Why Me?
12 Capítulo 12 - Killed
Notas iniciais
Mas seja como for, me ignorem...
Me levantei meio desajeitadamente, senti uma dor na cintura e só então que percebi que era lá onde estava perfurado por um tiro de um garoto estúpido que tentou me sequestrar. Assim que me virei, notei que havia alguém se aproximando de meu quarto. Pude ver a sombra.
– Olá. Como está? – Era o Governador.
– Ahn... Bem... Como eu cheguei aqui? – Perguntei.
– Ah sim, você apareceu no meio da rua, caída com sangue a sua volta. E havia uma história em quadrinhos em cima de você, e nela estava escrita com carvão uma mensagem: “prédio abandonado, Andie atirou”. E então já entendemos tudo e fomos ver a cidade que fica por perto. Matamos o Andie, que estava transformado. Seja lá quem tenha escrito aquilo, deve ser bem amigável com você.
Só podia ser uma pessoa. Carl.
– Ah... Eu não me lembro disso. – Menti.
– Bem... Seja como for, você deve descansar. – Ele tocou meu braço de leve. – Esqueci uma coisa! – Ele pegou algo que parecia estar em uma mesinha fora de meu quarto.
Ele me entregou meu livro com um sorriso na cara.
– Você não tem namorado, tem?
– Ahn... Não. Por quê?
– Essa pessoa que fez isso, não parece apenas um amigo. – Ele piscou com um olho e saiu.
E será que Carl era apenas um amigo para mim? Será que ele gostaria ter algo a mais?
Muita gente pode pensar que em um apocalipse zumbi, o melhor a se fazer é ficar em casa, mas eu não. Não queria permanecer na cama, queria sair um pouco.
Desci as escadas e abri a porta. Senti uma brisa fria bater em meu rosto e peguei meu casaco.
Assim que saí, fui direto para trás da cerca. Por sorte, eu havia colocado algumas almofadas embaixo do cobertor de minha cama, para pensarem que eu ainda estava lá.
Cheguei até a floresta ainda andando com dificuldade. Me sentei no chão e fiquei observando o céu. Logo, me bateu uma curiosidade imensa de olhar o ferimento. Rapidamente, levantei o curativo com cuidado, e lá estava um buraco que ainda sangrava.
Pouco tempo depois, ouvi os passos se aproximarem e me virei. Lá vinha Carl, assim que me viu, veio correndo em disparada.
– Mari! – Ele quase gritou, mas sua voz falhava.
Assim que chegou perto de mim, segurou meus ombros e ficou arfando por um tempo.
– Ahn... Oi. – Falei com um sorriso bobo.
– Tá tudo bem?
– Sim... Me trataram.
– Eu não acreditei assim que te vi caída aqui no chão. Eu quase surtei! – Ele me soltou e ainda me encarava.
Por um minuto, achei que estava mergulhando nos perfeitos olhos azuis enquanto o via fazer gestos animados com as mãos. Eu não conseguia prestar atenção em nenhuma das palavras que ele dizia.
– Eu que não acreditei ao ver que você escreveu em seu gibi. – Ri.
– Levou um tiro e ainda faz piadas.
– Pra você ver.
Ficamos quietos por um tempo.
– Cara, eu ainda não consigo acreditar que você abriu mão de um gibi! – Quebrei o silencio.
– Tive motivos.
– Quais? Uma idiota morrendo?
– Você não é uma idiota.
Assim que ele falou, ficou quieto, assim como eu. Mas assim que me virei para falar com ele, o notei vermelho.
– Então... Novidades? – Perguntei por fim.
– Nenhuma. E você?
– Nada também.
– Gostando do livro?
– Amando! Foi o melhor presente que eu ganhei.
Ele encarou meu pescoço por um tempo.
– Qual é a desse colar? – Ele perguntou sorrindo.
Olhei para baixo e só então notei que eu estava o segurando. Às vezes eu nem notava que segurava o colar, devia ser quase o tempo todo.
– É um presente. Ganhei de minha avó.
– É bonito.
Eu sorri como resposta. Eu e ele não tínhamos muito assunto. Era apenas saber se um estava bem, e se o outro também estava.
– Carl, por que você me ajudou na floresta?
– Porque eu sou seu amigo.
– O motivo real.
Ele suspirou fundo, e no momento em que ia responder, ouvimos um barulho alto suficiente para ser algo colidindo no chão.
Fomos correndo até uma área um pouco isolada e achamos um helicóptero caído.
– Meu Deus... – Falei e em seguida tampei minha boca.
– Isso é um...
Antes de ele terminar a frase, eu tampei sua boca. Notei que havia gente chegando por perto. Um era o Governador.
Eu e Carl nos agachamos atrás de um arbusto para não sermos vistos. Eu consegui sair sem fazer barulho e guiei Carl, antes que Philip nos notasse.
Assim que nos afastamos suficientemente, Carl foi se levantar completamente e acabou tropeçando e caindo em cima de mim.
Empurrei ele de leve e comecei a rir.
– Que foi? Tá rindo de mim? – Ele perguntou com um sorriso malicioso.
– Sim... E muito. – Ri ainda mais.
– Então vai sofrer punição.
– E o que vai ser a “punição”?
– Cócegas.
E ele começou a fazer cócegas por toda a extensão de minha barriga enquanto eu me matava de rir.
– Pare, pare! – Falei entre as risadas.
– Quem mandou rir de mim?
– Por favor... Eu vou me molhar aqui! – Gritei.
Ele parou e eu suspirava fundo tentando recuperar o fôlego. Logo, ri de leve enquanto ele me encarava. Novamente, mergulhei nos fundos olhos azuis como se fosse um profundo e belo oceano. Uma mecha de cabelo caía sobre o rosto, o que o deixava com um jeito “rebelde” e encantador ao mesmo tempo. Era uma perfeição. Opa... Por que eu notava tudo aquilo nele? Isso não era normal de minha parte.
Tentei me levantar, mas ele empurrou meu corpo novamente para o chão.
– Quem deixou você sair? – E ele se ajeitou por cima de mim, com suas pernas para fora de meu corpo.
Ele aproximou seu rosto do meu e eu sorri.
– O que vai fazer?
– O que acha? – E em seguida, sua boca avançou contra a minha.
Notas finais
Beijooks ;*
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