Why...?

1 Ore wa baka


Notas iniciais
Bem... só peço que não me matem.

Ajoelhou-se na pedra fria, todos já haviam ido embora, mas ele não podia ir, não conseguiria deixar ele sozinho. Sentia-se culpado pelo que aconteceu por causa dele, seu amado estava morto. Se não fosse por ele Ivan ainda estaria vivo, os dois estariam indo tomar café juntos.

Ahhh...

Não sairia dali nunca mais. Sabia que Ivan o mataria por pensar isso, mas já não importava. Só queria estar junto do garoto de cabelos prateados e olhos violeta.

Ei Ivan, vamos nos encontrar no seu café preferido daqui uma hora? Perguntou Gilbert.

Tudo bem, mas eu tenho que terminar algumas coisas primeiro OK? Responde Ivan.

Tudo bem.

Depois dessa conversa pelo telefone Gilbert recebeu uma mensagem de seu namorado dizendo que ele estava a caminho e que queria lhe dar algo. Animadamente foi até o café esperar Ivan, mas depois de duas horas o outro não havia aparecido. Estava muito nervoso naquele momento. O russo nunca havia se atrasado para um encontro

Muito tempo depois recebeu uma ligação dizendo que Ivan Havia sido morto com um tiro. Ficou completamente estático, a realidade só lhe caíra no dia do enterro. Chorará feito louco, nunca imaginou sentir-se tão mal. Se não fosse por seu irmão, provavelmente nem estaria lá.

Nunca mais veria Ivan. Nunca mais poderia beija-lo, nem veria mais aquela frieza, que em sua opinião fazia o outro muito fofo, não poderia mais ouvir aquela risadinha sempre que se gabava.

Continuou ali ajoelhado. A pedra fria não machucava seus joelhos, poderia ser chamado por qualquer um que não ouviria, estava completamente fora da realidade. Pensar que não tivera coragem de dizer o que realmente sentia ao russo pesava em seu coração. Tudo que aconteceu entre os dois foi por causa do rapaz de olhos violeta, Gilbert nunca lhe convidou pra nada, nem tomou iniciativas, o dia da morte do outro fora a única vez, e havia acabado daquele jeito. Desfez o nó em sua garganta enquanto prendia as lágrimas.

Me... Me desculpe Ivan. Estava ficando difícil se controlar. Eu fiz a maior besteira do mundo e não posso ser perdoado. A culpa de tudo isso é minha... Se-Se não fosse por mim você ainda estaria bem. Eu realmente lamento... Mas não me arrependo disso. De ter te convidado aquele dia, eu realmente queria você comigo. Porém se há alguma coisa pela qual eu me arrependo é de não poder vê-lo novamente, mas ainda por cima eu me arrependo muito de nunca ter sido sincero... Eu-Eu... Eu te amo Ivan. Cerrou fortemente os punhos. Sou muito cabeça dura, e idiota para nunca ter te dito isso antes. Esse é meu único arrependimento, eu não sei se você pode ouvir, mas é verdade.

Fez silêncio, não havia nem um sinal de movimento ou som.

Eu queria poder ver o seu rosto, dizer isso na sua frente e te beijar, mesmo que fosse só uma última vez, eu queria...

Passou sua mão pela lápide do amado. Sentia-se miserável. Percebeu uma pequena caixa pousada ali ao lado. Pegou-a com calma e leu:

Para Gilbert

Quando abriu a caixa viu um pequeno bilhete e dois anéis. Pegou o pequeno pedaço de papel. Estava escrito:

Você quer ser meu para sempre?

Deu uma risada sem humor. Era típico daquele russo. Dentro do pequeno circulo feito de prata estava escrito Eu te amo como se fosse uma pegadinha para o rapaz de olhos vermelhos. Pegou um anel e pôs em seu dedo, servia perfeitamente.

Eu aceito...

Falou. Sentia-se morto. Agora suas lágrimas incontrolavelmente.Olhou para o túmulo pensando qual seria a expressão do russo se estivesse com ele agora.

Eu te amo. Repetiu. E serei seu para sempre.

O tempo parecia infinito. Lembrou-se da primeira vez que se viram, o russo estava com um buque lindo de girassóis. Ele perguntou o porquê daquilo, e recebeu como resposta o que o rapaz de olhos violeta dizia ser seu sonho. Algum dia eu irei para um campo de girassóis, onde é quente e o sol está sempre brilhando havia lhe dito. Na época achou aquilo uma besteira. Mas ainda assim... Tome é pra você o russo lhe disse com um sorriso. O rapaz de olhos violeta havia lhe dado o buque como presente. Aquela lembrança lhe era muito preciosa.

Uma leve brisa quente soprou. Pondo uma pequena mecha de cabelo atrás da orelha, tentando se controlar falou:

Sabe... você teria adorado esse dia. Fazia muito tempo, que não tinha um dia tão lindo, sempre estava frio ou nublado, isso quando não nevava. Você sempre me falou do seu sonho não é? Que queria ir para um lugar quente e ensolarado cheio de girassóis... Eu realmente queria poder ter te levado para esse lugar, hoje seria perfeito. Nós poderíamos ter realizado esse sonho juntos...

Depositou seu buque em cima do túmulo e se virou. As lágrimas já haviam secado, se chorasse muito Ivan ficaria bravo com ele. Continuou caminhando para longe enquanto aquela quente brisa de verão, que já não via há muito tempo, balançava as pétalas dos girassóis que havia depositado em cima da lápide. Durante toda sua vida achou que nunca poderia amar ninguém, que viveria sempre sozinho por ser orgulhoso e cabeça dura, que só havia nascido para brigar e não precisava de ninguém... Mas o russo mudou completamente sua vida. Apertando firmemente o anel disse:

Não se preocupe, não deixarei você sozinho... Parou um segundo. Eu te amo Ivan...

viveria sempre sozinho por ser orgulhoso e cabeça dura, que só havia nascido para brigar e não precisava de ninguém... Mas o russo mudou completamente sua vida. Apertando firmemente o anel disse:

Não se preocupe, não deixarei você sozinho... Parou um segundo. Eu te amo Ivan...

Notas finais
E aí? Ficou triste né? Estou afim de escrever mais algumas fics assim. Por favor comentem.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!