Why Just Them?

5 Consultas em busca da memória


Notas iniciais
Yoo Minna-sama! Aqui estou eu ^^
Aqui... a história começa! ~le musiquinha de "aleluia" tocando ao fundo~
Tem um pouquinho de lemon, mas é pouquinho. e.e
Espero realmente que gostem, danoninhos! >-< kk
Nos vemos lá embaixo...
Boa leitura ♥

Matt’s POV

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Eu estava sentado na cama, apoiando a cabeça nos joelhos e pensando na merda que havia feito, quando Near entrou em meu quarto e parou à minha frente, com uma expressão vazia.

– Eu irei sair. Volto em algumas horas. – Disse.

Olhei para ele confuso.

– Aonde você vai? – Indaguei enquanto o assistia sentar-se na cama, ao meu lado. Ele olhou para o chão e começou a enrolar uma mecha de seus cabelos alvos com dois dos dedos pequeninos.

– À um psicólogo. – Ele notou minha expressão de desentendimento com sua resposta. Suspirou. – É que, por algum motivo, eu não me lembro do que aconteceu nos nove dias anteriores à morte de minha mãe. E isso atrapalha as investigações, pois eu poderia ser uma boa testemunha. Faz um tempinho que vou à sessões.

– E está se lembrando?

– Na verdade não. Até agora só me recordo de ter achado alguns vídeos e ter ficado três noites seguidas os vendo, repetidamente. Mas não me lembro do conteúdo dos vídeos. – Afirmou ele. Vídeos?

– E onde eles foram parar? Procuraram por sua antiga casa? – Perguntei tentando ajudar. Ele deu de ombros.

– Eles simplesmente sumiram.

Ficamos em silêncio por um tempo. Me perguntei se Near haveria presenciado a morte de nossa mãe. Geralmente isso traumatiza as pessoas... O pior é que eu não sabia de quase nada sobre o caso, já que meu pai não achava adequado e já que eu não possuía grande intimidade com ela – tudo se baseava em ligações e e-mails.

– Bem, estou indo, Matt. – Avisou. Apenas assenti. E quando ele estava prestes a sair, parou novamente. Olhou para mim e seus olhos cinzentos pareceram entristecidos. – Desculpe pelo Mello.


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Near’s POV

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– Desculpe pelo Mello. – Falei antes de sair, olhando para ele com uma sensação estranha. Eu sentia algo em relação ao Mello, principalmente quando ele ficava olhando para mim com os olhos claros furiosos. Era como se fosse errada aquela fúria, como se algo dentro de mim... Não sei.

– Tudo bem, a culpa foi toda minha. Sem “mas”. – Disse o ruivo, com um sorriso triste dominando os lábios. Também sorri e então saí do quarto, seguindo para o carro que me levaria ao consultório.

***

– Feche os olhos e tente relaxar, tudo bem? – Pediu a mulher de voz macia chamada Célia, minha psicóloga. Assenti com a cabeça e fiz o que ela disse, tentando ficar leve naquele divã. – Me diga de vagar tudo o que se lembra. Respire com calma e tente detalhar as situações. – Instruiu.

Mas era como se meu cérebro insistisse em me desobedecer. Suspirei. Vamos Near, vá em frente.

– Me lembro de revirar as coisas de minha mãe e achar um conjunto de CDs. Me perguntei o que poderia haver dentro deles e então levei-os à sala. Resolvi colocá-los no DVD e me lembro que o primeiro estava vazio, como se houvesse um erro. Fui ao segundo. Me lembro de me sentar sobre o tapete e então... – Depois disso tudo ficava confuso. Me lembro de ouvir algumas risadas, lembro-me da cor amarela misturando-se à vermelha... Qual seria o conteúdo daqueles vídeos?

– E então? – Ela me encorajou. Soltei o ar com força.

– Não sei.

– Vamos, ao menos de algo você se lembra, Nate. Tente separar os fatos.

– Algumas risadas masculinas e um tanto infantis. E a cor amarela misturada a vermelha de alguma forma.

– Mais nada? – Neguei com a cabeça. A mulher suspirou. – Bem e sobre aqueles sonhos? Eles pararam? – Perguntou ela. Me encolhi e fiz que não com a cabeça. – Houve alguma mudança?

– Consegui ver de onde vem o sangue. – Murmurei. A mulher pareceu esperar que eu falasse, mas após longos segundos, percebeu que teria de perguntar.

– E de onde vinha? – Indagou ansiosa. Provavelmente estava louca para obter progressos.

Encarei seus olhos claros sabendo que aquela informação a faria ficar pensando. Porque dentro de minha própria cabeça já se formavam as hipóteses. E eu sabia qual seria sua linha de pensamentos. Suspirei. De qualquer maneira, teria de falar.

– Vem de minha mãe.

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Mello’s POV

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Meus chocolates estavam acabando, o que me forçava a sair do quarto. Me levantei da cama, indo até um espelho e lavando o rosto. Ninguém poderia saber que eu chorei. Não por ciúmes. Não por um beijo idiota. Não por... Matt? Balancei a cabeça. Não. Matt é o único por quem eu choraria.

Abri a porta e andei pelos corredores chegando finalmente à cozinha. Primeiro olhei ao redor para ver se um certo ruivo não estaria por ali. Mas Matt não estava e não posso dizer que foi um alívio constatar isso.

Podem me chamar de imbecil, mas tudo o que eu queria é que ele viesse pedindo desculpas e sendo pisado por mim. Até que eu cedesse e tudo voltasse ao normal. Estava demorando muito para que viesse... E eu precisava daquele verde profundo que me acalmava, daquele cheiro de tabaco misturado ao perfume e ao próprio cheiro, daquele corpo esguio se encaixando ao meu.

Soltei o ar com força.

Merda.

Voltei ao meu quarto, me sentando na cama e tirando pedaços generosos do chocolate amargo. Eu estava no fim da segunda barra quando a porta se abriu. Droga, então eu havia me esquecido de trancá-la.

– M-mell? – Murmurou o ruivo, olhando para mim com aquela expressão infantil.

– O que foi? – Perguntei ríspido, continuando a comer o doce, tentando me concentrar no gosto e me manter calmo. A imagem daqueles dois se beijando ainda estava tatuada em minha memória.

– Eu posso entrar?

Fiquei em silêncio e acho que Matt interpretou isso como um sim. Logo estava sentado na beirada de minha cama, olhando fixo para o chão. O encarei, esperando. Curioso para saber o que ele iria dizer. E já pensando em uma resposta cruel para dar.

– A-aquilo que você viu... foi uma exceção. Foi como uma brincadeira, só fiz para deixá-lo irritado. – Afirmou. Dei uma risada seca.

– Assim como no nosso segundo beijo? Quando tentou me irritar? – Lembrei-o. Aquilo o fez me olhar desesperado.

– Não, Mello! Com você é diferente. Estávamos conversando e então ele me botou contra a parede, tudo o que eu pude fazer foi...

Calei sua boca com um beijo. Não. Eu não podia ouvi-lo falar de Near daquela forma, como se o amasse, como se estivesse se negando do óbvio. Vasculhei sua boca e trouxe seu corpo para perto do meu, beijando-o e apertando-o. Matt você é meu. Você tem que se lembrar, tem que lembrar disso!

Ele já estava com as pernas encaixadas ao lado de meu tronco, beijando-me de forma voraz quando precisamos nos separar para conseguir ar. Olhei para seus olhos verdes e o apertei contra mim. Eu podia sentir que ele estava começando uma história com Near, podia sentir que aquele beijo se repetiria. Isso estava explícito em seus olhos. Inferno! Eu não suportava...

– Ei, Mell? Fique calmo...

– Cala a boca. – Mandei com raiva, sentindo os olhos lacrimejarem. Ele se afastou levemente de mim, segurando meu rosto e flagrando as lágrimas persistentes.

– Eu sou seu, Mello. – Ele afirmou com um pequeno sorriso. – Me desculpe.

Mas ele não entendia. Para ele eu estava apenas tendo ciúmes de um beijo ridículo. Ele não via que estava se prendendo a Near, que estava hipnotizado por seu ar inocente, por seu corpo pequeno e delicado, por seus cabelos alvos e por seu ar superior. Matt era ingênuo demais.

Beijei seus lábios de forma intensa, indo para suas bochechas e parando em seu pescoço. Ele soltou um gemido quase inaudível e eu mordisquei seu pescoço, aspirando seu cheiro e me embriagando com ele. Tirei sua blusa listrada e joguei-a em qualquer lugar, arranhei sua pele levemente, arrepiando-o.

Levei os lábios aos seus pequenos botões róseos e comecei a brincar com eles, fazendo movimentos circulares e sugando-os. Matt gemia meu nome...

Distribuí mordidas pro todo seu abdômen e então senti Mail rebolar sobre meu órgão, friccionando sua ereção à minha.

Deitei-o na cama, ficando por cima de seu corpo. Tirei suas calças e olhei com prazer o volume sobre a boxer. Me abaixei e tirei-a com a boca.

– Eu estava com... saudades. Você me deixou de castigo. – Falei em meio aos ofegos. Ele riu.

Passei a língua por sua glande e então o ouvi soltar gemidos altos. Comecei a lambuzar seu órgão, indo e vindo com a língua. Matt estava se contorcendo.

– Mell... por favor! – Ele praticamente gritou. Sorte que nossos pais não estavam em casa...

Dei uma risada e então abocanhei seu membro, fazendo sucções fortes. Matt revirava os olhos de tanto prazer...

Eu amava reconciliações.

Quando senti que ele estava prestes a transbordar, parei com aquilo. Ele me olhou com desespero e apenas sorri, arfando. Abri meu zíper e abaixei minha calça com o auxílio de Matt. Aproximei meus dedos de seus lábios e ele os sugou de uma maneira irresistível.

Era incrível como Matt agia quando estávamos sozinhos. Só para mim...

Vamos Matt! Gema meu nome... Somente para mim.

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Near’s POV

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Eu estava em meu quarto após a consulta, não havia achado Matt pela casa então presumi que havia saído.

– Mell... por favor! – Aquele gemido extremamente alto fez com que eu quase derrubasse meu castelo de cartas. Olhei para a parede que compartilhava com o quarto de Mello e senti algo horrível me dominar.

Após esse gemido vieram vários e vários, todos vindos de Matt. Me dava raiva. E eu não podia evitar... e se ao invés de “Mell” ele estivesse gemendo “Near”? Lágrimas vieram em meus olhos.

Aquilo foi só um beijo. Uma exceção. Quem ligaria para alguém como eu?

Limpei as lágrimas e tentei ignorar. Mas então os sons ficaram mais altos e provocantes, Mello se juntando à sinfonia que eu era forçado a ouvir.

Olhei para baixo e vi um volume sob minha calça. Aquilo me deu ainda mais raiva. Na verdade... “raiva” não era a palavra.

Eu estava com ciúmes. Morrendo de ciúmes.

Só queria que meu nome se juntasse àquela sinfonia... Pensava no corpo esguio de Matt e em seus cabelos de fogo que lembravam de forma tão agradável meu pai, aquele homem com quem nunca vivi.

Mas não podia desprezar aquelas roupas de couro... o aroma de chocolate... e os olhos.

Aqueles olhos...

Havia algo tão comum naqueles olhos.

Onde eu havia os visto antes?

Desisti de lembrar. Pois minha cabeça doía quando tentava.


Notas finais
E então minna?
Quais são suas teses em relação ao Near? Nenhuma? Okay...
Perdoem os erros.
Bem, espero que tenham gostado. E gomen por não terminar o lemon! U.U Não me matem... Depois serão recompensados.
Espero mesmo que tenham gostado.
Kissus ♥
Até o próximo :D