Notas iniciais
Neon Suicide e Cherry Blood só existem na minha cabeça e na da Rachel. My Chemical Romance é meu sim, não viu o "My" ali na frente?

Finalmente, em paz. Faz tanto tempo que não lembrava o significado dessa palavra, nem ao menos pensava nela. Era um daqueles raros dias de trégua, entre Killjoys e os malditos Draculóides. Aproveitando este momento, o casal mais grudento, frutal e minimamente chato iria dar seus passeios de sei lá quantas horas de namoro. Cherry Blood mudou completamente a vida de nosso líder, Party Poison. No começo eles tinham muita raiva um pelo outro. Mas depois começaram a trocar olhares significativos, e não demorou muito para flagrarmos um beijo. Enfim, eles se amam, saíram, e me deixaram em paz.

Kobra Kid é irmão do ruivo bobo-apaixonado. Odeia a cunhada com uma antipatia vinda do lugar mais profundo de seu ser (não me pergunte onde fica. Porque eu não sei). Mas saiu, levando sua pequena ovelha de lã colorida, a Béé (uma ovelha REAL. RE-AL!) para comprar doces na cidade. Como ele ainda tem a mente de uma criancinha de cinco anos, Jet-Star, uma criatura responsável, foi acompanhando o menino feliz, aproveitando para ir à loja de gibis. Cada um com suas maluquices. E me deixaram em paz.

O único motivo de minha preocupação em relação à perturbação do meu sossego é Neon Suicide. Ela é o tipo de pessoa mal-humorada, chata, implicante, infantil e baixinha. Ok, isso foi irônico, pois afinal, eu também não sou o killjoys mais alto desse mundo. Mas o lado bom é que ela dorme quase o tempo todo, então eu poderia ficar feliz.

Estando vestido com minha camiseta favorita, preta e com grandes e “I LUV KIWI” escrito em letras verde-limão, e com minha calça skinny preta e descalço, sentei-me no sofá para saborear minha fruta favorita, que caso você não tenha percebido é kiwi. Repetindo, é kiwi. E mais uma vez: EU AMO KIWI.

Conheci kiwi na minha infância. Nos cafés da manhã da casa de meu pai, havia muitas dessas frutas. Comi a primeira vez e me apaixonei. E esse vício no fruto verde aumentou cada vez mais na minha adolescência e agora na juventude. Sempre que Cherry vai fazer compras, imploro-a, às escondidas, ao menos um kiwi. E como ela é boazinha, sempre me traz mais.

Descasquei a fruta com certa reverencia. Aquele caldinho verde delicioso escorrendo entre meus dedos me levava a um tipo de êxtase. Deixei as cascas úmidas na minha calça, a sensação geladinha é muito gostosa.

Com a mesma faca que descasquei, cortei as fatias do kiwi, suavemente, deslizando calmamente pela fruta levemente ácida. A pus na boca e a comi como se estivesse tragando uma comida exótica e cara. Se bem que é mais ou menos assim que me sinto em relação a fruta chinesa.

Já estava quase chegando ao fim (que pena!) quando a indivídua mais mal-humorada que existe nesse universo (N/A: Não, pessoal. Não tem duplo sentido nisso. Não mesmo) chegou para irritar-me mais uma vez. Ela estava com a cara fechada e me fitava como se estivesse me fuzilando (não achei uma palavra à altura que combinasse com aquele olhar. Então pensei numa bem mínima) com seus olhos grandes. Eu a encarei de volta, mas com o olhar confuso. Hoje não dei motivo nenhum para ela vir me importunar.

— Olá, pequena Suicide.

Ela não me respondeu. Continuei comendo minha bela e fascinante fruta.

— Por que você – ela imprimiu todo o nojo dela em sua voz – gosta de kiwi?

— E por que você odeia? – objetei, tranquilo e calmo.

Ela ficou em silêncio. Preocupei-me em lamber a faca, que tinha um pouco do caldo da frutescência.

— Isso é nojento – ela fez sua maior cara de enjoo. – Você é nojento! – a olhei como se fizesse pouco caso – Kiwi é nojento!

Franzi minha testa. Aceito ofensas relativas à minha pessoa. Mas xingar minha fruta favorita é mexer com dinamites acesas numa fábrica de álcool ao lado de uma usina petrolífera!

— Você já experimentou?

— Não. Mas...

— E por que você diz que odeia?

-Por que você gosta. E por que eu odeio também.

— Ódio é uma palavra tão forte...

— Mas é o que eu sinto em relação a você e essa fruta maldita!

Levantei-me. Um plano, um louco e delicioso plano começava a se formar em minha mente.

— Suicide, mas kiwi é uma fruta fabulosa!

— Ghoul, kiwi é uma fruta nojenta!

Continuei me aproximando da garota. Não dava para recuar. E eu realmente queria muito fazer aquilo.

— G-ghoul... – ela balbuciou – O que você vai fazer?

-Eu? Nada. Quer dizer, nada de ruim.

— O que “nada de ruim” significa para você?

— Nhu, não vou matar você – pus minhas mãos em sua nuca – a não ser...

— A não ser o quê? – ele pareceu desesperada.

— Que eu te mate sufocada.

— O quê?! Com o quê?!

— Com beijo! – E não enrolei. Coloquei meus lábios nos dela e a beijei, meu coração estava a mil por hora. Ela não tentava escapar.

Já estava perdendo o ar, quando uma ideia ainda melhor cruzou meu cérebro.

-Neon... – sussurrei.

— Que foi? – ela respondera no mesmo tom.

— Pro quarto, já.

Notas finais
Então, hihihi
Feliz aniversário Neon o/ Adiantado! Hehehe
Espero que tenha gostado da Fanfic, estava deeeeesde ano passado planejando-a.
Foi inspirada na fanfic A Cereja, da Mari May
Enfim, Happy B-day, cherie!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!