Why Dont I Love You?
17 Capítulo 17
Notas iniciais
- Não sei – respondi sincera, mas ele ignorou.
- Você canta muito bem! – me apertou mais e me girou, minha única reação foi rir nos braços do garoto que ria comigo.
- Você quem canta!
Soltamos-nos e viramos para a plateia que ainda aplaudia e eu senti meu rosto corar com tudo isso. Logo descemos do palco e Pattie chegou.
- Que lindos! Vocês foram ótimos! – abraçou Justin e logo saiu me puxando pra onde Hanna e Jennifer, que sorriu pra mim.
- Jen! Que bom que você veio! – a abracei e a garota sussurrou no meu ouvido:
- Você foi ótima Dem, esta se dando sua segunda chance, estou orgulhosa.
- Não sei o que quero, eu... estou confusa demais – sussurrei de volta. Quando Jennifer ia me responder Hanna nos empurrou:
- Ok, chega de sussurros, tira o olho da minha mulher Lawrence! – todas rimos e eu abracei Hanna de lado.
Logo nos sentamos-nos à mesa e começamos a conversar sobre assuntos aleatórios mas logo Hanna começou a falar suas besteiras de sempre e só o que fazíamos era rir. Estranhei Justin ter desaparecido, já estava pensando em ir procura-lo quando senti dois braços me abraçarem por trás e seu cheiro inebriante misturado com bebida invadir minhas narinas.
- Sentiu minha falta? – sussurrou para que ninguém ouvisse e eu apenas assenti – Vem, quero te levar em um lugar – nem esperou minha resposta e saiu me puxando, so tive tempo de acenar para as garotas e receber um sorriso malicioso de Hanna, minha amiga é muito pervertida, sim ou claro?
- Onde vamos? – perguntei quando Justin sentou em sua moto e me puxou para sentar também – não podemos sair assim Justin, tem sua mãe, minhas amigas, e você também tem que cantar!
- Não esquenta, isso já ta resolvido – piscou e eu bufei – agora senta essa bunda na moto ou eu vou ter que te carregar! – riu e eu montei na moto derrotada.
Justin puxou uma das minhas mãos e colocou ao redor de sua cintura e logo acelerou pela noite, só Deus sabia aonde esse garoto ia. Não era muito fã de surpresas, mas com Justin deixei de lado muitos princípios e manhas minhas, por incrível que pareça cada dia mais me sentia bem ao lado dele, assim como a culpa me consumia ainda mais.
Me sentia culpada por estar vivendo tudo que não tive tempo de viver com Joe. Eu amo Joseph, isso é certeza, só não sabia mais de que forma. Assim como não sei o que sinto por Justin, não sei mais de nada, só sei que estou entregue a esse jogo e que tudo que não encontrei no meu ultimo amor estou encontrando nesse garoto. E confio nele, sei que esse “não sei” pode mudar, sei que eu posso mudar, por ele.
- Chegamos! – o garoto pulou da moto e me puxou – vem, ainda temos que andar um pouco ate la – me abraçou de lado e seguimos andando em silencio ate um enorme penhasco, mas não era um penhasco qualquer, dava pra ver Los Angeles toda daqui.
- Bonito ne? – caminhou ate uma arvore e eu o segui me sentando ao seu lado em seguida – esta com fome?
- Que lugar perfeito, como você achou isso? – ignorei sua ultima pergunta.
- Uma amiga me mostrou – colocou as mãos no bolso dos jeans e me encarou, seus olhos pareciam brilhar – Demi... eu... tudo que eu cantei naquela musica... eu realmente me sinto assim, não quero ser o brinquedo de ninguém, eu gosto mesmo de você e... não sei o que fazer, só quero sua ajuda.
- Eu estou ainda mais confusa que você Justin, não sei como agir... eu só sei que quero estar com você mas me sinto culpada por isso – confessei.
- Você gosta de mim?
- Eu... eu... eu não sei Justin, mesmo – meus olhos começaram a marejar mas Justin segurou meu rosto e limpou as lagrimas que ameaçavam escorrer.
- Tudo... tudo bem, eu te entendo, vamos falar sobre outra coisa – sorriu.
- Obrigado, por tudo, você ta sendo tão bom... tão perfeito, não sei como te agradecer – sorri e ele riu pelo nariz selando nossos lábios.
- Pode agradecer me dando a honra de comer esse lanche comigo – pegou o saco que ate então não tinha percebido e tirou dois lanches do Mc Donald’s de dentro.
- Assim vou ficar obesa!
- Por favor Demi, você obesa deve ser uma gracinha – rimos – então, que tal jogarmos um jogo?
- Já imagino ate qual seja – resmunguei e o garoto fez sinal para que eu dissesse – perguntas e respostas – rimos e o garoto assentiu.
- Hum, eu começo, como sempre – revirou os olhos e eu ri – um hobby?
- Eu canto e componho, por incrível que pareça – dei de ombros.
- Serio? Preciso ver isso!
- Não mesmo, é privado.
- Mesmo? – se aproximou.
- Mesmo – sorri.
- Ate pra mim? – apontou pra si mesmo e se aproximou ainda mais.
- Ate pra você.
- Tem certeza? – roçou nossos lábios e eu assenti entorpecida. O garoto não esperou mais nenhum segundo e juntou nossos lábios. Logo sua língua pediu passagem e eu não demorei muito pra ceder, o beijo era calmo, mas para nossas línguas não parecia. Logo o ar faltou e Justin separou nossos lábios deixando uma mordida leve em meu lábio inferior. O garoto sorriu e me abraçou.
A noite passou rápido, terminamos o jogo, conversamos, contamos estrelas e quando percebemos já estava quase amanhecendo.
- Melhor irmos – me levantei e puxei o garoto.
O caminho foi silencioso, enquanto íamos o sol começava a aparecer no horizonte marcado pelo oceano. Pensei em como antes para mim não fazia nenhum sentido aquelas frases de “você é meu sol” “você ilumina meu mundo”. Hoje sei como é ter seu mundo iluminado por alguém, Justin estava sendo meu sol. Ele simplesmente conseguia iluminar meu mundo como ninguém mais conseguiu depois de Joe.
- Tchau, te vejo no próximo fim de semana? – sorri ao descer da moto e assenti para o garoto.
- Boa viagem, mande lembranças aos seus amigos – selei nossos lábios – e volte logo – sorri e o garoto sorriu tímido. Nos despedimos e entrei em casa cansada, quando pensei que teria sossego meu celular apita com uma nova mensagem:
“Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida. Não se esqueça Dem, você ainda tem sua segunda chance – Jennifer”
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