Why?

2 Capitulo 2


Notas iniciais
Hey pessoal, último capítulo da semana. O próximo só semana que vem, bjs Aleta: ESSE EPISÓDIO CONTEM CITAÇÕES DE ABUSO INFANTIL E PODE SER UM TRIGGER PARA ALGUMAS PESSOAS. POR ISSO LEIA POR SUA PRÓPRIA CONTA E RISC

POV HARRY

Eram cinco horas da manhã quando ele escuta as fortes batidas na porta de seu armário, era a sua tia mandado ele acordar.

Por mais que estivesse cansado ele sabia das consequências de não obedece-la e força o seu pequeno corpo desnutrido a levantar da cama montada no canto de seu armário.

Ele basicamente se arrasta para fora dela e para fora de seu armário, que apesar de ser o único lugar naquela residência que poderia chamar de seu a muito tempo havia ficado grande demais para o espaço. Mas mesmo assim esforçava-se só máximo para caber em sua "casa"(Apelido que tinha carinhosamente dado para o espaço), era lã que se escondia quando sua tia ficava com raiva e se protegia da trupe de seu primo.

Era uma "casa" dentro daquele edifício que para ele era vazio e frio, era o coração de um monstro.

Estava muito cansado, noite anterior seus tios haviam preparado um jantar e ele havia ficado acordado a noite inteira limpando a cozinha.

"Você tem de pagar a sua estadia, seu pequeno ingrato" repetia sua tia que em toda a oportunidade que tinha não cansava de lhe lembrar a sorte que possuía de não está em um orfanato.

"Sabe o que fazem com crianças como você? " diz com um sorriso no rosto, ela nunca chegava a responder a pergunta o que fazia Harry questionar o que poderia acontecer, será que vida no orfanato seria realmente pior do que ele estava vivendo?

Ele chegou na cozinha e olhou a sua tia, fala bem baixinho:

—Bom dia tia.

—Demorou porque? -respondeu petúnia, ela está muito ocupada batendo a tigela de panquecas para olhar o menino as suas costas, na soleira da porta.

—Desculpe... — Respondeu repetiu baixinho, tentando se fazer menor, perto dos membros dessa família ele sempre tentava se fazer pequeno.

—Você ein! Quando eu te chamar é para vim rápido! — A raiva escorria de suas palavras. E Harry espiando entre os fios que cobriam os olhos de sua cabeça baixa viu o ódio que também escorria para as mãos, estas basicamente espancava a massa.

Ele sabia que sua tia o odiava, não sentia tristeza apenas medo. É era esse medo que o paralisava de cabeça baixa na soleira da porta, segurando dormente as pontas de suas roupas velhas e grandes demais para ele.

—Desculpa... -repetiu

Dessa vez ela bateu a tigela sobre a bancada e se virou com a colher de pai na mão

—Não quero saber de desculpas- disse apontando a colher para sua direção, está ação o fez fechar os olhos e recuar um pouco com os lábios bem apertados entre os dentes, não se atreveu a falar uma única palavra.

—Você não vai estragar o meu dia, o dia do Duddley! Você sabe que hoje é aniversário dele, seu egoísta- Ela continuava, enquanto Harry tremia todinho- Quero que você seja normal apenas por um dia, agora sai da minha frente e se faça útil pegue os presentes dele e ponha na mesa da sala. Quero que tudo esteja perfeito.

Ela não precisa falar duas vezes, ele saiu mas rápido que pode e subiu as escadas com cuidado para que os degraus não rangissem com seus passos. Harry passa cuidadosamente na frente do quarto de seus tios e de seu primo, não queria que de alguma forma acordasse os ocupantes dos cômodos. Entra no segundo quarto do Duddley aonde estavam os presentes.

Eram tantos que ele não conseguia ver o chão e cuidadosamente desce a escada levando um a um.

Logo ele termina de coloca-los na mesa e sua tia o manda tomar um banho, dizendo que ele fedia.

Sobe ligeiramente, ligando o chuveiro na água mais gelada que podia. A água bate em sua cabeça tentando limpar a corrente de pensamentos.

Tudo era tão difícil, os seus tios, seu primo, a escola. Não conseguia entender porque tudo parecia dar errado para Harry Potter, no chuveiro deixou as lágrimas escorressem livremente pelo seu rosto. Elas se misturavam com a água que caia, ficando invisíveis para qualquer um que visse a cena. Ele estava cansado, seu corpo pesava e se pudesse voltaria para sua "casa" e ficaria lá para sempre.

Ele sabia que a sua chegada nessa moradia nunca foi bem vinda. E sua tia apenas havia o acolhido, porque no dia que o encontrou gritou de susto chamando a atenção dos vizinhos. Se ela o leva-se para o orfanato eles a questionaram e uma coisa que Petúnia Dusley se preocupava era a sua reputação, Harry tinha virado o pequeno caso de caridade da família a criança que eles mostravam a o mundo para mostrar o quão bons eles eram. Se ao menos os vizinhos soubessem da verdade...

Harry já passou muitas noites acordado criando mundos alternativos em que sua família não tivesse morrido naquele dia, imaginava os abraços de sua mãe, os segredos que compartilharia com o seu irmão e as piadas que contaria com o seu pai. As lembranças inventadas o faziam ter sorrisos gigantes no rosto em momentos aleatório do dia, motivo que o tornava piada na turma de seu primo.

Mas Harry não ligava, aqueles momentos inventados eram o que o mantinham sã durante os dias difíceis. Ele não sabia como sua família era esse assunto era tanto dentro da moradia. Ele sente até hoje as batidas da colher de pau em sua cabeça da última vez há anos atrás que tinha perguntado a sua tia.

Então ele imaginava, imaginava sua mãe com lindos cabelos longos, lustres e pretos enquanto seu pai era loiro e tinha os olhos verdes iguais ao seu, seu irmão tinha olhos castanhos intensos e cabelos pretos iguais a sua mãe. Ele era igual ao Harry, tirando seus olhos que seria castanhos.

Ele fecha o chuveiro, suspira e vai para a frente do espelho seu olhar para na cicatriz que possui na testa. A cicatriz que era ao mesmo tempo uma benção e uma maldição, ao mesmo tempo que o lembrava do acidente aonde toda sua família morreu e ele saiu intacto apenas com uma pequena cicatriz na testa era a única lembrança que tinham deles.

Harry desvia o olhar da cicatriz e fita os seus olhos, era de um verde intenso cor que era realçada pelas olheiras e pele emaciada. A corrente de pensamentos é cortada com a porta do banheiro sendo aberta derrepende. Harry só teve tempo de apertar a toalha mais envolta de seu corpo

—Anda logo, Harry!-

Harry olha no espelho mais uma vez e solta um longo suspiro, hoje será um longo dia

Duddley pov

Duddley estava tendo um ataque de birra no chão da cozinha. Hoje era o pior aniversário de sua vida por três motivos. O primeiro era ele foi acordado antes das nove com um parabéns para você totalmente dessincronizado.

Depois ao descer a escada a sua mesa de café da manhã estava incompleta faltava o brigadeiro. Era uma sobremesa exótica que havia experimentado na semana passada no shopping e ele se lembrava vagamente de ter dito que queria isso no seu aniversário. Não interessa se a sua mãe fez cinco pratos de aniversário incluindo o seu favorito, panquecas de chocolate.

Mas a gota d'agua foi quando ele contou os seus presentes, haviam apenas 45 quando ano passado ele havia ganhado 50. Dudley ficou vermelho e saiu correndo para a mesa de cozinha, jogou tudo que pode encontrar no chão. Entre seus berros no ataque de fúria conseguia escutar a voz de sua mãe gritando "Calma Duduzinho, fala com a mamãe".

Depois de se acalmar ficou combinado que depois de sua segunda festa no zoológico, ele e seus pais iriam ao shopping comprar mais 10 presentes e quantos brigadeiros quisessem. O seu primo ficaria em casa limpando a bagunça na cozinha.

O humor de Duddley melhorou bastante depois disso, até se sentou do lado de seu primo no carro para irem juntos para o zoológico. No carro teve o prazer de implicar bastante com ele. Lembrou-lhe de como ele era estranho e suas roupas eram grandes demais. Cada piada que contava era recebida com uma crise de risos de seus pais, Dudley era muito engraçado.

Chegando no zoológico foram para uma sala separada que seu pai tinha alugado para preparar a festa, todos os seus amigos estavam lá e a festa de aniversário estava linda, bem melhor do que a porcaria que a sua mãe tinha planejado. O tema era dinossauro, tinha um bolo em forma t-rex no centro da mesa e vários doce diferentes.

Chegou a hora das brincadeiras e duddley queria brincar de colocar o rabo no burro, Harry seria o burro. Mas infelizmente ele havia sumindo da festa, ele e seus amigos se separaram para ir procura-lo , ele o encontrou na frente do vidro da cobra

Harry pov

Ele finalmente passou dos limites, havia trancado seu primo dentro do vidro das cobras. Ele só sabia de uma coisa, precisava ir embora o mais rápido o possível, não sabia se conseguiria sair vivo quando os seus tios o encontrassem. E foi assim, que Harry Potter fugiu da casa de seus tios com 12 anos de idade.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.