Why Just Them?
4 Um beijo... Confuso beijo.
Notas iniciais
Pessoas, estou realmente confusa em relação a esse capítulo. Acho que vocês podem bater em mim. TT.TT
Estou inteiramente sem tempo, então não pude betar. Sorry.
Nos vemos lá embaixo, danoninhos! ^^
Boa leitura ♥
Near’s POV
O dia surgiu e não poderíamos apenas fingir que éramos uma família. Seria estranho, principalmente depois do que ouvi de meu quarto noite passada. Acabaria sendo um sacrifício para aquelas pessoas conviverem comigo.
Ou era o que eu pensava.
O dia correu magicamente bem, Matt me tratava de uma forma afetuosa e protetora. Provavelmente eu havia despertado seu instinto fraterno. Mas Mello não falava muito comigo. Acho que não gostava de eu estar tirando um pouco da atenção de Matt, que antes era inteiramente dedicado ao loiro.
Vários dias se seguiram dessa mesma forma. E eu aprendi a dormir usando fones de ouvidos, para que não me torturasse ouvindo... aquilo. Essas não eram as minhas melhores férias de verão, já que minha mãe estava morta. Era doloroso pensar nisso. Mas eu havia ganhado um irmão, um pai e pelo que parece uma madrasta. Não podia mentir e dizer que não estava gostando.
– Near? No que está pensando? – Indagou Matt enquanto apagava o cigarro em um dos vários cinzeiros que estavam espalhados pela casa.
– Nessa última semana.
Ficamos alguns instantes em silêncio. Senti a mão de Matt bagunçar meus cabelos.
– Você está gostando de ficar aqui? – Perguntou.
Fiquei pensando sobre aquilo. Era difícil saber. Eu odiaria desmerecer minha mãe, dizendo que eu era mais feliz aqui. Mas quando estava com ela, vivia sozinho o dia inteiro, as férias inteiras e ela só trabalhava. Eu sentia sua falta o tempo todo. Mas estava amando ter um irmão.
– Bem, graças a você estou.
Mello’s POV
Cheguei à sala a tempo de ver Matt bagunçando com intimidade os cabelos de Near. Fiquei estático, encarando aquilo.
– Está gostando de ficar aqui? – Matt perguntou com a voz macia, olhando diretamente para ele. Senti uma raiva estranha me atingir, mas permaneci quieto.
– Bem, graças a você estou. – Respondeu. Encarei com pesar o corpo de Matt se mover, encaixando o corpo pequeno e delicado ao dele. Um sorriso satisfeito dominava seus lábios, enquanto Near afundava o rosto em sua camisa. Mas o sorriso de Matt desapareceu quando o ruivo me viu ali, o encarando.
– Mello? – Me chamou se afastando do irmão. Eu apenas saí dali, sentindo aquele sentimento horrível me dominar. Por que tinham que ficar próximos em tão pouco tempo? Por que Near não era assim comigo? Por que Matt gostava tanto daquela ovelha desgraçada?!
Me joguei na minha cama e comi uma barra de chocolate com voracidade. Dessa vez eu não iria ceder quando Matt viesse para fazer as pazes comigo, me chamar de bobo por sentir ciúmes e transar, que foi o que aconteceu das três vezes anteriores. Droga!
Eu não queria admitir. Não podia admitir. Mas todo esse ciúme vinha do fato de que éramos irmãos e isso nunca impediu Matt de fazer as coisas que fazia comigo. E se comigo, que cresci grudado a ele, não houve problemas, por que com Near haveria? Afinal, eles só tinham o mesmo sangue e o que isso queria dizer? Merda nenhuma. Os dois eram praticamente desconhecidos.
E agiam como irmãozinhos perfeitos!
Peguei mais uma barra de chocolate. Eu havia parado de falar com Near e o desgraçado sequer ligou. Tudo bem, ele havia perdido a mãe, devia estar perturbado e todas essas merdas, mas mesmo assim, custava mostrar que ao menos se importava um pouquinho com a minha amizade?
Eu gostava cada vez menos dele. Principalmente porque ele parecia se achar bom em tudo. Construiu dois castelos em menos de uma hora. Pois é. A criança é viciada em brinquedos. Fez um castelo de cartas e um de dados. Em menos de uma hora!
Meus pensamentos foram interrompidos por Matt entrando.
– Quero saber quantas vezes isso vai acontecer, Mell. – Disse ao entrar. Olhei no fundo dos olhos dele.
– Eu também quero. Não trate aquele garoto como se fosse um bebê, ele já tem treze anos. Com essa idade estávamos transando no vestiário masculino. – Falei. Matt apenas riu.
– Não é porque somos dois anormais que todos devem ser. – Afirmou com um sorriso bobo, como se eu estivesse apenas brincando. Olhei para ele e senti raiva.
– Não vou com a cara dele, Matt. – Deixei claro. Matt fez uma careta e soltou uma risada em seguida.
– Não foi o que pareceu quando jogaram vídeo games.
– Quando jogamos vídeo game ele era só o seu irmãozinho. Não era um garoto insuportável e metido.
– Fala sério, Mello, você só está falando isso porque ele não foi correndo fazer as pazes com você. A criança nem sabe porquê você está nervoso. Nem todo mundo é imbecil como eu que peço desculpas por algo que não fiz!
Olhei para o ruivo e simplesmente me virei de costas.
– Sai do meu quarto. Agora.
****
Então eu e Matt havíamos parado de nos falar? Aqueles dois estavam cada vez mais próximos. E cada vez mais eu percebia que eles não se gostavam do modo como Matt gostava de mim. Pelo simples fato daquele babaca ruivo não notar que Near não é uma criança, nem de longe. Minha vontade era arrancar toda aquela inocência dele.
De qualquer forma, me irritava vê-lo tratando o albino como se ele fosse um bebezinho. E enquanto aquele garoto era mimado, eu comia chocolate assistindo a uma merda de um programa de TV. Ridículo.
Já completamente entediado, desliguei a televisão e me levantei do sofá, dirigindo-me ao meu quarto. Mas não pude evitar passar pela frente do de Near e ver se eles estavam lá dentro. Me abaixei e espionei pelo buraco da fechadura.
E eu não posso me culpar por ter feito isso.
Não tinha como eu saber.
Simplesmente não havia como eu imaginar que... veria... aquilo.
.
Matt’s POV
– Reparei que na última semana você não têm falado com Mello. Vocês são tão... próximos. Aconteceu alguma coisa? – Perguntou Near. Estávamos sentados nos bancos que ele acoplou a janela, que era enorme, maior que a minha e que a de Mello. Suspirei alta e demoradamente.
– Aconteceu sim. Mello tem que parar de ser infantil. – Respondi com um pequeno riso, que soou mais triste do que qualquer outra expressão que eu pudesse fazer. Near ficou alguns segundos em silêncio.
– Logo vocês farão as pazes, Matt, fique calmo. Vocês são melhores amigos. – Afirmou. Olhei para ele e Near sorriu. Retribuí o sorriso e então mirei a grande imensidão à minha frente, aquele céu azul, com pinceladas de nuvens, cobrindo com carinho a cidade movimentada.
– Sabe, o Mello é realmente meu irmão, Near. Como se fosse de sangue. – Confessei. Achei que Nate fosse perguntar o porque, mas ao invés disso... Nate riu. Olhei para ele levemente surpreso. – O que foi?
– Você me beijaria, Matt? – Perguntou ele. Senti a pele começar a enrubescer. O que era aquilo tão de repente?
– Claro que não, Near. Somos irmãos. – Respondi de imediato. Um sorriso brincava nos lábios dele.
– Mas você não disse que Mello também é seu irmão? – Tá legal, nessa ele me pegou. Mas eu não iria permanecer corado como um idiota sem virar o jogo.
– E por que está me perguntando isso? Quer que eu te beije também, Nate? – Indaguei me deixando perigosamente próximo a ele. Near ficou vermelho. E só então percebi como seus olhos acinzentados eram enigmáticos e como lembravam agradavelmente o de minha mãe. Seus lábios finos e delicados perderam o sorriso que antes os dominava.
– E-eu não quis dizer... – Interrompi suas palavras colando meus lábios aos dele.
Não, não me pergunte porquê eu fiz isso.
Eu... realmente... Não sei.
Apenas selei meus lábios aos dele, o sentindo acelerar a respiração, surpreso. Cansado daquele leve contato, me aproximei mais de seu corpo pequeno e passei a língua por sobre seus lábios, pedindo desesperadamente que cedesse passagem a ela. Near abriu-os vagarosamente, invadi-os ouvindo as batidas em meu peito. Antes que eu pudesse perceber estava perdido naquele beijo intenso, com a mão em seus cabelos brancos como a neve, querendo mais dos lábios de meu irmão...
De repente nos separamos. Nos encaramos pensando no que acabamos de fazer e um barulho chamou nossa atenção. Passos rápidos. Alguém corria próximo a nós, no corredor.
Meu coração apertou e eu apenas pulei dos bancos, saindo do quarto às pressas. Vi ao final do corredor o loiro correndo, indo ao seu quarto e se trancando nele.
– Mello! – O chamei, sabendo que ele havia nos espionado.
– Cacete, Matt! Vai embora! – Gritou.
Eu fiquei parado em frente a porta, a encarando receoso. Eu havia beijado Near. E como se não fosse estranho o bastante, Mello havia visto. Era como se eu tivesse gritado: seus ciúmes estavam certos, Mello, o tempo todo você estava certo!
Mas... eu e... Near? Não era algo normal.
Suspirei.
– Me desculpa, Mello, realmente... – As palavras foram sumindo.
Mello gritou comigo novamente.
E eu fui ao meu quarto.
Notas finais
Bem, espero que tenham gostado. ^^ Eu sei que MattxNear é realmente incomum e minhas amigas dizem que não combina nem um pouquinho, mas eu tentei desafiar a mim mesma. Provavelmente vocês não irão gostar e realmente não é o casal principal, mas... Quem sabe? xD kkkk
Perdoem os erros que eu sei que apareceram, juro que assim que tiver tempo revisarei. U-U
Sejam sinceros, isso me ajudaria muito, se está ruim ou entediante, avisem. Assim me dedicarei somente as fics que vocês gostam de ler! °3° kkk
Ah, um aviso: no capítulo que vem a história começará a aparecer, finalmente. Bem, acho que vocês se surpreenderão! kkk
Chega de falatório, não? kkk Gomen, falei demais.
Kissus ♥
Até o próximo! :33
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