Why Dont I Love You?
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Comecei a abrir meus olhos lentamente com a luz que incomodava meus sonhos, fitei o quarto e franzi o cenho, onde afinal estava? Tentei me sentar porem uma dor de cabeça forte me impediu, ressaca, voltei a minha posição fitando o quarto, paredes amarelas, uma janela que dava em uma avenida que no momento não estava movimentada. Contei ate 10 e me levantei lentamente tentando ignorar a dor de cabeça. Notei o que vestia: um short e uma camisa branca que não eram minhas. Decidi conhecer o local que estava, afinal, desconhecia o mesmo.
Abri a porta e caminhei vagarosamente pelo corredor que dava em uma sala onde todos estavam sentados, Nolan, Jasmine e Demi, que conversavam animadamente enquanto viam um jogo de futebol americano na TV.
- Parece que a bela adormecida acordou – Jasmine ironizou arrancando risadas de todos.
- Afinal, o que aconteceu? E outra, onde estou?
- Minha casa. Estava tão bêbado que mal conseguia andar. – Demi disse simplesmente.
- Desculpe, sei la, o incômodo.
- Não tem problema – Demi se levantou e fez um movimento para que eu a seguisse acho que para a cozinha.
A segui silenciosamente pelo corredor dando onde eu esperava, na pequena porem confortável cozinha. A morena sentou-se no balcão e me olhou dando a impressão de que eu deveria me sentar.
- Por que me trouxe aqui? – perguntei franzindo o cenho.
- Dar privacidade a eles ué, ou você prefere segurar vela?
- Não, esta bom assim. Então quer dizer que Jasmine e Nolan estão ficando?
- Não é obvio? Pelo amor de Deus Justin você não se lembra de nada de ontem?
- Hum, só que eu cantei e ah, que a gente conversou e eles saíram, depois é só um borrão. – disse e abaixei a cabeça me sentindo envergonhado por ter ficado bêbado na frente de Demi. – Me desculpe, de verdade, pode não parecer mas eu sei que eu incomodei. – disse ainda de cabeça baixa.
Demi ergueu lentamente minha cabeça me fazendo encarar seus olhos castanhos, na verdade me perder neles.
- Você não atrapalhou nada ok? Agora você é meu amigo, amigos servem para isso. – disse e sorriu me fazendo sorrir também. Apenas abracei Demi e suspirei, será se um dia ela seria minha? Separamos-nos e sorrimos novamente um para o outro.
- Então, toparia me contar um pouco mais sobre a sua vida?
- O que você quer saber? – fitou-me curiosa.
- Por que uma garota como você esta sozinha? – perguntei arrancando um longo suspiro da morena que desviou o olhar para algum lugar na cozinha evitando olhar-me.
- Bem, é uma longa historia. – disse após alguns minutos em silencio. – Digamos que não sou a melhor pessoa do mundo para se relacionar.
- Por que? Qual é Demi, você é incrível, qualquer pessoa seria sortuda de estar ao seu lado. – segurei sua mão e continuei o discurso. – De verdade, nunca encontrei uma garota como você, e qualquer cara que não vê como você é tenho que dizer, é um completo de um idiota e não sabe o que esta perdendo! – Nisso Demi já estava vermelha e assentiu a tudo que eu disse.
- Obrigada. Não é que ninguém me queira, sou eu quem não quer ninguém, me entende? Bem, e-eu perdi uma pessoa muito importante na minha vida. – disse e abaixou a cabeça. – E s-só n-não sei como superar.
- Desculpe, eu não deveria ter tocado nesse assunto.
- Não, não tem problema. – disse e levantou a cabeça.
- Eu também perdi uma pessoa, não que essa pessoa tenha morrido ou algo assim – me enrolei nas palavras – ela só me abandonou porque quis entende? Foi sei la, um baque na minha vida, eu a amava com todo o meu ser e descobri que não era correspondido, o que dói mais.
- Eu não sei o que dizer, só sei que essa garota nunca te mereceu. – Demi disse e apertou mais nossas mãos que ainda estavam juntas.
- Todos me dizem isso – desviei meus olhos dos da morena – só queria saber o porque sabe, o porque dela ter me deixado.
- Não pense nisso.
- E você, o que aconteceu? – voltei a encara-la.
- Ele morreu, foi baleado durante um assalto. – abaixou a cabeça. – Ele era o meu mundo.
Levantei a cabeça de Demi devagar olhando seus olhos castanhos que agora transbordavam lagrimas silenciosas, as limpei e sorri para a garota a minha frente.
- Ei princesa, levanta a cabeça se não a coroa cai. – falei sorrindo e a mesma sorriu radiante para mim, o que me fez sorrir mais.
- Obrigada. Sabe o que eu pensava de você?
- O que? – falei já curioso.
- Que você era um daqueles playboyzinhos idiotas que vê uma menina na rua e já corre atrás querendo tirar uma casquinha – disse e fez uma careta que me fez rir.
- Ei, me ofendeu sabia? – rimos – Pois saiba Demi, minha realidade é totalmente diferente dessa.
- Eu percebi.
- Bem, é melhor eu ir, vou chamar Jasmine. Hum, que tal fazermos alguma coisa hoje?
- Tipo o que? – perguntou com a sobrancelha levemente erguida.
- Sei la, você quem sabe. Contanto que seja com você.
- Hum, agora que Jas e Nol estão juntos vamos ter que nos virar, acho que eles não desgrudam tão cedo.
- Pois é, então, onde quer ir e que horas?
- Podemos ir amanhã? Tenho umas coisas pra resolver hoje.
- Tudo bem. – a abracei e avisei que sairia pela porta dos fundos para dar privacidade para o casal, rimos disso e logo sai caminhando pelas ruas preso nos meus pensamentos, será que finalmente encontrei a garota que faria eu me esquecer dela?
[...]
Andava incessantemente pelos corredores do hospital com o coração entre as mãos, minha mãe estava fazendo os últimos exames antes de poder ser liberada para que finalmente voltássemos para casa. Mais alguns minutos e esse pequeno pesadelo ou passaria ou pioraria, de acordo com os médicos tinha de ser a primeira opção, pois se minha mãe piorasse teria de passar mais tempo ainda no hospital.
- Justin? – me virei e vi uma enfermeira trazendo minha mãe lentamente em uma cadeira de rodas, o rosto de dona Pattie se encontrava meio pálido e o corpo da mesma mostrava consideráveis sinais de que minha mãe havia emagrecido. Porem mesmo assim a mesma sorria e eu não me impedi de andar rápido ate ela e a abraçar com todas as minhas forças, mas delicadamente claro. – Tudo bem, já esta sufocando – me soltei da mesma sorrindo e ela riu.
- Então, quando podemos ir?
- Acho que quando os resultados saírem. Aguarde que o medico já esta vindo. – disse e a enfermeira a levou para seu quarto, comigo acompanhando.
Minha mãe se aconchegou em sua cama enquanto esperávamos o medico e começamos a conversar sobre coisas aleatórias, como sempre fazíamos. Falei sobre como tinha tido o show, sem comentar a parte de que fiquei bêbado e de que Demi estava la, ainda não estava preparado pra falar com alguém sobre ela, afinal, nem eu mesmo sabia sobre o que falar sobre aquela garota encantadora.
Nossa conversa foi interrompida pelo celular de minha mãe vibrando na cabeceira. A mesma o pegou e sorriu logo depois, o que me deixou curioso:
- O que foi?
- Uma mensagem.
- De quem? – disse com a sobrancelha erguida e minha mãe riu.
- Não é um homem Justin, relaxe.
- De quem? – tornei a perguntou com um sorriso brincalhão.
- Da minha antiga medica, ela é uma fofa.
- Como assim?
- Ah, ela é muito prestativa, compreensiva, melhor que esse meu novo medico – fez uma careta – ela mandou uma mensagem perguntando como estou, uma fofa! – repetiu a frase do inicio. Sorri.
- Então, qual é o nome dela?
Quando minha mãe ia responder a porta foi aberta e um medico um tanto novo, moreno de cabelos negros entrou e a fechou silenciosamente. Fitei o homem e li o crachá “Dr. Lautner”.
- Ola senhora.. – olhou para a prancheta – Pattie Mallette – concluiu e sorriu levemente.
- Ola doutor.
- Bem, esse deve ser seu filho.
- Sou sim – assenti e estendi a mão para que descemos um aperto, ele apertou e voltou a sua posição.
- Posso falar com você sobre o estado da sua mãe?
- Claro, pode falar – falei e cruzei os braços sobre o peito esperando seu relatório.
- Podemos falar, hm, em particular? – acenou para que saíssemos e o segui para o corredor calmo, onde de uma forma ou outra o destino de minha mãe daqui para a frente seria selado, assim como o meu, afinal, ela é a minha vida.
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