Why?

4 Te amo?


Parecia loucura o que eu queria fazer, talvez fosse mesmo. Mas era a única coisa que me veio em mente para conseguir ficar um tempo com a Bona sem que ela usasse alguma desculpas para fugir de mim. Ela estava chateada, eu sei, não a culpo, mas ela não me ajudava em nada a resolver a situação.

— Minji Unnie, você prometeu que quando quiséssemos ir às compras você nos levaria. – Dawon dizia no seu habitual tom de diplomacia.

—Eu preciso de kim! Meus kims acabaram!

— Eu preciso de fones novos! Vamos, Minji Unnie!

— Meninas! Calma! Vocês sabem que eu prometi isso para o dia de folga de vocês. Além do mais, eu estou responsável pela Bona, o Oppa me mataria se eu saísse com vocês e não fizesse minhas obrigações. Peçam para ele.

— Não! – O coro foi alto, fazendo a manager se assustar.

— Unnie! É compras, você sabe como o Oppa fica de mal humor. – Xuanyi e sua habilidade de ser um meme me impressiona.

— Meninas, bem que eu queria, mas eu não po-...

— Eu vou buscar ela. – A manager me olha assustada como se eu acabasse de falar algo sobrenatural. – Eu vou buscar ela, Minji unnie. O shopping não fica na frente no local de filmagem? Então. O importante é ela não ir sozinha pra casa, certo? – A manager me olhava um tanto desconfiada, mas mantive o meu ar de desinteresse. – Possivelmente ela vai querer comer naquele restaurante chinês perto do dormitório. Nós comemos e vamos para casa.

— Eunseo, o que você está aprontando?

— Nada, Unnie. Só quero ajudar vocês. E bem, não estou interessada em nada no shopping, e como nossas atividades terminaram por hoje... – Continuei com o meu ar de desinteresse, enquanto terminava de abotoar os botões da minha xadrez vermelha que usava sobre a regata branca. Ouvindo as meninas continuarem dando pilha sobre a manager. Devo admitir que nunca imaginei que as meninas me ajudariam nesse plano.

*Flashback*

— Eunseo, espero que tenha uma justificativa muito, muito boa para ter dado um pequeno infarto na gente. – Yeoreum reclamou de mal humor, colocando a cabeça para fora do seu casulo particular, vulgarmente chamado de cama.

— O que aconteceu? Acabou o kim que estava na despensa? – Olhei para Xuanyi sem acreditar no que eu havia ouvido. “Como você consegue pensar em alga às 3 horas da manhã?”

— A Bona te deu um fora? – Meiqi arriscou, recebendo o travesseiro certeiro no meio do rosto da Dawon. “Agradeço a defesa Dawon”.

— Dá pra deixarem a Eunseo falar? — ChengXiao demora para acordar, mas quando acontece sempre é em boa hora.

— Eu preciso de um tempo com a Bona, sozinhas, se possível. Mas ela não vem me ajudando muito com isso. Eu preciso de um plano.

Logo teorias das mais mirabolantes apareceram naquele quarto em um pouco menos de 5 minutos, me fazendo olhar assustada para as integrantes do meu grupo. “Céus, definitivamente as Cosmic Girls tem uma imaginação fértil, ou estamos vendo dorama demais. Apesar que eu voto para a segunda opção.”

— Porque você não vai buscar ela no local da gravação? – Assim que eu escuto a voz atrás de mim, eu dou um baita pulo, assim como as meninas. “Pelo menos dessa vez não estou só”.

— Y-Yeonjung...Que horas você brotou aqui? – Digo com a mão no coração. Elas só podem ter prazer em fazer isso comigo.

— Desde que a Luda unnie deu a ideia de trancar você e a Bona unnie na van, e só saírem quando tiver o pedido de casamento. – Ela disse simplista, encolhendo os ombros em desinteresse. – Enfim, a Day unnie mandou eu vim acorda-las para organizar a fila do banho. – Comentou saindo do quarto, fechando a porta sem fazer nenhum barulho. Incrível como a maknae consegue ser mais silenciosa que um gato quando quer.

— Sabe que a ideia dela foi boa. — Dawon me acorda dos meus desvaneios, logo o quarto inteiro passa a traçar um plano.

*Flashback*

— Ok. Ok. Se acalmem! – Eu já disse que eu sinto pena da Minji manager, quando ela tem que lidar com várias de nós aos mesmo tempo?

— Unnie... – Yeoreum começa usar seu típico aeygo, não queria mesmo estar na pele da nossa manager agora.

— Eunseo. Buscar. Jantar. Dormitório. Entendido? – Ela me diz bem mais séria que o normal. Queria dizer que vai ter uma discussão de relação ou vulgarmente conhecida como DR entre o buscar e o jantar, mas prefiro apenas acenar com a cabeça em positivo. – Quando eu ligar, vocês não tiverem no dormitório, nunca mais vocês duas saíram sem supervisão, entendido? – “Céus, a Bona me mataria se isso acontecesse”. Definitivamente isso tem que dar certo.

—----

E aqui estou eu, nos bastidores entre milhões de Staffs, câmeras e aparelhos de luz e atores andando de um lado para outro. A Minji Unnie tinha ido comigo até o local das gravações, me dando autorização para ficar por ali, até recebi o crachá de “Bona Staff”. Que irônico, não? Acompanhei todo o ritmo de filmagem a distância, não queria que ela me visse e se atrapalhasse de alguma forma. Não posso esconder que me sinto orgulhosa de ver o quanto Bona conseguia ser uma boa atriz, conseguindo passar o ar de frieza que a personagem exigia, quando na verdade ela era justamente ao contrário, sempre brincando e rindo de tudo. E era aquele jeito que estava sentindo mais falta da mais velha. Realmente espero que as coisas se resolvam, e eu tenha a minha Bona de volta. “Minha Bona? Desde quando fiquei tão possessiva? O que o amor me transformou?”

Depois de quase uma hora de espera, Bona finalmente foi para o camarim com o resto da equipe para se trocar. Aproveitei caminhando a passos lentos em direção ao mesmo, agora um certo nervosismo tomava conta de mim. Andava de um lado para o outro na frente da porta, até mesmo chamando atenção de um dos atores que passava por ali, me forçando a me comportar. Ouço o barulho de porta abrir, olho apreensiva para a figura feminina que não havia me notado no primeiro momento, já que parecia receber algum instrução, ela se curva em agradecimento, e quando vira para mim simplesmente congela.

— Eunseo? – Ela me olha confusa, olhando em volta procurando por alguém.

— A Minji unnie não vem, só tem eu. – O meu tom fica cada vez mais baixo diante do olhar particularmente intenso e indecifrável que a mais velha me lançava.

Diferente do que eu tinha imaginado, não houve reclamações, ela apenas se manteve em silêncio, fechando a porta atrás pelo o qual havia saído. Peguei a mochila de suas mãos, apoiando no ombro, passando a segui-la. Nós andamos em silêncio apenas acenando ou nos curvando pelas pessoas que passávamos em direção a parte de fora do prédio. Apenas quando estávamos na rua e em uma distância segura de encontrar com alguém do elenco ou da produção, a mais velha para brutalmente na minha frente, fazendo que eu quase trombe nela. Por mais que eu tentasse interpretar a expressão da mais velha, não consegui pela primeira vez na minha vida, e aquilo me preocupou.

— O que você faz aqui, Eunseo? Nós duas sabemos que quem devia estar aqui era a Minji unnie. – Seu olhar dessa vez parecia um pouco irritadiço?

— Eu convenci ela a me deixar te buscar. – Agora tive a certeza que ela estava irritada, mesmo sabendo que não era muito inteligente da minha parte ignorei sua expressão e continuei. – Você anda me ignorando de todas as maneiras possíveis e imaginárias! Foi o único jeito que eu achei de falar com você. Nós realmente precisamos conv-... – Antes que pudesse continuar, Bona me puxa pela mão caminhando em direção ao ponto de taxi. – Unnie.

— Aqui, não.— Ela apenas me lançou um olhar quase que mortal, antes de me forçar a entrar no primeiro táxi que apareceu na nossa frente, dando um endereço que particularmente não me interessei em saber. O trajeto foi feito em total silêncio, só era audível os suspiros mais fortes da morena, que mantinha a cabeça encostada no vidro, parecendo ignorar completamente a minha presença, se não fosse pelo fato de ainda estarmos de mãos dadas.

Depois de uns vinte minutos de corrida, estávamos no Rio Han, em uma área mais afastada que sempre gostávamos de ir quando éramos trainees. Eu gostava dali, tinha boas recordações daquele lugar. Sempre convencia a Bona de ir comer lámen comigo num pequeno quiosque que havia ali depois da aula, quando ainda estávamos nos aproximando. Era incrível que agora eu possuía a idade que ela tinha quando nos conhecemos, e como as coisas haviam mudado nesse meio tempo. Era a primeira vez que voltava ali depois de debutar e por mais que fosse bom o ar de nostalgia, sabia que o motivo de estar ali caminhava a passos distraídos na minha frente, com as mãos dentro da jaqueta jeans preta, assim como todo o resto do seu look e um olhar perdido.

— Eu gosto de você. – “Espera, eu realmente disse isso na lata?” A mais velha parou de andar no mesmo instante, parecendo tão perplexa quanto eu mesma pela minha coragem. “E seja o que Deus quiser”.

— Faz um tempo que eu comecei a te ver de uma maneira diferente. Mesmo que continuasse fazendo tudo que sempre fez, tudo tinha um efeito diferente sobre mim. Seu sorriso que eu sempre achei bonito, agora me deixava hipnotizada. Seus abraços e risadas que sempre eram bem vindos, passaram a ser uma droga que eu precisava diariamente. – Bona me olhava com o mesmo olhar indecifrável, mas dessa vez ela estava me escutando, o que já era um incentivo. – Sua atenção, seus carinhos, até mesmo suas provocações, eu sempre queria que fossem só pra mim, e ficava com ciúmes quando você passava a dar muita atenção as outras meninas.

— Eunseo, você disse em alto e bom tom que não gostava de mim. – Pela primeira vez eu pude ouvir um tom de tristeza e decepção na voz da morena. E aquilo realmente fez meu coração apertar, eu conhecia a Bona bem demais, sabia o quanto ela fazia questão de esconder seus sentimentos das pessoas, ainda mais quando ela estava sofrendo.

— Bona...Eu... Eu tava com medo. – Passo a gesticular, como sempre faço quando estou nervosa — Eu nunca tinha vivido aquelas coisas que eu estava sentindo por você. Eu não tinha noção do que era, e aquilo andava me assustando. Quando a Luda falou que eu estava gostando de você. Eu não soube o que pensar, fiquei em pânico, porque eu não queria ter sentimentos que pudesse fazer você se afastar. Eu disse aquilo porque achei que se fosse verdade meus sentimentos, você se afastaria de mim. – Bona passa a se aproximar devagar de mim. — Eu sei, eu sei. Isso foi algo bem idiota da minha parte. Mas a ideia de perder você me fez entrar em pânic-... – Assim que a mais velha parou na minha frente, ela puxou a gola do meu sobretudo para si.

Pela primeira vez eu não estava incomodada por ser interrompida, já que finalmente pude sentir os lábios macios e perfeitos da Bona sobre os meus. O toque era gentil, cheio de carinho, fazendo que sinta todo o meu corpo responder aquele contato com um gostoso arrepio. Os braços dela envolviam meu pescoço devagar, puxando ainda mais para si. Logo minhas mãos apertavam sua cintura mostrando o quanto possessiva eu era por ela. Senti seus lábios se contornarem em um sorriso pelo meu ato, mordendo o meu inferior puxando levemente, pedindo permissão para mais.

Foi a minha vez de tomar seus lábios, agora em um beijo diferente, cheio de desejo suprimido por mais tempo do que eu realmente queria admitir. Deixei sua mochila cair aos nossos pés, assim que a colei conta o tronco da árvore que nos deixava escondidas de qualquer olhar curioso. Passei a explorar cada pedaço daquela linda boca, me dando a certeza que eu tinha encontrado meu verdadeiro vício. Não demorou para aquele beijo ganhasse malícia das duas partes, podia sentir meu corpo todo arrepiar cada vez que as unhas sempre bem feitas da mais velha arranhava minha nuca, fazendo com que eu a pressionasse ainda mais contra a árvore, podendo sentir cada uma das suas curvas encaixando perfeitamente contra meu corpo.

Com muita relutância Bona encerrou o beijo quando não havia mais reserva de ar nos nossos pulmões. Logo pude me encontrar com um sorriso cúmplice da mais velha, ao passar seus dedos delicados pela lateral do meu rosto, até tocar meu lábio inferior. – Quando você disse aquilo no restaurante, eu achei que nunca poderia te ter pra mim. – Ela sorriu ainda mais ao me dar um selinho. – Eu fiz de tudo para me afastar de você. Ensaiava mais que o necessário, implorei paras as minhas companheiras de quarto não me deixassem ficar perto de você. Cheguei ao ponto de pedir para Minji unnie mudar os nossos lugares no fansign. Ela meio que sabia o que eu sentia por você, então ela ajudou. – Ela rir diante da minha surpresa ou mesmo insatisfação. — Eu não queria que o que eu sentia te incomodasse, já que você não sentia o mesmo. – Apoiei a minha testa na dela. – Estava completamente perdida como eu devia agir com você. Eu até achei que tinha algo entre você e a ChengXiao.

— Co-como? Eu... e a Xiao? Você tá falando sério? – Vi Bona ficar vermelha, aquilo era tão surpreendente quanto as ideias da mais velha. Aquilo me fez rir, antes de roubar mais um beijo rápido da menor. – Unnie, a ChengXiao é uma das minhas melhores amigas, de fato eu sou muito apegada a ela, mas amar? Como eu te amo? Não mesmo. – A minha risada fica mais alta e não demora para que a mais velha me dê uma mordida no ombro. – Ai! Ai! Unnie! Ai!

— Não rir! Ninguém manda você me dá um fora na frente de todo mundo. – Bona cruza os braços na frente do peito, me olhando séria. “Céus, que mulher linda.” Mordo o inferior e fico admirando a menor sem conseguir conter um sorriso. – Ei, Girrafa-ssi. Quanto tempo vai ficar ai só me olhando?

— Você realmente não existe. – Sussurro contra seus lábios antes de puxa-la para um novo beijo.

—----

Perdi o tempo que ficamos sentadas debaixo daquela árvore entre beijos e risadas naquela noite. Apesar do susto de só lembrar que tínhamos hora para chegar em casa, apenas quando faltava 30 minutos, e nos encontrávamos do outro lado da cidade. O fato de conseguirmos chegar em casa a tempo pode ter sido considerado um milagre, se de fato a Minji Unnie tivesse nos ligado. Escapar da nossa manager foi fácil, mas de 11 integrantes sentadas na sala esperando por nós, isso foi impossível. Interrogatório é a coisa mais próxima que eu poderia chamar aquele momento. Quando confessamos que estávamos juntas, parecia festa de ano novo. Pobres vizinhos.

Depois daquela noite, já havia passado duas semanas. As gravações da Bona haviam acabado, para o meu alivio que pude finalmente curtir a minha pequena atriz. Ainda que Minji Unnie ainda não permitisse que sentássemos próximos no fansign, isso não estava nos impedindo nem um pouco de tirar pequenas casquinhas uma da outra. E para o nosso alívio, os Ujungs pareciam se divertir com aquilo.

Nesse meio tempo, foi a nossa vez de ajudar Meiqi e Dawon. Devo dizer que foi uma ideia genial da Bona, fazer a reserva num restaurante dizendo a cada uma que sairiam com a Bona, e quando na realidade só as duas foram para o encontro. Infelizmente, nunca saberemos o que aconteceu ali, mas pelos risinhos e troca de olhares, acho que não irá demorar para termos outro casal oficial naquele dormitório. Eu digo outro casal oficial, porque eu estou preste a pedir a Bona em namoro. Eu andei pensando muito sobre isso, e depois de tudo que eu passamos, não quero que nada mais nos incomode.

Abro a pequena caixinha de joia, tocando o indicador sobre o pingente em formato de lua, e se encaixava perfeitamente ao sol preso ao cordão debaixo da minha blusa. Os nossos fãs sempre disseram que tínhamos imagens opostas no palco que se complementam de forma harmônica. Viro o pequeno objeto prata, vendo gravado “J²”, e aquela inscrição comprova que eles estão certos.

— Será que dá para tirar esse sorriso besta da cara e entrar logo nessa sala de prática? Quero acabar logo com qualquer sentimento de culpa, pelo restaurante. Sem dizer que vai ser bom ser a mensageira das boas novas. Adoro dizer que eu estava certa. – Ergo a sobrancelha, vendo Luda, Meiqi e ChengXiao passando pelo corredor, tendo as três rindo, antes de mandarem um “boa sorte” ao sumirem no corredor.

— Babos. – Rio, abrindo a porta da sala. Bona estava sozinha em mais um dos seus ensaios solos. Trocamos alguns olhares através do espelho, mas me limitei a me sentar no chão assistindo. A batida da música, seus movimentos, nossas troca de olhares. Sim, ela estava me torturando, nós duas tínhamos consciência disso, seu sorriso travesso comprovava isso. Ela abusava de toques no próprio corpo para me fazer perder a compostura, o que não foi nada impossível de acontecer, quando meu inferior se tornou refém dos meus dentes. “O que eu fiz para merecer uma mulher dessa?”

Quando a música acaba, finalmente volto a respirar, ganhando um enorme sorriso de satisfação a morena que caminhava em minha direção, se sentando no meu colo. – Já estava começando a achar que o Oppa não ia mais te liberar dessa aula de canto. – Logo recebo um selar demorado. – Você parece inquieta. Quer me dizer algo?

— Já disse o quanto assustador é a forma como você me conhece? – A gostosa risada da mais velha preenche a sala, antes dela piscar pra mim. – Eu tenho uma coisa para você. – Bona me olha intrigada, mas sorrir assim que recebe a caixa em mãos. Deixo ela abrir a pequena caixa aveludada, expondo o cordão no meu pescoço. – Eu demorei tanto tempo para conseguir entender o que eu sentia. Então não quero perder mais tempo. Jiyeon, quer namorar comigo?

A mais velha parece ponderar sobre a minha proposta, antes de prender os braços em volta do meu pescoço. – Claro que sim, Juyeon. – Ela se aproxima me presenteando com mais um daquele viciantes beijos de tirar não só meu fôlego, como meu juízo. Estava preste a aprofundar ainda mais o beijo, quando escutei alguém tossir para chamar a nossa atenção.

— Será que o casalzinho pode se separar por um momento. – Exy pergunta, cruzando os braços na frente do peito revirando os olhos. – Desculpa atrapalhar a felicidade de vocês, mas a Minji unnie quer falar contigo, Bona. – O suspiro de frustração não foi nada discreta por parte da mais velha, me fazendo rir. – Não me culpe se você é a atriz do grupo. – Exy levanta as mãos em rendição, já caminhando em direção ao saída, mas ela para subitamente. – E vocês duas, se comportem, ok? Temos makanes no prédios! – Aquilo arranca uma gargalhada nossa, fazendo a nossa líder revirar os olhos saindo da sala.

— Não acredito que elas estragaram nosso momento. – Acabo rindo do desgosto da mais velha, enquanto pegava a caixa da sua mão, retirando o delicado colar prendendo em volta do seu pescoço.

— Teremos mais momentos para nós, ok? Agora vai lá, antes que a Minji unnie reclame mais uma vez, que fez um favor para nós naquele dia. – A mais velha levanta a contragosto. – Te encontro na van.

Vejo a mais velha concordar, já se preparando para ir embora quando parece lembrar de algo. – Eunseo, eu também tenho algo para você na mochila. Espero que goste. – Ela me manda um beijo antes de sair.

Eu não tinha noção do que podia ser até abrir a mochila estufada da mais velha, encontrando um enorme embrulho que preenchia todo o espaço ali. Ao abrir o presente é inevitável o riso, ao me deparar com a jaqueta idêntica ao que eu havia ajudado a escolher naquele dia. Assim que eu provo a jaqueta diante do espelho sinto algo em seu bolso, um pequeno cartão, escrito a mãos.

“Você não precisa de uma jaqueta de couro para ficar linda. Você simplesmente precisa ser você. Mas se quer uma jaqueta, use apenas quando estiver no meu campo de visão, para que eu possa curtir cada detalhe da minha Eunseo. E não esqueça nunca:

1º Eu odeio quando você sai do meu campo de visão;

2º Eu te amo, Juyeon.”

Eu leio aquele cartão várias vezes, sem conseguir esconder o sorriso mais besta do mundo, até finalmente resolver guardar o cartão no bolso em que estava. Voltando o meu olhar para o espelho.

E aqui estou eu encarando a imagem de um mulher loira, com uma jaqueta de couro, regata branca e uma calça jeans, com um sorriso besta nos lábios, refletida no espelho. Qualquer um que observasse aquela imagem diria que se tratava da Eunseo, integrante do Cosmic Girls, a mais alta do grupo, a vitamina do grupo, a sempre carinhosa com todos os membros. Mas o que eu vejo é apenas Juyeon, uma garota sortuda, integrante do melhor grupo do mundo, e acima de tudo, a garota completamente apaixonada!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.