Why Me?

3 Capítulo 3 - No more fights


Notas iniciais
Oie :D
Vi que já tenho 10 leitores :O
Fiquei bem surpresa mesmo. Mas desses 10, apenas minha prima favoritou kkk's
Mas enfim, espero que gostem desse capítulo.
(Tadinha da Mari. Sempre sofrendo)

Abtry foi parando o carro lentamente. Carrie ficava batendo palmas de empolgação, o que me fazia me estressar cada vez mais. Mia segurou em meu braço e me mostrou a cena que se passava pela janela do carro. Havia vários “deles” lá. E estávamos parando quase no meio deles. Tanques de guerra espalhados por tudo e vários carros parados como se tudo tivesse acontecido em um trânsito. Lucas encostou o carro um pouco longe de nós. Abtry estacionou em seguida.

– Olhem... – Tentei falar, mas Mia tapou minha boca com a mão.

E logo, ela me puxou para detrás do tanque. Havia muitos mesmo! Eu fiquei assustada, mas vi Lucas fazendo um sinal de “tudo bem” e fiquei mais confortável.

– Vamos para um prédio! – Ele ordenou em sussurros.

Todos nós concordamos e o seguimos até um predinho que havia por perto. Nenhuma “coisa” havia nos visto. Conseguimos entrar sãos e salvos. Mas foi por pouco tempo, até que um atacou Carrie, a fazendo gritar. Lucas fincou sua faca na cabeça da criatura e ela caiu no chão. Por sorte, não havia contaminado Carrie. Ou por azar. Mas o grito dessa desgraçada atraiu o máximo possível deles.

– Cala a boca, Carrie! – Abtry se segurou para não bater nela.

A menina ainda estava com uma expressão assustada. Saímos do prédio correndo e fomos para os carros. Um “deles” começou a bater na porta de nosso carro. Mas por um segundo, Lucas conseguiu fazer o carro dele colidir com o nosso, esmagando a criatura, a matando. Literalmente. Abtry ligou o carro rapidamente, mas era duro de se concentrar com os gritos de Carrie pelo carro. Jurei que a socaria. Finalmente, o carro deu partida e conseguimos sair da cidade. Onde estava o tal “centro de refúgio”?

Passou algum tempo que estávamos na estrada, e finalmente, chegamos até uma floresta um pouco perto de Atlanta. Havia algumas barracas lá, então achamos que podíamos nos abrigar no local.

– Aqui é perfeito! – Abtry falou com um sorriso imenso.

– Tem barracas, e por ser uma floresta, deve ter animais, ou seja, comida! – Lucas falou.

– Barracas? Preciso de uma! – Andie falou jogando sua mochila no chão.

Eu ainda desconfiava um pouco do local. Algo nele me fazia pensar que corríamos perigo. Por que alguém deixaria toda a comida, as armas, barracas, tudo lá? Por algum motivo?

Eu entrei em uma das barracas com cuidado e avistei um corpo morto. Parecia ter apenas a cabeça e poucas partes da costela.

– Lucas! – Gritei e a coisa tentou agarrar meu pé. Eu joguei minha faquinha nele, mas não deu certo.

– Calma Mari. Não se desespere por um errante.

Hum... Errante... Gostei, vou chama-los assim agora.

Lucas apenas bateu com a faca na cabeça da criatura que morreu em seguida. Lucas o tirou da barraca.

– Agora, temos de decidir em qual barraca cada um dormirá.

[...]

Passados praticamente um mês, ainda vivíamos no acampamento, e cada dia eu me sentia mais desconfortável. Sei lá, mas aquele lugar era estranho. Lucas e Abtry se olhavam de um modo estranho. Algo sem palavras para descrever. Já Carrie, vinha perto de mim toda vez e falava sobre maquiagem para conquistar Andie. Eu sempre ignorava e ia embora. Mas Lucas não era o único estranho. Mia também agia de um modo diferente. Ela não falava comigo e nem com ninguém. Parecia que tinha um segredo.

– Mari? Acho que você já pode usar uma faca melhor. – Lucas sorriu me dando um facão de churrasco. O favorito de meu pai.

– Obrigada Lucas! – Pulei nele o derrubando completamente. Ele riu e fez cócegas em mim.

– Tá pesadinha, hein?

– Cala a boca! – Eu dei um tapa em seu ombro.

– Sem bater! – Ele gritou me batendo de volta.

E assim, a briga de brincadeira passou a ser real. Ele me batia, eu batia nele de volta.

– Covarde! – Gritei chutando sua canela.

– BV! – E assim que eu perdi a calma e avancei nele diretamente.

E começamos a lutar, ele era mais forte que eu, mas meus socos eram certeiros. Abtry e Carrie vieram correndo para nos segurar. Abtry me segurou enquanto Carrie tentava segurar Lucas.

– Parem de agir como criancinhas! – Abtry falou nervosa enquanto eu me debatia em seus braços.

Lucas se soltou dos braços de Carrie e se virou para mim, estendendo um braço.

– Sem brigas?

Eu fui embora. Mas pude perceber que ele quase trombou com Abtry.

– Desculpe... – Ele coçou a nuca.

– Não foi nada... – Ela murmurou.

Eu estranhei os dois. Por que eu era a única que não sabia de nada? Eu segui Abtry até sua barraca.

– O que está acontecendo?

– O que? – Ela se virou para mim.

– Você e Lucas... Estranhos... Isso te lembra algo?

– Promete guardar segredo?

– Sempre.

– Nos beijamos. Eu fiquei tão feliz, Mari. Sei que ele é seu irmão, mas foi um idiota de ficar com Carrie.

– Que bom que não sou a única a pensar assim... – Murmurei.

Ela sorriu e olhou para o céu com um pouco de preocupação nos olhos.

– Eu tenho medo dele não sentir o mesmo que eu.

– Aposto que ele te ama. Carrie é só um passatempo! – Falei a consolando com uma mão em seu ombro.

Ela sorriu e se levantou.

– Vou usar o banheiro. Ou uma moita. – Ela riu e foi saindo.

Eu saí de perto da barraca dela, logo senti alguém tampar minha boca. Tentei gritar, mas não deu. E assim que me virei, notei que era Andie. Corei inesperadamente.

– Calma aí. Foi só uma brincadeira. – Ele riu exibindo seus dentes perfeitos.

Eu sorri de volta, mas senti algo me gelar por inteira. Ele se sentou quase na ponta da colina. Eu me sentei ao seu lado.

– Você é muito linda, sabia? – Ele falou se virando pra mim.

– Eu não acho isso...

– Não se menospreze. – Ele colocou a mão em meu rosto. – Já beijou alguém?

Eu me afastei um pouco. Ele não podia saber que eu ainda era BV.

– Tudo bem. Não se preocupe. – Ele sorriu me confrontando novamente.

Ele chegava cada vez mais perto de mim, e eu sentia que meu primeiro beijo seria perfeito, até que Mia apareceu.

– Mari! Não o beije!

– Mas por quê?

– Ele...

Foi aí que todos ouvimos um disparo.

Em seguida, ouvi um grito, mas não era um grito qualquer, era Lucas.

– Não! – Carrie gritou em seguida e pudemos ouvir um disparo.

Fui correndo até a barraca dele e encontrei um errante morto ao seu lado. Ele estava com uma mordida no ombro.

E de repente, minha mente se esvaziou. Algumas coisas vieram em minha mente. Eu tinha 4 anos. Lucas apareceu em casa todo sorridente, e havia uma garota de longos cabelos castanhos ao seu lado. “Essa é a Abtry”, ele disse todo orgulhoso. Lucas não tinha muitos amigos naquela época. O psiquiatra dizia que era por causa de seus gostos serem diferentes das crianças da idade dele e ele não tinha com quem compartilhar tudo. “Abtry curte AC/DC”. Assim que ouvi o nome da garota pela segunda vez, não parecia mais tão normal quanto a primeira. Por que ela tinha esse nome? De que origem era? Só os vi subindo as escadas enquanto conversavam sobre bandas.

Quando fiz 6 anos, eu tinha uma amiga, Bellia. Ela era Italiana e um dia, quando foi visitar sua terra natal, sofreu um acidente de avião e nunca acharam seu corpo. Ela havia morrido alguns dias faltando para meu aniversário, e ela era minha única convidada. Minha mãe, para me consolar, me levou até o supermercado e me deixou escolher qualquer bolo que eu quisesse. Escolhi o maior bolo, que era coberto de chantilly. Eu o carreguei, mas era difícil, pois ele tampava minha visão. E tudo aconteceu tão de repente... Alguém esbarrou em mim e apenas vi o bolo voar e atingir eu e o garoto que havia trombado comigo. Nós dois ficamos cobertos de chantilly e notei seus fortes olhos azuis. Admito que ele foi meu amor de infância, que eu nunca mais havia visto em minha vida.

Quando fiz 9 anos, Lucas deixou oficial que estava namorando Carrie Johans, a garota mais popular da série dele. Eu não concordava com a escolha dele, sempre gostei mais de Abtry, e esse namoro com Carrie fez os dois perderem a amizade antiga. No mesmo ano, conheci Andie Stelaffman.

Em meu aniversário de 11 anos, Lucas não compareceu, pois ele e Carrie haviam ido para uma festa de uma amiga de Carrie. Foi um dia muito triste para mim, pois Mia estava viajando e eu não tinha mais amigos. E como minha mãe ficou magoada de me ver daquele jeito, ela me levou novamente para comprar bolo. Eu fui toda feliz, pois ainda lembrava do garotinho que havia trombado comigo. Infelizmente, eu não o vi. Mas consegui um bolo bem grande, cheio de chantilly.

E naquele ano, com 13 anos, eu estava perdendo minha mãe, e no momento, meu irmão. Meu único irmão. Eu sobreviveria como? Ele era o único homem de verdade naquele lugar, e agora estava morto. Eu me ajoelhei ao seu lado, senti meus olhos desabarem em lágrimas. Segurei sua mão ainda quente e sorri.

– Mari... Não tenha medo do destino... Sempre diga o que você sente. – Ele sorriu e deu seu último suspiro.

Senti sua mão soltar-se da minha, e ele fechou os olhos lentamente e eu caí no choro novamente. Meu corpo caiu sobre o dele, pouco me importei com o sangue dele em mim. Eu apenas o queria de volta. Abtry me puxou de volta e eu tentei me soltar dela.

– Precisamos de alguém que o mate. Ele não pode virar um... “Desses”. – Carrie falou limpando as lágrimas.

– Eu não posso... – Abtry me soltou.

Eu fiquei paralisada enquanto observava ele no chão. Acho que se fosse para ele morrer, gostaria que fosse por mim.

– Me dê a arma. – Falei séria.

– O que? Mas você é muito... – Carrie falou.

– Dane-se minha idade. Apenas me dê a arma.

A arma foi entregue em minhas mãos. Eu apontei para o rosto de Lucas, foi duro, mas as palavras saíram de minha boca.

– Sem mais brigas.

Notas finais
Tenso, não?
O que acharam? Poderiam comentar?

Beijoooks ;*
~Máh