Why.... ?
1 One-shot.
Notas iniciais
Lá estava você, abraçando seu irmão, o sangue escorria por todo lugar. Você dizia algo em que nós, seu companheiros, era impossível de ouvir. Seu irmão chorava e tentava acreditar que você está bem. Você começa a chorar e....
Pof.
Estava sonhando com aquilo novamente. Sonhando com sua morte novamente. Me sentei na cama e passei a mão por meus cabelos.
- As vezes eu desejaria que eu que estivesse morto, Ace.... Eu poderia ter entrado na frente do seu irmão...e você estaria aqui agora.... – Meu coração se aperta tanto que precisei de uma mão para tentar acalmar.
- Marco.... – Jozu entrou no quarto juntamente com Haruta. – Você está bem ?
- Jozu... desde que o pai e o Ace se foram, acho que nunca mais me sentirei bem, yoi*.
- Todos nos sentimos assim....mas, Marco, hoje iremos visitar o túmulo deles. Você virá também, não é ? – Haruta ofereceu.
- Claro – Sorri.
- Então, com licença. – Ambos se retiraram.
Bufei. Com certeza não agüentaria e choraria na frente deles, eles sabem a dor de perder um pai e um companheiro. Eu perdi meu pai e o rapaz que eu estava ligeiramente apaixonado.
Bufei mais uma vez e sai daquele quarto, acho que foi pela primeira vez na semana.
- Bom dia, capitão. Faz tempo que você não sai do quarto, venha comer. – Meus companheiros me chamaram e me sentei juntamente com eles, mas não tinha vontade nenhuma de comer. Essa comida me lembrava dele. Eu sei, estou parecendo realmente melodramático assim, mas não se brinca com meu coração, yoi. – Capitão ?
- Hm ? – Olhei para eles.
- Vamos capitão. Coma, faz bem para você.... – Sorri. Eles se preocupam com cada bobagem.
- Muito bem – Cedi e coloquei uma colher de purê na boca, estava realmente bom. – Está delicioso!
Ficamos comendo e conversando até nosso navegador falar que havíamos chegado aos túmulos.
A primeira coisa que senti foi meu coração se contrair tão violentamente que por pouco não parava. Desci a rampa e fui diretamente aos enormes túmulos, me ajoelhei primeiro ao túmulo do pai.
- Pai... se o senhor soubesse o quanto sentimos sua falta, daria aquela sua risada esquisita e nos mandaria ir pastar. Mas saiba que todos o amamos. Descanse em paz, velhote. – Me levantei e deixei os outros cumprimentarem o pai e Ace. Esperarei todos saírem para poder falar com aquele pedaço de mármore aonde diz que fica o corpo dele.
[...]
Me sentei em frente ao seu túmulo, todos já voltavam para o navio.
- Francamente, Portgas , agora nem sei o que falar para você.... – Servi dois copos de sakê. – Á sua saúde. – Virei o copinho de uma vez em minha boca. – Sabe, eu decidi ser sincero e dizer tudo aqui e agora, apesar de ser o mais esquisito possível, espero que você ouça aonde estiver, yoi. Eu sinto sua falta, idiota. Sinto falta do seu sorriso,da sua gula, do seu cabelo, do seu cheiro, dos seus olhos castanhos, da sua vontade de quebrar o nariz do Teach, da sua tatuagem, das suas chamas.... Porquê você tinha que me deixar desse jeito ? Tudo isso foi porque você se deixou levar pelas implicações do Akainu! E agora eu estou aqui em prantos, chorando igual uma menina por você, idiota, isso mesmo, você entendeu bem, yoi, por você. Eu estou apaixonado por você desde do dia em que o pai lhe convidou para entrar na tripulação! Todas as noites eu sonho com você morrendo e penso no dia em que finalmente poderei lhe ver novamente, eu poderia morrer por você,yoi. Todos estão sofrendo pela sua perda, todos mesmo, mas acho que minha dor é maior do que a deles, mas nem tanto quanto a do seu irmão. Seu irmão chora todos os dias até hoje, sabia ? He... Estou falando como se eu não fizesse o mesmo. – Senti meus olhos começarem a marejar e deixei as lágrimas escorrerem livremente por meu rosto. – A coisa que eu mais desejo é você aqui, junto comigo. P-Porque você não comeu a Yami-Yami-no-mi ?! Poderíamos estar juntos! Mas.... você só me via como um companheiro, não é ? Você não teria tempo para me deixar te fazer feliz, pois feliz você já era.....
Não agüentei e fiquei em silêncio por alguns minutos, as lágrimas caíam mais intensamente.
- Marco, seja um homem e pare de chorar por mim, droga! Não fica assim se não eu choro também. – Ouvi uma voz familiar, levantei o rosto e você estava sentado com as pernas cruzadas em seu túmulo, com os olhos marejados e um sorriso idiota no rosto.
- ACE! – Tentei te abraçar, mas foi em vão, já que é um fantasma.
- Marco, me escute. Meu lema é viver a vida sem arrependimentos, certo ?
- C-certo....
- Agora, que você disse que me amava, eu realmente posso ir descansar em paz. Eu só me arrependia de uma coisa, que era não ter me declarado pra você antes.
O...O quê ?
- Marco, não faz essa cara de assustado. Eu sempre gostei de você. Sabe aquele cozido que você me entregou quando eu cheguei aqui ? Foi o cozido que me fez te olhar pela primeira vez e sentir algo mais quente que as minhas chamas no meu coração. Foi paixão. É realmente muito bom poder ir para o paraíso agora, veja... estou até... d-desaparecendo... – Ace começou a chorar. – M-mas antes... – Ele se aproximou e encostou seus lábios nos meus, apesar de ser um fantasma, eu pude sentir.
- Ace... descanse em paz. – Senti ele desaparecer em meus braços. Juntei o sakê e voltei para o navio.
- Capitão...! Você chegou mais tarde que o normal, o que houve ?
- Não foi nada.... Pessoal!
- Sim ?!
- Vamos dominar esses mares,em nome do papai e do Ace, yoi.
- Aye Sir!
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