Notas iniciais
Boa leitura. Se tiver algum erro,perdão!

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- Estão.. n-namorando? – disse Sra. Huang meio assustada.

- Sim,mãe..

- MinSeok,vem aqui..

Fomos conversar sozinhos,eu e a Sra. Huang.

- Obrigada.

- O-obrigada? Pelo o que exatamente?

- Por estar namorando meu filho..

- H-hã?

- Faz muito tempo que eu não vejo meu Zitao sorrir,desde...aquele acidente..

- A-acidente?

- Sim,vou te contar,mas não toque nesse assunto perto dele,isso ainda o faz chorar..

- Tudo bem,Sra. Huang..

- Bom,eu não sou mãe dele,eu sou madrasta dele... A mãe dele morreu quando ele tinha 8 anos,foi difícil pra ele. Ele sempre esteve sozinho e triste,mas quando ele voltou de Seul,ele estava diferente,ele estava sorrindo,parecia que algum milagre havia acontecido,e ele sempre citou um “amigo” – disse fazendo aspas no ar. – Agora eu sei quem é e posso te agradecer por tudo que está fazendo.. – me abraçou.

Sorri,estava feliz por poder fazer Tao sorrir,ele não sabia mas seu sorriso era maravilhoso e contagioso..

Logo voltamos,Zitao parecia estar nervoso com aquela situação,me aproximei rapidamente,abraçando meu garoto. A “mãe” dele sorriu e Tao entendeu.

Éramos oficialmente namorados,a aprovação é algo essencial para um namoro,certo? Mas agora tinha um graaaaaande problema.. Os meus pais. Minha mãe talvez aceitaria,mas taaaalvez. Mas meu pai.. Se eu disser que namoro um garoto é capaz de que ele me expulse de casa! Estava com medo,talvez tivesse que esperar um pouco pra contar isso aos meus pais. Eles ainda não haviam chegado em QingDao,mas em breve chegariam,e meus amigos também viriam.

Eu sentia falta de meus pais. Nunca tínhamos “tempo”,sempre estávamos “ocupados”. Nunca na minha vida eu havia sentado com meus pais para conversar sobre algo sério,mas dessa vez isso seria feito. Aceitem ou não,eu amo Huang Zitao!

Eles chegaram. O nervosismo estava me matando. Não sabia como dizer e também não sabia qual seria a reação que eles teriam.

Eu estava rezando. Rezando para que eles entendessem o que eu sentia por Tao. Eles não podiam dizer que não aceitavam.. Eu amo ele...

- Omma. – falei indo ao encontro com minha mãe.

Ela me abraçou tão forte,não imaginei que sentisse minha falta.

- Filho,que saudades.

- Omma,eu..

- Você..?

- É que eu .. queria te dizer algo... importante!

- Diga,bebê.

Ao olhar minha mãe minha mente se apagou,o medo de ser rejeitado pela minha família era grande,mas era pelo Tao e por ele eu faria tudo.

- É que.. eu estou namorando,omma..

- Ahh,que liiindoooo . – apertou minhas bochechas. – quem é a sortuda,hm?

- É que.. não é uma garota.. é um menino..

Ela me olhou séria.

- Por que está tão desanimado,hm? Você sabe que eu não sem coração,sou sua mãe e te amo,se for pra te ver feliz,vale tudo.

- S-sério?

- Claro,bebê.- beijou minha bochecha. – e quem é o sortudo?

- É o Tao,lembra dele? O menino da escola..

- Ahh siim,o moreno alto. Ele é bonito,hm.

Quando chegamos lá,disse oi pra sra. Huang,depois minha omma ficou a conversar com ela,enquanto eu e Tao estávamos no quarto.

- Já disse pra ela?

- Sim. – disse sorrindo.

- Ela não ficou brava?

- Nãão – abracei meu “pequeno”.

Aquilo era perfeito. Meu pai ainda não sabia,mas quando soubesse,cabeças rolariam.. Mas por enquanto estava tudo perfeito.

Aproveitamos o tempo que tínhamos,até meu pai chegar.

Começamos a brincar. Nossas peles se encontrando,uau. Eu amava fazer aquilo com ele.

Foi rapidinho,mas valeu a pena,meu appa chegaria de noite e eu já estava com medo da reação dele... Na verdade eu tinha medo dele.

Ele chegou. Eu já estava morrendo por dentro,estava tão nervoso que resolvi não contar,pedi para que minha omma contasse por mim.

E estava esperando por ele do lado de fora da casa,caso ele queira dizer algo. Tinha certeza diria algo ou faria.

Ele saiu e estava muito.. bravo. Já previa as porcarias que ele iria dizer.

- Não acredito que eu te criei tão bem pra isso.

- Isso o que,appa?

- Pra você ser esse gay.

- Appa,só por eu estar amando um garoto,você não me ama mais?

- Não é isso filho,só acho que você está fazendo algo errado.

- Não é errado,do mesmo jeito que você ama minha omma,eu amo ele.

- Não me compare com você.

- Agora tem nojo de mim,é?

- Nojo é pouco pra descrever. – disse sério.

À cada palavra que ele dizia,eu sentia meu coração se partindo,de pouco em pouco,dolorosamente. Cansei de ouvir e fiz algo que nunca pensei que faria,bati em meu próprio pai,fazendo ele me olhar com um olhar que eu nunca havia visto antes.

- Porque fez isso,uh?? Seu namoradinho é mais importante do que seu pai?? Eu não te criei pra você virar essa bicha idiota e assumida.

- Pai,para com isso,você não sabe o quanto magoa ouvir isso,principalmente vindo de você. Eu confiava tanto em você..

Já sentia as lágrimas escorrendo pelo meu rosto,mas evitava emitir qualquer som,me calei,não queria mais falar com ele.

- Filho.. você está.. chorando? Desculpe..

- Não,não fala mais comigo,pai. Eu te odeio como nunca..

Saí dali sem mais nem menos,não queria mais saber dele,na minha mente só existia minha mãe , não queria pensar no meu pai em segundo algum.

Me isolei do mundo. Nunca fiquei tão magoado na vida. Meu próprio pai dizendo aquelas coisas pra mim? Eu esperava aquilo de qualquer,mas à ele eu tinha dado confiança,pensei que ele me amasse,seilá.

2 dias se passaram,e eu continuava à ignorar meu pai.

- Filho,fale com seu pai,ele já pediu perdão várias vezes..

- Mãe,eu não posso perdoar. O que ele disse quebrou meu coração..

- Eu não sei o que ele disse,mas sei que ele está arrependido.. Por favor,perdoe ele...

- Mãe.. – abracei ela,sendo correspondido. – só você me entende...

- Filho.. Seu pai.. Ele tenta fazer de tudo pra entender,mas.. às vezes é complicado. Eu pedi pra que ele entendesse. Amor é amor,certo? Não importa se são dois homens..

- Omma...

- Diga,bebê.

- Eu quero perdoar ele,mas não consigo..

- Você consegue sim,só precisa parar de pensar no que ele disse e ir ouvir o que ele vai te dizer agora.

Resolvi pensar bastante antes de ir,mas fui. Era meu pai,mesmo que eu quisesse,eu automaticamente perdoaria,ou tentaria.

- Oi,appa. Diga logo. – tentei ser “difícil”.

- Filho,eu quero te pedir perdão por tudo que eu disse,eu não queria te ofender,mas eu entendo que você ama ele..

- Entende mesmo?

- Sim..

- Aish... aaaa..

Abracei ele antes que ele pudesse dizer algo. Mesmo que eu não quisesse,eu o amava.

De repente,ouvimos um barulho muito alto,parecia um carro tentando frear.

Saímos pra ver o que era,ao ver aquilo eu não.. eu não acreditava no que via..

Notas finais
Uau,ficou bom? Já imaginam o que aconteceu?