz coisas erradas. Confiei em pessoas indevidas e adivinhe? Quebrei a cara no final. Estou vivendo por mim e por essas duas crianças — apontei para os dois que saboreavam a sopa fria — e estou muito bem.
– Mas... Você sente bem fazendo isso?
– Isso o que?
– Abandonando tudo.
Senti um aperto no coração quando fui responder "sim". Era total mentira. Só parecia bem, ou nem isso, mas eu estava até pior do que pudesse parecer.
– Não sei o que sinto. Só quero sobreviver. Apocalipse não perde tempo. Também não perderei o meu.
Os olhos da garota pareceram dolorosos como se ela sentisse toda minha energia negativa. Ela abriu a boca, gesticulando palavras, mas a fechou em seguida. Ajeitou sua camisa jeans sobre a calça preta e torceu a boca.
– Bem... A prisão caiu com a chegada do Governador. Não tenho ideia de onde estava Carl, de onde Kelly ia todo dia, de onde você estava. O Governador estava procurando por Carl havia um tempo. Depois daquele incidente do quase massacre seu, todos imaginaram que ele estava sobre sua visão, ou sendo torturado, ou apenas cativado como animal. Fui mandada para espionar a cidade inimiga, principalmente você.
– Eu não o torturei. Fomos torturados. E eu que saí pior, ao fim — despejei as palavras.
Chris e Lucie pareciam respeitar a conversa e seguiram apenas se concentrando na sopa fria. Assim que acabaram, foram até um pouco mais distante para brincar de pega-pega.
– Como? — a morena perguntou.
– Apenas ocorreu. O mundo se vira contra você e tudo que se pode fazer é sofrer ou ser mais prensada.
– Você sabe de Woodbury?
– Não me importo com aquele povo.
Ficamos em silêncio por um tempo.
– Você tem grupo? — ela perguntou.
– Apenas as duas crianças.
– Ah, entendi. Bem, eu achei um grupo... Talvez se você quisesse ir comigo...
– Não — neguei. — Eu vou seguir os trilhos. Ahn, obrigada.
– Tudo bem. Tenho que voltar agora, o caminho é longo. Há um pequeno condomínio de casas mais a frente. Apenas seguir os trilhos.
Assenti com a cabeça. Talvez fosse um lugar bom para a busca de suprimentos. Se desse sorte, podia até montar um grupo lá.
Quando a garota se levantou, peguei o lençol com a bagagem e retirei munição de .22 que havia encontrado numa das celas. Lhe entreguei e sorri de canto. Ela sorriu e disse:
– Qualquer coisa, meu nome é Adélia.
Assenti e a observei sair correndo em direção das árvores. Virei-me para os dois atrás de mim.
– Vamos crianças. Pé nos trilhos.
[...]
Já era fim de tarde quando avistei as chaminés e as telhas claras. Sorri sentindo um ânimo correr em minhas veias. Toquei o cabo da faca antes de tudo. Olhei para trás e vi Chris segurando aquele lençol que continha algumas coisas. Lucie parecia distraída com os pássaros que voavam pelo céu. Virei-me novamente e vi algumas casas.
A primeira tinha uma cerca ao redor. Dei uma leve olhada para ver se era seguro para as crianças. Não havia qualquer errante fora. Não por ali. Voltei aos dois e olhei bem nos olhos de Chris.
– Vou dar uma olhada na casa. Fique na vigia por mim — me ajoelhei à altura de Lucie e sorri levemente — se comporte! Volto logo.
Sorri e deixei os dois sentados ao chão quase que coberto pelo mato. Subi os degraus da varanda e abri a porta. Ela estava destrancada, talvez pudesse ter sido revistada antes de chegar. Mas, pelo contrário. Ela tinha muitas coisas espalhadas. Comida na cozinha, algumas facas e remédios. Precisava achar uma mochila. Qualquer coisa que servisse do tipo.
Foi aí que escutei um barulho no andar de cima. Gelei e pensei nas crianças. Me convenci de que elas estavam bem. Posicionei a mão sobre o cabo da faca e subi cada degrau silenciosamente, tentando fazer o mínimo de barulho.
Me aproximei do quarto de casal, que era o único que estava com a porta aberta. Era um quarto bem conservado e sofisticado para um apocalipse. Uma grande cama à direita e alguns quadros com fotos acima. Uma cômoda ao lado e uma porta fechada, provavelmente um banheiro. Havia um detalhe importante: uma das janelas estava aberta.
Olhei para trás para ter certeza de que não havia ninguém. Novamente, ouvi um barulho vindo da parte de fora da janela. Vi uma mão tocá-la e me escondi às pressas atrás da cômoda. Vi apenas pernas e em seguida, uma camisa azulada xadrez. Me aproximei lentamente, com a faca já em posição. A pessoa desceu as escadas e eu desci devagar, atrás. Procurei fazer o mínimo de barulhos novamente. Quando a pessoa pegou um item em cima de um sofá na sala, uma raiva me subiu pela cabeça. Era um chapéu. Ele o posicionou na cabeça e pegou uma sacola branca em cima da mesa de jantar. Esperei até que ele saísse da casa para poder avançar. Assim que seus pés alcançaram o chão, fui correndo puxei seu pé com minha perna, fazendo-o cair de frente para mim. Ele não gritou, apenas abriu os olhos. Seu chapéu caiu da cabeça, um pouco mais à frente. Lucie e Chris vieram correndo ao ouvir os gemidos de dor.
– Mari — Chris gritou. — Quem é essa pessoa?
Olhei para o garoto e olhei para minha vítima novamente. Sorri amargamente e falei:
– Alguém que costumava conhecer.
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