Why Me?

22 Capítulo 22 - Suicide


Notas iniciais
Oi gente, quero avisar que o capítulo de hoje está bem tenso. Realmente. O jogo ainda está valendo, pra quem não sabe, é um jogo de perguntas, e as que eu mais gostar serão selecionadas, e o autor que tiver respostas mais selecionadas poderá ter seu personagem na fic. Boa leitura.

Saí daquela sala, mas por outra porta. O local mais parecia como os fundos de Woodbury. Era estranho, nunca havia visto aquele lugar. Eu fui andando para dar uma explorada, e acabei achando o que não queria. Ouvi gemidos de errantes e ouvi choro. Quanto mais eu seguia reto, mais o choro aumentava. Até que eu passei por uma grade. E lá estavam duas pessoas caídas no chão. Eu peguei meu facão e tentei quebrar a corrente. Fiquei tentando durante um tempo, até que o portão abriu. Afastei uma grade da outra e fiquei atenta com minha faca. Me aproximei daquela primeira garota, que não fazia barulho. Ela tinha vários cortes no corpo e seu cabelo castanho caía sobre o rosto. Eu afastei seu cabelo e assustei. Era Carrie. Caí para trás, bem perto da outra pessoa.

– Mari... – A pessoa de trás gemeu.

Eu me virei e notei que conhecia aquela voz. Mas o rosto não era mais o mesmo. Agora tinha um corte que atravessava a boca e outro que era da bochecha até a sobrancelha. O cabelo que antes era de um castanho vivo, agora estava quase negro e oleoso. Ela conseguiu afastar uma mecha do próprio cabelo e olhar para mim. Era Abtry.

– Ela morreu ontem... – Ela falou apontando para Carrie. – Isso tudo foi... Foi o...

E ela tombou a cabeça para o lado. Peguei seu braço e a coloquei apoiada em mim. Tentei achar alguma saída para aquele local. Achei um pequeno beco, e era duro carregar Abtry, ela era mais pesada. Finalmente, cheguei ao beco e tentei levantar Abtry, para coloca-la. Ela acordou, mas ainda estava fraca. Passei pelo beco também, e ele dava para os fundos das casas. Posicionei Abtry no meu ombro novamente e segui andando com ela até minha casa. Não era tão longe, não sei como nunca havia visto aquele local. Abri a porta de casa e subi as escadas, colocando ela na cama do primeiro quarto que achei. Não era o meu.

Ela abriu os olhos com dificuldade e eu desci as escadas correndo para pegar água e comida. Subi com barrinhas de cereais e duas garrafas d ‘água. Ela bebeu a água em menos de segundos e a comida ela comia mais devagar. Me sentei na ponta da cama e ela olhou para mim e abriu um sorriso.

– A primeira vez que sorrio em meses. – Ela disse quase murmurando. – Você está tão linda.

Sorri timidamente e pensei no dia em que Lucas morreu. Era o dia em que Abtry iria se declarar para ele. Eles se amavam, eu sabia daquilo. Mas ela não podia mais amá-lo, e eu ainda podia ter chances com Carl. Claro que ele nunca mais ia querer me ver novamente.

– Quem fez isso com você?

– Eu sei que você está curiosa, mas não quero falar nada do que eu vi esses meses.

Assenti e olhei para cima. Eu nunca havia passado tanto tempo naquele quarto, e só então notei que ele tinha uma estante. Mas eu só tinha um livro. Carl nunca mais me daria livros novamente.

– Você parece triste. – Ela disse. – É Lucas?

– Não... Até pior.

Ela fez um sinal para que eu me aproximasse dela. Eu me deitei em seus braços e ela começou a mexer em meu cabelo, assim como Carl fazia ontem, mas com ele, era melhor.

– Quem é?

Por incrível que pareça, todos sabiam o que eu tinha. Parecia que estava escrito em minha testa: “sofrendo por amor”. Abtry continuou movendo as mãos entre os fios de meu cabelo. Eu me sentia segura com ela, e eu podia confiar na própria. Não seria errado contar sobre eu amar alguém que não é de Woodbury.

– Chama Carl Grimes...

– O filho do inimigo? – Abtry me interrompeu.

– Ele não é ruim. Pelo contrário, ele é encantador. Mas tem um garoto chamado Mark aqui em Woodbury, e ele é louco por mim. E eu namoro Carl. Daí, ontem, Mark soube que eu namorava Carl e ameaçou contar para o Governador se eu não ficasse uma noite com ele. Carl e eu rejeitamos, e ele deve ter sido pego enquanto saía daqui. Mark quis tortura-lo, ele disse que não o mataria se eu o namorasse. Foi minha única opção ficar com ele. Daí que veio o beijo na frente de Carl. Agora ele me odeia.

Pude ouvir Abtry soltar um longo suspiro como se já ouvisse essa história antes.

– Lembra uma época que eu não falava mais com Lucas? Aos 13 anos? – Assenti. – Então, ele estava daquele jeito um dia, e ele disse que gostava de mim. Eu gostava dele, mas havia arranjado um namorado porque eu pensava que Lucas só queria amizade comigo. Então, nunca mais nos falamos. Foi triste, eu sei, mas o que eu podia fazer? Não foi erro meu. Só achei que estava certo. Mas agora, Lucas está morto. Eu não posso mais fazer nada. Você ainda pode.

– Não dá. Ele me odeia.

– Não odeia, só odeia o que você fez. É diferente.

Ouvi um barulho na porta da frente. Fiz um sinal para Abtry ficar quieta e saí do quarto, fechando a porta do quarto. Desci as escadas e abri a porta. Era Mark, para alegrar mais ainda meu dia.

– Estamos soltando o garoto. Quer falar algo?

Neguei e ele sorriu.

– Essa é minha garota. – E me beijou na testa.

Em nenhum momento eu sorri. Apenas fechei a porta e subi as escadas novamente, onde vi Abtry segurando um pedaço de papel. Ela sorria para aquilo como se fosse um bilhete premiado de loteria. Eu me aproximei dela e tentei ver o que ela segurava. Era uma foto minha e de Carl, daquela noite fora de Woodbury.

– Esse é ele?

Assenti e ela colocou a foto ao meu lado. Ela sorria para mim assim como minha mãe fazia nos velhos tempos. Ela passou uma mão pelo meu rosto e voltou a sorrir.

– Você não pode deixar ele ir.

– Eu? Ele me deixou. Ele não quer me ver. Isso ficou claro.

– Você é inteligente. Sabe o que fazer.

Balancei a cabeça novamente e fui até meu quarto. Abri o livro e li aquela carta que a mulher havia escrito para seu amado novamente. Toquei meu pescoço, mas não achei o colar. Fucei meus bolsos a procura da pequena joia, mas não achei. Novamente, eu havia o perdido. Voltei para o quarto de hóspedes, onde estava Abtry.

– Abby, não creio que aqui seja seguro para você. Tem um lugar aqui perto. Atrás dos prédios tem uma cerca quebrada, você pode passar por ela e entrar na floresta. Só seguir reto. Você vai achar uma prisão. Não diga que você é daqui, apenas peça para deixarem você ficar lá.

– E você?

– Eu não posso ir. Sou guarda daqui.

Ela assentiu e eu lhe entreguei duas barrinhas de cereais e uma garrafa d’água. Ela guardou em uma bolsa que eu lhe entreguei e foi descendo as escadas. Abri a porta dos fundos e ela saiu. Voltei para dentro de casa e fiquei imaginando se ela encontraria Carl. Ela já sabia como era seu rosto. Me deitei no sofá e logo bateram novamente na porta. Me levantei e fui abri-la, era o Governador.

– Mari, tudo bem? – Assenti com a cabeça. – Então, como você e Mark namoram, achei justo vocês morarem juntos aqui, sabe, para poupar casas.

Era só o que faltava. Mais algo para “animar” meu dia. Notei que Mark estava atrás do homem de tapa-olho. Ele sorria tanto que eu sentia vontade de meter bala em sua cabeça.

– Vou deixa-los a sós.

Mark entrou em casa e assoviou olhando cada canto. Eu voltei a me sentar no sofá e ele se sentou ao meu lado, passando o braço pelos meus ombros. O olhei com ódio e ele continuou a sorrir.

– Finalmente estamos juntos. Eu disse que era destino.

– Não é destino. É planejado. Eu te odeio.

Ele pegou meu queixo com força e trouxe meu rosto para mais perto do seu. Ele ainda sorria e apertou meu queixo mais ainda. Seus olhos verdes brilhavam. Preciso mata-lo, pensei.

– Você me ama. Se não fizer o que eu quero, posso acabar com sua vidinha inútil.

Ele soltou meu rosto e seguiu com o braço atravessando meus ombros. Eu só queria que tudo acabasse, só queria poder morrer. Será que era pedir muito?

Me levantei do sofá e fui para meu quarto.

– Aonde vai? – Mark gritou.

– Dormir.

– Vou junto.

– Tem outro quarto ali.

– Namorados dormem juntos. Relaxe, não farei nada.

Bufei e entrei em meu quarto, fechando a porta antes que ele entrasse. Logo, escuto seus passos raivosos se aproximarem e fico de costas para a porta, para que ele não conseguisse abri-la. Mark começou a esmurrar a porta e logo, ela se abriu, me empurrando para longe. Mark se sentou em cima de mim e segurou meu pescoço. Ele deu um tapa em meu rosto e ameaçou dar outro.

– Vadia. EU SOU SEU NAMORADO! – Ele gritou e deu outro tapa. – TENTE ISSO NOVAMENTE!

Ele saiu de cima de mim e me puxou pelo braço, me jogando na cama. Ele se deitou ao meu lado e se virou para a janela. Eu segurei meu travesseiro com força e não resisti, deixei as lágrimas escaparem, com cuidado para não fazer barulho. O travesseiro já estava molhado e eu seguia chorando, sem parar. Pensando em tudo que havia acontecido. Eu era realmente uma retardada. Tinha tudo perfeito em minhas mãos e acabei as fechando. Finalmente parei de chorar e fechei os olhos.

– Eu sinto muito, Carl. Eu não devia ter feito aquilo.

– Agora é tarde.

Carl começou a se afastar de mim, e seus olhos já não tinham aquele brilho azul. Agora estava foscos. Seu cabelo estava mais desajeitado que o normal. Ele se virou para trás e se jogou de onde quer que estávamos.

– Carl! – Gritei, mas quando vi, já era tarde.

Os errantes tomaram posse de seu corpo morto. Ele não era mais o Carl. Eu não tinha mais motivos para viver.

Acordei. Tudo era um sonho. A lua ainda brilhava no céu, chutando, era quase umas 3 da manhã. Me levantei da cama e fui até o banheiro. Me olhei no espelho e vi minha aparência horrível. Olhei para o lado, onde vi uma pequena navalha. A peguei e comecei a olhar para meu pulso. Comecei a passar a pequena navalha pelo pulso, subindo pelo braço, até chegar no pescoço. Eu sentia vontade de enfiar a lâmina no meu pescoço, para morrer logo. Até que uma voz me veio na cabeça.

“Você vai mesmo fazer isso?” não era uma voz comum. Era minha mãe.

– Eu preciso.

“Precisa?”

– Eu ferrei com tudo. – Comecei a chorar novamente.

“Você não fez nada, querida. Você só seguiu o caminho errado. Você pode consertar tudo. Você é forte. Não fará isso, eu sei que não.”

– Eu sou louca. Falando sozinha.

“Você sabe o quanto eu te amo. Você sabe quem você é.”

– Uma estúpida.

“Não diga isso. Você sabe que não é.”

– Vou voltar a dormir.

E a voz parou de interagir comigo. Logo voltei para o quarto e me deitei na cama. E pensar que eu poderia ter me matado há minutos antes.

Notas finais
O que acharam? ------------- 2° pergunta: ~se você pudesse passar uma tarde com os seguintes personagens: >Mari >Mark >Abtry >Lucas O que vocês fariam com cada um? ---------- Selecionarei as mais criativas. Espero que tenham gostado. E aos meus 36 leitores: Quem é fantasma, poderia deixar apenas um "oi"? Só pra eu saber quem lê. Não pegarei ódio, relaxem ;) Até o próximo ;)