Why Just Them?

6 Vídeos de Aniversário


Notas iniciais
Yoo Minna-sama!
Mais um cap pra vocês, danoninhos ^^
Nesse tem um pouquinho de Lemon... E umas dicas em relação ao Near! xD
Espero que gostem e perdoem qualquer erro U.U
Boa leitura!

Near’s POV


– E por que acha que esse sonho é importante? – Célia perguntou. Suspirei e comecei a enrolar duas mechas de meus cabelos.

– Não segue a estrutura dos sonhos que eu tenho regularmente, era mais como fragmentos de lembranças. Só acho curioso que elas sejam com Matt e Mello, pessoas com quem nunca convivi antes. – Expliquei. Ela também pareceu pensativa.

– Você pode descrevê-los mais uma vez? – Pediu. Fiz que sim, sem verdadeiro interesse.

– Matt bagunça os cabelos de Mello e diz: “acredita que ele gosta de bonecas Barbie, Nate?”. Então Mello o encara furioso e os dois começam a gritar coisas constrangedoras, a maioria possíveis mentiras, um do outro. Isso é apenas pequena parte. Não me lembro do meio tempo. Mas ao final do sonho há uma parte em que os dois estão em um parque e jogam pedaços de pão aos patos do lago. Apenas isso.

Como que por combinado, o relógio apitou nesse exato momento. Célia me olhou com um sorriso.

– Bem, irei analisar isso. Acho que estamos progredindo. – Afirmou sorrindo. Apenas fiz que sim.

Não gostava daquelas simples questões. De que adiantavam minhas lembranças? Eu apenas queria ajudar os policiais na investigação. Queria descobrir quem poderia ter matado minha mãe. Não queria me lembrar de merda nenhuma.

Mas, talvez, lembrar fosse algo necessário.

***

– E aí, Nate? – Mello cumprimentou ao me ver entrar na sala. Olhei seu corpo jogado no sofá enquanto comia chocolate e assistia TV.

– É Near. – Respondi simplesmente. E comecei a subir as escadas, o ignorando. Ia perguntar à Matt se a cena dos meus sonhos já havia acontecido, conforme Célia havia pedido.

Fui até o quarto de Matt e o peguei jogando vídeo game, completamente fissurado na grande tela que mostrava gráficos perfeitos do jogo que ele havia escolhido. Soltei o ar e me sentei ao seu lado, esperando que acabasse a partida. Matt estava no escuro, havia fechado tudo e as luzes estavam apagadas. Tudo o que nos iluminava era a TV em nossa frente.

– Eu não falei pra você vazar? – Perguntou, provavelmente achando que eu era Mello. Então me posicionei atrás do ruivo e cobri seus olhos com as mãos. – Droga, Mello, sai! – Ele protestou e pausou o jogo, mesmo às cegas, já decoradas as posições dos botões no joystick.

Me mantive com as mãos ali e com um sorriso nos lábios, esperando que ele percebesse que eu não era o Mello. Mas Matt jogou a cabeça para trás, os olhos ainda vendados. Como eu estava de joelhos e ele sentado, sua cabeça ficou abaixo da minha. E, de cabeça para baixo, ele puxou-me pelos cabelos, e, me beijou.

Fiquei surpreso. Se separe dele, ele pensa que você é o Mello! Mas é claro que eu não consegui. No lugar disso, o rodeei, ficando à sua frente. Nos beijamos com mais intensidade, nossas línguas dançando juntas enquanto movíamos levemente o corpo. E então Matt pareceu notar a diferença.

– M-me descul- – Mas ele não me permitiu terminar a frase. Matt roubou outro beijo meu, nossas línguas se entrelaçavam e dançavam em um ritmo perfeito, ele me puxou para seu colo e eu fiquei sobre suas pernas, enquanto o beijava. Senti suas mãos em minha camisa branca e ele começou a desabotoá-la. Em seguida, beijou minha pele. – P-pare... – Implorei, lutando contra o gemido que queria romper minha garganta.

Mas Matt não parou. Senti os lábios do ruivo sugando meu mamilo enquanto sua mão brincava com o outro. Era a primeira vez que alguém me tocava dessa forma... Eu não pude resistir e liberei os gemidos que insistiam em me dominar.

E acho que foi ouvi-los que libertou Matt de seu torpor. Ele parou o que fazia, encarando meu rosto que devia estar inteiramente vermelho. Ele se virou, desconcertado.

– Me desculpe, Near. Eu não devia ter... – Coloquei um dedo sobre seus lábios.

– Está tudo bem. – Afirmei. Ele me mandou um leve sorriso, que eu retribuí sem pensar duas vezes. Meu coração batia louco no peito, pois uma ideia insistia em me dominar. Matt me desejava, mesmo que inconscientemente. Eu não via como isso poderia ser bom, apenas... gostava.

– Bem, você veio falar algo? – Perguntou. Me recompus, abotoando minha camisa novamente.

– Sim. – Murmurei. – Eu que você me falasse se algo que eu sonhei, realmente aconteceu. – Ele franziu o cenho.

– Você sonhou comigo e acha que foi mais que sonho? – Perguntou. Suspirei.

– Ainda é muito confuso... De qualquer forma, irei descrever e você me diz se lembra de algo assim. Okay?

Ele assentiu.

– Primeiro vejo vocês dois em um quarto e você fala exatamente com essas palavras: “acredita que ele gosta de bonecas Barbir, Nate?”. E depois disso ele diz algo que te ofende e vocês ficam inventando coisas um do outro, como se quisessem envergonhar um ao outro para mim.

Matt parece surpreso.

– Cara, isso não foi sonho nenhum! Você está confundindo, Near, isso aí é parte de um vídeo que a gente fez pra você, no seu aniversário. Nosso pai havia comentado sem querer então resolvemos fazer um vídeo e te dar, pra você saber que nos lembramos. Eu não sabia que você tinha visto!

Uma hipótese surgia em minha mente e eu começava a me lembrar de mais e mais coisas.

– Vocês fizeram mais de um vídeo? – Perguntei. Ele assentiu.

– Eu nem me lembrava disso! Nossa, que bom que você viu. Nosso pai disse que nossa mãe não queria que você visse, para que não quisesse nos conhecer. Achou que era um truque de nosso pai para te tirar dela assim como fez comigo e blá-blá-blá.

Ele deu uma risada descontraída, feliz por eu ter visto. Saí dali e corri até o meu quarto, fechando a porta de madeira escura. Me joguei na cama.

Eu lembrava!

Eu havia passado quatro noites inteiras revendo repetidamente os seis vídeos que eles fizeram. E o amarelo se misturando ao vermelho... Eram os cabelos deles! Em um dos vídeos eles acabavam caindo e a câmera focava em suas cabeças. Matt caía sobre Mello e os cabelos pareciam se misturar.

Agora restava saber porque meu cérebro bloqueou essas lembranças de mim... E porque eu havia passado tanto tempo assistindo os vídeos.

Mas então...

Eu me lembrei do sentimento que senti ao assistir aquilo.

O que senti em relação ao Mello.

Eu repeti tantas vezes só por gostar do tom da voz dele.

E sentia ciúmes dele com Matt, porque eu queria ser Matt.

Olhei para o teto, com um leve sorriso.

Bem, parabéns para mim, não? Eu consegui ficar próximo ao Mello. Por mais que com uma tragédia...


Mello’s POV

Desliguei a TV e fui até a dispensa pegar mais chocolates. Eu estava me esticando para pegá-los na fileira de cima, onde meu pai os deixava para impedir-me de comer tantos. Aquele idiota não entendia minha necessidade de comê-los.

– Ei... Mello? – A voz repentina do albino me fez pular de susto. Olhei para ele com desprezo.

– O que você quer? – Perguntei. Ele olhou para baixo, enrolando nos dedos uma mecha dos cabelos alvos.

– Por que você sente tanta raiva de mim? – Ele perguntou. Fiquei o encarando por longos segundos. Como assim “por quê”? Ele era idiota?

– Porque você é insuportável. – Afirmei. Me virei e começou a empilhar as barras de chocolate. – E porque beijou o Matt.

– Não foi nada demais. – Argumentou. Olhei para aquele serzinho, me perguntando porque resolvera falar comigo agora. Ele só ligava pro irmãozinho dele, não é mesmo? O que viera fazer comigo?

– O que você quer? – Perguntei mais uma vez.

– Só que... você não sinta mais raiva de mim. – Afirmou. Olhei para ele, pensativo. Queria poder decifrar os pensamentos daquela criatura. Mas ao fitar seus olhos tudo o que eu vi foi realmente desejo de desfazer as brigas.

Soltei um longo suspiro.

– Gosta de chocolate?

Um sorriso dominou seus lábios.



Notas finais
Irei apanhar? Irei ganhar parabéns? Ah, ninguém leu... T_T Okay.
kk Espero que tenham gostado ^^
Podem sugerir algo ou criticar, vocês sabem muito bem, não tenham medo! :)
Kissus ♥
Até o próximo cap =u3u=