Whole Lotta Traxl

2 The Orange Juice


Notas iniciais
Oi, tudo bem? Então, queria agradecer muito pelos reviews de vcs, é motivador, obg e logo vocês irão entender o por que desse titulo.

Axl me levou até um bar que ficava na mesma rua onde ocorreu o show, se não me engano se chamava Rainbow. Procuramos uma mesa mais distante de todos e ficamos por ali, nós dois ficamos quietos, só encarando um ao outro, estranho, pensei, o cara me chama pra beber algo e fica assim?

– Que foi? — Perguntei, aquilo já estava ficando bem chato.

– Nada, só estou pensando no que vou falar pra você, não quero continuar te aborrecendo. — Disse fitando a mesa desta vez.

– Hum, se ficar calado vai ser pior, odeio isso.

– O que vai querer pra beber? — Ok, mudar de assunto é uma boa estratégia.

– Um suco de laranja. — Sorri.

– Suco de laranja? — Riu — Sério? — Riu de novo.

– Qual a graça? Não posso querer ser saúdavel e preferir um copo de suco á um whikey? — Tudo bem, confesso, só pedi o suco pelo simples fato do meu problema, porque com certeza eu estaria pedindo uma Jack Daniel's

– Não, claro que pode, é só que — Riu — É estranho. — Se levantou. — Vou ir lá buscar seu suco, quer que eu traga alguns biscoitos também?

– Aí, anda logo Axl. — Ataquei minha bolsa nele, mas o desgraçado conseguiu desviar a tempo e pior, rindo da minha cara. Chato!

Fui andando até minha bolsa, resmungando, mas outra pessoa chegou antes e pegou a bolsa do chão, corri em direção a essa tal pessoa, comecei a bater no ladrão tentando fazer com que largasse a bolsa.

– Nossa, continua a mesma estressada de sempre, toma isso. — E atacou a bolsa em mim, foi aí que percebi que era o Dave, meu ex, não havia completado nem um mês desde que terminamos.

– Dave, por que pegou minha bolsa?

– Está linda Tracy, estou com saudades! — Disse já segurando em minha cintura e falando bem perto do meu ouvido e pior! Nem respondeu minha pergunta.

– Que bom.

– Então o que estamos esperando? Vem cá. — Dave então me agarra mais forte e tenta me beijar, mas por milagre de forças desconhecidas, eu consegui me soltar, olhei atrás dos ombros de Dave e vi Axl voltando com as bebidas, não pensei duas vezes e saí correndo em sua direção o agarrando pelo braço.

– Axl, ele é um pervertido, quer abusar da minha pessoa, faz alguma coisa! — Faço drama mesmo, estou nem aí.

– Eai Dave, como está? — Ein? Estou perdida.

– Axl! Quanto tempo, depois que ficou famoso nem dá mais as caras por aqui né, tudo bem. — Apesar do Dave responder assim, quando agarrei o braço do Axl, deu pra perceber a sua cara de zangado, mas logo depois disfarçou.

– Perai, vocês se conhecem de onde?

– Há foi a um tempinho já, montamos uma banda juntos, mas não deu muito certo. — Repondeu Dave.

– E porque não? — Perguntei.

– Brigavamos quase todos os dias, tipo, de socos. — Disse Axl simplesmente como se fosse algo normal. — Olha Tracy, sei que se sente atraída por mim, mas já pode soltar o meu braço, temos que voltar a mesa e está doendo. — Me soltei dele logo e voltei para mesa.

– Bom, não quero incomodar você, vou indo nessa, tchau, foi bom rever vocês dois. — Disse Dave e saiu.

– De onde vocês se conhecem? — Perguntou Axl abrindo sua garrafa de Jack Daniel's.

– Hum... — Olhei pro canto. — Ele já foi meu namorado. — Olhei pro Axl de novo e vi que ele não gostou muito, tomou um gole da sua bebida e perguntou

– Ficaram juntos quanto tempo?

– Um ano e meio. — Puxei o meu copo pra mais e tomei um gole, cuspi na hora.

– CREDO! Não é de laranja, é de tangerina, Axl EU O-D-E-I-O TANGERINA. — Limpei minha boca no guardanapo.

– É tudo a mesma coisa, para de reclamar mulher. — Disse tomando sua bebida.

– Tudo a mesma coisa? Que ridículo! — Cruzei os braços e fiquei com um bico enorme. Ouvi risadas vindas dele o encarei e ele riu mais ainda.

– O que foi?

– Ridículo é esse seu drama por causa de um suco, mas você fica linda assim, continue...

Peguei minha bolsa e me dirigi até a saída do bar, mas é claro antes eu atropelei algumas vadias.

– EI, Tracy, volta aqui! Desculpa. – Axl puxou meu braço fazendo-me ficar praticamente colada nele. Ficamos nos encarando por alguns segundos, parecíamos dois idiotas daqueles filmes de romance que passavam todos dias na televisão.

– O que estamos fazendo? Parecemos aqueles casais idiotas da televisão – Ele falou, incrível!

– É – Eu falei e ele soltou meu braço

– Já sei o que vou fazer pra me redimir – Axl disse.

– E o que seria? — Perguntei curiosa

– Vamos! — E saiu apressando o passo, eu sai correndo atrás dele, pedi pra que fosse mais devagar, mas ele nem me ouvia, droga, mas finalmente paramos em frente a um pequeno mercado e ele riu, colocando a mão no rosto

– Não acredito que vou fazer isso. – Ele entrou no mercado.

– Fazer o que? – Corria atrás do Axl, ele era rápido, rápido até demais, eu não aguentava, comecei a cansar demais, ficava difícil respirar, me encostei na parede pra tentar normalizar a minha respiração, mas não conseguia, de repente tudo se apagou.

[...]

– Ai! – Acordei assim, caindo da cama... Peraí, cama? Eu estava no meu quarto, como assim?

– Tracy, até que enfim acordou... E... Você caiu da cama?– Era Miley, ela segurava o riso depois de me ver toda descabelada e caída no chão.

– Claro que não – Disse me levantando rapidamente do chão e me sentando na cama — Como eu vim parar aqui?

– Você desmaiou no mercado, quando estava acompanhada do Axl, lembra?

– Não.

– Ótimo. – Irônica. – Bom, ele te levou pro hospital cuidaram de você, mas você não acordava de jeito nenhum, enfim, eu comecei a ligar pra você queria saber se estava bem, quando Axl atendeu ele ainda estava a caminho do hospital, por que antes ele tinha passado naquela casa de shows onde estava o resto da banda pra poder pegar o carro de algum deles, então eu fui pro hospital e cheguei um pouco depois dele, os médicos disseram que já podíamos te levar e que você naquele momento só estava dormindo por causa dos remédios, te trouxemos pra cá e ele saiu logo em seguida, mas voltou depois, acho que isso é tudo...

– Hum e...

– Ah não, tem outra coisa, ele te deixou uma coisa, um tanto quanto estranha. – Ela disse fazendo uma careta.

– Estranha?

– Está lá na cozinha.

Fomos até lá e ela logo se adiantou.

– Foi isso – Apontou pra uma jarra de suco em cima da mesa. Nesse momento eu ri alto.

– Você está brincando né? – Perguntei a ela, não era possível que ele tenha feito um suco pra mim.

– Não, não estou brincando, quando te deixamos aqui e ele saiu logo em seguida, ele voltou com algumas laranjas e fez esse suco pra você... E deixou esse bilhete também. – Me entregou um bilhete que estava ao lado da jarra, abri o papel logo, enquanto tentava segurar risos que insistiam em sair e comecei a ler em voz alta.

“Oi, espero que tenha melhorado, fiz esse suco pra você, lembra quando disse que ia me redimir? Então, dessa vez eu tenho certeza que o suco é de laranja e não de tangerina” – Como era bobo. – “... E não adianta ficar reclamando de tudo comigo depois disso, pois já não basta eu ter feito o suco, ainda foi natural, olha que amor!” – Ri – “... Se der, mais tarde eu passo aí no seu apartamento pra saber como você está, beijos, sua chata” – Fechei o papel e olhei pra cara de Miley, ela não entendeu nada, mas mesmo assim começou a rir junto comigo.

– Que besta, bom espero que o suco esteja bom pelo menos. – Fui até o armário e peguei dois copos de vidro.

– Toma logo. – Falei pra Miley. – Caso estiver ruim, pelo menos eu vou saber e aí não tomo.

– Ah cala a boca Tracy, beba você primeiro.

– Vamos tomar juntas.

– Meu Deus, é só um suco!

– Que foi o Axl que fez.

– Tá, vamos nós duas. – Olhamos uma pra outra e bebemos o suco ao mesmo tempo e, ah, estava bom, estava bom mesmo, estava muito bom.

– Nada mal. – Ela disse pegando mais na jarra.

– É, ele presta pra algo, olha só. – Entreguei meu copo pra ela para que colocasse mais. – Então... Ele não perguntou do por que do meu desmaio repentino?

– Claro que perguntou, mas eu menti pra ele, e convenci os médicos a mentirem também, contei a eles do seu problema, falei que talvez você tivesse não comido nada e que passou mal, mas eu contei pros médicos do hospital pra que não te dessem um remédio muito forte, o Axl ficou do lado de fora da sala, algumas pessoas ficaram pedindo pra tirar fotos com ele.

– Obrigada, fez muito bem, não quero contar pra ele sobre meu problema. – Me levantei e coloquei o copo em cima da pia. – Na verdade eu nem sei onde essa minha história com ele vai dar.

– Eu acho que vai dar em casamento com um casal de filhos gêmeos, um com o cabelo ruivo e o outro loiro, igual o teu. – Ela sorriu pra mim, olha os absurdos que tenho que ouvir, ficamos conversando e contei a ela sobre tudo que havia ocorrido na noite anterior.

[...] Quendo Miley foi embora, tomei um banho e coloquei meu pijama e ainda eram sete e meia da noite. Quem liga? Estava com um shorts preto, junto com o moletom branco do Bob Esponja, que eu comprei a pouco tempo, era bem fofo e meias também pretas. Levei minha coberta pra sala e peguei meu violão, já fazia tempo que não tocava, cobri minhas pernas com a coberta e fiquei ali tocando, com o violão totalmente desafinado, minha pessoa totalmente fora de ritmo, talvez uma criança de 5 anos tocasse melhor. Mas não desisti, continuei tocando alguns clássicos, até me arrisquei a tocar You and Me do Alice Cooper, como sou romântica.

[...]

– Nossa! Como minha vida é agitada. – Falei comigo mesma, olhei pro relógio e ainda eram oito e vinte, teria que tomar meu remédio ás nove, não podia me esquecer, se não o Dr. Ross e a Miley me matavam.

Então parei de tocar meu violão extremamente desafinado, alguém estava apertando a campainha, e não foi uma ou duas vezes, foram sete vezes.

– Putz, você tem problemas mentais cara? – Era Axl, ficou parado olhando pras minhas pernas, nem disfarçar pelo menos, ele sabe.

– Gostaria de fazer um comentário. – Disse voltando a olhar a da minha cintura acima

– Fala – Disse dando passagem pra que ele entrasse no apartamento.

– Você tem belas pernas, já te disseram isso?

– Cala a boca Axl. – Fechei a porta e fui em direção ao sofá, no qual o ruivo já estava sentado e segurando meu violão.

– Hei, você toca?

– Não, ele serve pra enfeite.

– Porra, pensei que depois de te salvar, você melhoraria seu humor comigo.. – Ele disse largando o violão no sofá.

– Tá, desculpa, sim, eu toco, ou pelo menos tento, mas ele está muito desafinado, e eu não sei como afinar.

– Eu sei, me dá aqui.– Entreguei o violão pra ele. Ele começou a tocar corda por corda e depois de alguns minutos ele afinou, estava com o som perfeito.

– Obrigado, ficou ótimo. – Disse testando algumas notas.

– De nada, então, o que te deu ontem, você sempre fica sem comer assim? A sua amiga, a Miley né? – Assenti com a cabeça. – Então, ela ficou bastante preocupada, parecia até que tivesse acabado de receber uma noticia pior.

– É que as vezes eu esqueço de comer. – Mas, Tracy, quem esquece de comer?

– Quem esquece de comer? – Riu. – Você é louca. – Chegou mais perto de mim. – Me empresta? – Falou apontando pro violão na minha mão, entreguei o violão a ele. – Fala um música.

– You and Me do Alice Cooper. – Tudo bem, eu amo essa música do Alice Cooper.

– Ótima música. – Sorriu. Então Axl começou a deslizar os dedos, tocando nota por nota, cantando de uma forma incrível, com sua voz rouca, porém doce, só fiquei a observa-lhe, ele olhou pra mim e não desviou mais os olhos dos meus, de repente ele parou de fazer tudo e só ficou me encarando, eu não estava diferente. Então ele me beijou, simples assim, ele agarrou minha nuca e começou a aprofundar o beijo cada vez mais, mas de repente parou, só que continuou com sua mão na minha nuca e fixou os olhos em mim, surpreendi a nós dois quando joguei o violão no chão e o beijei novamente, ele agarrou minha cintura e me colocou me colocou em cima do seu colo, senti sua mão começar a deslizar por minhas pernas e me levantei rapidamente.

– Que horas são? – Perguntei arrumando o cabelo.

– O que? – Perguntou Axl sem entender nada.

– Ah, são oito e ciquenta e cinco, eu já volto. – Corri pro meu banheiro e peguei meu remédio que estava no espelho, tomei uma pílula, quase me engasguei, isso que dá tomar sem água, mas tudo bem.

Voltei pra sala e Axl ainda estava com a cara de perdido de antes.

– Então, quer beber alguma coisa? – Disse indo até a cozinha, percebi que ele me seguiu.

– As vezes eu queria saber o que se passa na sua cabeça.

– Oi? Do que você está falando? – Abri a geladeira

– Você me agarra ali na sala e depois sai do nada e volta perguntando “Quer beber alguma coisa?” – Detalhe pra voz fina dele quando falou minha frase

– Te agarrei? Desculpa, eu ouvi isso mesmo? – Olhei pra ele.

– É, até atacou o violão no chão. – Ele disse puxando uma cadeira pra se sentar.

– Mas antes disso, quem beijou quem? – Perguntei colocando a mão na cintura.

Ele olhou pra mesa.

– Então, eu vou querer um vinho, você tem? – Ele deu um sorriso.

– Eu te agarrei, olha que absurdo. – Disse indo pegar a garrafa de vinho que eu ainda tinha ali na geladeira, peguei uma taça pra ele e coloquei a bebida, me sentei na cadeira ao lado dele.

– Ah, já ia me esquecendo, o suco ficou bom?

– Ficou... Ficou razoável. – Não ia falar que estava ótimo, provavelmente ele ia começar a se gabar.

– Ficou razoável – Sussurrou indignado – Eu sei que estava ótimo! – É, não é preciso nem elogia-lo.

[...] Depois de ficarmos conversando um pouco, eu e ele ficamos assistindo alguns filmes que havia ali em casa, ele queria se deitar no mesmo sofá que eu, mas depois de um esforço eu consegui convence-lo de ficar no outro sofá, até peguei alguns travesseiros e uma coberta pra ele. Tinha acabado o segundo filme e quando olhei pro Axl pra perguntar se queria assistir outro filme, o bendito já dormia todo espaçoso no sofá, com a cabeça quase pra fora do mesmo. Olhei pro relógio e já eram onze e dez da noite, não queria acorda-lo, deixei ele ali, desliguei a televisão, me aproximei do Axl, o arrumei no sofá, ou pelo menos tentei, o cara era pesado, puxei alguns fios do seu rosto pra poder enxerga-lo melhor, tinha traços lindos aquele chato, acabei deixando escapar um pequeno sorriso, o cobri com a coberta e sem pensar acabei lhe dando um selinho, que droga, peguei minha coberta e corri pro meu quarto, eu não podia sentir nada pelo Axl, não agora, depois de um tempo pensando no que estava ocorrendo comigo, finalmente adormeci.

Notas finais
Bom, deu pra entender o titulo agora né? Hahaha, é sem noção mas eu gostei. Espero que tenham gostado tbm, e me desculpe se houver erros, foi difícil postar esse capitulo, Nyah tava fogo, mas tudo bem.
Bjs =D