Why Me?

28 Capítulo 28 - Run


Notas iniciais
Oioi gente, antes que leiam, quero que saibam que o capítulo ESTÁ tenso. Me esforcei ao máximo para tentar escrever algo bem diferente, embora achei que ficou meio comum, mas espero que gostem. Perdoem os erros (acabei de acordar)

Continuei caminhando, arrasada depois de presenciar uma cena de corações partidos. Eu estava arfando de tanto que andava. Não parei por um segundo depois de tudo. Peguei minha faca – de Carl, na verdade – e entrei em um pequeno prédio. Senti um calafrio correr pelo meu corpo e logo percebi onde eu realmente estava: no lugar em que Andie me colocou quando me sequestrou.

Aquele lugar ainda me fazia querer sair correndo, mas naqueles dias só pensava em apenas duas coisas: superar os medos e sobreviver.

Levantei a faca e subi as escadas do edifício. Subi até o primeiro andar e dei pequenos passos, tentando abrir as portas dos apartamentos. Nenhuma abria. Precisava-se de uma chave, e eu não fazia ideia de onde estavam. Apenas uma porta abriu e eu senti o gosto de bile em minha boca ao ver a cena. Havia um corpo pela metade, sem feição no rosto, com uma poça de sangue seco ao seu redor. Não conseguia ver se era mesmo Andie, mas lembro de que eu estava no primeiro andar naquele dia. Entrei no apartamento, pulando o corpo morto. Achei uma prateleira e notei que havia apenas dois livros. Um deles era o clássico “Moby Dick”. O outro era um livro de autoajuda para cálculos fácil. Ata, pensei, vou precisar calcular facilmente em um apocalipse.

Peguei o Moby Dick e o coloquei em minha mochila. Entrei em um dos quartos em que havia apenas uma cama de solteiro e vários brinquedos espalhados. O lugar me fez sentir pena. Crianças era um de meus pontos fracos. Achei um urso cor-de-rosa em cima da cama e o peguei. Me lembrei de quando meu pai me trouxe um urso de pelúcia parecido com aquele, exceto pela coloração marrom, e eu o chamei de Teddy. O problema era que o urso me fazia espirrar toda noite, e um dia, acordei sem ele o nunca mais o encontrei.

Carl me veio à cabeça. Ah, como eu queria poder estar na prisão. Queria poder sentir suas mãos rodando em meu cabelo novamente. Queria sentir o sabor de seus lábios novamente. Por que nos separamos? Por que Woodbury e a Prisão eram inimigas?

Close your eyes; i know what you see
The darkness is high, and you're in ten feet deep
But we've survived more terrible monsters than sleep
And you know i will be here to tell you to breathe

Tu sei il mio soldatino (you're my little soldier)
La ragione per cui vivo (the reason i live)
Non ti scordar di me (don't forget me)
Io veglierò su di te (i'm watching over you)

Stumbling lost; the last choice of all that you meet
It's the cost of ruling those 'neath your feet
Paths you've crossed, and trust you're trying to keep
You're exhausted, listening for a voice that can't speak

Saí do quarto e me direcionei até a cozinha. Abri todos os armários possíveis e só achei uma barata dentro da geladeira que me fez gritar. Achei que já era hora de sair do lugar, então peguei minha mochila novamente e abri a porta do apartamento.

Desci as escadas e fui para a rua. Ouvi um barulho de passos lentos e levantei minha faca. Tentei andar mais rápido, por medo de ser o governador. Puxei minha mochila para equilibrá-la em meu ombro e tentei correr, mas ouvi um grito masculino e em seguida alguém pegou forte em minha cintura.

Três homens horrorosos, um com um imenso corte na boca, começaram a me segurar no chão. Um deles era ruivo e cheio de espinhas no rosto. O outro era negro, de cabelos curtos e segurava minhas pernas enquanto eu me debatia. O homem que tinha o corte na boca tinha cabelos negros e sorria maliciosamente.

– Vai Brad, temos o que comer hoje. – O negro falou para o homem do corte.

Soltei um grito agudo e um dos homens meteu a faca na minha cintura, que me fez soltar um grito sem voz. Eu tentei arranhar o rosto do homem do corte, mas não tinha mais forças suficientes.

– Vai Kansas! Tira as calças dela! – O homem ruivo falou para o negro.

O homem negro tocou meu short e começou a tirá-lo. Eu tentei me debater mais para impedir, mas não deu certo. A única opção que eu tinha no momento era gritar ou chorar, e nenhuma delas daria certo. Fechei meus olhos e senti as mãos de um dos homens percorrer minhas pernas, colocando meu short nos pés.

De repente, quando tocaram minha calcinha, ouvi um disparo. Um dos homens me soltou e ouvi outro disparo. Carl, pensei. Abri os olhos e vi o homem do corte me bater e partir para cima do homem que havia disparado. A pessoa que havia disparado me ofereceu uma mão e eu a segurei, me levantando. A facada na cintura doía muito, e eu cambaleei.

– Corre! – O homem que havia disparado gritou.

Peguei meu short e o subi, saí correndo em direção da saída da cidade enquanto os homens lutavam. Só ouvi os urros de dor e saí correndo o mais rápido que podia. O sangue de minha cintura estava manchando minha blusa, deixando uma mancha imensa vermelha. Havia um morro, mas eu não percebi, e acabei caindo nele. Eu gritava enquanto rolava na folhagem seca que cobria a rampa. E de repente, apenas vi uma pedra antes de tudo se apagar.

[...]

Acordei em uma sala qualquer, eu estava deitada em uma maca, bem no centro da sala. Encarei o lustre simples que estava pendurado no teto, e olhei para o lado. Tentei me levantar, mas havia algo em minha cintura. Eu estava cheia de dúvidas, quem era eu? O que eu estava fazendo naquele lugar? O que havia acontecido?

Um homem com um sorriso gentil e um tapa-olho entrou na sala, com cuidado. Em seguida dele, um garoto mais novo, de fortes olhos verdes, abriu um sorriso torto para mim. Os dois se aproximaram e me encararam. Me perguntei o que eles eram de mim, e o que eles faziam lá, aliás, o que eu fazia lá.

– Quem é você? – Olhei para o homem de tapa-olho.

– Ah, sou o Governador. Cuido da cidade de Woodbury.

– E eu? – Tentei me levantar novamente, mas senti uma pontada de dor na cabeça.

– Você é Mari. E você é e sempre foi de Woodbury.

Notas finais
E então? O que acharam? Por favor, comentem suas opiniões, adoro ler seus comentários ^^ (Fantasmas, deixem um "oi" para eu conhecê-los) OBS: eu não sou brava, e não ficarei irritada com meus fantasminhas :) Beijooks